Poemas sobre chuva para transformar dias cinzentos em versos

Depois da chuva pesada,
Um arco-íris vai surgir.
A vida sempre dá entrada
Para a luz voltar a abrir.

AMOR LÍQUIDO


O amor some ligeiro
Sem tempo pra se firmar
Feito chuva passageira
Que nem chega a molhar
É um pássaro avexado
Que após já ter pousado
Se apressa em voar

A chuva pode encher o riacho até transbordar,
mas o riacho continuará no mesmo lugar.
O vento vem em tempestade, a mil por hora,
e ainda assim, a montanha permanece firme no mesmo lugar.
O sol pode aquecer tanto
a ponto de não sobrar vida em nenhum lugar,
mas basta a água tocar a terra
para que a vida floresça outra vez.
Tudo tem um propósito,
mesmo que não compreendamos o verdadeiro sentido
da vida vivida.

Gosto...

Gosto da chuva preguiçosa fim da tarde
Gosto do sol em férias no camarim
Gosto de café quente no domingo q'arde
Gosto do amor traquino que nasceu em mim.

Gosto da biqueira desordeira fugindo ao vento
Gosto do vento nos cabelos faz cafuné
Gosto do céu cinzento enigma em pensamento
Gosto do amor entrelaçado por que der e vier.

Gosto do tico tico a dançar no fio bambo
Gosto do campo em flor explodir na primavera
Gosto do teu sorriso na pele em jambo
E da esperança repetindo oh Quem me dera....
Leonice Santos.

Ela é como a nuvem nova que passa lá no céu
E dela se espera a chuva cair de novo.
É neblina chuvosa na serra de estrada sinuosa
Que faz chover e de mansinho molhar.

Cair


Venha, se junte a mim e veja a chuva cair
Poças novas se criam em cantos que antes eram imperceptíveis e
Os torna o centro das atenções
Viram problemas a serem evitados
Raios de sol tocam nossa pele, dando início ao fim.
Cicatrizes de um chão já muito batido voltam à tona.
E logo voltam a ser imperceptíveis
Caem no esquecimento até uma próxima chuva.

Chuvalua:


Depois da chuva,
muitas poças d’água.


Nesta noite a lua
se multiplica aqui
no chão da minha rua.




Meia Lua:


A lua desta noite mais parece
um grande coador de cetim.


Pendurado no céu, parece coar
o café da noite, e depois, tudo adoçar
com estrelas de alfenim.


Rio do azeite:
[Itariri-sp]


Rio do azeite.
Durante o dia,
o cantarolar das lavadeiras,
e no silêncio da noite
só os murmúrios das corredeiras.

Façamos do destino uma oportunidade
Do medo, um livramento
Da chuva, um motivo para dançar
Do sonho, uma realidade.

Façamos do destino uma oportunidade
Do medo, um livramento
Da chuva, um motivo para dançar
Do sonho, uma realidade.

​Do silêncio, uma oração
Da ferida, uma lição
Do cansaço, um breve descanso
Do adeus, um novo recomeço.

⁠Uma noite no copo de Vinho .

A noite chegou , a chuva também , o vento está forte lá fora , aqui em casa me encontro nessa mesa , uma vela acesa e um copo de vinho , me vejo sorrindo ..
Buscando sair da escuridão e da solidão , um vinho doce me faz refletir muito longe daqui , em um lugar onde possamos sentir a vida mais feliz .
Nossa luta é diária , mas gente!? Nos resta entender que pra vencer há sempre um caminho , e quem sabe no copo de vinho , ele é doce e sereno ,não ! Não é veneno, pelo contrário , ele acalma nossa alma .
Entenda ! Estou nessa mesa , sem tristeza, na leveza , no último copo de vinho, que me fará dormir e sentir uma noite de sono tranquila.
Amigos , amigos , a vida é contínua, sigam na luta e lembre-se, que em nossa mente , tudo surge de repente, numa noite no copo de vinho.

Eu te vejo no sol do meio dia
Brilhante e forte, cheia de alegria
Eu te ouço sempre que a chuva cai
Entra pelos ouvidos e do pensamento não sai
Eu cheiro teu perfume nas flores de jasmim
E em oração peço pra Deus "traga ela pra mim"
Eu te reconheço das páginas de um livro antigo
É perfeita, singular. Materialização do perigo (...)

⁠SENTIMENTAL.

Antes que a chuva molhe meu peito quero que o vento arrepie o meu corpo, antes que as lágrimas escorra pelos cantos dos meus olhos, quero quer saiba o motivo que me fez chorar. Se nada do que tô sentindo faz sentido para você seguir seu rumo. Quem não será capaz de se importar com minhas lágrimas, também não terá motivos para se importar com meu o sorriso.

⁠Cultivei rosas
colho belos botões
Que são beijados por insetos
borboletas
Sol
Chuva e brisa das manhãs
Cultivei amizades
plantei o bem
Aromas hoje
Que regam
da minha solidão
O isolamento vai passar
dai é só festejar
Encontros
Abraços
Regando o coração
De gratidão
Celina Missura.

As ondas vem, as ondas vão...
O céu é azul, com as nuvens de algodão.
E se amanhã chover, na chuva vou sapatear.
Porque tanto o sol, como a chuva, vão passar.

Chuva no sertão


O sertão vive cheio
De lamúria e de dor
Pela falta de chuva
Que some sem dar cor.


Mas quando ela cai
Sem avisar a ninguém
É uma alegria geral
Homens e animais também.


Cantam pássaros e cigarras
Movem-se pra lá e pra cá
Toda a mata se envivece
No sertão do Ceará.


Todos saem correndo
Ficam a se admirar
Criançada sai pra rua
Para um banho tomar.


As árvores se balançam
Como se fossem dançar
Sapos coaxam e pulam
Dá gosto de arrepiar.

"Pessoas carinhosas e sinceras
são como a chuva fina
que acalma a nossa alma"

Para dias de chuva,
bem aconchegadinhos,
nem cachecol, nem luva...

Para dias de sol,
entre um beijo e um carinho,
já nem se pensa na chuva, lol!

Para dias sem cor,
guarda-me em teus braços,
meu amor...

Assim como a chuva, tenho aprendido a cair, mas também a encontrar o caminho aos céus.
Assim como as nuvens, aprendi a resguardar meu sol, mas também a permitir-me brilhar.
Os socos que me foram acertados, descobri que não devem ser recitados; os olhos só refletem o que a alma os condenam a enxergar
e as raízes do homem já compuseram todos os finais dos livros que só leram pela metade.

NOSTALGIA.

Tarde nebulosa com previsão de chuva forte, ouço uma canção e observo as ruas vazias e chego a pensar que apenas eu sinto essa nostalgia. As horas horas passam tão rápido quanto os meus pensamentos que ao embalo da canção buscam encontrar você.
Na melancolia da minha imaginação, encontro destino para os sonhos não realizados,caminhos desencontrados,amores passados e tomo uma decisão:continuarei aqui de mãos dada com a nostalgia.

Chuva em Paranaguá

Cai a chuva sobre os telhados antigos,
molhando histórias que o tempo guardou.
Paranaguá veste seu cinza mais belo,
como quem chora, mas não se apagou.

O cais repousa em silêncios molhados,
barcos dançam ao som do trovão.
Nas calçadas, passos apressados,
corações lentos em contemplação.

As ruas refletem faróis e saudades,
espelhos d’água de um tempo que foi.
O cheiro da terra se mistura à brisa,
e cada gota parece dizer: “depois”.

Depois da pressa, vem a lembrança.
Depois do adeus, a vontade de ficar.
Na chuva mansa de Paranaguá,
há uma paz que sabe esperar.