Poemas Bonitos
Palavras sem sentimentos.
Os sofrimentos
São de horas.
O silêncio acostumou
Com as demoras.
Não adianta as conversas
Pois o sentimento nunca passa.
Vive as falsas promessas,
Como um pássaro que voa sem asas.
São horas que navego
Nos pensamentos.
E a carne sempre chora
Por longos e únicos momentos.
As palavras sempre foram
Direto ao coração.
Sempre citou os desejos,
Mas nunca ouviu a paixão.
Deixa, o silêncio não significa nada,
O pensamento nunca demora.
Deixa, o sentimento não fala,
E que as palavras com o tempo vão embora.
Veja, que uma pássaro
Voa com medo de um gavião.
Veja, que o amor
Não é igual a um coração.
Tem razão, revelar os segredos
Não é o mesmo
Que chorar
Assumindo os erros.
Palavras não são sentimentos.
Autor: Cássio Charles Borges
Jovem taciturno de febril empatia
Pelo transeunte na tarde outonal;
Dizei-me a razão da tua alegria
E Outorgai-me a cálida madrigal!
Ah, ampara-me, pois careço
De um afago que jamais terei.
Sei que vivo em um sonho avesso
À felicidade que desejei.
Para acordar para vida
É preciso nela não dormir.
Deixando no passar dos dias
A tristeza que lhe faz sorrir.
Ó jovem taciturno, eu lhe imploro!
No ultimo folego que ainda me resta:
Beija tua amada e contínua simplório,
Faz de cada instante uma memorável seresta!
Breve epopeia engraçadinha
Quando eu morava em Ipanema
Na beira do mar,
minha linda mãezinha
veio me acordar
Eu nunca fui boa em fazer as coisas certas, sempre gostei do que não está escrito, do que é irreal do que está fora do padrão, e de nunca fazer as coisas certas, escolhi me arriscar de cabeça nessa nossa historia, mesmo sabendo que ela estava fadada e não funcionar, mesmo sabendo que tudo isso seria uma daquelas historias com finais dramáticos e bem clichês.
Danielle Krol
Olhar Oculto
Outra vez, me encontro em frente ao espelho, mais um dia, mais um tempo.
Toco em meu rosto, me olho, me vejo, respiro forte.
Nessa respiração, me perco em mil pensamentos, me sinto, mas não me VEJO.
ACREDITAS!
As lembranças que magoam
O sentimento da paixão.
Histórias que não são contadas
Pela verdade e nem pela imaginação.
Tenho esperança do retorno
Que nunca volta para casa.
Prefiro viver as minhas
Sinceras fantasias voando sem asas.
Viver na ilusão,
E saber que o teu sim
Nunca foi pela razão,
Mas sim pela circunstâncias,
Da emoção.
Eu sei que não sou como você quis.
Não sou o teu sonho de amanhã.
Não tenho horas e nem minutos.
Mas posso te dizer que o meu amor,
É como as estações
Primavera, outono, inverno e verão.
Tenho um renascimento do amor
Nos dias curtos, no frio um cobertor,
E nos longos dias de sol,
Sou a tua sombra para te proteger do calor.
Acredita sou o teu inicio da história,
Sou o mapa do teu caminho,
A verdade sobre a mentira,
A esperança em um beijo
Descrito em um pergaminho.
Sou o teu início,
Sou o teu em mim.
Sou o teu vício,
Sou o teu em ti.
Acreditas! As lembranças
Não são feitas de saudades.
E que o nosso amor é único,
E vive das nossas cumplicidades.
Acreditas, a paixão,
Só nasce com as felicidades.
Acreditas! Acredita...
Coração.
Nas verdades.
Autor: Cássio Charles Borges
A VOLTA DO AMOR.
Naquele dia fui embora com a certeza
Que não existiria o eu e você,
Saí da sua vida como uma boiada
Que encontra a porteira do curral aberta
E que saem em disparada, sem vê.
Sem rumo e sem localização
Na direção de lugar nenhum
Quebrando nos peitos as dores do coração,
Sentindo os olhos aos ventos com lágrimas,
Lágrimas de amor, muito amor, amor de paixão.
Eu vou ficar aqui
Esperando a tempestade passar,
Eu vou ficar aqui
Esperando o amor te avisar,
Que a pior solidão não é ficar sozinho
É estar com alguém e não ter carinho.
Eu vou ficar aqui
Sozinho, esperando a solidão passar,
Eu vou ficar aqui
Esperando o teu amor voltar.
Autor: Cássio Charles Borges
O importante é sermos livres das falas de líderes políticos, o povo precisa entender isso, o voto não é submissão.
Autor: Cássio Charles Borges
O sorvete cor de mel
Não é igual a abelha
Que produz o mel
Que é verdadeira igual
O dourado
Do mel
[...]
Fica a reflexão...
O Não do Não
Não é “não”.
E sempre deve ser
Respeitado.
Mas o meu coração insiste
Que deveria existir
Um “não”
E outro “não”.
O “não” que encerra.
E o “não” que resguarda.
Ah, se eu soubesse...
Se o teu não fosse o segundo,
Eu ficaria.
Não contra ele,
Mas dentro
Do tempo
Que o separa
Do sim.
LEVIDADE
É preciso leveza
para seguir em frente;
para viver o instante
e brincar com o presente.
Deixar o excesso,
ser vento, ser pluma;
navegar na calma
que o tempo apruma.
Aceitar as marés,
sempre em comunhão;
dançar com a vida,
e soltar a canção.
Entre o peso e a rotina
escolher a alforria;
fazer da noite menina,
e celebrar o dia.
Sou grata pela bondade de Deus em minha vida,
pela forma silenciosa e constante com que Ele me sustenta,
pelos cuidados que muitas vezes só percebo depois,
quando olho para trás e vejo que, mesmo nas tempestades,
havia uma mão me guiando,
um amor me guardando,
e uma presença me impedindo de cair.
Sou grata porque, mesmo quando me sinto pequena diante do mundo,
Ele continua me lembrando do meu valor
e do quanto sou profundamente amada. ✨
Revisitar nossa galeria de fotos ou álbuns antigos é como revisitar a si mesmo.
Uma travessia silenciosa por rostos que já fomos, por sorrisos que um dia carregaram mundos inteiros dentro de si.
Em cada expressão mora um fragmento de tempo.
Sentimentos que voltam como ecos suaves, lembrando que aquilo existiu, que foi real, que nos atravessou.
Há um brilho no olhar que ainda resiste nas imagens, como se algo de nós tivesse decidido permanecer ali, guardado entre luz e memória.
Então percebemos que muito se perdeu pelo caminho.
Mas também entendemos que sempre escolhemos, consciente ou não, aquilo que permanece dentro de nós.
E entre dores, despedidas e silêncios, existiram instantes raros — momentos singulares em que simplesmente nos permitimos viver.
Talvez seja por isso que às vezes revisitamos o passado:
não para ficar nele,
mas para nos desprender daquilo que já não encontramos mais lá.
Porque há presenças que não voltam a existir em lugar algum.
Nem em tempo algum.
Pois não haverá outro igual a ti.
E compreender isso também é parte do processo de seguir. 🌿
Sonhos não são apenas aquilo que nos visita enquanto dormimos…
são também os sussurros daquilo que ainda insiste em nascer dentro de nós.
Às vezes, eles chegam suaves, quase tímidos.
Outras vezes, inquietam, tiram o sono, pedem coragem.
E há aqueles que a gente tenta esquecer… mas que, de algum jeito, continuam nos lembrando de quem somos por dentro.
Nem todo sonho é para ser vivido de imediato,
mas todo sonho carrega um pedaço de verdade sobre nós.
Talvez o maior erro não seja sonhar alto,
mas desistir baixo demais.
Porque no fim…
sonhos não nos afastam da realidade,
eles nos aproximam da vida que, em silêncio, a gente sabe que merece.
Decifre-me, então…
Mas não com pressa, nem com olhos apressados de quem só deseja o óbvio.
Há em mim caminhos que não se mostram à primeira vista, e talvez seja justamente aí que mora o que te inquieta.
Você me chamou de linda e misteriosa…
mas mistério não se revela a quem apenas observa
se entrega a quem ousa sentir.
Descubra-me nos detalhes que não anuncio.
No silêncio entre uma palavra e outra.
No jeito que recuo… não por falta,
mas por querer ser encontrada com intenção.
Há partes de mim que não se explicam
se percebem.
E outras que só existem quando alguém tem coragem de permanecer.
Se quiser me decifrar, venha sem atalhos.
Sem fórmulas prontas.
Sem medo de se perder um pouco no caminho.
Porque eu não sou um enigma para ser resolvido…
sou uma experiência para ser vivida.
E talvez, no fim,
você descubra que o mistério não está só em mim
mas no que eu desperto em você.
Cultivar flores é mais do que um gesto, é um exercício silencioso de sentir. É tocar a terra com delicadeza, como quem entende que tudo o que cresce precisa, antes, ser acolhido.
Há quem veja apenas pétalas. Mas quem é sensível enxerga processos: o tempo da semente, a espera da raiz, a coragem do broto que rompe o escuro em direção à luz. Cultivar é respeitar esses ciclos sem apressar, sem exigir apenas cuidar.
A sensibilidade mora nisso: em perceber o que não grita. Em regar mesmo quando ainda não há sinais. Em acreditar no invisível, no que está sendo formado longe dos olhos.
Flores não florescem sob pressa. Elas respondem ao toque certo, à luz suficiente, ao silêncio necessário. E talvez seja por isso que quem cultiva flores aprende, sem perceber, a cultivar pessoas, sentimentos e a si mesma.
Porque amar, no fundo, é isso: um ato contínuo de cuidado, presença e entrega, mesmo quando tudo ainda é semente.
Eu já quis tantas coisas
que hoje não fazem mais sentido.
Perdi o interesse…
e é estranho perceber
que algo que um dia foi tão intenso
agora não me alcança nem de longe.
Nem parece que eu quis tanto assim.
Talvez o querer também tenha seu tempo.
Talvez ele nasça, cresça…
e, silenciosamente, vá embora.
Por isso, o querer que hoje me atravessa com força
o que me desperta, inquieta e chama
que se faça presente.
Que permaneça vivo.
Que continue se fazendo desejar.
E que me deseje tanto
quanto eu o desejo.
Antes que, logo ali na frente,
eu também me torne ausência.
Antes que o encanto se dissolva pelo cansaço
e o gosto de querer se perca.
Porque eu sei…
eu posso, de novo, me distrair com o mundo
e deixar passar.
Então hoje,
se faça presença.
Se faça sentido.
Se faça interessante.
Falar da cor dos temporais
como quem nomeia o que não se deixa tocar.
Inventar tons para o que passa rápido demais,
para o que rasga o céu e não pede pra ficar.
Falar de coisas que ninguém viu,
nem os olhos mais atentos, nem a memória mais antiga.
Coisas que só existem no sentir,
no intervalo entre o que dói e o que ainda abriga.
Falar das flores de abril,
mesmo quando o chão insiste em silêncio.
Porque há sempre um brotar escondido,
um gesto de vida acima de qualquer sofrimento.
E então, dizer de tudo aquilo
que escapa do certo e do errado,
do que não cabe em medida, nem em julgamento
apenas existe… vasto, indomável, sentido.
Eu estou triste.
tão triste que já nem sei mais onde começa ou termina.
é um cansaço que não passa com descanso,
é um peso que não se explica
só se sente.
eu estou tão triste
que até existir parece esforço demais.
e o mais difícil de admitir
é que não é sobre querer ir embora…
é sobre não aguentar mais ficar assim.
eu estou cansada de estar triste.
cansada de tentar e não sair do lugar,
cansada de sustentar algo dentro de mim
que já não se sustenta sozinho.
tem dias que a vontade não é viver,
é só desaparecer um pouco…
silenciar tudo isso que não cala.
