Poemas de Borboletas
SAIBA ENXERGAR A BELEZA
( A LAGARTA E A BORBOLETA )
Hoje vocês se impressionam com a minha beleza, mas ontem vendaram os olhos em quanto eu me rastejava. Não percebiam a minha luta quando eu tecelava a vida. Sempre fui bela nos olhos da natureza, e com ela imergir em minha metamorfose. Adormeci em meu casulo onde os meus sonhos ficaram mais vivos.
E como o tempo tem resposta para tudo, emergir do meu casulo para voos bem alto, onde migro a esperança para que todos possam perceber a beleza interior. Hoje sou bela nos olhos exterior, mas ainda sou frágil para a ignorância. Mas sigo forte na humildade e na simplicidade . De minhas asas retribuo a natureza com a minha beleza. Jamais deixei as raízes da lagarta em uma gaveta. Mesmo frágil, forte, e ousada, prolifero o amor nas asas do ser borboleta...
O que faz pensar que uma borboleta esta ligada ao simples fato de amar alguém.
Ninguém é parecido com uma borboleta, e borboletas não se amam.
Talvez fosse o fato de elas carregarem consigo, o colorido de suas asas.
Ou poderíamos dizer, que a inspiração para o amor ,esta em sua magia e leveza de voar.
Tudo isso poderia ser incerto, quando não aprendemos com a natureza.
A arte de viver e de amar, esta espelhada nas simples coisas da vida.
São detalhes que passam despercebidos e nos trazem grandes ensinamentos.
O casulo criado pelas borboletas são os momentos internos de aprendizagem e preparação.
Ás vezes criamos nosso casulo, e ficamos solitários, esperando que estejamos preparados.
E quando estamos preparados, nos desprendemos do nosso casulo,alargamos nossas asas e alçamos longos voos.
No amor também é assim, ás vezes é preciso nos fecharmos e nos conhecermos internamente no casulo da vida.
É no casulo que temos um autoconhecimento daquilo que queremos e pretendemos almejar.
E depois de um momento logo de ensinamento e preparação, nos despojamos do casulo e nos desprendemos para alçar longos voos ao encontro do amor.
Quem vê a beleza nas asas de uma borboleta....
Quem vê as cores de uma flor.....
Quem vê a chuva a cair do telhado.....
Quem vê o por do sol....
saberá dar valor e preservar a mãe natureza...
Não é preciso muito para ser feliz....
basta dar valor as coisas simples da vida...
acordar com um sorriso,ver e sentir...
a brisa do mar.!!
BORBOLETA LIVRE PELA NATUREZA
[...] ainda não perdi a vontade
de ser uma borboleta
livre pela natureza...
onde pudesse escolher
onde ficar, num jardim
de perfumadas flores
ou apenas sentir
o vento me levar,
me guiar sem destino certo
apenas sentindo
a liberdade em minhas asas
sem preocupações
sem desilusões...
sem nada esperar
apenas viver meus dias
em meio à natureza
que é pura e verdadeira
até chegar a hora
de renovar
e viver tudo de novo
e diferente
apenas voar
e voar
pra qualquer lugar...
vivendo um dia
de cada vez
e espírito renovar
Humildade e perseverança sempre,
Pois toda borboleta já foi lagarta
mas nem toda lagarta vira borboleta!
O amor adolescente é como uma borboleta
Morre numa semana
Porém, se transforma como a criança
Nasce a cada amanhecer!
Pobre borboleta obsidiana,que mais uma vez se perde
na imensidão da floresta azul
Julgada por suas negras asas corrompidas
toca seu silencioso soneto
o mais belo soneto que já foi tocado
pelas mãos da própria morte
tendo como júri os homens
e seu palco o mundo
Quando deixo o casulo...
A borboleta em mim prefere os cactos.
A perplexidade do ardor das cores,
Florescem ousadas,
Por entre as folhas reduzidas a espinhos.
Te liberta de toda a dor, menina.
Te livra desse peso.
Se expõe, feito borboleta, pra esse mundo.
Pra essa vida.
Aprendizado.
Durante algum tempo eu me senti meio perdida. Sentindo-me como uma borboleta sem jardim para pousar. Um rio sem correnteza, ou, um céu sem luar. Até que, um dia eu fui abençoada pelo amor divino e, então, aprendi a amar tudo o que realmente vale a pena nesta vida.
Agora, importa degustar os momentos com sabor de chocolate e cheiro de chuva. Dou mais valor a cada instante por minúsculo e singelo que seja, pois, para mim, eles têm verdadeira importância. Significa um breve momento a mais preenchendo a minha história.
Hoje, gosto de conversar mais, conhecendo o coração das pessoas. Gosto de sentir o sabor dos dias, mesmo que não apresente nada de novo ou bom. Eu saberei encontrar uma pequena fagulha de alegria em meio ao pranto. Lembre-se o dia é muito longo, não se desespere nas primeiras horas, o sorriso pode nos alcançar pouco tempo depois da dor.
Com isso, estou aprendendo a transformar lágrimas em sorrisos, mesmo meio tortos, mais tarde eles se transformarão em risos de felicidade. Pois, melhor sorrir diante dos problemas do que afogar-se em lamentações, ofuscando a nuance brilhante da vida.
Aprendi a desenhar estrelas no céu nublado, a pôr o azul cintilante no lugar do cinza sombrio. E, principalmente, aprendi a acrescentar amor aos meus dias. Amando as pessoas, os animais, os sonhos, a natureza e principalmente a Deus, o responsável pela minha felicidade e por tudo que há nesta vida.
"Brincava do outro lado da rua quando decidiu correr atrás de uma borboleta que pairava no céu. Diferenciava a luz do sol dos faróis dos carros importados. Parecia conversar com o vento, e entendia os ruídos da metrópole. A cada ano pulava sete ondas. Um retrato a cada memória, retratos que ficavam apenas na sua mente entorpecida. Amanhã é 23. Logo termina um ciclo de 365 dias, no caso, mais um ano está acabando... Pretendia ir, sumir. Mas, ao certo, não sabia aonde ia chegar. Só sabia que iria caminhar, e caminhar. Não se pode abandonar uma vida assim, mas pode-se deixar de lado. Outra xícara de café fria. Outra música sem graça no boulevard da noite. Pessoas têm pressa. Pressa de dizer, de fazer, de sentir. Um caminhão atropelou o teu caminho.
O "te quero" virou apenas um "bom dia", ou nem isso.
Virou apenas silêncio, em mais uma noite barulhenta de São Paulo..."
Ao contemplar-te, vejo em ti minha borboleta branca de seda, capaz de provocar tempestade se preciso.
Teu olhar é o espelho das águas que me sorriem em um céu sereno; é um portal de iluminação que me transporta através do tempo e do espaço, além do comum e do ordinário.
Teus cabelos são radiantes como os raios solares, que trazem luz e mudam ao cotidiano.
És tanto a raiz que busco quanto o voo que desejo alçar.
Intuo que dentro de ti reside o livro que ansiava, um caminho a ser percorrido que me ensinará sobre a vida, a vibração do entardecer e o encontro do profundo com a simplicidade.
Ele é de fácil compreensão para quem existe para absorvê-lo, mas enigmático o suficiente para instigar a curiosidade daqueles que o folheiam.
É como um prato perfeito, com aparência apetitosa, cores vibrantes e sabores exuberantes que explodem na boca - uma experiência única e inesquecível.
O meu jardim
Borboleta,
que em tão negro jardim queres entrar,
que me queres trazer flores ou espinhos,
não tragas
e não entres...
Fica à porta, espreita o que está à tua frente.
Consegues ver, porque lá dentro estão velas.
As acesas, rezam por amores acabados,
as apagadas, por calvários que nunca foram amores.
Diante dos teus olhos
estão mármores frios e negros.
Se reparares com atenção,
em cima desses mármores, estão fotografias.
São fotografias de pessoas,
a quem aos meus filhos direi, que eram amigos,
porque foi com eles
que passei os melhores anos da minha vida.
À tua direita, a terra é estéril.
As flores que vês, vestidas de negro, não são flores!
São de pedra.
Ali jazem fracassos
em forma de mágoas, mentiras, traições e abandonos.
À esquerda, ervas daninhas.
Coroas de flores, por tudo o que foi em vão,
por sorrisos e lágrimas, alegrias e tristezas,
noites inesquecíveis, noites de espera agoniante,
cartas e fotografias que se queimaram,
ouro que se vendeu, bens que se perderam,
recomeços extasiantes, tropeços estúpidos
e sonhos que não se tornaram realidade.
Ao fundo, está um pedaço de terra.
Só tem uma linda flor.
Só tenho essa.
É para a trocar pelo resto da minha vida,
por companheirismo, amor e amizade,
tudo junto!
Por tudo isto, borboleta,
se vieres só de passagem,
não abras a porta do meu jardim!
Mas se vieres para ficar,
se estrelas e constelações quiseres enfrentar,
se tratares o meu jardim como eu tratarei o teu,
entra, porque estive a vida inteira à tua espera!
Borboleta iludida
Os teus olhos escondem diamantes
Nas retinas com olhares mortais
Que arremessam flechas ofuscantes
Como se fossem notas musicais!
A lua cheia, num mar de euforia
E eufórica rotação constante
Faz uma escura noite ser dia
E o amoriscado, coisa ofegante.
O coração, de cego, então insiste
No timbre perfeito, que não existe,
Como se o amor lhe desse a mão.
Mas tal como a borboleta iludida,
Que tão curto é seu ciclo de vida
Como o fado duma breve paixão!
'VETUSTO'
Aprendi tanto.
Borboleta voando em lugares.
Ubiquidade avistando publicações do paraíso,
juntando amontoados de aprendizados.
Plantei dores,
sem jamais esquecer das pitadas de esperanças no olhar.
A fé cultivada virou bonança em plena tempestade...
Sonhei tanto.
Sonhos imperceptíveis que ainda alegram a alma e o coração.
Há um tempo em que os sonhos chegam ao fim,
perpetuando a linha azul do horizonte,
e as estrelas perdem o brilho.
Tudo fica sem sabor...
Sorri tanto.
[Sorrisos verdadeiros,
outros faz de conta.]
Se o amanhã não mais abrir as cortinas,
e as lágrimas caírem,
lembre do sorriso que lavava o coração,
e deixava o dia mais colorido...
Vivi tanto.
Mas as estações são passageiras aos oitenta.
Outras vezes demora na dor.
Vi netos,
bisnetos.
Filhos agarrados na compaixão,
mágoas em tantos corações...
Já esqueci quase tudo.
Agora só abstrações,
os flashes veem para apaziguar a dor.
Quarto escuro e seus muros.
Perdido não apenas no cansaço,
esperando a hora de um abraço ou do sono infernal,
sem tantas crenças no por do sol...
Borboleta e flor.
Cálida de esperar
A flor em sacrifício desabrocha
Seu perfume a exalar
Presa ao cale viva e morta.
A borboleta linda e livre
Sai do casulo em vigor inteiro
Suas asas a bater é timbre
Me beija e diz que o amor é verdadeiro.
Mas foi tão rapidamente o beijo
Que minha'alma inda sussurra
Se foi conto ou real o ensejo
Como em sonho se beija na chuva
Você se foi tão depressa
Veio de mim o pólen buscar
Como o arco a flexa arremessa
Embora ao outro não deixe de amar.
"Liberdade"
"Queria ser como a borboleta,
que passa pelas metamorfoses
da vida sem medo de tentar.
Sai do seu casulo,alegre,
estonteante,pronta para voar."
Teu amor foi como uma borboleta
Bateu asas e voou
Já meu amor permaneceu
Junto de minha dor.
Dói não te ter, não te pertencer
Dói pensar que pude te perder.
Sinto sua falta
Saber que não sentes a minha
Fez-me uma infeliz, sozinha.
Meus sentimentos sempre demonstrava
Eu, boba, jurava que você ligava
Mas me enganei
E ainda assim, te amei
INVEJA HUMANA
Demétrio Sena - Magé
A vida inteira
da borboleta,
é quase o tempo
de alguém ganhar
uma gorjeta.
Entre a lagarta
com, sem asa,
são poucos meses...
porque mal nasce
já sai de casa,
pra seus reveses.
É tanta saga,
mas mesmo assim
ela não surta,
por viver tanto
em uma vida
tão frágil; curta.
Parado aqui,
já sem fazer
tantos planos:
pergunto ao tempo
por que já vivo
há tantos anos.
... ... ...
Respeite autorias. É lei
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