Poemas sobre chuva para transformar dias cinzentos em versos
ENTRE RELÂMPAGOS E TROVÕES A CHUVA TRÁS FELICIDADE AOS NOSSOS CORAÇÕES!
Ao abrigar-me da tempestade que caiu aqui, aproveitei o instante para escrever alguma coisa, por ex: Entre relâmpagos e trovões, Deus está mandando muita paz e amor aos nossos corações, abençoando assim o nosso amor. No entanto esta chuva que fortemente cai e rola pelas ruas é o símbolo da nossa felicidade.
SALVE MINHA TERRA!!
Tudo me faz lembrar!
O samba lembra o carnaval;
A chuva repentina, a roupa no varal;
A terra arada e a labuta do capiau.
E jamais hei de olvidar...
A mata e a moto serra;
Da poluição e o planeta Terra;
Nossos mártires ambientais e suas iníquas guerras...
Faço por lembrar!
Chico Mendes pelo Amazonas de meu Brasil;
Zé da Castanha e sua esposa Maria, mulher gentil;
Irmã Dorothy Stang, cheia de fé viril.
Fica para meditar!
O que vem engarrafada vinha da bica;
Do apanhar da árvore, dentro da lata na prateleira fica;
O verde da minha terra, só a bandeira identifica...
Como a Chuva ao Amanhecer
O conforto... O amor...
Onde, no fundo do seu coração, pude escutar as súplicas,
Implorando por alguém que a fizesse voltar a amar.
Será...
Que serei útil?
Que serei capaz de te dar o amor de que tanto necessitas?
As estrelas desenham destinos complexos,
De tão difícil compreensão...
E, ao tentar compreendê-la ao longo de todos estes anos,
Eu me pergunto: serei eu o amor que você tanto busca?
Ou serei apenas como a chuva que cai em meio aos trovões...
E que, quando as nuvens cinzentas se desfazem ao amanhecer,
Desaparece silenciosa, indo embora junto a elas?
chuva
chuva que cai sobre a minha sombra
dando vida e traços ao inanimado
revele as goteiras do meu coração
com todas suas dores e vantagens
chuva que cai em todas as avenidas
estimulando o apresso a companhia
transforme aquela grande caixa vazia
com todos seus defeitos em brasília
chuva que cai sobre as nossas vidas
entre raios luminosos e eternos trovões
traga de volta aquele jardim de flores
com a complexidade da tempestade
chuva que cai sobre as minhas mãos
trazendo a sensação de eterna solidão
me mantenha vivo até o próximo verso
com a sua paixão pelo incompreendido.
Um dia quando a chuva de inverna na estação da tristeza passar
Eu acordar eu com pássaros cantando e o sol radiante como o sorriso que me invadira
Será primavera e as cores com beleza elegância e o perfume que se espelha no ar
E o destino trará dentre o jardim o amor que vira me abraçar,só assim saberei que guando a primavera acabar e o inverno chegar com o frio eu terei o meu amor em seu abraço quente e seguro estarei a amar.
Marcio Melo
A chuva traz o silêncio.
Minha alma se acalma,
os sentimentos se aguçam.
Na melancolia, chega também o entusiasmo,
e o alento me compensa
com momentos tão bons.
O pingo na telha…
e um coração em paz.
Otávio Mariano.
O Vilarejo escondido .
Havia uma chuva torrencial lá fora e quase ninguém podia ouvir .
— Um sábio perguntou você sabe por qual motivo aquele vilarejo não consegue ouvir o barulho da chuva .
Por quê com essa insistência em querer saber mais da vida dos outros que as deles mesmo passaram a não perceber o que realmente tem valor no mundo espiritual.
D. A
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Autora : Gislene Pascutti
Permita-me parar o tempo
Escutar os pássaros
Dançar na chuva
Banhar-me de sol
Permita-me parar o tempo
Descobrir sabores
Desvendar amores
Sorver-me de sol...
Mesmo assim
o sol não aplaca o frio
dentro de mim!
Eu sou o outro.
Sou esse morador de rua.
Sinto sua fome,
sinto o frio, o calor, a chuva.
Sinto sua vergonha,
sinto sua humilhação,
sinto o perigo, a indiferença,
sinto a sensação de não ter valor.
Sou essa mulher agredida —
em palavras e no corpo — pelo marido.
Sou essa mulher que trabalha na rua e em casa,
e ganha menos apenas por ser mulher.
Sou essa mulher que, por tanto tempo,
viu suas escolhas serem decididas sempre pelos homens.
Sou essa criança no mundo,
que sofre por ser frágil, por não ter força.
Sinto o sofrimento violento que os adultos causam.
Sou esse doente na cama,
sofrendo de dor, desenganado pelos médicos,
com apenas a morte esperada no futuro.
Senti a dor do Holocausto judeu,
senti a dor da escravidão do negro.
Eu sinto a dor do outro.
Eu sou o outro.
A chuva é passageira,
o orvalho da manhã seca,
as flores murcham, e a nossa beleza
se vai. Já o amor e a intensidade…
Eles permanecem, assim como as
estações do ano: às vezes mais
quentes, às vezes mais frios,
mas sempre existem.
Avante
Às vezes o que nos resta é a chuva e a cangalha. Então que deixemos nos colocar esse instrumento, usufruir salutarmente da benção da chuva e seguir com equilíbrio o nosso caminho, rumo à meta esperada e deleitar-se com o triunfo, o nosso objetivo.
Erga-se e caminhe; Avante...
Vem a chuva de giz riscar o cansaço,
enquanto o espelho mastiga o perdão.
Borboletas de chumbo mergulham no passo,
de quem guarda o oceano na palma da mão
DeBrunoParaCarla
Em dias chuvosos até penso que seja o fim...mas logo
vejo que assim como a chuva faz florescer os jardins, os
dias de lutas e bagunças são parte da vida e com propósito
de em um dia de sol existir flores para apreciar.
E pensar que talvez nunca tenha sido sobre a chuva. Seja
apenas a forma como lidamos com os nossos
sentimentos, sem saber que cada momento, apesar de ser
difícil, seja comum e importante para evoluirmos. A
sensação de perceber que se não existir chuva, não
existiriam belas rosas e cachoeiras e elas, as cachoeiras,
ensinam que as águas não permanecem as mesmas, elas
sempre passam e vão embora.
Como um bom pescador, que depois da chuva espera por
um peixe, seremos boas pessoas sem pressa e vivendo
cada momento com fé e dignidade, na espera de um dia
tranquilo, que foi lançada a rede por nós, produzido pela
chuva e pescado com paciência em um dia de sol.
Autora: Mariana de Souza Santos
(Mariana Safra)
Ninguém quer ver chuva cair na Baixada Fluminense, porque quando ela chega o sofrimento reaparece. A rua vira rio, a enchente toma direção, e quem sofre de verdade é a população.
A água sobe rápido, invade o barracão, leva sonho, leva móveis, leva a tranquilidade da mão. Enquanto isso a cidade espera uma solução, que aparece em discurso, mas demora na ação.
Verso 6
Depois surgem nas redes com discurso ensaiado, mostrando o rosto sorrindo e o palanque preparado. Prometem que da próxima tudo vai melhorar, que agora aprenderam e vão realizar.
Mas quando a enchente passa e a notícia vai embora, muita gente continua esquecida lá fora. E o povo se pergunta, olhando a situação: cadê as promessas feitas na última eleição?
Helaine machado
Seus olhos castanhos lembram-me a noite de tempestade que sob a chuva contemplei sua foto, me inspiro para gritar seu nome em versos.
Minha paixão se faz única envolvendo-te em penumbra fazendo-me seu servo.
Pois é minha rainha e dona do meu coração, você pulsa em minhas veias descontrolando todo o meu ser.
Tudo ao meu redor se torna uma banalidade por querer somente a ti.
O banco a árvore e a lua,
O cansaço, a companhia e o silêncio,
A chuva cai, as lágrimas se misturam,
A luz do poste em frente acende e apaga initerruptamente, a árvore é meu apoio é meu consolo,
Já é madrugada, a chuva parou, as lágrimas também, o luz do poste já não acende mais, a lua ilumina, a sombra da árvore me acalma,
O banco agora virou cama, talvez ao amanhecer eu não esteja mais aqui.
Final de agosto,
dia quente,
calor insuportável.
Parece que vem chuva por aí
Eu ouço os trovões distantes,
o som do vento a barulhar,
é a chuva itinerante
passando por tantos lugares:
hoje aqui, amanhã lá.
Observo as primeiras gotas
pelo vidro da janela a deslizar,
formando desenhos estranhos
ao se misturar com a poeira
que o vento levantou.
Rendado ficou o vidro,
embaçado ficou meu olhar.
Agosto definitivamente se despede,
a chuva, com certeza,
em outra ocasião voltará.
editelima 60
O NÓS VIROU EU
A tempestade ficou sem chuva
meu copo acabou o vinho
eu devo sair hoje?
ou devo ficar?
... o que devo dizer
eu aprendi a ler
lendo sua mente silenciosa
eu aprendi a escrever
aprendendo você de cor
mas quem é você hoje?
meus olhos correram para fora da vista
minha rota ficou sem placas
hoje eu perco o seu caminho
para encontrar o meu caminho
Paulo H Salah din
A chuva chegava sem pressa, como quem volta para casa depois de muito tempo. Cada gota parecia hesitar antes de tocar o chão, suspensa numa dúvida que só o céu entendia. E lá embaixo, as nuvens subiam do asfalto quente — não eram de vapor, eram de memória, de coisas que a gente deixa para trás sem perceber.
No meio dessa confusão de águas, havia um espelho velho, encostado em nada. Ele não refletia rostos, refletia saudade. Você olhava e via a versão de si que não escolheu, parada do outro lado, também te olhando. Doía um pouco. Doía bastante, na verdade.
E o relógio? Ele não tinha ponteiros, só tinha paciência. Marcava horas que a gente não viveu, minutos que escorregaram entre os dedos enquanto distraímos. Às vezes eu pegava ele no colo e sentia o peso do tempo perdido — não é culpa, é só... vida.
Às vezes a vida parece um grande cata-vento girando sem direção certa, enquanto a chuva cai devagar e lava o que não conseguimos ver. No meio dessa confusão, a morte passa quieta, como uma sombra que ninguém convida, mas que sempre chega. Olho ao redor e encontro cacos de espelhos espalhados pelo chão, pedaços de mim refletindo rostos que já não reconheço.
Moro em uma casa sem teto, onde o céu entra sem pedir licença e as estrelas caem dentro da sala. Ao lado, o relógio que marca hora no sentido inverso me lembra que o tempo volta, mas nunca para o mesmo lugar. Meus pés afundam na areia movediça dos dias, puxando devagar para baixo tudo o que tento segurar.
É estranho viver num lugar onde nada parece fazer sentido. As coisas se quebram, se misturam, se perdem. E ainda assim, sendo que tudo em si está no máximo de conexão, sinto que cada pedaço solto faz parte de algo maior. A dor encontra a alegria, o fim encontra o começo, e no silêncio da chuva que não para, descubro que estar perdido é, de alguma forma, estar inteiro.
