Poemas com Rimas de minha Rua
Desfoque
Ele me faz perder o fôlego e o foco.
Minha visão nunca esteve tão danificada
nem meus lábios tão felizes.
Ele é o meu pecado mais perigoso
e o meu erro mais gostoso.
Ele me deixa com a melancolia profunda
de uma noite inteira aguando
vontade e saudade.
Ele juntou todos os meus cacos
e reconstruiu só a metade
para que enfim, de mim, o que sobrasse,
ele completasse.
Revejo
Sentado em minha poltrona, posta bem
perto do lume, revejo os escritos teus
que ainda guardam teu perfume.
Coisas lindas me dizias, e eu com muito
amor as guardava.
Eram o alento que eu tinha quando o teu
amor me faltava.
Um dia, sem palavras partistes.
Com a esperança da volta, fiquei.
Os dias longos de espera, as noites tristes,
vivi.
Ainda hoje olho o que ficou, seguro
contra o peito estas folhas, que sustentam
o pouco de ti, que me restou.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Suco de maracujá
A década era de 1980, o ano não lembro ao certo, eu era acordado por minha mãe todas as manhãs com o intuito de ir à escola, época de prova acordava mais cedo pra estudar. Meio que no automático eu levantava e ia para a mesa tomar meu café, me servia de café com leite e pão caseiro com margarina, na época chamava de manteiga, não tinha noção que a verdadeira manteiga era mais cara. Dificilmente aguentava tomar um banho que preste, quando somos crianças sentimos tanto frio, meio que só molhava o cabelo e vestia a farda azul da escola Instituto José de Anchieta de Bragança, pegava a merendeira e nunca sabia ao certo qual seria o lanche daquela manhã.
Junto com meus irmãos, já prontos, também seguíamos em caminhada com destino à escola, eu nunca fui só para a escola, já que fui o segundo filho a nascer, sempre tive a companhia do meu irmão mais velho nessa caminhada. Os demais irmãos se juntavam assim que alcançavam a idade de estudar.
O caminho pra escola era seguido de algumas brigas e brincadeiras. Cada parte do caminho tinha para a gente uma conotação especial. Chegado à escola nos dirigíamos as nossas respectivas salas. Ainda lembro das primeiras letras que consegui fazer e sempre ficava muito feliz com cada coisa nova que aprendia. Na hora do intervalo, todos as crianças tiravam de sua lancheira os lanches e faziam sua refeição, ali mesmo sentados na mesma mesa a qual estavam estudando. Naquele dia minha mãe colocara alguns biscoitos e suco de maracujá, após o termino do intervalo recomeçava a aula, o pensamento as vezes voava longe, dando asas à imaginação e dando continuidade àquilo que a professora acabara de falar. O término das aulas era anunciado, me juntava aos meus irmãos e fazíamos o caminho de volta, com as mesma estórias, as mesmas brigas, com o pensamento longe e a imaginação fértil, imaginação que apenas as crianças podem ter...
O nada da minha mente parecia ser tudo
Me vi um dia com alguns amigos, conversávamos na arquibancada enquanto observávamos os outros jogarem. Falávamos sobre a vida, poesia, talvez liberdade, não consigo me recordar. Mas me lembro de um pequeno colapso de atenção que tive, de repente o tempo parou para mim, era só eu e o mundo, meus amigos se perguntavam para onde eu estaria olhando, talvez para o nada, eles falavam. Não, eu não olhava para o nada, naquele momento eu olhava para o tudo. Olhava para o meu interior, olhava para a árvore dançando ao lado de fora da janela, olhava para a bola indo de mãos em mãos naquela quadra, olhava para todas as músicas que um dia ouvi, tudo o que já senti. Olhava as estrelas, as esperanças, olhava o passado, presente e futuro. Naquele momento eu olhava o infinito.
Ainda lembro-me do teu rosto
Em minha "janela"...
Na janela do meu passado
E na janela do meu, nunca mais.
O meu "respirar" convém
Dos pensamentos, no qual,
"Destrincho" minha história
Em poema, movida a sentimentos.
ENCANTOS E DESENCANTOS
De minha janela,
Crianças vejo brincando
Tagarelas e festivas!
Adultos vão passando:
Uns se cumprimentam,
Outros, no entanto,
ignoram-se, apenas.
E a vida prossegue
Tecendo seu espetáculo
de encantos e desencantos.
No teu sorriso,
encontrei a minha alegria
na tua calma, a minha paz,
no teu cuidado,
a minha segurança
no teu amor,
motivos para te amar.
Se tem uma coisa que gosto em mim, são os meus olhos, eles falam. Expressivos.
E minha marca é o meu sorriso. Sorrio com alma.
Isso nunca vai mudar.
pensador
me faz pensar sobre a minha dor
minha poesia, meu flow
Vou morre pelo o que acredito
não sou a lei
não quero quebra elas
mas né um mundo sem regras
por que eu vou aceitar regras
brinde
acende um verde
sobre a lua
e a espera de um remake
Quando vc se perguntar,
O porquê do meu silêncio.
Saiba q, calo minha boca,
Quando o coração grita.
Fecho os meus olhos, quando minha mente te chama.
E fico quieta Quando, não consigo demostrar com palavras, o que só pode ser demonstrado na cama.
09/10/2017
Sobre cafés da manhã
(Victor Bhering Drummond)
Meu corpo pediu café da manhã
Minha alma pediu encontros
Minha existência pediu amores
Os amores pediram harmonia
Sentamo-nos todos à mesa
E celebramos essa tertúlia maravilhosa
De pedidos realizados e delícias
Tendo as araucárias como testemunhas curiosas.
(Pousada das Araucárias)
Sempre a vi como um anjo que apareceu na minha vida...
Seria você o anjo da morte?
Pois se levou a pouca luz que eu via e a esperança que me cativou.
Poderia lhe dizer mais mil coisas ou dar mil razões para que abra os olhos.
Mesmo assim nada mudaria.
Não pode me tirar mais nada que já não tenha tirado.
Diego Félix
[Teus]
Quando minha boca
Toca teus lábios,
Minhas palavras...
Se tornam suas.
Quando meus dedos
Tocam teu corpo,
Meus gestos...
Se tornam seus.
Quando minha vontade
Foge para teus braços,
Teus desejos...
Se tornam os meus.
Campina Grande.
Parabéns minha Campina
o teu nome é um poema
tua beleza é nordestina
o teu roteiro é de cinema
não importa por onde ande
eu te amo Campina Grande
RAINHA DA BORBOREMA.
A minha mente "barulhenta" e os
Meus sentimentos a mil por hora,
Me "obriga" a fazer "poema", aqui,
Agora, em qualquer momento do
Presente referente a outroras.
Fui questionado por minha rainha uma vez !
O que tens pra me curar assim!?
Por frações de segundos respondi com toda convicção do mundo ;
Creio que o amor também ..
Nossos corpos se completam ..
Se encaixam perfeitamente em todos os sentidos ..
A vontade de estar perto ..
De cuidar ..
De zelar ..
De beija-lá..
De sentir o cheiro que exala de tua epiderme sedosa, causando dependência à todo momento ..
Carinho por um todo ..
O Respeito ..
Essa é cura dos seres apaixonados !
