Poemas sobre chuva para transformar dias cinzentos em versos
A chuva cai, mas tudo bem
Se o teu abraço ainda vem
A gente aprende com o que foi
E vive o agora — eu e tu, nós dois _ Frase da música A Vida É Hoje do dj gato amarelo
A felicidade é chuva de verão,
Cai de repente e molha o coração.
Depois que passa, fica a emoção,
Nas poças da alma, a recordação. - Frase da música Verão no Coração do dj gato amarelo
É que esse seu sorriso... há muda tanta coisa!
Tranforma em cor qualquer cinza,
faz chuva cair mansinha - um sorriso sabor cobertor e pipoca numa tarde fria,
um colchão, uns amassos...
Se a chuva cai, é pra curar,
Pra novas flores despertar.
O tempo ensina a renascer,
E a luz volta a me envolver. - Frase da música Na Direção do Sol do dj gato amarelo
A chuva cai, mas o vento é canção
O tempo ensina a ter mais paixão
Entre tropeços, risos e paz
É contigo que tudo se refaz - Frase da música Dia Após Dia do dj gato amarelo
O café esfria, mas o teu olhar aquece
A rua é igual, mas contigo tudo acontece
Um passo na chuva, risos sem razão
Cada instante vira uma canção - Frase da música Grandioso Assim do dj gato amarelo
Entre relâmpagos e sentimentos
Me relaciono como quem pisa na terra seca,
à espera da chuva. Primeiro,
deixo que a poeira envolva meus pés,
tímida, apenas levantando o véu do chão.
Mas, quando estou pronto para sentir
o toque suave das primeiras gotas,
o céu inteiro se desfaz em trovões:
relâmpagos e sentimentos.
Uma rajada de água desce,
apaga minhas pegadas,
desfaz meus rastros e certezas.
O amor, aparentemente, não é apenas um chuvisco,
mas uma tempestade que encharca cada canto,
sem pedir licença, ocupando todo o espaço
que sempre foi seu.
Vejo claramente agora, a chuva se foi, e os obstáculos submersos reaparecem; às vezes somos decepcionados por algo bem próximo!
Há momentos que alguém não me vê mesmo ao lado dela; em certos dias nublados uma vida vai passando, de dias administráveis para uma tensão constante, próximo de uma solidão!
Vida solitária voa, e uma no abraço caminha leve... e ela vê nos caminhos o orvalho beijando as flores que se abrem... não é uma história à ser corrigida!
Na vida, quando a sua verdade exíta numa excessão, ela reside no inconfessável... em outra verdade; não é uma estória a ser corrigida!
Chuva Serena no Alto do Iracema
O domingo adormece,
A noite guarda o luar;
Lá fora a chuva desce
Mansa a embalar o ar.
A cidade em gesto terno
Silencia em comunhão,
Prepara, em laço fraterno,
A semana e o seu chão.
No Alto do Iracema,
Tudo é calmo, tudo é luz;
Há ternura que se extrema
No amor que ali conduz.
Beth, zelosa sentinela,
Cuida em gesto maternal;
E Laurinha, doce estrela,
É ternura essencial.
Vejo Deus nas belezas do mundo;
Ouço Deus nas cachoeiras,mares e rios;
Sinto Deus na chuva e no sol;
Recebo Deus dentro do meu coração.
Pensamento IV
O que criamos nós?
Se o chuveiro imita a chuva,
se a lâmpada finge ser sol,
se o tecido sonha ser pele —
o que criamos nós?
Se a roda é vista da lua,
se domamos o galope com fogo,
se voamos como pássaros,
ou pairamos como libélulas —
o que criamos nós?
Copiamos. Adaptamos.
Ajustamos o mundo à nossa imagem.
Chamamos isso de invenção.
Mas no fim, manipulamos.
O cheiro da chuva me lembra você. Lembra aquela noite chuvosa de outono, na volta da escola. E a chuva? Ah, a chuva; outra vez dando uma de cúpido!
E, enquanto os pingos molhavam nossas faces, os nossos lábios se tocavam numa suavidade esplêndida.
- uma jovem poeta
Precisamos voltar para casa,
aonde a chuva não tem medo de cair
e as pessoas não tem medo de sorrir.
Precisamos voltar para casa,
no lugar em que o preto
não tinha medo da dor,
apenas por ser a ausência de cor,
mesmo em uma caixa cheia de tons
que possuem os mesmos dons
de traçarem o caminho de um papel.
Precisamos voltar para casa,
para o lugar em que a Alice
acreditavaque o mundo é uma Maravilha,
hoje ela sabe que é burrice.
Precisamos voltar para casa,
aonde eu não tenho medo da minha casa.
Levantei, como de costume.
Tudo estava no lugar.
A chuva veio antes da alba,
eu não tinha medo de me molhar.
Nem azul, nem cinzento era o sentimento.
Cada gota tinha três olhares.
A cada três olhares, estava eu.
Entre memórias, sons e cheiros, deixei o lugar.
O que há de ser de nós?
Penso eu…
O que há de ser de mim?
Segurei cada gota com a ponta dos meus dedos;
em cada uma delas havia uma lembrança.
Encontrei-me no silêncio,
sussurrando o meu próprio nome.
A chuva eram memórias,
minhas saudades eram a chuva.
Abracei-me com força,
finalmente, o choro parou.
Guardei as presas minha coleção.
Oh, minha querida!
seu nome é amor.
SEGREDOS DA NOITE
Em particular, amo três coisas na natureza: a noite, a primavera e a chuva.
Amo a noite, pois ela leva consigo a esperança do amanhã, onde tudo pode ser diferente — novamente.
A chuva me faz ver o cuidado de Deus em cada gota; ao soprar dos ventos, ouço Sua voz, Seu alento.
Na primavera, vejo o renovo em cada flor; vejo a criança, pequena e tenra.
Então, me curvo ao amor divino, em silêncio, confiança e reverência.
Cícero Marcos
Quero de Volta
Quero de volta minhas noites de chuva, minhas estrelas, meu céu nublado e o vento cortado.
Minha lua em todos os estágios. Nova, crescente, quarto crescente, cheia, minguante e quarto minguante.
Deitar na grama, na areia ou na terra para viajar no espaço e ver as figuras que se formam com o movimento das nuvens. Balançar na rede e embalar a rede.
O papo solto, os assuntos proibidos, os assuntos leves e também os pesados. As verdades de qualquer estirpe.
As músicas de qualquer espécie. As espécies que falam da gente e que falam nada. Que fazem sentido e que sentido não tem.
Quero de volta o acordar mais tarde com o peso do teu corpo e o carinho de um beijo.
O roçar de dedos, de mãos, de pernas, de narizes, línguas e corpos, do roçar das mentes. Os prazeres, arrepios e gozos.
As pernas que pesam umas sobre as outras, as pernas que descansam umas nas outras. As pernas que seguem as mesmas trilhas, que caem e se levantam, que se cortam e se cuidam.
Os pés que acariciam outros pés. Os olhos e olhares diretos, furtivos e de lado. O cuidado do corpo, da alma, das feridas, dos achares e dos pensares.
As brincadeiras sem graça com grandes risadas, risadas que não acabam e risadas da seriedade.
Quero de volta a honesta palavra e a atitude honesta. O reto, sem subterfúgios, as escolhas diretas, a prioridade, o correto jeito das coisas.
A transparência das roupas, da alma e da mente. As corridas, os treinos, a endorfina, o prazer da diversão a cada passo, a cada papo, a cada abraço, a cada pingo, pingo de suor, suor que encharca, encharca o corpo e a alma.
Quero de volta meus sonhos, meus pesadelos, minhas ilusões, minhas desilusões, fantasias, viagens e imaginações.
Quero de volta as surpresas feitas, as surpresas recebidas.
Quero de volta a alegria pura, a felicidade gratuita, o encontro por acaso e também o descarado.
Quero de volta o namoro na chuva.
Observe uma gota de chuva no vidro do carro.
Há apenas uma.
Veja-a com atenção.
Tente entendê-la não apenas pela sua visão, de dentro do carro,
mas também pela perspectiva dela —
que te observa estando dentro, e não fora.
Talvez ela esteja vivendo um momento difícil,
sabendo que, quando o carro seguir viagem,
precisará seguir o seu próprio caminho.
Ou talvez compreenda que, se o carro seguir,
ela já terá cumprido a sua missão.
A gota não controla o movimento do carro,
assim como nós não controlamos tudo o que passa por nós.
Ela apenas existe enquanto está ali,
fazendo o que pode.
Cumprir a missão não é permanecer,
mas saber a hora de seguir —
ou de deixar seguir.
Nem toda despedida é fracasso.
Algumas são apenas consciência.
A gota não é fraca por cair.
Ela é inteira por entender o seu tempo.
Porque nem tudo que vai ficar precisa ficar para sempre,
e nem tudo que vai embora perdeu o seu valor.
De dia ou de noite, no calor ou no frio, ao sol ou à chuva — avance.
Avance pelo propósito, pelas metas, pelos objetivos. E, se no percurso perder a direção, não tema.
Refaça o caminho, retorne pela mesma direção até ao ponto de partida.
Certamente, reencontrar-se-á.
Nos dias ensolarados, sinto saudades da chuva
Em dias chuvosos, sinto saudades do sol
Brigo com a previsão do tempo para esquecer,
Que saudades de verdade, eu sinto mesmo é de você.
