Poemas a um Poeta Olavo Bilac
O vento balança esta noite
o Pau-de-Pernambuco
e espalha as pétalas,
Eu como poeta semeio
por aí novos poetas.
Metapoema
Num lago de letras
o metapoema está
para o poeta como
o espelho d'água
está para a imagem,
Não existe nenhum
poeta que nunca
tenha feito ao menos
um metapoema
na vida sem saber,
Um metapoema é bem
simples de entender:
é quando um poeta
explica o porquê
escreve um poema dentro
de um poema para você.
Não me peça conselhos
de amor porque sou
poeta e conselhos
de amor não sei como dar,
Prefiro ao som do tambor
dançar e se quiser
você pode me acompanhar.
Vamos de Jiquiaia para
que a tristeza não nos distraia,
Vamos de Serrador para
que a dor seja encerrada,
Vamos de Negro Velho para
que a sabedoria nos guie,
e nos encontre alegres
na vida o amor sem limite.
Ao som do tambor do destino,
no centro desta roda matreira,
Comigo no bom gingado,
eu quero que o teu coração
pelo meu se entregue apaixonado
dia após dia fascinado e a vida inteira.
Como Dizia o Poeta
Nossa famosa garota nem sabia, que este rio que de amor que se perdeu. Somente o amor e o encontro, apesar dos desencontros, são os que justificam e significam nossa existência em nossa certeza de cada tristeza de reinventar de novo o amor.
O Poeta Lúdico e o Louco
Na insegurança
Das decisões
A angústia
Da ansiedade
Na incerteza
Do que está
Por vir
O temor
Onde
O tempo
Livre
De toda
Matéria
De que
São feitos
Os medos?
Quando
O tempo
De realizar
O que
Se aspira?
De recusar-se
A morrer
Sem ter
Vivido?
Que dizer
Da ética
Do agir
Sujeita
À ação
Da violência?
À tragédia
Do desamparo?
À submissão
Da incompetência?
À catástrofe
Do terrorismo?
À dramaticidade
Da tortura?
Ao sofrimento
Da descompaixão?
À insensibilidade
Da ambiguidade?
À tristeza
Que emudece?
À arrogância
Que asfixia?
Às esperanças
Frustradas?
Aos fantasmas
Dos medos?
Nada
Mais aterrador
Que cristalizar-se
Num estado
De maturidade!
No rescaldo
A sensação
De diluição
De algo
Imprescindível
Por vezes
A loucura
Só é lúdica
À distância!
Desanuviar o Olhar.
Tal qual o poeta
Venho colecionando sóis
Para
Que minhas retinas
Não esqueçam do que é bom
As coisas têm o valor do aspecto
E
O aspecto depende da retina
O Horto Botânico
O poeta de olhar dormente
O orgasmagórico desce do espaço
Enquanto, poeta,
Vai pela rua
Obcecado
Observando a vida
Que
Ainda pulsa
JÁ NÃO SINTO MAIS NADA...
Já não sinto mais medo
Já não choro mais
Sei que poeta bom
É poeta morto...
Qual então é a parte
Desta minha estrada
Se a felicidade mora longe
Se encontra em alta velocidade...
Sobrou-me o remorso das palavras
Feito os teus olhos
Um cenário de um poema
Uma viela, uma ruela...
Tudo nesse mundo é FRÁGIL...
Tudo PASSA...
Já não sinto mais medo...
Já não choro mais...
Sou poeta...
Sou poeta de água doce
Sou poeta...
POETA MORTO...
"gloria,gloria,perpetua"
PRECE POÉTICA (B.A.S)
A poesia é uma prece
Que o poeta eleva ao Criador
No altar da inspiração
Elevo versos e rimas...
A TRAMA DA POESIA III (B.A.S)
Alinhavando palavras, o poeta costura versos que entrelaçam temas universais, tornando a trama costurada uma manifestação de vida. Trabalhar com as palavras, transformando-as num encadeamento de versos, é a maneira que o poeta expressa o seu ponto de vista, ou a vista do ponto.
enfim, toda poesia e todo´poema são convites, trilhas à percorrer. Nesse caminho, todos são convidados a descortinar o belo em suas vidas.
CORAÇÃO DE POETA (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA)
Poesia brota do coração
Fábrica infinita de sonhos
Poesia vem do coração
A arte só produz versos...
Por onde vai o coração
Do poeta sonhador
Chama acesa-perene-de-inspiração
Coração-doação-canção
Na arte do peota somente devaneios
Na arte-sorte do poeta
Forças ocultas do existir
Uma justa medida de poesia...
ISBN: 978-854160-632-5
MAQUIAGEM (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA)
O poeta enfeita versos
Ideias são maquiadas
Lambendo palavras dos confins do nada
A meus ouvidos
Andando pelas letras
Conhecendo as águas
Quem já lambeu desertos
Ou páginas em branco
Caneta que reduz
Tudo a rabisco
FORÇAS OCULTAS
(Bartolomeu Assis Souza)
Na arte do poeta somente devaneios
Na sua arte-sorte
A vida que traz justa medida de poesia
Forças ocultas do existir
Todo beleza vem do coração
Coração-doação que faz canção
Chama acesa-perene-de-inspiração
Isso é coração de poeta
A arte só produz versos
Só o coração é poeta
Poesia que vem do coração
Fábrica infinita de sonhos
ISBN 978 85 7893 909 0
Editora Biblioteca 24horas
REVERENCIAR
(Bartolomeu Assis Souza)
Ser poeta é buscar a estética, a beleza,
murmurar segredos,
acariciar sensações...
É mostrar o espetáculo do coração
Do qual muitos participam,
mas não o percebem...
É acreditar no absurdo, ter fé...
É reverenciar, enaltecer o sublime,
caricaturar o horrível...
É tornar o triste em risível...
É transformar a náusea existencial dos incrédulos,
em absurdo místico-artístico...
É andar por caminhos desconhecidos
É ter um sentimento na alma,
nem triste, nem alegre, mas paradoxal...
É buscar dentro de si, o que se perdeu...
É ser um pedaço de outros, formando um EU.
Ser poeta é reverenciar o IMPOSSÍVEL...
Amém!
O seu amor tem sabor
de Grumixama Amarela,
Foi ele quem me fez poeta
e nunca mais consegui
colocar os meus pés na terra.
VERSO & REVERSO:
O poeta expressa seu sentimento lúdico
Buscando a rima e a simetria,
Para muito ouvir o que não devia
Deixando cândida a linha da harmonia.
Se a réplica antecede a tréplica
A métrica embeleza o verso
Criando frases enriquecendo a guia.
