Poemas sobre chuva para transformar dias cinzentos em versos

Ela é Ela


Ela é linda e intensa como a praia, mas calma como o som da chuva.
Ela não é minha, não é de ninguém.
É um pássaro livre, que não pode ser pego. Ela é aventura
E, ao mesmo tempo, é o sono que vem de noite.
Ela é simpática, mas, quando quer, sabe ser grossa.
Ela é animada, mas algo pequeno estraga seu dia.
Ela é linda como o luar.
É apaixonada como o coelho que habita a Lua.
E se agarra à ideia de que existem cores neon, mas também há as neutras.
Ela é feliz e radiante como o sol,
Mas intensa como o rock.
Ela é tudo e nada.

AMOR COMERCIAL:

É fria e úmida a chuva que cai
Madrugada adentro.
E eu a senti-la aqui sozinho
Encontro esse poema, meu alento,
Esse poema comercial... Ele versa o amor
Fala do amor? Ou de amor?
Ah! Quem falar do amor seria capaz?
Sobre a vidraça em brumas que nos separa
Eu posso exprimir seu rosto,
Meu sonho é comercial!...
Porque assim são iguais todos os textos,
Todas as cenas, e todos os temas,
De amor... São iguais.
Do amor que se expele que se explicita.
Eterno (...). Que como o ódio, e como a libido,
O homem prova para reprovar
E falar de amor é comercial.
Também é comercial,
A criatura que não é do criador.
Deveras minha poesia é comercial.

"Se você encontrar alguém disposto a caminhar na chuva com você, não fuja,
molhe-se!"
Haredita Angel
30.11.13

Novembro de Pombeiro em flor,
encantamento com a chuva
molhando a terra com amor,
Não é preciso buscar nenhum
tipo de validação externa,
Quem ama esta terra
não a trata como opção
e nem pensa em substituição,
Falta aprender a olhar
com compromisso e coração.


(É sobre a nossa percepção).

Depois da chuva cair,
seguir os teus passos,
Sentir a delícia que é
o aroma de petricor,
Dançando o Cacuriá
no ritmo do tambor,
que faz o nosso amor.


Tocando na varanda
para a vizinhança ouvir,
Não conhecemos mais
outro ritmo a seguir,
O que queremos traz
só o que ancora e faz.


O mundo lá fora para
tanto faz, e não perfaz
sobre o que importa,
E nunca será diferente
porque amamos amar
avassaladoramente...

Chove chuva, chove sem parar.
Vai tristeza, vai embora sem pensar.
Xô solidão, que a vida vem me amar.
Não importa mais se olham para mim,
Porque eu já sei exatamente quem sou.
Sei bem qual é o meu lugar

Vem a chuva de giz riscar o cansaço,
enquanto o espelho mastiga o perdão.
Borboletas de chumbo mergulham no passo,
de quem guarda o oceano na palma da mão


DeBrunoParaCarla

SUBMERSA EM MIM


A chuva lá fora transborda o que carrego no peito. Sob o toque das gotas, perco-me em correntes submersas, vendo que, nesse oceano, não há margem para voltar — apenas o agora, profundo e infinito. Um mergulho intenso que só eu sinto.
Lu Lena

Vem a chuva forte,
Molha a roupa do varal,
Livre a alma voa.


Lu Lena / 2026

GOTEIRAS DA INFÂNCIA
(No chão que a saudade regou)

Quando criança, eu achava que a chuva era o choro de Deus. Hoje, compreendo que aquela visão pueril não trazia goteiras de melancolia, mas sim o orvalho que preparava o solo fértil; essa lembrança desenhava, o tempo todo, o meu chão para que a vida pudesse, enfim, brotar e florescer. Mesmo que, no decorrer desse caminho, alguma flor murche, ela não morre, pois Deus sempre me estende um regador.

Lu Lena / 2026

A lágrima é chuva particular:
quando cai, ninguém vê o céu nublado…
mas por dentro já trovejou faz tempo.

Ser humano

Chuva que cai no dia de calor
Sensação de paz momentânea
Violência instaura o terror
A realidade é instantânea

Há disparidade em altos níveis
O consumo diário no capitalismo
O avanço utópico do anarquismo
Tantas diferenças, todas incríveis

Enquanto jogamos conversa fora
E outros não podem se expressar
Ignoramos a chance de mudar
Mudança global? Não agora!

Estamos cheios das tolices
Corrompidos pelos poderosos
Seres férteis em bizarrices
Nossos ídolos estão mortos

Quem pensa diferente, é louco
Quem pensa igual, é pouco
Quem não pensa, é normal
O que Ele pensa? Erro fatal.

Desfilando na chuva

Certa vez, um aventureiro saiu a caminhar
Estava chovendo e ele permitiu se molhar
Sem apressar o passo, optou pela sensação
Enquanto todos corriam, ele era a exceção

Sabiamente, refletiu acerca da fuga alheia
Era como se cada um quisesse a sua aldeia
Muito calor no verão, muito frio no inverno
Sempre há o que reclamar, um ciclo eterno

Imaginou o que eles imaginaram ao vê-lo
Sozinho, encharcado, em total desmazelo
Sequer possuía um guarda-chuva: coitado!
Já que é tão comum se prevenir um bocado

A sua intenção era lógica: sentir a chuva
Ao mesmo tempo que tinha gente de luva
Que pecado! Que blasfêmia! Que heresia!
Não ser mais um desesperado em demasia

Ele poderia ter ficado gripado e não ficou
Ter optado por chegar antes, mas desfilou
Parecia insana a curtição naquele cenário
Mas a felicidade não tem prévio horário.

"Gosto da vida e tudo que se abre em flor.
Gosto do barulho que a chuva faz no telhado,
as gotinhas quando caem cantam melodias de amor.
Gosto do olhar apaixonado, de encontros inesperados,
gosto de ver o acordar do Sol e o aproximar da Lua.
Gosto do silencio da noite, do arco ires depois da chuva.
Resumindo como é bom viver".

❝ ...Gostaria de ser calmaria, em dias de
chuva, mas sou furacão em dias de
tempestade. Não nasci para ser aro- ires
e sim uma flor num abismo... Nem todos
tem a coragem de alcançar-me ...❞

❝ ...A Mulher Guerreira não tem medo do aguaceiro; ela dança na chuva e prova que a felicidade é um estado de espírito que vento nenhum apaga.
O medo é para quem não aprendeu a lavar a alma.
Ela levanta os braços, deixa a água abençoar o rosto. Em cada giro leve, em cada entrega que acalma, Há um adeus definitivo ao que ficou exposto...❞


---------------- Eliana Angel Wolf


---------- Eliana Angel Wolf

⁠❝ ...Seu riso, na chuva, é um hino que silencia o trovão, É o ensinamento mais doce sobre o poder de ser. Feliz porque venceu o peso de ser perfeição, E Guerreira porque escolheu dançar para sobreviver.
A chuva se recolhe, pintando o oeste em tons de desapego, E a poeira da luta, enfim, assenta-se no ar. A Mulher Guerreira guarda a espada, sem apego, Pois a maior vitória é ter chegado ao seu lar....❞


------------------- Eliana Angel Wolf

Briguei Natural..


Briguei com a natureza,
Discuti com a chuva,
Resmunguei com
as nuvens.
Me despi por completo,
Corri para a varanda
e fiquei esperando o
Sol atravessar as massas
Carregadas e me acertar
bem no meio do peito,
com os seus raios ultra violetas.

Enquanto a chuva caía
aproveitou para chorar.
Assim pôde disfarçar
a dor de dentro.

E com ela sonhava,
na chuva corríamos,
dançávamos .
Fizemos amor, brincamos
de casar a cada gota de chuva
era um "celebrar".
Quando acordei era sonho
e estava "sol".