Poemas sobre chuva para transformar dias cinzentos em versos

Faça chuva ou faça sol, levanta a cabeça e vai em frente 🩸🥶🙌🏻


IG @frases_de_jogador.01

Bom dia!
A cada amanhecer a chuva que cai traz a paz, o orvalho anuncia o sol que vai brilhar, e o dia começa com o cantar dos pássaros para mais alegrar.🌻🌹




*Ery santanna

Chuva de Amor
Quando você chega,
o céu aprende a chover carinho.
Cada gota que toca minha pele
é como se dissesse baixinho:
“Você não está sozinho.”
Chove manso no meu peito,
lavando medos,
fazendo nascer flores
onde antes só havia silêncio.
Teu amor cai como chuva de verão —
quente, inesperada,
dessas que fazem a gente
rir à toa
e querer dançar na rua.
E eu fico assim,
de braços abertos,
deixando teu afeto me molhar inteiro,
porque se for pra me perder,
que seja nessa chuva de amor. ☔❤️

⁠Gratidão imensa pelo privilégio de poder ouvir e ver a chuva 🌧️,sentir o vento ,escutar as trovoadas.
Esse planeta é lindo e causa apego,pena que na maioria das vezes pela dúvida,erramos.
Viver é ser forte,difícil missão aceitar que tem um fim e ainda conviver com a saudade,de quem já partiu.
Na verdade estar aqui é uma grande missão de aceitação.

⁠ Dias de chuva...
muitos dias chuvosos .
O sol tirou férias
São Pedro deixou o posto de controle
Baldes de água caem aleatoriamente
Diz o poeta :
A chuva veio para renovar
e levar embora tudo aquilo que faz mal
poeira, terra seca
calor intenso
Mas desta vez a chuva veio como inimiga
e tanta tragédia causou
Vítimas dos deslizamentos
das enchentes , dos destroços
Não podem esperar a tempestade passar
tem que aprender a dançar na chuva
Muitos voluntários
Os ajudam a acertar o passo
cada passo seja uma conquista
para um novo amanhecer.
********

Saudade do tempo de criança


Saudade do tempo de criança
quando corria na chuva
ou brincava no barro
sem medo de se sujar


saudade do tempo de criança
dos pés descalços no quintal
do vento no rosto
e do cheiro de terra molhada


saudade do tempo de criança
da bola correndo solta
na rua de terra
do interior
onde morava a felicidade


e da bicicleta velha
que parecia voar


saudade do tempo de criança
das noites calmas
com grilo cantando no escuro
e o céu vermelho
se despedindo da tarde


saudade do tempo de criança
quando criança queria ser grande


engraçado


quando cresceu
deu saudade de ser criança


saudade daquele tempo
em que tudo que se imaginava
parecia possível


porque tem coisas
que o tempo não apaga


a criança ainda mora aqui


nos sonhos guardados
na esperança teimosa


em tudo aquilo
que um dia a criança sonhou


e que ainda pode acontecer


porque no fundo


a criança nunca foi embora


ela só ficou ali


quietinha


esperando a gente lembrar dela.

Dias de chuva

Chovia…

Abrigo na memória
uma janela entreaberta,
o latido das gotas caídas,
seduzidas por letras
cantaroladas nas pontas dos dedos.

Chovia...

Nesses dias pardos
que ainda trago na boca...

Abri uma gaveta
de infância —
e não havia nada,
nada que me fizesse lembrar
a faceta de transgressor.

Chovia...

Desejos esses,
habitados em ímpetos silêncios,
de vaga mundos —
sem sair do regaço da minha mãe.

Chovia...

Vertiam-se aqueles beijos
em dia de branco chumbo,
dados com amor e paixão,
como a auga escorrida,
ecoando melodias
no meu coração

chovia, mãe

chovia

chovia

chovia

A chuva chegava sem pressa, como quem volta para casa depois de muito tempo. Cada gota parecia hesitar antes de tocar o chão, suspensa numa dúvida que só o céu entendia. E lá embaixo, as nuvens subiam do asfalto quente — não eram de vapor, eram de memória, de coisas que a gente deixa para trás sem perceber.
No meio dessa confusão de águas, havia um espelho velho, encostado em nada. Ele não refletia rostos, refletia saudade. Você olhava e via a versão de si que não escolheu, parada do outro lado, também te olhando. Doía um pouco. Doía bastante, na verdade.
E o relógio? Ele não tinha ponteiros, só tinha paciência. Marcava horas que a gente não viveu, minutos que escorregaram entre os dedos enquanto distraímos. Às vezes eu pegava ele no colo e sentia o peso do tempo perdido — não é culpa, é só... vida.

O Sol brilha para todos.
A chuva cai e beneficia a todos.
O ar que respiramos é de graça.
A vida é emprestada. Estamos só de passagem.
Devemos ser gentis com quem encontrar pelo caminho.

Estiaram os pesares

O céu parou de chorar. Desfiz-me todavia em lágrimas. A chuva acabou e deixou mais um órfão do seu esplendor.
Tenho lido tanto romance, e ainda lido tão mal com sentimentos e sentimentalismos. Levo muito sofrimento em meu chapéu mas ainda sinto a leva do amor, em algum lugar onde haja chuva.

⁠⁠⁠“Para cada gota de chuva, me pego a pensar:
Onde será que você está?
Nesse instante meus olhos se voltam para a chuva a cair lá fora e meu coração te sente intensamente. Me questiono:
O que fazer agora?
Fecho os meus olhos e entendo que agora não é a hora. Então, termino o meu café e vou-me embora.”

⁠"Ainda que caia a chuva;
Ainda que o frio tome conta do meu ser;
Ainda que o dia seja trocado pela noite ou à noite pelo dia... Nada se compara ao calor que eu sinto toda vez em que eu olho para você."

Chove chuva, chove sem parar.
Vai tristeza, vai embora sem pensar.
Xô solidão, que a vida vem me amar.
Não importa mais se olham para mim,
Porque eu já sei exatamente quem sou.
Sei bem qual é o meu lugar

E caminharei ainda diante da chuva e buscarei os dias em que, distraída, emudecida, me fiz ser do amor e o meu amor eu dei. E quando encontrar pedras, perguntarei a elas, ainda que mudas, e saberei seguir para ter em mim o que não mais tenho e dizer para ti o que tanto me fizeste entender, que não do sofrimento vive o amor e, sim, de uma nota musical leve, flutuante, viva, feliz, e tão suave que os ventos pedem licença para passar e os mares rendem-se a ela.

___ Lene Dantas

Nos dias nublados, continue caminhando.
Nos dias de chuva, seja como a águia: voe acima da tempestade.
Porque acima das nuvens escuras o sol continua brilhando.
Não desista.


Domingos JS Souza.

Briguei Natural..


Briguei com a natureza,
Discuti com a chuva,
Resmunguei com
as nuvens.
Me despi por completo,
Corri para a varanda
e fiquei esperando o
Sol atravessar as massas
Carregadas e me acertar
bem no meio do peito,
com os seus raios ultra violetas.

Enquanto a chuva caía
aproveitou para chorar.
Assim pôde disfarçar
a dor de dentro.

E com ela sonhava,
na chuva corríamos,
dançávamos .
Fizemos amor, brincamos
de casar a cada gota de chuva
era um "celebrar".
Quando acordei era sonho
e estava "sol".

És verso
Há o barulho do silêncio, na tépida madrugada.
A chuva que rola solta pela areia seca de uma duna em movimento.
O brilho do sol por trás da noite enluarada,
A cantiga nova repelida do firmamento,
As vozes de uma multidão numa cabeça já cansada.
A fantasia na realidade digerida
Transforma em cantos o redondo dessa vida.
Sem fome num banquete já servido,
Gritaria aos milhares se pelo menos um tivesse ouvido.
Indaga-se a renúncia da pena quando faltam letras,
Procura-se a poesia no campo já florido.
Num alarido majestoso colheu a flor solitária de um buquê róseo,

Chuva de cores
irriga os canteiros floridos
da minh’alma...
e versos perfumados de luz
germinam de mim...


Uma chuva de cores me invade,
despeja sementes de poesia
sobre os canteiros secretos
da minh’alma inspirada ..
E então, de um lugar que nem sei nomear...
brotam versos, vivos, intensos
e nutridos do perfume
que só a emoção derramada sabe ter...


Cai sobre mim uma chuva mansa de cores,
tocando, com delicadeza antiga,
os canteiros floridos da minh’alma...
E é nesse gesto sutil do céu
que nascem meus versos:
docemente perfumados,
como flores noturnas
que se abrem ao clarão do luar...
✍©️@MiriamDaCosta