Poemas de Amargura
Coração Amargurado
Coração amargurado,
perdi meu grande amor.
E disso sou culpado,
carrego em mim essa dor.
Nos perfumes de uma flor
me pego a indagar:
será que a saudade e o sofrimento
nascem juntas pra caminhar?
Saudade é o gosto estranho
de algo que não está mais aqui.
E o sofrimento é a pergunta
do porquê não vivi
cada instante como único,
como se fosse o fim.
Hoje, as lembranças me queimam,
inflamam meu coração.
Mas o tempo — esse bombeiro ausente —
não apaga essa combustão.
As chamas sobem sem medida,
um fogo difícil de conter.
Pois o que mais me fere na vida
é não poder mais amar você.
Ah, se eu tivesse amado
cada manhã qualquer,
cada espreguiçada cansada…
talvez não sofresse por essa mulher.
Faz tempo que não sei da alegria,
meu sorriso já não é meu.
Hoje ele vive nos outros,
ecoando o que se perdeu.
E a culpa foi minha — eu sei —
por perder aquele olhar de amor.
Quando, embriagado por uma doença,
escolhi a ausência
em vez do seu fulgor.
Raphael Bragagnolle
Com certeza ela é casada,
mas o brilho da aliança não aquece.
Tão bonita, mas amargurada,
a vida pesa mais do que parece.
Entre paredes, rotina e silêncio,
o tempo se arrasta sem perdão.
O amor virou hábito, quase ausência,
um contrato sem paixão.
No olhar, a saudade de si mesma,
no gesto, a pressa de sobreviver.
A beleza não basta, não sustenta,
quando o coração não sabe mais viver.
Levante sua cabeça,
Não se deixe abalar
Não viva amargurado
E não vá se envenenar
Com aqueles que se entrevam
Por ver sua luz brilhar!
A Invocação do Abismo
Será... que terei a sorte de tê-la em minha vida envolta em amarguras?
Eis a lua. Eis o fôlego da minha essência.
Eis a partitura do meu corpo, que ecoa e clama por amor.
Eis o esplendor, oculto neste mundo de horror.
Onde já não há amor.
Apenas dor.
Caminho e pisoteio os meus próprios cacos.
Oh... abismo, olhe para mim!
Pois agora vive em mim
A dor que eu jamais ousei sentir.
Oh! Coração amargurado
Grandes são as fendas que em ti carrego
Grandes são as decepções que um dia eu vivi
Mas tu, Oh Coração Ainda bate muito forte.
Oh!Coração amargurado
Desta vida que só tráz desgosto
De viver e não saber o motivo
De sonhar , mas viver na desilusão
Oh! Coração amargurado
Que mal tem em viver feliz
Em contentar-se com as coisas simples da vida
Em bater forte e não fraquejar
Oh! Coração amargurado
Em vão sonho acordado
Em busca daquilo que é de meu agrado
Mas que faça você se sentir feliz
E me deixar sentir menos cansado.
Oh ! Coração amargurado
Grande felicidade você me traria
Se você me deixasse ao menos uma vez na vida
Fazer aquilo que pode realmente trazer minha alegria.
Ai do que não chora porque se esqueceu
como há de chamar as lágrimas aos olhos
na hora amargurada em que precisar delas!
O que eu vivi no passado, as tristezas, as amarguras, as decepções, o injusto... Só agora eu posso entender. Foi pra que eu hoje quando lembrasse eu tivesse orgulho. Tudo foi preciso pra que pudesse me impulsionar à uma grande vitória.
E o que me fez chorar ( olha como são as coisas) hoje me faz sorrir, pelo fato de eu ser uma grande vencedora.
Por isso, se está triste hoje, agradeça (sim agradeça) porque tudo que foge do nosso entendimento, eu disse tudo, terá uma linda explicação amanhã.
Deus não falha.
E quando voce pensar, que estar enjoada, amargurada,
não desanime, distânça é barreira, mas não impede
de eu estar sempre com voce. Douglas de bruin
Lágrimas caem salgadas,
amarguradas por falar e
não ouvir nada...
Continuam caindo...
Você em silêncio me ouvindo...
Meu coração tímido de
tristeza aos poucos vai aliviando...
Porque já falou que te ama...
Eu preciso dizer que te amo...
Para ter forças ...Para sobreviver...
Só não sei até quando irei viver
Porque dentro de mim já
comecei a morrer...
Mesmo assim iras ouvir
sempre EU TE AMO...
Porque estão me chamando..
.Meu tempo aqui estar acabando...
Com o coração cheio de lágrimas!!
Derramando sangue...
Chegará o dia ficarei distante...
Mas sempre falarei para você
...Te amo...
Lembre-se sou teu anjo...
O anjo que mais te amou...
Que pelo seu amor lutou....
Estar chegando a hora da
minha partida meu amor...
Irei partir sem despedida...
Lembre-se enquanto eu estiver viva...
Te amarei...
Lembre-se quando nesse mundo
eu não, mas viver...
Mesmo em outro mundo falarei..
.Que te amo e sempre amarei...
Te amo...
Não vou busca ração
Do meus erros errados
Amores amargurados
Vida sem viver.
Que os ponteiros da bússola
Apontem pra me agora
Jocasta janta enquanto
Enquanto eu danço tango.
Desafio tudo que esta lá
Fora eu sou Django
Sem as pistolas.
ABORTO DA PAIXAO
Amor, amor, doce pecado
Que inflama E flama E chama
De um peito amargurado
Que cala minha fala num olhar apaixonado
E molha minha lágrima salgada de ternura
E lava nossos corpos, salgados de loucura
E implora... E explora...
Meu corpo... E teu corpo...
Sedentos de desejo...
E o alge do prazer se sela
Num ímpeto beijo
E Uma lágrima solitária reluz em minha face...
Amor, puro pecado...
Espinho, em delicada flor!
E chora quando faz amor...
Que nasce em fonte cristalina
Em virgem coração de pura menina
E morre calado, agonizante
Antes que tome corpo alma e coração
É abortado ainda feto de paixão!
Em meio a esses versos ávidos de sangue
Misturados às minhas lágrimas ingênuas e infames
Antes que esse sentimento se chame
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Doçuras e amarguras fazem parte da vida. É o saber equilibrar que faz a gente feliz ou infeliz.
Ivanilde Nogueira
Mesclada é a vida de sonhos, desventuras,
entre amarguras sorrisos de alegria.
Flores, ruínas o tempo descortina,
por entre as trevas a luz que ilumina.
Em mil nuances a vida se retrata,
e em mil espelhos o seu perfil reflete.
Montanha russa com altos e baixos.
No vai e vem a vida se repete...
Entre o sonho e a realidade.
Sonho doce
Sem amarguras à mistura
Nela o encontro era suave Como a brisa do mar,
Fresquinha Como o sopro em uma noite de verão
Variedades de cheiros nela existe
Como as flores na primavera
Nela os beijos são doces e sem veneno mortal
Despertando e acordando ensopado,
Procurando pelos beijos que achei que eram doces
Sem abraços quentes em manhãs frias
Sem sons baixinhos como das folhas de uma flor após um vento suave
Abraços frios em manhãs frias,
Beijos apressados com sabor envenenado
Mantenho-me sonhando,
Calado
Sentindo toda a suavidade contrária a realidade.
Escolhendo entre o sonho e a realidade.
Tempo
Com o passar do tempo
Não faremos mais diferença...
São tantas as amarguras da vida
Que o sentido das coisas, vão se revertendo
O simples, torna-se um fardo pesado
Coisas básicas, tornam-se enfadonhas
Tamanho é o descaso, que e vê por ai
O Ser só quer Ter sem contribuir...
Triste esta constatação, para quem tem sempre
O sentimento nas mãos, dividido em pedacinhos
Como se fossem fragmentos de pão..
Escorrem como areia entre os dedos
Desbotam os sentimentos
Fenecem no frio chão.
Nel mezzo del cerrrado...
Aportei. Aportaste. E morria calado
E aflito, e triste, e amargurado eu ia
Os sonhos da alma era despovoado
E d’alma as quimeras era só fantasia.
E assim, longo o caminho, o cerrado
Eu preso nos desejos ele pouco polia
Da vida: o tom do tom estava errado
Do horizonte, nada, nenhuma poesia.
Hoje a vida sem ti, é sempre partida
Prantos que a tal saudade umedece
Comovem como a dor da despedida
E eu, sentado no caminho, aguardo
Arfante, poético, e que não arrefece (o amor)
“Nel mezzo del cerrado”, que no peito ardo...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Agosto de 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Um coração quer pulsar de alegria e felicidade.
Não maltrate seu órgão vital com mágoas e amarguras.
Trabalhe seu silêncio interno, as respostas sempre chegarão junto com sua fé e esperança.
Por fim amarguram-se
Todos aqueles que não se sentem compreendidos
Não entendendo que basta olhar o próprio reflexo
E se apreciar dessa forma
Sem subtrações;
Sem divisões;
Você é um Universo.
