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Poemas a um Poeta Olavo Bilac

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Sou bêbado, boêmio, poeta. Sou gentil, rebelde e cafajeste. Eu sou tudo que sou, e sou um só. Eu sou vários de mim formando uma só essência. Não espere nem mais e nem menos, apenas isso. Eu sou maciço. Eu sou moldável. Às vezes me desequilibro, às vezes permaneço estável. Às vezes eu ando nu, às vezes me cubro de enfeites. Só tenho uma coisa a dizer: NA VERDADE EU NÃO SOU UM FAKE!

posso não ser um grande poéta mais sou um grande sonhador sempre sonhado em te conquistar

Um poeta é só isto: um certo modo de ver. O diabo é que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não-vendo. Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio.

Otto Lara Resende
Folha de S.Paulo, 23 fev. 1992.

Nota: Trecho da crônica Vista cansada.

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⁠Seja um poeta sábio com uma vasta experiência de vida e uma mente crítica e audaz quando alguém discutir posições políticas, doutrinárias e esdrúxulas ao bom senso da sociedade.

Um poeta pode não saber tocar instrumentos musicais, até mesmo cantar desafinado, mas quando se trata de sentimentos ele toca, canta e encanta! Elias Torres

"O Poeta é um fingidor", Fernando Pessoa sabia bem o que quer dizer isso, pois levou a vida a inventar outras mil pessoas, com o fim de esconder quem de fato era: Um gênio incompreendido, um débil fingidor da sua real essência mortal e decadente... é dessa matéria que se forjam os poetas geniais.

Não sou poeta, nem sou escritor
Ou ao menos compositor
Sou apenas um homem falando de Amor

Sou guerreiro, sou fiel
Não sou santo, nem cruel
Sou mistério, sou autêntico
Diferente e interessante
Sou safado, sou romântico.

Seu amor é só para os nobres
Dá uma chance para esse pobre
Rico de alegria, talento e simpatia

Quanto vale um coração
Quando se ama vale mais que um milhão
O valor de um beijo
Mais precioso que dinheiro
Quanto vale uma paixão
Vale mais do que carro, dinheiro e mansão

O dinheiro pode ser roubado
Já o amor é conquistado
O que o dinheiro traz
Com o amor vem carinho, amizade e paz

Mundo brilhante, mas deserto
Pessoas conectadas, mas não amadas
Tecnologia e informação
Pessoas doentes do coração

Pessoas são várias, são muitas, são bilhões
Sentimentos, valor real da humanidade
Estão iguais animais de estimação
Quando vemos,enxergamos com emoção
Aquilo que não sabemos cultivar
Difícil de encontrar: FIDELIDADE

Um poeta
Encontra na natureza
A essência pra poesia
Eu encontro em seu sorriso
O brilho do amor.
Carlos25#0;82011

Sair de si mesmo!

Um poeta escreveu uma triste poesia sorrindo...

E depois logo em seguida chorou
e escreveu um poema de felicidade


Não pense que o poeta quando triste só fala de lágrimas
Ou quando alegre só fala de alegria

Escrever poesias muitas das vezes é sair de si mesmo,
para chorar ou sorrir e assim demonstrar
os sentimentos de outro alguém!

Poema alienado

O poeta escreve
um poema introvertido
tímido, que só à ele
veste-se o sentido.

O militante se estressa:
- escreva o preço do trigo!
Bem, amigo, o meu poema
politiza pelo circo.

O poeta é sim um bom fingidor,
Porém reconhece seu amor.
Diferencia o luxo com simplicidade,
Para viver em tranquilidade.
Esquece o tempo do tempo,
E vive sem perceber o passar do tempo.

Ah, se seu fosse um poeta!

Ah, se seu fosse um poeta!
Eu faria uma história de amor
Sem dor, sem tristeza e sem agonia.
Com o teor da verdade infinita,
Com uma fisionomia santa.
Com a mesma transparência que encantou
O verdadeiro amor de Romeu e Julieta.

Ah, se eu fosse um poeta!
Eu faria uma história de amor feliz.
Faria o sol se casar com a lua.
Faria uma esquina de flor
No meio da rua.
Faria o joão-de-barro construir uma casa
Só minha e sua.

Ah, se eu fosse um poeta!
Eu faria você entender meu mundo.
Faria você voltar a sorrir como criança.
Faria você ter mais esperança.
Faria você saber que o futuro depende de nós.
Faria você compreender que somos amantes.
E de mãos dadas, construiríamos um novo amanhã.

Ah, se eu fosse um poeta!

A ressurreição do poeta

A ressurreição do poeta,
No coração da poetisa,
Previsão de um grande profeta,
Fato que se concretiza.

Ao nascer de cada dia,
Aprendemos coisas novas,
Daquilo que não seria,
Agora se renova.

Um amor que já passou,
Uma mulher, que não mais existe,
A doença que já curou,
O sonho que ainda persiste.

Sonho de esperança,
Na mente tão cansada,
Dos tempos de criança,
De pés descalços na calçada.

A pureza no olhar,
A alegria nas corridas,
A boa vontade no recomeçar,
Palavras sábias e queridas.

O poeta renasce,
Em cada curva dessa estrada,
Como noivo no enlace,
Em busca da grande jornada.

Jornada de duas almas,
Unidas em um só objetivo,
Caminhada que necessita, calma,
Pra no final não ser cansativo.

O desgaste do poeta,
Se renova em cada vida,
Coração de portas abertas,
Pra tudo aquilo de saída.

APENAS UM CARA
Poeta aprendiz,
Fotógrafo aprendiz,
Mecânico aprendiz,
Um amante aprendiz!
Me culpam por tudo,
Por ser deste jeito,
Frio e quente ao mesmo tempo,
O importante é o que eu conquisto!
Da minha vida eu cuido,
Me desculpem os incomodados,
Mas aqui estou novamente,
Em breve estarei amando!
Difícil esse meu mundo,
Hoje estou bem,
Amanha talvez,
Porém pensando no futuro!

Sou um simples poeta, cujo o "dom" é a palavra.
Cujo o amor é a riqueza,
cujo o talento é minha fala.

Sou um simples poeta, cujo o amor é tudo.
O amor é aquilo que me da inspiração.
O amor é alicerce,
é o mais belo da paixão.

O amor é lindo,
e eu continuo a romantizar.
Não culpe o, amor
Se você não sabe amar.

O poeta e a flor

O poeta e a flor
Se encontraram em jardim,
Fizeram um pacto contra a dor,
Que tanto machucava o jasmim.

O poeta se inspira,
Na beleza de sua flor,
Se enlouquece e suspira,
Com seu agradável odor.

Sua flor é às vezes insegura,
O poeta,outrora impaciente,
O que ela precisa é de ternura,
Frágil rosa inocente.

Rosa dos ventos,
Poeta dos versos,
Um grande momento,
Viagem ao universo.

Flor delicada,
Poeta da alvorada,
Tu és rosa vermelha,minha amada,
É um prazer ter você como namorada.

Tu és perfume,
Que alucina o meu ser,
Enlouquece os vagalumes,
És mui linda pode crer.

O poeta nada seria,
Sem você, lindo jasmim,
Não sei o que aconteceria,
Se você se retirasse de mim.

Lourival Alves

Ser poeta é sentimento
É uma arte, um primor
É ter muito talento
E escrever com amor

O poeta é um ator

“O poeta é um fingidor”
Finge estar contente quando tem dor
Esconde amor quando é saudade
Mas alguém sabe o que é um poeta de verdade?

O poeta é um ser fingido
Finge ver a morte
Sem nunca ter morrido
Um verdadeiro poeta
Disfarçado tem de ser
De lápis ou caneta
Sem uma palavra escrever

O poeta?
É um fingidor de verdade,
Finge ser livre
Sem nunca obter a liberdade

Não sou poeta desses adereços
ornados por um fim superficial,
tampouco sou um verso de começos
sem termos no sentido horizontal.

Talvez por ser assim sou como sou,
quiçá por ser assim sou mais directo,
porém, nunca a verdade me deixou
a pé entre este chão e o nosso tecto.

E assim, vou bendizendo os eruditos,
os grandes lavradores da velha arte,
aqueles que nos seus versos bonitos
alastram o seu clamor por toda a parte.

As flores, a ilusão, os rendilhados,
alcançam admiração e todo o resto,
deixando os outros versos confinados
a este meu tributo que lhes presto.

Permanência


Não peçam aos poetas um caminho.
O poeta não sabe nada de geografia celestial.
Anda aos encontrões da realidade
sem acertar o tempo com o espaço.
Os relógios e as fronteiras não tem
tradução na sua língua.
Falta-lhe o amor da convenção em que nas outras
as palavras fingem de certezas.
O poeta lê apenas os sinais da terra.
Seus passos cobrem
apenas distâncias de amor e de presença.
Sabe apenas inúteis palavras de consolo
e mágoa pelo inútil.
Conhece apenas do tempo o já perdido;
do amor
a câmara escura sem revelações;
do espaço
o silêncio de um vôo pairando
em toda a parte.
Cego entre as veredas obscuras é ninguém
e nada sabe— morto redivivo.
Tudo é simples para quem
adia sempre o momento
de olhar de frente a ameaça
de quanto não tem resposta.

Tudo é nada para quem
descreu de si e do mundo
e de olhos cegos vai dizendo:
Não há o que não entendo.