Poemas Bonitos

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⁠Poema QUINTANARES
Há tanta moça bonita
Nas ruas que não andei,
Que há até uma encantada,
Que nem em sonhos, sonhei.
Mas se a mim me permitir,
A vida em redemoinho,
Quero me ir levemente sorrindo,
Como se vão aquelas folhas outonais,
Que varrem as ruas centrais da cidade que habito.
E se não for por ventura,
Que o coração se reparta,
Quero que arda em fogo árduo,
A pungente alegria, daqueles que se embriagam,
Simplesmente enamorados na claraboia da lua.
Há tanta coisa escondida, nestas ruas que andarei,
Até mesmo a própria vida, feita uma canção atrevida,
Que quiçá, talvez um dia,
Com as próprias mãos tocarei.
Carlos Daniel Dojja
Em Homenagem a Mário Quintana

Inserida por carlosdanieldojja

O que mais fará falta na morte de alguém importante é o olhar dessa pessoa sobre nós, pois precisamos do outro como referência de quem somos. Se a pessoa que eu amo não existe mais, como posso ser quem sou?

As pessoas morrem como viveram. Se nunca viveram com sentido, dificilmente terão a chance de viver a morte com sentido.

Eu não sei se tem alguém do outro lado da linha, mas ser um agnóstico significa que todas as coisas são possíveis, mesmo Deus. Este mundo é tão estranho, tudo pode acontecer, ou não acontecer. Ser um agnóstico me permite viver em um mundo mais amplo, em um mundo mais futurístico. Isso me faz mais tolerante.

A filosofia não é um modo de conhecer o mundo, mas o de nos conhecermos no mundo.

Sempre foi pra sempre.
Há encontros que o tempo não desgasta, correntes que seguem firmes mesmo quando invisíveis. O que é verdadeiro não precisa de pressa: permanece, atravessa, retorna.

Assim como as velas se abrem ao vento, deixo-me guiar pelo invisível que move o visível, certa de que cada travessia encontra seu destino.

Pensam que sou louca, mas loucura mesmo é acreditar que o certo é viver calada, engolindo o que dói, fingindo o que não sou. Minha lucidez está em me permitir sentir — e isso, poucos entendem.

Uma mente acelerada que não para e precisa de pausas, cansada ao extremo e ainda assim ativa, é um corpo em alerta e uma alma gritando por descanso. É o peso de viver no limite, tentando funcionar quando tudo dentro pede para desacelerar. É sobre sobreviver ao próprio turbilhão, enquanto o mundo cobra que você esteja sempre bem.

“Quando nossas ideias se chocam com a realidade, o que tem de ser revisado são as ideias.

Cada música carrega uma história, uma mensagem, mil interpretações.
Carrega emoções, desperta recordações e toca os sentidos de cada um de maneira única.

A paz é a consciência de que, essencialmente, só somos necessários a nós mesmos

Quem anseia pelo aplauso do povo, mesmo que seja um erudito, não é um sábio. O sábio não busca a aprovação popular.

A sociologia é muito interessante e importante para a formação de um pensamento crítico. Sem Weber e Marx com certeza não teríamos um conhecimento mais amplo sobre o que é a sociedade.

Todo mundo espera te ver sorrindo, mesmo quando dói. A vida cobra, as pessoas cobram, e a gente aprende a entregar sorrisos como se fossem escudos. Por dentro, porém, existe um limite silencioso — um instante em que o corpo não sustenta mais o disfarce. Então o sorriso se apaga, o brilho dos olhos se retrai, e aquele brilho que sempre existiu no olhar desaparece devagar, diante de todos… e ninguém percebe. Só quem sente sabe.

Tem um tipo de silêncio que não é ausência. É exaustão.
É quando a alma percebe que falar já não muda, insistir já não constrói, explicar já não alcança. E então ela recolhe as palavras como quem fecha as janelas antes da chuva.

A gente vive projetando a vida para frente, como se o melhor sempre estivesse logo ali, depois da próxima curva. E enquanto ensaiamos o futuro, o presente vai escorrendo pelos dedos sem barulho, sem aviso.

O melhor catalisador para o emburrecimento é o apego incondicional a uma ideologia política.

Há duas formas de escravidão: a escravidão às coisas e a escravidão às idéias.

Toda separação nos mutila porque, quando amamos de verdade, são pedaços retirados de nós.