Poema Sobre Solidão
Foste
De mim, se apartou.
Levou o sorriso e a graça,
outro rumo tomou.
Quiz ser livre, e voou.
Quem sabe outro amor?
É da vida amar, esquecer
também da vida é.
Mas tudo ao coração traz
dor.
A saudade perto se aninha ao
lado de quem fica.
A solidão, que perto espreita
logo será vizinha.
Saudades, solidão e dor,
parceiras inseparáveis do amor.
Assim a vida nos fala.
Quando do amor, nada fica
os olhos cegam, a boca cala.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista. RJ
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Sei que mora em mim, uma poesia.
Tímida, magoada, vazia.
Tem tempo que não a vejo…
Mas sei, está lá…
Queria muito escrevê-la.
Preenchê-la com a minha alma.
Ela simplesmente se esconde.
Sei, está lá…
Contarei o ocorrido, foi numa tarde fria…
Ela estava lá, radiante, linda, intrépida, falante!
A pobrezinha, pronta para ser escrita…
Foi, traiçoeiramente ferida.
Daquele dia em diante, procurou o fundo do meu ser.
Escondeu-se, emudecida, sem ver sentido em ser escrita.
Desde esse dia a procuro, reviro-me pelo avesso.
Ele disse-me certa vez, que não vê sentido em suas próprias palavras.
Porque quando se perde o amor, perde-se o ânimo e a graça.
Somos tomados, pela dor e a falta…
Ontem procurei por ela, vasculhei cada cantinho de mim. E nada.
Encontrei um bilhetinho, que me deixou franca e gentilmente…
“Só saio por amor. Do mais puro e verdadeiro. Não vale ser escondido, metade ou
não-correspondido. Se queres escrever-me, desencante-se, cure-se e ame, pois bem se sabe que com solidão, medo e dor, jamais escreverás um doce poema de amor”.
Quero saber se o vento soprar aonde vou parar,
Mesmo sem ter você aqui pra me segurar,
Quero mesmo poder te abraçar,
Chegou o dia pra mim chorar,
Você foi mais cedo que eu e agora vou te soltar,
Quero cantar, mas me faltou ar,
Tenho que me deixar levar,
O vento não deixará parar.
Já vou chegar.
Insônia
Mais uma noite que falou para mim....
Tormentos de pensamentos
Virar e revirar sem fim
Estou só com estes apoquentamentos
Ânsia pela paz que não me quer,
pelo sono que não me abençoa.
Liberdade nem que seja de aluguer
Porque me prendem estás correntes?
Tudo está além do que sentes.
O sol não chega e a noite vai longa
Fria, me envolve, me abraça, me atormenta!
É, as coisas da vida te arrebentam
Estar, não estar
Viver.
A verdade te liberta.
Tolice.
Sei lá o que é isso.
Honestidade, verdade é sempre a melhor política.
Acho que quem disse isso não sabia nada.
Quem disse isso nunca teve que mentir para si mesmo.
Eu cai nessa lorota.
Pra nunca mais.
Seja honesto consigo mesmo
Não se deixe tombar
Se levar
Seja você e não tenha medo disso.
Da vida não se leva nada.
Se depender de mim serei enterrado pelado
Aqui, se fiz ou não, parece que não interessa.
O passado se apaga por causa de um futuro que não existe.
Como pode? Parece normal.
O que não parece normal sou eu
Vou fingir achar-me anormal
Achar estranho ser desigual
Achar o desigual estranho
Achar que querer voar é errado
Pelo menos uma vez na vida você pode pular de um avião sem paraquedas
Curta seu voo
--- muleke se ajeita---
acelerando
já vejo o fim se aproximando
sozinho no meu quarto
deitado quito calado
ouço a voz que me fala
muleke se ajeita
a vida não liga se tu faz careta
levanta e bota um sorriso nessa sua cara feia
tu pode até falha mas nunca pare de tentar
poha
há sempre gente na pior
querendo ta no teu lugar
que não tem o que comer
ou ao menos lugar para morar
levante e vá a luta
a vida pode até ser longa
mas logo ela acaba
tem gente que se diz no topo
o topo não existe
a unica coisa que ta no topo
é o egoismo dela
anos atrás tu tava no fundo do poço
colhendo o que plantou
por isso hoje só cultive ouro
falo no pique para tocar teu coração
desenhando o esboço do teu futuro
eu nunca faço nada em vão
nem todos que tem vantagem vão vencer
observe garoto
os que não têm nada têm tudo
e os que têm tudo não têm nada
vá ao trabalho
daqui a poco passa 10 anos
e tu vai morrer de fome
por não ter plantado nada
muleke se liga
quanto mais se acelera
mais perto do fim se fica
muleke se toca
a vida logo termina
por isso a viva
poha
Guzman
Eu não compreendo meus sentimentos
Ou sinto ao extremo ou não sinto nada
Me sinto um ser descartável, que não ocupa uma presença real
Tento falar mas minha voz é traiçoeira e nada sai
Meu coração aperta e me sinto pedido
Perco as forças para continuar em pé e caio no vazio
Silêncios
"Em minhas fugas e buscas conheci muitos silêncios.
Aquele que é refugio. Abrigo de muitas saudades. Guardiã de minhas lembranças. Arquivo das memórias mais sagradas.
Já busquei, desesperadamente, o silêncio.
Nele procurava um esconderijo para meus gritos, que de tão fortes, não cabiam nas palavras...
Já fugi do silêncio. É que seus gritos acordavam meus medos e ameaçavam meus segredos...
Gosto do silêncio que aflora meus sentidos e é música para meus ouvidos. Que conversa com minha solidão e sabe de mim mais que as palavras. Do silêncio que revela, na ocultação dos sons, meu mundo de sonhos e desejos.
Silêncio que se faz morada de tudo que vivi ou sonhei viver. Que me acompanha, mesmo quando os barulhos internos/externos são ensurdecedores e ameaçam minha paz.
O silêncio é sempre bem-vindo, pois me renova e me faz perceber, cada vez mais, o valor das palavras.
Gosto do silêncio nascido da paz!"
Mossoró/RN, 31/07/2015
Foi esquecido minha tirania,
Apenas se apegue a memórias de nós.
Foram momentos felizes,
Mas acabaram rápido demais.
Chorei por vc ter me deixado,
Enquanto dizia que estaria ali pra mim.
Este foi o momento onde você seguiu sem mim.
E fui deixado com meus pecados mais infelizes.
Consumiu em memórias,
Rompendo sua vida adiante.
Saíram frases tristes de sua boca,
Palavras que foram histórias,
De um passado distante.
Mas que ainda toca,
Onde meu coração bate,
Hoje simples assim se parte...
Cinza para hoje,
No funeral de rosas.
Criticam suas palavras,
Mesmo tendo seus sentimentos enterrados.
Façam silêncio,
Agora festejem como quiser.
Pois vou ter meu enterro
BALADA DE UM SÊNIOR MELANCÓLICO
Dia sim, dia não
Dia ruim, diabão
Vou vivendo, na contramão
Isolado, na solidão
Com medo, sem razão
E daí, meu irmão?
Astronautas olham a Terra
Na lua distantes no espaço
Por lá eles não têm guerra
E também não têm abraço
Talvez eu nem queira esse espaço a sós, esse vago.
E entenda que alguns desejos e almejos,
estão fortes em meu peito.
Tiram-me o sono, me aprisionam, entristecem...
Talvez eu nunca entenda essa dor, da falta,
quando se tem tanto a dar.
E eu me perca mais e mais no tédio de estar só,
sem querer estar.
Talvez eu nem queira ser preenchida,
e sim, toque, abraço, olhar...
Tenho a falta de um luar, de amar,
de um simples enroscar de mãos...
Talvez eu nem queira algo sério, só a seriedade de estar
Não importa com quem eu esteja;
Não importa onde eu vá;
Não importa o que eu faça;
Esse sentimento de solidão estará sempre comigo.
Transição da infância pra fase adulta.
Os monstros imaginários que viviam
embaixam
das
nossas camas
ou num canto escuro da casa,
que queriam levar a gente
para o mundo deles,
passam
a
ser psicológicos e reais
(gerando uma série de reações tóxicas no corpo e no sistema neurológico) =/
ou seja,
era
melhor
quando
eram
imaginários...
Tem dias e dias.
Tudo passa.
O curioso caso
O curioso caso da pessoa que se interessa nos seus interesses chatos,
E escolhe assuntos que a anulam: os teus simples fatos.
Senta-se à mesa da empatia, à espera do instante em que sairá de sua própria apatia.
Ela se inteira, mais outro fato.
Ora escuta sua música favorita, ora lê o livro que você indicou, ora maratona a série que você tanto se amarrou.
O curioso caso da pessoa que quer ser um bom ouvinte.
Mesmo quando o assunto de outrem passa para o dia seguinte.
Vive disponível à porta de quem quer tanto escutar e senta-se sozinho à mesa da dona empatia, portanto se importar.
Olha a cadeira vazia e não encontra quem há de querer se anular.
Descobrira, por fim, que há o curioso caso de quem não se interessa, enfim.
Falta
A perda é singular
E eu não imaginara
Que em mim teria
Tanta voracidade
Até sentí-la
A aflição da saudade
Me mantém vivo
Entristecidamente vivo
Sobre falsos sorrisos
E gestos calmos
Me mantenho
Para nunca mostrar
A dor da falta
Na minh'alma
Confusão
Devaneios noturnos, sempre me deixam confuso
Fico a imaginar como seria seu beijo ao me tocar
Viver nessas viagens imaginarias, me fazem padecer em solidão
Embora, eu esteja acostumado com tal situação
Mas, o sentimento de frustração consegue me assustar
Sempre me pergunto "será que essa é a forma certa de amar?"
Em seguida, fico à esperar de uma resposta do além, mesmo eu sabendo que só irei aguardar o que me convém.
Essa paixão conseguiu suprir sentimentos, nos quais há tempos não acalantara meu coração.
Não sei se o agradeço, ou solto de minha mão.
Estou tentado em: esquecê-lo e me criar em você.
És tão poesia, que escrevo sobre tu
És tão singular, que atrai-me a ti
És tão peculiar, que me encanto ao descrevê-lo
És tão adorável, que antes de dormir vou orar para um dia, Deus me trazer você.
Neste Universo com cores tão brilhantes.
Chegaram a lugares distantes,
E neste planeta tão insignificante.
Chamaram sua atenção.
Bem distante foi Plutão.
Quem pode culpar Andrômeda.
Tão bela era esse anjo acorrentado.
Agora seu nome gravado.
No cosmos dessa imensidão.
