Poema Viver e Saber Viver
Quando escrevo é a brincar
Não levo nada disto a sério,
Qualquer dia vou embarcar
Num poema de cemitério.
Moro num poema…
Entre muitas estrofes…
Sou apenas uma palavrinha,
das bem pequenas…
Não sou começo, nem fim de verso,
nem rima importante…
Uma palavrinha apenas, mas não importa.
Aqui me sinto livre,
onde todas as palavras têm asas…
Dentro do poema eu sou feliz…
Estou em casa.
Poema " Sente-se Deserto"
Você é a poesia no deserto;
O desejo desperto, miragem,
afã de um oásis não presente,
ausente, sem gente.
Entre a realidade ausente
e a convicção presente,
um interstício entre agente,
Se sente esperança, sente-se...
Poeta Nilo Deyson Monteiro
demodê
um editor que disse
ser o meu estilo do século xx
ainda edita livros
enquanto este poema
é lido na internet.
Eu o Poema e Deus.
Das palmas de minhas mãos...
Sempre abençoei minhas escritas...
Eu...
O poema e Deus...
Únicos...
Seguimos nessa órbita....
Eu vim de um ventre...
Eu vim de uma nascente...
Sou como um rio que segue seu fluxo...
Não sei meu paradeiro...
Sou conduzido pelo vento...
Me misturo com as águas que vem do céu...
Acordes de uma harpa...
Canção de uma paixão...
Canto com os passarinhos...
Meus vôos são acompanhados com eles...
Me vejo pairando no ar...
Cedinho ou tarde...
Bebo as gotas das águas dos céus em minha boca que vem derramar....
Sentido aguçado...
Faço toadas para meu dia alegrar...
Sertões sertanejos....
De joelho faço uma oração para abençoar
No relento sinto o vento...
Sem tormentos...
Espíritos unidos...
Deus...
O poema e eu...
A poeira levanta...
De um chão batido e abençoado...
De um Poeta...
Que escreve o que faz...
E ele...
Admite que é fraco....
Perante esse Deus , que diz e faz...
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa
POEMA NILO DEYSON
Espere um pouco no futuro, daqui a pouco serei passado passeando um momento na realidade não querida, ferida, sem cor, em preto e branco, pranto, pronto, peito doido partido, passado não esquecido, ainda futuro serei aquecido por algum futuro pouco vivido.
Vivi, enfim, existi em algum tempo.
O poema é um bom amigo. Ouve medos, segredos.
Ressignifica traumas, frustrações.
A cada palavra, um respiro.
Na superfície de um oceano de inquietações.
Os versos entendem o que a alma silencia.
Transformando dor em flor. Tristeza em pôr-do-sol…
Compõe e eterniza a felicidade de um momento.
Escrevo por que um anjo sussurrou-me ao ouvido:
_Vai, escreve. Escrever traz calma, derrame a sua alma.
Um poema
Sinto na pele um poema
Sai dos poros da minha pele
Vão se dilatando na transpiração, com letras intrigante
Vertendo em versos estranhos...
É a ligação entre o poeta e a inspiração
Se alinhando espontaneamente
O poema flui
Escapando pelos pelos da pele suada
É o ápice de um poeta
Suas quimeras criam formas e sons
E nesse embalo melódico
Mais uma poesia acaba de nascer
É o sublime momento que tornou-se rotina ao poeta
Autora:Simone Lelis
Poema sem nexo
Vou jogar água na sua ilusão
Sou poeta e de amor entendo
Vou escrever uma poesia sem versos
Só pra tirar teu sossego
Vou falar de amor sem preconceitos
Não tem jeito!
Eu escrevi o amor no teu peito
Você não sabe
Se um dia vou acabar caindo na tua mão
Eu quero mesmo
É explorar sua paciência
Te entreguei nesse poema
A chave que você perdeu
Enquanto se distraía com coisas efêmeras
Autora:Simone Lelis
Incongruente
Quero um poema
que dança no meio da rua,
Sem o número da casa pra você achar!
Quero as letras espalhadas,
As mãos espalmadas,
de olho no olhar!
Quero peso sem medida
E medida sem tempo
Todo certo pelo canto,
E é por isso que eu canto
Que eu amo o incongruente!
Poema: "Sotavento"
De meu canto,
sempre fico quieto.
Melhor assim.
Não tenho como opinar,
se há um Deus e um demônio
residindo dentro de mim...
Quisera eu, retroagir.
Para erros passados, corrigir.
Mas, não posso!
A cada dia vejo células, telômeros...
Esgotarem-se ao tempo.
Ah, o tempo!
Guarda em si a ternura do passado
e a amargura de cada pedaço,
cada milímetro...
A soprar em sotavento.
O Maldizer do poema
Eu não posso dizer mais nada
Senão te considerar pessoa crescida
Tudo foi bonito, encarceraste-me
Então, escutas o que vou dizer
Por mais bonita que sejas
Decidi afugentar-te do meu coração
E da minha vida…!
Entendas, vai embora…
Levas a tua roupa e faças a tua mala
Nossa história foi mais perfeita, sim!
Mas hoje já não é mais perfeita…
Deixas-me buscar novas aventuras
Beijar novos lábios
Abraçar novos corpos
Sentir novos perfumes
Escutar novas declarações de amor
E substituir-te por um moça mais atrevida
Eu não quero mais saber de ti…
Aliás, nossa história chegou ao fim
Cansei de dormir ao teu lado
E fingir que ainda te amo
Escutar-te a chamar-me de amor
Não posso esconder isso
Que nasceu dentro do coração
Tu já não é aquele mulher
Que um dia escolhi para ser companheira
Já não encantas mais o meu coração
Desculpa dizer…
Mas agora tu apenas me incomodas
Sinto perfeitamente Sujo
Ao sentir os teus abraços
Ao sentir os teus lábios beijando-me
Ao sentir o teu corpo junto ao meu
Oh! Lércia…!
Se tu quiseres podes me odiar
Mas o meu coração está frio desse amor
Mesmo quando acordas de manhã
E diz-me “Até logo amor!”
E apenas respondo para evitar o silêncio
No fundo, já não és especial
Eu deixei de amar-te há bastante tempo
Não sinto mais nada contigo
Senão um nojo predefinido
Lércia, levantas e pares de choramingar
Pois, o frio que está dentro de mim
É irreversível …
Vai arranjar alguém ao teu nível
Ou arranjas por ai um Joaquim!!
E afogues as tuas mágoas…
Para ser sincero…
Não te vejo mais como mulher
Lércia… levantas e vás brilhar como flor
Para outros homens que te podem querer
Sai, vai fazer maquiagem por aí;
Vai, retocar o teu cabelo;
Vai trocar de vestido, encantes outro coração;
Para mim chega, chega...
Daniel Perato Furucuto
Massinga
Dália
(um poema para Nando Reis)
De novembro a março fulgurante você nasce, cresce e aparece...
Fulgurante e cheia de vida desencadeia suas cores e no mais esplendoroso momento encanta muitos olhares e quem sabe inúmeros amores!
Ah! Se em apenas três meses a vida fosse fácil, bela e encantasse corações.
Mesmo que bela sejas, a vida trás espinhos e deles os momentos que entristecem...
Mas quando o sol se abrir, a chuva cair e o vapor surgir... gotas escorrerão ao solo e tocarão o coração.
Coração, enche de orgulho com suas belas colores,
Coração Dá-lhe alegria aos olhos fulgurantes e cheio de amores,
Oh, coração! Daria, Dália, daria segundos para que em 3 meses pudesse encher (outros) corações de bulbos enraizados de amor e que durassem para sempre.
POEMA PARA A MÃE QUE PARTIU
Mãe, hoje era o seu dia
marcado no calendário
momento de muita alegria
pelo seu aniversário
Não estás mais entre nós
De repente, deixou de ser
Não podes ouvir a voz
dos parabéns pra você
Não tem mais o bolinho
feito com tanto carinho
Mãe, a vela apagou
Você criou asas e nos deixou
Mãe, nessa data tão querida
Murcharam-se as bolas
do sopro da vida
Mãe, é hora, é hora!
Por que você foi embora?
O poema confuso
A dor que mais dói, não dói
Consome-te.
Assim como o seu pior pesadelo, não é o único que lhe assusta
É o próprio ser humano que faz suas dores doer, e seu medo existir.
O AMOR É POESIA
Ele não era um poema
Era um simples verso
Mas ela declamava-o
Com tanto amor
Que lia-o e relia-o
Demorando-se nas palavras
Com a profundidade das letras
Por acreditar
No poder da poesia
No fim ela era o poema
Que ele tanto gostava de ler.
Então sou carregado para longe, enquanto te escrevo mais um poema. Um poema que não será lido, não será conhecido, não será entregue...
Só mais um que ficará perdido para sempre, jogado em meio ao entulho do meu coração. Esquecido ali, continuará a causar-me danos, dissolvendo vagarosamente as palavras por mim escritas.
Para nunca me esquecer da sensação que é ter meu coração partido.
Um poema sobre o seu coração
Um bilhete a quem encontrar esse coração:
Cuide bem dele. Ele sentiu, desejou, sofreu, amou, sorriu e chorou intensamente por toda uma vida. Se lhe parecer bem, permita que tenha um pouco de paz até que, enfim, pare de bater.
Com amor, do sempre seu, "Coração Negro" (sim "negro", adjetivo que só lhe parecerá "ruim" se você for "preconceituoso", rs [aspas representam conexão]).
Ass: uma criança que teve a sorte de viver e morrer, uma vida completa, também, efêmera, se no tempo dos tempos do templo desse universo.
Não sinta pena, sinta medo, pois todos morreremos um dia. Não sabemos como é o outro lado, sabemos que lá não há nada. Tudo o que fomos deixará de ser para todo o sempre, e não haverá nada a ser feito. Você simplesmente acordou em uma montanha russa que desce furiosamente em direção ao chão.
Chão [Chão representa fim]
Aproveite a descida.
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