Poemas sobre chuva para transformar dias cinzentos em versos
Quero de Volta
Quero de volta minhas noites de chuva, minhas estrelas, meu céu nublado e o vento cortado.
Minha lua em todos os estágios. Nova, crescente, quarto crescente, cheia, minguante e quarto minguante.
Deitar na grama, na areia ou na terra para viajar no espaço e ver as figuras que se formam com o movimento das nuvens. Balançar na rede e embalar a rede.
O papo solto, os assuntos proibidos, os assuntos leves e também os pesados. As verdades de qualquer estirpe.
As músicas de qualquer espécie. As espécies que falam da gente e que falam nada. Que fazem sentido e que sentido não tem.
Quero de volta o acordar mais tarde com o peso do teu corpo e o carinho de um beijo.
O roçar de dedos, de mãos, de pernas, de narizes, línguas e corpos, do roçar das mentes. Os prazeres, arrepios e gozos.
As pernas que pesam umas sobre as outras, as pernas que descansam umas nas outras. As pernas que seguem as mesmas trilhas, que caem e se levantam, que se cortam e se cuidam.
Os pés que acariciam outros pés. Os olhos e olhares diretos, furtivos e de lado. O cuidado do corpo, da alma, das feridas, dos achares e dos pensares.
As brincadeiras sem graça com grandes risadas, risadas que não acabam e risadas da seriedade.
Quero de volta a honesta palavra e a atitude honesta. O reto, sem subterfúgios, as escolhas diretas, a prioridade, o correto jeito das coisas.
A transparência das roupas, da alma e da mente. As corridas, os treinos, a endorfina, o prazer da diversão a cada passo, a cada papo, a cada abraço, a cada pingo, pingo de suor, suor que encharca, encharca o corpo e a alma.
Quero de volta meus sonhos, meus pesadelos, minhas ilusões, minhas desilusões, fantasias, viagens e imaginações.
Quero de volta as surpresas feitas, as surpresas recebidas.
Quero de volta a alegria pura, a felicidade gratuita, o encontro por acaso e também o descarado.
Quero de volta o namoro na chuva.
Observe uma gota de chuva no vidro do carro.
Há apenas uma.
Veja-a com atenção.
Tente entendê-la não apenas pela sua visão, de dentro do carro,
mas também pela perspectiva dela —
que te observa estando dentro, e não fora.
Talvez ela esteja vivendo um momento difícil,
sabendo que, quando o carro seguir viagem,
precisará seguir o seu próprio caminho.
Ou talvez compreenda que, se o carro seguir,
ela já terá cumprido a sua missão.
A gota não controla o movimento do carro,
assim como nós não controlamos tudo o que passa por nós.
Ela apenas existe enquanto está ali,
fazendo o que pode.
Cumprir a missão não é permanecer,
mas saber a hora de seguir —
ou de deixar seguir.
Nem toda despedida é fracasso.
Algumas são apenas consciência.
A gota não é fraca por cair.
Ela é inteira por entender o seu tempo.
Porque nem tudo que vai ficar precisa ficar para sempre,
e nem tudo que vai embora perdeu o seu valor.
De dia ou de noite, no calor ou no frio, ao sol ou à chuva — avance.
Avance pelo propósito, pelas metas, pelos objetivos. E, se no percurso perder a direção, não tema.
Refaça o caminho, retorne pela mesma direção até ao ponto de partida.
Certamente, reencontrar-se-á.
Nos dias ensolarados, sinto saudades da chuva
Em dias chuvosos, sinto saudades do sol
Brigo com a previsão do tempo para esquecer,
Que saudades de verdade, eu sinto mesmo é de você.
Olá, Boa tarde, Só agradecer. Por tudo...
Pelo meu trabalho, que me realiza. Pela chuva que lava a alma e pela luz do sol que a aquece. Pelos amigos, pilares nos dias bons e ruins. Pelo privilégio de poder estudar, de aprender e crescer. Por momentos de paz, tesouro raro e valioso.
Por este coração, capaz de sentir tanto. E, principalmente, por você. Por essa presença única, que trouxe um sentido especial a tudo. Simplesmente insubstituível. A Vida...
Será que a lua se lembrou do sol,
Ao ver a chuva se atirar no mar,
Enquanto o vento abraçava
Os girassóis,
Sei lá.
Será que o sol gritou pra ela escutar,
Ao ver no horizonte ela partir,
Enquanto ele acordava
Via o luar
Dormir,
Sol e lua, vi vocês daqui.
Bom dia!
A cada amanhecer a chuva que cai traz a paz, o orvalho anuncia o sol que vai brilhar, e o dia começa com o cantar dos pássaros para mais alegrar.🌻🌹
*Ery santanna
Chuva de Amor
Quando você chega,
o céu aprende a chover carinho.
Cada gota que toca minha pele
é como se dissesse baixinho:
“Você não está sozinho.”
Chove manso no meu peito,
lavando medos,
fazendo nascer flores
onde antes só havia silêncio.
Teu amor cai como chuva de verão —
quente, inesperada,
dessas que fazem a gente
rir à toa
e querer dançar na rua.
E eu fico assim,
de braços abertos,
deixando teu afeto me molhar inteiro,
porque se for pra me perder,
que seja nessa chuva de amor. ☔❤️
Gratidão imensa pelo privilégio de poder ouvir e ver a chuva 🌧️,sentir o vento ,escutar as trovoadas.
Esse planeta é lindo e causa apego,pena que na maioria das vezes pela dúvida,erramos.
Viver é ser forte,difícil missão aceitar que tem um fim e ainda conviver com a saudade,de quem já partiu.
Na verdade estar aqui é uma grande missão de aceitação.
Dias de chuva...
muitos dias chuvosos .
O sol tirou férias
São Pedro deixou o posto de controle
Baldes de água caem aleatoriamente
Diz o poeta :
A chuva veio para renovar
e levar embora tudo aquilo que faz mal
poeira, terra seca
calor intenso
Mas desta vez a chuva veio como inimiga
e tanta tragédia causou
Vítimas dos deslizamentos
das enchentes , dos destroços
Não podem esperar a tempestade passar
tem que aprender a dançar na chuva
Muitos voluntários
Os ajudam a acertar o passo
cada passo seja uma conquista
para um novo amanhecer.
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Saudade do tempo de criança
Saudade do tempo de criança
quando corria na chuva
ou brincava no barro
sem medo de se sujar
saudade do tempo de criança
dos pés descalços no quintal
do vento no rosto
e do cheiro de terra molhada
saudade do tempo de criança
da bola correndo solta
na rua de terra
do interior
onde morava a felicidade
e da bicicleta velha
que parecia voar
saudade do tempo de criança
das noites calmas
com grilo cantando no escuro
e o céu vermelho
se despedindo da tarde
saudade do tempo de criança
quando criança queria ser grande
engraçado
quando cresceu
deu saudade de ser criança
saudade daquele tempo
em que tudo que se imaginava
parecia possível
porque tem coisas
que o tempo não apaga
a criança ainda mora aqui
nos sonhos guardados
na esperança teimosa
em tudo aquilo
que um dia a criança sonhou
e que ainda pode acontecer
porque no fundo
a criança nunca foi embora
ela só ficou ali
quietinha
esperando a gente lembrar dela.
Dias de chuva
Chovia…
Abrigo na memória
uma janela entreaberta,
o latido das gotas caídas,
seduzidas por letras
cantaroladas nas pontas dos dedos.
Chovia...
Nesses dias pardos
que ainda trago na boca...
Abri uma gaveta
de infância —
e não havia nada,
nada que me fizesse lembrar
a faceta de transgressor.
Chovia...
Desejos esses,
habitados em ímpetos silêncios,
de vaga mundos —
sem sair do regaço da minha mãe.
Chovia...
Vertiam-se aqueles beijos
em dia de branco chumbo,
dados com amor e paixão,
como a auga escorrida,
ecoando melodias
no meu coração
chovia, mãe
chovia
chovia
chovia
O Sol brilha para todos.
A chuva cai e beneficia a todos.
O ar que respiramos é de graça.
A vida é emprestada. Estamos só de passagem.
Devemos ser gentis com quem encontrar pelo caminho.
Estiaram os pesares
O céu parou de chorar. Desfiz-me todavia em lágrimas. A chuva acabou e deixou mais um órfão do seu esplendor.
Tenho lido tanto romance, e ainda lido tão mal com sentimentos e sentimentalismos. Levo muito sofrimento em meu chapéu mas ainda sinto a leva do amor, em algum lugar onde haja chuva.
“Para cada gota de chuva, me pego a pensar:
Onde será que você está?
Nesse instante meus olhos se voltam para a chuva a cair lá fora e meu coração te sente intensamente. Me questiono:
O que fazer agora?
Fecho os meus olhos e entendo que agora não é a hora. Então, termino o meu café e vou-me embora.”
"Ainda que caia a chuva;
Ainda que o frio tome conta do meu ser;
Ainda que o dia seja trocado pela noite ou à noite pelo dia... Nada se compara ao calor que eu sinto toda vez em que eu olho para você."
Chove chuva, chove sem parar.
Vai tristeza, vai embora sem pensar.
Xô solidão, que a vida vem me amar.
Não importa mais se olham para mim,
Porque eu já sei exatamente quem sou.
Sei bem qual é o meu lugar
E caminharei ainda diante da chuva e buscarei os dias em que, distraída, emudecida, me fiz ser do amor e o meu amor eu dei. E quando encontrar pedras, perguntarei a elas, ainda que mudas, e saberei seguir para ter em mim o que não mais tenho e dizer para ti o que tanto me fizeste entender, que não do sofrimento vive o amor e, sim, de uma nota musical leve, flutuante, viva, feliz, e tão suave que os ventos pedem licença para passar e os mares rendem-se a ela.
___ Lene Dantas
