Poemas Bonitos

Cerca de 8915 poemas Bonitos

As circunstâncias não fazem parte do destino, mas o destino sempre poderá
gerar circunstâncias.




Autor: Cássio Charles Borges

A liberdade não está na felicidade, mas sermos livres nos faz felizes.




Autor: Cássio Charles Borges

Palavras sem sentimentos.


Os sofrimentos
São de horas.
O silêncio acostumou
Com as demoras.


Não adianta as conversas
Pois o sentimento nunca passa.
Vive as falsas promessas,
Como um pássaro que voa sem asas.


São horas que navego
Nos pensamentos.
E a carne sempre chora
Por longos e únicos momentos.


As palavras sempre foram
Direto ao coração.
Sempre citou os desejos,
Mas nunca ouviu a paixão.


Deixa, o silêncio não significa nada,
O pensamento nunca demora.
Deixa, o sentimento não fala,
E que as palavras com o tempo vão embora.


Veja, que uma pássaro
Voa com medo de um gavião.
Veja, que o amor
Não é igual a um coração.


Tem razão, revelar os segredos
Não é o mesmo
Que chorar
Assumindo os erros.


Palavras não são sentimentos.




Autor: Cássio Charles Borges

Jovem taciturno de febril empatia
Pelo transeunte na tarde outonal;
Dizei-me a razão da tua alegria
E Outorgai-me a cálida madrigal!

Ah, ampara-me, pois careço
De um afago que jamais terei.
Sei que vivo em um sonho avesso
À felicidade que desejei.

Para acordar para vida
É preciso nela não dormir.
Deixando no passar dos dias
A tristeza que lhe faz sorrir.

Ó jovem taciturno, eu lhe imploro!
No ultimo folego que ainda me resta:
Beija tua amada e contínua simplório,
Faz de cada instante uma memorável seresta!

Breve epopeia engraçadinha

Quando eu morava em Ipanema
Na beira do mar,
minha linda mãezinha
veio me acordar

Eu nunca fui boa em fazer as coisas certas, sempre gostei do que não está escrito, do que é irreal do que está fora do padrão, e de nunca fazer as coisas certas, escolhi me arriscar de cabeça nessa nossa historia, mesmo sabendo que ela estava fadada e não funcionar, mesmo sabendo que tudo isso seria uma daquelas historias com finais dramáticos e bem clichês.

Danielle Krol

⁠Olhar Oculto

Outra vez, me encontro em frente ao espelho, mais um dia, mais um tempo.
Toco em meu rosto, me olho, me vejo, respiro forte.
Nessa respiração, me perco em mil pensamentos, me sinto, mas não me VEJO.

ACREDITAS!


As lembranças que magoam
O sentimento da paixão.
Histórias que não são contadas
Pela verdade e nem pela imaginação.
Tenho esperança do retorno
Que nunca volta para casa.
Prefiro viver as minhas
Sinceras fantasias voando sem asas.
Viver na ilusão,
E saber que o teu sim
Nunca foi pela razão,
Mas sim pela circunstâncias,
Da emoção.
Eu sei que não sou como você quis.
Não sou o teu sonho de amanhã.
Não tenho horas e nem minutos.
Mas posso te dizer que o meu amor,
É como as estações
Primavera, outono, inverno e verão.
Tenho um renascimento do amor
Nos dias curtos, no frio um cobertor,
E nos longos dias de sol,
Sou a tua sombra para te proteger do calor.
Acredita sou o teu inicio da história,
Sou o mapa do teu caminho,
A verdade sobre a mentira,
A esperança em um beijo
Descrito em um pergaminho.
Sou o teu início,
Sou o teu em mim.
Sou o teu vício,
Sou o teu em ti.
Acreditas! As lembranças
Não são feitas de saudades.
E que o nosso amor é único,
E vive das nossas cumplicidades.
Acreditas, a paixão,
Só nasce com as felicidades.
Acreditas! Acredita...
Coração.
Nas verdades.


Autor: Cássio Charles Borges

A VOLTA DO AMOR.


Naquele dia fui embora com a certeza
Que não existiria o eu e você,
Saí da sua vida como uma boiada
Que encontra a porteira do curral aberta
E que saem em disparada, sem vê.
Sem rumo e sem localização
Na direção de lugar nenhum
Quebrando nos peitos as dores do coração,
Sentindo os olhos aos ventos com lágrimas,
Lágrimas de amor, muito amor, amor de paixão.
Eu vou ficar aqui
Esperando a tempestade passar,
Eu vou ficar aqui
Esperando o amor te avisar,
Que a pior solidão não é ficar sozinho
É estar com alguém e não ter carinho.
Eu vou ficar aqui
Sozinho, esperando a solidão passar,
Eu vou ficar aqui
Esperando o teu amor voltar.


Autor: Cássio Charles Borges

O importante é sermos livres das falas de líderes políticos, o povo precisa entender isso, o voto não é submissão.


Autor: Cássio Charles Borges

O sorvete cor de mel
Não é igual a abelha
Que produz o mel
Que é verdadeira igual
O dourado
Do mel


[...]


Fica a reflexão...

Os alunos de ontem tinham valores, por isso valorizavam o que tinha valor.
Os alunos de hoje não têm valores, por isso não sabem valorizar o que tem valor.


Nazareno Cordova Borges

LEVIDADE


É preciso leveza
para seguir em frente;
para viver o instante
e brincar com o presente.


Deixar o excesso,
ser vento, ser pluma;
navegar na calma
que o tempo apruma.


Aceitar as marés,
sempre em comunhão;
dançar com a vida,
e soltar a canção.


Entre o peso e a rotina
escolher a alforria;
fazer da noite menina,
e celebrar o dia.

Muitas coisas na vida são realizadas por meios humanos, racionais, materiais e emocionais, mas, a bem maioria delas são milagres.


Autor: Cássio Charles Borges

Tem momentos em que insistir deixa de ser força
e começa a virar desgaste.


A gente fixa o olhar em algo como se ali estivesse tudo
como se, alcançando aquilo,
o resto finalmente se organizasse por dentro.


Mas nem tudo que chama
é feito para permanecer.


E há um limite silencioso
entre persistir
e se perder de si tentando.Às vezes, o que falta não é mais tentativa.


É direção.
É entender que nem todo desejo precisa ser sustentado
até o esgotamento.


Que nem tudo que não veio
precisa ser esperado até cansar.


Existe um tipo de sabedoria
que não está em segurar,
mas em soltar o foco
antes que ele nos prenda.


Redirecionar também é escolha.
Também é cuidado.
Porque enquanto a gente insiste no que não responde,
outras possibilidades passam
discretas, vivas, possíveis.
E a vida não pede que a gente queira menos,
mas que a gente queira melhor.
Que a gente aprenda a mover o olhar,
a ajustar o caminho,
a trocar de direção sem sentir que falhou.


Às vezes, não é sobre abrir mão.
É sobre se devolver.

Eu estou triste.
tão triste que já nem sei mais onde começa ou termina.
é um cansaço que não passa com descanso,
é um peso que não se explica
só se sente.
eu estou tão triste
que até existir parece esforço demais.
e o mais difícil de admitir
é que não é sobre querer ir embora…
é sobre não aguentar mais ficar assim.
eu estou cansada de estar triste.
cansada de tentar e não sair do lugar,
cansada de sustentar algo dentro de mim
que já não se sustenta sozinho.
tem dias que a vontade não é viver,
é só desaparecer um pouco…
silenciar tudo isso que não cala.

Eu disse que estou caindo.
e não é uma queda rápida
é lenta, contínua…
dessas que parecem não ter fundo.
eu estou em uma fase
que não suporta mais nada.
cada dor chega como se fosse única,
infinita, profunda, árdua…
como se eu não fosse atravessar.
e mesmo fazendo parte de um todo,
cada uma delas, sozinha,
já é um abismo.
neste momento
eu estou exausta.
cansada. triste. melancólica.
eu calo… e calo…
e ainda assim choro.
grito por dentro.
e não consigo desligar.
a vida me chama pra continuar,
me pede presença, responsabilidade, cuidado…
mas por dentro
tudo em mim só queria parar.
eu preciso ser forte para os outros,
mesmo quando ninguém é por mim.
então eu guardo a minha dor no bolso
e sigo… como dá.
tem tanta coisa que eu queria dizer,
retrucar, gritar, responder…
mas eu me calo.
e perdoo, em silêncio,
a insensatez de quem não sabe o que diz.
porque não sabem o que eu sinto.
não sabem como eu sinto.
e talvez seja melhor que não saibam.
porque desejar que saibam
seria desejar que sentissem o mesmo.
e eu não desejo isso a ninguém.
então não…
eu não espero que me entendam.
mas eu estou cansada.
cansada de uma dor
que não parece ter fim.
e quando tudo em mim acredita
que isso nunca vai passar…
o pensamento que vem
não é sobre viver
é sobre querer que isso acabe.

Tem coisas, e pessoas que nos desgastam tanto que, quando percebemos, já viraram um ciclo de repetições.
Batem, insistem, fazem a gente abrir a porta… mas, quando a gente abre, não permanecem, não cuidam, não fazem questão.


E esse movimento cansa.
Cansa a ponto de tirar a vontade de reagir, de falar, de tentar de novo.


A gente vai perdendo o interesse, a motivação…
e, quase sem perceber, escolhe o silêncio, se afasta, fecha um pouco mais a porta por dentro.


Não é frieza, nem falta de sentimento.
É excesso de desgaste.


É o corpo e a alma entendendo que nem toda insistência merece acesso,
e que insistir em certos ciclos dói mais do que soltar.


Então nasce o medo de abrir de novo…
mas junto com ele, nasce também algo importante: o cuidado.


Porque, às vezes, abrir mão não é desistir
é, finalmente, se escolher.

Falar da cor dos temporais
como quem nomeia o que não se deixa tocar.
Inventar tons para o que passa rápido demais,
para o que rasga o céu e não pede pra ficar.


Falar de coisas que ninguém viu,
nem os olhos mais atentos, nem a memória mais antiga.
Coisas que só existem no sentir,
no intervalo entre o que dói e o que ainda abriga.


Falar das flores de abril,
mesmo quando o chão insiste em silêncio.
Porque há sempre um brotar escondido,
um gesto de vida acima de qualquer sofrimento.


E então, dizer de tudo aquilo
que escapa do certo e do errado,
do que não cabe em medida, nem em julgamento
apenas existe… vasto, indomável, sentido.

Às vezes, a gente aprende no silêncio do que não aconteceu.
No intervalo entre o querer e o desistir, mora um tipo de verdade que ninguém ensina,
só se sente.


Tem coisas que não florescem, não por falta de cuidado,
mas porque não eram raízes para o nosso chão.


E tudo bem.


Nem tudo que chega é para ficar,
e nem tudo que vai leva embora o que fomos.
Há partidas que devolvem a gente para si.


No fim, a vida não é sobre segurar tudo,
mas sobre reconhecer o que merece ser permanência dentro da gente.