Poemas sobre chuva para transformar dias cinzentos em versos
tem dias que o clarão da aurora não brilha.
dias que a chuva não molha,
que o sol não ilumina,
tampouco a lua.
tem dias que o milho não estoura,
que a padaria não abre,
que o porteiro não sorri.
dias que o ponteiro do relógio não sobe,
nem mesmo desce.
que os carros não engatam,
ou não param.
que os galos não cantam
e a as galinhas não dormem.
dias que as portas não abrem,
dias que o coração não bate.
tem dias que nem são só dia
ou,
são só dias que nem dia tem.
Fica aqui comigo
Vamos esperar a chuva passar
Sem nada dizer
Apenas sentir
Não há porque desistir
Olha aqui pra mim
Redescobre o que nos faz bem
O que nos ajuda a seguir
Vamos tentar recomeçar
Uma nova chance para amar
Yara Alves
CUSCUZ SEMPRE.
De tudo o nordeste tem
tem água boa e tem luz
o verde na chuva vem
e a terra fértil produz
e o dia começa bem
se não falta pra ninguém
o sabor de um bom cuscuz.
Tempestade de amor
Ontem eu era chuva fina
Hoje sou tempestade de amor.
Meire Perola Santos
05/07/2019
16:22
Desabafo ao Tempo:
Rejeição à Chuva e arrependimento ao Sol
Quando a Chuva vem quando o Sol está raiando mais que tudo. Essa chuva é a que mais pega a gente de surpresa, estamos tranquilos quando nos lembramos das roupas no varal. Que raiva! Elas estão quase secas, quase prontas para serem usadas e exercer seu papel de me cobrir e proteger, aí vem essa chuva desavisada e começa a molhar tudo novamente! Por que confiei no Tempo? Por que diabos o Tempo não avisou que a chuva viria? Uma nuvem escura bastava, um simples sinal. Tempo enganoso, enviou-me a chuva sem avisos. Vou te dizer uma coisa Sr. Tempo: da próxima vez que pretenderes mandar-me chuva, tu avisa! Abre o jogo e fecha o céu! Pro Sr. são apenas roupas no varal, mas para mim são as roupas que EU LAVEI, são MINHAS roupas, minha confiança estendida em ti. Tantos povos fazem dança pra tu chegar, clamam por ti, mas hoje eu só te peço: Cessa Chuva! Sai tempo ruim! Vem Sol!
Sr. Sol, me perdoe por não valorizar seus raios enquanto eu os tinha! Ao invés de receber a vitamina que tu podias me dar, fiquei acanhada dentro de casa e fechei as janelas. Oh, Sol!, se tu soubesses o valor que te dou agora... Quanto tempo até estiar e tu volver a mim? Sol, traga contigo o Arco-íris, a selagem de nosso amor, minha companhia predileta junto a ti. Sei que o Arco-Íris é fiel e trará o final dessa tempestade.
Chuva
Chuva é bom... rega a terra, molha o rosto, lava a alma.
Vento é bom... espalha folhas, sopra os cabelos, refresca meu ser.
Sol é bom... clareia o caminho, esquenta o dia, aquece o coração.
Mar é bom... leva o barquinho, traz o pescar, saboreia com sal.
Fogo é bom... derrete metal, ajuda a cozer, queima aqui dentro.
Chuva é bom... rega a folha, molha os cabelos, refresca o dia, lava a alma, inunda meu ser.
O caminho que me leva...
O caminho que me leva na chuva com o rosto molhado e as mãos frias espera de lá chegar para te encontrar preciso de um uísque para me aqueçer e uma toalha para me secar mas onde procurar falta tanto tempo para lá chegar , vinhas tu preocupada em me encontrar e de braços abertos para me abraçar e nessa carícia um beijo longo nessa chuva intensa com as roupas molhadas, espera de um banho quente em nossos corpos entregar.
Quero acordar com a chuva
Caindo num telhado de estanho
Enquanto estou segura em seus braços
Então, tudo o que peço é que você
Venha embora comigo no meio da noite
Poema sem verso Tiago Szymel
“agonia.melodia.dia.chuva.alma.mania.
gosto.boca.beijo.desejo.sabor.
calor.pulsar.sonhar.vibrar.
aqui.ali.acolá.depois.já.
sol.chuva.mar.horizonte.ar.pavor.calma.desespero.pausa.silencio.distancia.ausência.s.a.u.d.a.d.e.agonia”.
Tiago Szymel
((Céu azul))
Agora eu posso ver claramente
Posso ver claramente, agora que a chuva se foi
Consigo ver todos os obstáculos em meu caminho
As nuvens negras que me cegavam foram embora
Será um brilhante dia de sol
Agora sim... a dor foi embora
Todos os sentimentos ruins desapareceram
Aqui está o arco-iris pelo qual tenho rezado
Será um brilhante dia de sol
Brilhante dia de sol
Olhe à sua volta... não há nada além do céu azu
Eu te dei abrigo quando a chuva chegou
Eu te dei beleza quando você só via dor.
Eu te amei quando ninguém mais te amou.
Eu fui paz quando a guerra te alcançou.
Eu fui proteção quando o mundo te atacou.
E quando eu mais precisei,
Você me desabrigou
Você me deu dor
Você não me amou
Você infernizou
Você me atacou.
Você acabou com o amor que eu te dei,
Com a confiança que em ti depositei.
Mas a errada foi eu
Por achar que existia gratidão em quem gosta de destruição.
Contemplar e Viver ou Desesperar-se?
A paisagem é a mesma faça chuva ou faça sol, mas o que vale a pena mesmo nessa vida é aproveitar o que há de melhor nos "riscos eminentes". E eu prefiro mesmo é contemplar, sabe? Às vezes, viver desafiando os medos, as fragilidades e os possíveis desmoronamentos nos torna bem mais atentos e dispostos a não mudarmos de lugar, mesmo quando o anúncio das tempestades sobrevêm.
Ausência
Hoje ao acordar, olhei no espelho e vi que a chuva estava caindo dos meus olhos
Sintoma da falta que você me faz
No peito um canivete atravessado evidenciava os relâmpagos
Um estrondo forte dentro de mim, era o trovão dos meus pensamentos
Todo meu corpo pulsa a dor da sua ausência
Todos os momentos vividos ainda estão presentes dentro de mim
As lembranças me consomem
Apesar de calma por fora, por dentro grito... choro...
Me encontro em total desespero e em vão vou em busca do seu sorriso, do seu olhar e tudo que encontro é o vácuo...
A dor da sua ausência faz minha alma adoecer
Sinto falta do abraço, dos braços, das palavras, do cheiro, do beijo...
Lembro do mar, da praia, das risadas... do chinelo cor de rosa no mercado, será que você se lembra?
Lembro de contar moedas, da sua voz e de não ter grana pro pedágio, rs....
Mas essa dor é minha e eu vou carrega-la dentro de uma mochila como um viajante.
Mas essa não será uma viagem eterna, um dia desse jogo a mala no rio e vou embora.
Vou libertar meu coração de um destino que não teve fim.
História mal acabada e cheia de cicatrizes.
Hoje eu choro, grito, dentro do meu silencio, clamo tua ausência.
Castelos desmoronados, restos de sonhos não concretizados...
Minha fé me diz que nada e ninguém se encontra por acaso, mas eu precisava realmente ter vivido isso?
Busco uma forma de tirar o canivete do meu peito
Mas minha mão não o alcança.
Quebrei o espelho para não ver mais minha dor
Joguei fora as lembranças.
Mesmo assim você ainda vive dentro de mim, me sufocando com sua insistente e desesperadora ausência.
Vai embora por favor!
Coloque suas botas gato e pegue outra estrada.
Faça o caminho inverso.
Boa sorte! Seja feliz!
IDA DE LÁ.
A seca assola o sertão
a tempo a chuva não cai
sem verde na plantação
o nordestino se vai
leva na mala o gibão
mas dentro do coração
a esperança é quem vai.
Não me arrependo...
não suporto,
Quero sair no sol
mas a chuva é necessária
não para sempre.
E como posso admira-lá se tudo se perdeu na tempestade?
se tudo foi perdido
para sempre.
É necessário
Quero a garoa
a brisa
o sol
a cheiro de chuva
o alivio
quero te ver atrás da cinza
quero conviver com minhas escolhas
quero valer
quero teu alivio
não me importar,
com o para sempre
Dançar na chuva
Danço na chuva, para irrigar minhas dúvidas,
Na expectativa de germinar, certezas...
A chuva cai sobre a janela
os pássaros cantam no pergolado
choram pela liberdade
que perderam sem terem renunciado
Cá de dentro do meu quarto
me ponho a meditar
lembro me dos dias livres
e me deito a Lacrimar
Choro a dor
de quem foi lançados na prisão
onde a liberdade
É um mero fruto da imaginação
Mas Tudo começou lá atrás
com a criação os arquétipos sociais
onde a liberdade
foi deixada para trás
Mas ,ora ,eu me pergunto
para que o homem se põe a viver
se o sentido da vida
se consiste em sofrer
Mas meu amigo eu lhe digo
Deus é muito bom
para refugiar a minha alma
criou a solidão
CHUVA DE ÁGUA DO MAR
Homenagem à: Vagner Cerqueira Felix
É só apontar e à despontar, vem ele bem gigante e forte
Arrebatando com violência por dentro
O medo. Ainda não chegou a chuva, mas chega à relâmpago
E a chuva cai, quando o relâmpago chega
O medo do relâmpago é tão forte o raio do céu
E nos meus olhos medo entra portas a dentro
E sai em forma de chuva do céu a desabar
A criança faz um lago de mar
Tampa aos olhos com as suas lindas, puras e pequenas mãos
Só para não ver e tentar se proteger do relâmpago
E a sua libação é diante de Deus, aceitável sacrifício
E fica gravada na memória do tempo a tal paisagem
O relâmpago que antecede a chuva
E o medo da criança precede na chuva aos relâmpagos
(Edson Cerqueira Felix)
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