Poemas com Rimas de minha Rua
Há corpos espalhados pelo chão
à minha frente
Nos seus rostos lívidos
cor de cera
morreu a esperança com a chegada da morte
no frio gume da catana
Jazem à sombra das mangueiras…
a morte passou por ali
Corpos decepados
esventrados
violentados
num rio de sangue pelo chão…
Ali apenas as varejeiras têm vida e voz
no zunido e na cegueira de beber
Sugam famintas de sede
o sangue ainda quente dos cadáveres
Zunem de sofreguidão na disputa
do sangue vertido
dos corpos esquartejados
pelos golpes das catanas
Para lá da orla da mata ainda o eco
dos gritos de vitória e os risos satânicos
de alegria e morte no ar
numa mistura de feitiço e de liamba
In “Há o Silêncio em Volta” (poética de guerra), edições Vieira da Silva do poeta Alvaro Giesta
Minha felicidade seria,
Seria minha felicidade,
Felicidade seria minha,
Li fé seria minha cidade,
Li fé se ria minha cidade,
Li se minha cidade ria, fé.
Encontro
Sob o prisma do desejo
Minha emoção mais pura
Levou-me ao teu acalanto.
Guardei meu primeiro beijo
Entre as asas da ventura,
Nascente de tal encanto.
Envolta em sorriso franco
Exortei o fel amargo,
Migalhas da negra dor...
Escolhi até o banco
Do jardim enfrente ao lago,
Para te falar de amor.
Enfim, ouvi à distância,
Teus passos pisando a grama
Nas mãos uma linda flor.
Venci a timidez e a ânsia
Te envolvi no ardor que emana
Do meu corpo abrasador.
Tua boca na minha boca ..
tua lingua na minha..
e palavras nao ditas..
e pecados cometidos..
e paixoes bem ditas..
bem feitas..
deliciosamente aproveitadas..
E vem fazer minha cama pegar fogo..
vira bombeiro, vira meu homem..
vira meu lençol do avesso..
e se possivel a minha vida de cabeça pra baixo..
adoro...
Eu nunca quis te causar sofrimento..
essa nao foi minha intençao..
eu nunca pensei que doeria tanto em mim..
afastar de vc.. mas acredite.. foi preciso..
acho que vc nunca vai me entender..
e nem quero que entenda..
bagunçaria tudo, baby..
tem coisas que nasceram pra ter um fim..
nosso amor foi uma delas..
foi uma incognita.. uma interrogaçao..
apenas fique bem..
se cuida.. ja que nao posso cuidar de vc..
Quanta ousadia a minha
falar de quem sou,
expor minh`alma
sem felicidade, sem calma.
Nem sei se vim pra ficar
ou se só pra estar...
não sei se sou... se estou
se sou o que sobrou.
Não sou gigante,
não tenho ideias brilhantes...
nem sou inteligente...
não sou complexa
só sei que depois de você fiquei tão diferente...
tenho tanta pressa.
Zelai-me oh morte.....zelai por mim....
Alivia a minha dor....
Amigo amado de cajado na mão ....
Abençoa-me em cada etapa...
Da minha caminhada......
Oh morte quanto te sinto até me dás medo....
À beira da praia está o mar sereno. ....
Nem ondas......nem uma aragem...
Onde o receio belisca-me e o contratempo revolta-me...
Tentação diabólica..... reboliço da mente......
Agruras do ego......causas alheias....
Invertendo o sentido.....a condição da morte.....
Foice afiada de uma ladeira......talvez uma descida.....
Do sossego.... ainda cedo.....oh morte......
vai-te maldita....vil......cruel.....desprezível.....
Deixa-me ...não tornes a vir para atormentar-me......
Velai-me oh morte.....zelai por mim....alivia-me a dor....!!!
Então, sentado no banco em frente ao Parque Natural da minha cidade, Paro por alguns instantes observando uma estrela solitária e atrevida, resistir ao sol que nasce em seu esplendor diário.
É muita ousadia.
Estrela rebelde, não vê que essa afronta não vence?
Como resiste ao inevitável?
Então me vem a lembrança de uma aula (há décadas...) em que o professor explicava que muitas estrelas que vemos, já não existem mais.
Não passam de brilho que ainda viaja pelo universo, mas cuja mãe já morreu.
Será que estou a conversar com um defunto?
Estrela rebelde, pirilampo estelar.
Não me faça de bobo.
Não mais.
Não de novo.
Amanhã volto, pra ver se ainda está aí.
Volto pra conversar
Volto pra ti.
Pelo dia de hoje eu só tenho a dizer:
DEUS, MUITO OBRIGADA!
Prepara meu amanhecer, renova
minhas forças e conceda a todos
um sereno anoitecer... Boa Noite!
(Priscilla Rodighiero)
"Que a minha força de vontade seja sempre maior do que qualquer tempestade, e que nada e nem ninguém me impeça de vencer!"
Priscilla Rodighiero
sinto a escuridão da minha alma repleta e farta
meus sentimentos mortos na escuridão,
tudo e todos estão mortos,
vermes da própria carne,
sentimentos são puro prazer na solitude,
afogo tudo em copo de bebida,
a madrugada nunca acaba,
em desejos mortos,
abalados numa fronteira infinita,
sentimentos mortos passados,
embora nada seja mais cruel,
que sentir a vida.
Gira-gira, meus pés estão no alto e minhas mãos para baixo, e minha perspectivava está mudando... Olhe algo novo lá fora, meu dedo está apontando... Não vá embora, não seja intimidado... Todos nós estamos aqui, então, vamos nos sentar e nos conhecermos.
Almas, tantas, ninguém é apenas o que parece, ninguém é apenas o que diz... E isso tudo é descoberto. E as maiores descobertas não são os novos modelos de diferenciados aparelhos celulares, isso é apenas uma distração para que você não realize a maior descoberta... Ela é você!
Somos tão capazes e nem mesmo sabemos disso, lastimável a falta de identidade que leva embora a auto confiança... Triste é chorarmos pelo o que nem sabemos, é sentir o que não podemos "nomear",isso eu atribuo a nossa distração do que realmente importa... Humanos... ah Humanos tão interessantes e desinteressantes, mas quando aprendermos que o valor está no interno escondido em alguém buraco negro que insiste em ofuscar a nossa luz...
Não há nada que o escuro possa esconder que a luz não possa revelar! Magnifico! Nos salvaremos, então? Seremos capazes de nos acendermos nesse mundo obscuro? Talvez doa um pouco revelarmos ao mundo quem somos e o que ele é dentro de cada um de nós...
Mas se a dor não fosse necessária, ela não nos salvaria, apenas ficaria escondida até ter o poder de nos matar; lastimável seria morrer sem nem mesmo saber o porquê...
minha felicidade nasceu
des do dia
em que vi um sorriso seu
cruzando com o meu
dois olhos brilhando
coração a mil
sentindo o gosto de seus lábios
Talvez tudo o que eu precise é de uma válvula de escape, de 5 minutos de descanso pra minha mente, e de 10 horas inconsciente. Longe de tudo e de todos.
Não consigo mais ficar perto de ninguém e nem quero. Eu faço mal pra todos ao meu redor, eu não sou uma boa pessoa nem pra mim mesma. Tenho uma raiva incontrolável e uma calma inexistente.
Ninguém me encanta, me toca, me comove.. Não acho graça nas pessoas, no mundo, na vida, em nada. Todos tem medo de ousar, de ser, de transbordar.. Qual o problema dessa gente? É simples, são conformadas e acomodadas.
Mas e eu? qual é o meu problema? o que essa gente fez pra mim, pra que eu as odiasse tanto? porque eu me tornei assim, tão fria, indiferente, sem nada? Pelo o que vale apena realmente lutar?
Criei um muro tão grande, que me separa do resto do mundo, que agora eu só me sinto presa, sufocada, sem forças.. Eu sinto falta de sentir algo, de ter esperanças, de criar expectativas.. Eu sinto falta de ser eu mesma, só que tudo que eu fiz foi pra me proteger, pra deixar de ser tão vulnerável, mantenho distância das pessoas, pra que elas não possam me tocar tão fundo, ao ponto de eu sentir algo e demonstrar minhas fraquezas, não posso permitir que ninguém me machuque de novo. Eu não suportaria. Eu não consigo me mostrar de verdade pra ninguém, nem eu sei quem sou de verdade. As vezes eu acho que já é tarde demais pra mudar, pra tentar, pra esquecer, pra ir em frente, pra tentar algo, pra lutar, acreditar em algo.. Só que na verdade eu tenho é medo. Só precisava de alguém que me descobrisse. Mas até que ponto a solidão é aceitável? Até que ponto uma pessoa consegue sobreviver sem nada? Até que ponto uma pessoa consegue evitar a própria vida?
nossos sentimentos são moscas numa sopa,
meus segredos são abracadabra na minha mente,
entre meus sentimentos tudo será magia,
então sinta essa que essa vida é tudo pura estupidez,
todos fatos são estupor de nossos sentimentos
por celso roberto nadilo
na madruga sem afio de sentimento caminho,
ainda nas profundezas da minha alma perdida,
nessa solitude afio assassino minha vida
em desejos de futilidade chegando ser profano,
em breve despedida a dor caminha ao meu lado,
carregado pelas noites a fora sem sentido,
em outras formas de flagelos ainda amamos.
por celso roberto nadilo
