Poema Sobre Solidão
Refúgio na solidão...
"Ali estava eu, encostada na janela embaçada do carro, com os vidros fechados, enquanto havia uma chuva forte lá fora . As gotas de chuva deslizavam como lágrimas pesadas, enquanto o vento sussurrava segredos de um mundo que parecia tão distante. O frio penetrava em mim, como se quisesse congelar não apenas meu corpo, mas também minha alma. Perguntava-me se era possível não mudar, se havia um abrigo para essa dor que me sufoca.
Sinto um desespero por ser tão expressiva e, ao mesmo tempo, tão intensa. Dou o meu melhor a todos, mas no fim, me encontro sozinha, como uma flor murcha em um jardim esquecido.
Só queria ser ouvida, mas o que escuto é o eco do vazio do silêncio. Não tenho o conforto de alguém que me ajude a navegar por essas tempestades. Pergunto-me quando essa chuva vai parar e me desespero ao perceber que tudo parece apenas piorar. Preciso me defender; preciso gritar sobre como estou realmente.
Ha Meu amor...se isso te incomoda, é sinal de que você nunca me amou de verdade. Você não sabe o quão valioso é ter alguém verdadeiro ao seu lado, alguém que te diz verdades afiadas como facas, que podem doer. Mas a intenção não é ferir; é te dar a chance de mudar e não deixar-me ir embora. Você nunca terá uma versão de mim que não conhece; eu sou quem você vê, com todas as minhas imperfeições e beleza crua. Se isso não te agrada, saia devagarinho e com cuidado. Não brinque com um coração machucado que faria tudo por você."
O Homem Louva-a-Deus tem um pavor absoluto da solidão. Ele acredita que estar sem uma mulher ao seu lado é sinônimo de fracasso. Ele cresceu ouvindo que um homem de verdade precisa de uma mulher para ser completo, então, quando se vê sozinho, entra em desespero.
O que ele não entende é que esse medo é exatamente o que faz com que ele aceite ser desrespeitado. Ele prefere estar em um relacionamento ruim a não estar em nenhum. Ele aceita migalhas porque acredita que, sem elas, morrerá de fome.
Mas a verdade é outra: é melhor andar sozinho do que ser arrastado por alguém que não te valoriza.
há tamanha solidão no mundo
que você pode vê-la no movimento lento dos
braços de um relógio.
Apegado em lembranças
Eu estava apegado em lembranças,
E isso me acorrentava a solidão,
Chorando e sem forças como criança,
Procurando por uma solução.
Era tudo que eu queria saber,
O porquê de tanto sofrimento,
Não aguento ao menos descrever,
Nem um pouquinho do meu pensamento.
Pensamento de sombras do passado,
Impregnadas na espinha do meu ser,
Já ando cansado e desanimado,
Mas não posso desistir e perder.
Sou guerreiro e um incansável lutador,
Vou até o último minuto acreditar,
Logo logo, me livro dessa dor,
E apartir daí, começar a sonhar.
A dor pode até incomodar,
Mas eu não desistirei e seguirei em frente,
Certamente voltarei à amar,
Tenho isso fixo em minha mente.
Dar certo ou errado, faz parte do processo,
Então porque eu iria desistir,
Para o sofrimento escrevo um verso,
E é nesse pilar que devo partir.
Partir rumo a sonhada felicidade,
Onde o amor será o governador,
De uma estrada cheia de verdade,
De alegrias,tristezas e dor.
Lourival Alves
Em noite de solidão olho pro céu estrelado e penso
Será que ela também está a olhar esse céu?
Pensamento bobo, eu sei,
mas, se não for essa bobagem,
Juro-te que minha esperança de estar no mesmo lugar que você morrerá
Então, por favor, deixa-me ao menos ser bobo em relação a nós.
A VOZ DA SOLIDÃO
No vão da noite sombria, deserta
Tão silenciosa, envolta em arrelia
O repouso torna a cena irrequieta
Em um tenso sussurro de agonia
A enodoada alta noite terrificante
Povoada de uma vontade, irradia
Aperto, onde não há o que cante
Nem o poema sem a melancolia
Na treva da escuridão a coruja pia
Rompendo o vazio no tom dolente
Tal um cântico de acerba sensação
O pensamento da gente silencia
O coração arrepia tão vorazmente
E, merencória fala a voz da solidão.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
20 abril, 2024, 13’58” – Araguari, MG
Na trama sutil da solidão que tece,
Num fio de ausência e memória perdida,
Cadê você? Sozinho, ecoa a prece
De quem na vida não quer ser só partida.
Esquecera de mim? Nas horas tardias,
Teu nome toco em cada acorde baixo,
Sinfonias de amor, melancolias,
Na beleza pura que ao prazer faço laço.
Só penso em ti, na vastidão do dia,
Minha alma, em seu deserto, te busca inteira,
Sentindo falta da tua companhia,
No coração só, tua presença é ceifeira.
No caminho, um encontro, simples faísca,
Transforma o ar em júbilo, a solidão em festa,
Não desejo te possuir, apenas a mística
De um carinho que no amor sempre resta.
Lindo ser que sabe viver, é verdade,
Teu sorriso me desarma, me faz rei,
E nessa canção que em mim invade,
Canto o que foi e o que ainda não sei.
Por onde andei? Te procurando sem ver,
Na ignorância de um coração que tarda,
Mas agora sei, tudo que preciso é você,
A peça que faltava, que a tudo aguarda.
Eu protegi o teu nome, Beija-Flor,
Codinome de amores, escondido e sentido,
Nos lábios meus, o gosto do que é amor,
Atrasado chego, arrependido e remido.
Ainda é tempo, o ontem é tarde demais,
Hoje as horas estendem as mãos,
Para amar, para viver, para a paz,
Para aumentar o mundo, sem vãos.
Amar, desejar ser amado, verdadeiro elo,
Dar-se pelo outro, o ato mais generoso,
Na partilha do sentir, no doce apelo,
De viver o hoje, no amor, formoso.
Nas páginas brancas da solidão,
Teu nome escrevi, um elixir, uma canção.
Cada letra, um sussurro de luar,
Prenúncio do sol que há de brilhar.
Sua letra é poesia, etéreo acalanto,
Necessito do sol, mas de ti preciso tanto.
Teu calor ressuscita o que em mim jazia morto,
Na penumbra de um coração que se queria absorto.
Que coincidência ser o amor, essa estranha magia,
Que preenche os vazios, transborda utopia.
A melhor sensação, descobrir-te em mim,
Desvendar os segredos que guardas, enfim.
A vida, outrora pálida, sem teu sorriso passa,
Mas tua presença transforma, o tempo, o espaço abraça.
Conto segundos, cada instante é um tesouro,
Pois perto de ti, cada minuto, eu devoro.
Vem, oh amada, desta névoa me retirar,
Preenche com tua luz o meu lugar.
Faz deste coração, antes solitário,
Um abrigo feliz, um santuário.
Para todo mal que minha vida possa convocar,
Tua essência é bálsamo, sem hesitar.
Uma dose de ti, e tudo se repara,
Em teu abraço, a paz se declara.
Protejo teu nome, meu amor, em segredo,
Em codinome, Beija-flor, findo meu medo.
Metaforicamente, meu mel, a eternidade prometo,
Pois mesmo quando eu partir, nosso amor, eu decreto:
Permanecerá, doce herança,
Em cada flor, em cada esperança.
Na tapeçaria noturna, onde os ecos da solidão bordam silhuetas obscuras, cada fio entrelaça-se com a sombra sutil do isolamento. Caminho por corredores de pensamento, onde as paredes são adornadas com retratos de reflexão e introspecção, guardando no âmago uma melancolia elegante. O silêncio é meu companheiro constante, um confidente que escuta sem interromper, que observa sem julgar.
A solidão, essa dama enigmática, dança ao redor, seus véus sussurrantes tecendo a fria beleza de sua presença inescapável. Ela me ensina a linguagem dos não ditos, as sutilezas das pausas entre palavras, onde o verdadeiro significado muitas vezes se esconde. Em sua companhia, aprendo o valor da autocontemplação, do mergulho profundo nas águas tranquilas do próprio ser.
A sofisticação da solidão não reside na dor que pode infligir, mas na clareza que oferece, um espelho implacável revelando quem verdadeiramente somos quando despidos das distrações do mundo externo. É no reino do silêncio que as verdades mais profundas são sussurradas, onde os segredos mais guardados são revelados ao coração que sabe ouvir.
Assim, enquanto me deleito na austera elegância deste isolamento, reconheço que a solidão, com sua presença tanto austera quanto instrutiva, não é meramente um vazio a ser temido, mas um espaço sagrado de crescimento e descoberta pessoal. Com ela, sou tanto o escultor quanto a escultura, moldado pela quietude, revelado na tranquilidade de um mundo que se cala para que eu possa verdadeiramente falar.
Nem todos esperam a noite .
Nela tem solidão, ansiedade,
insegurança , lágrimas , fragilidade...
E muitos sonhos frustrados .
A solidão é o maior algoz.
Do que vale viver a vida, senão for para compartilhar através do amor e alegria, as vívidas experiências da vida.
Do que vale o amor, senão for para amar ao nosso próximo, manifestando a sua bondade e compaixão em tudo que fazemos.
Do que vale felicidade, senão for para compartilhar com quem amamos, e que são parte integral de nossas vidas, e que dão sentido a ela.
Do que vale a esperança, senão for para coloca-lá em prol dos nossos relacionamentos diários, para que através dela possamos expressar virtudes que transformam vidas.
Solidão
Se tudo que te dissestes
De nada valerá
Caberá ao meu coração
A solidão de um esilio
Como o trem que passa no trilho
Caberá a mim a vagar
“A solidão te abraça
e ainda faz frio?
Não és capaz
de aquecer-te sozinho?
Procurar cobrir-te
com a pele de outrem
é transferir o encargo
de tua felicidade.”
(Rogério Pacheco)
Na solidão
encontrar
sem sinal
desconexão forte
desce dúbia
doce e amarga
vazios inteiros
navegam em ondas
por bits e bytes
ser mulher
ser inteira
mesmo só
seu poder
não precisa
de rede
conexão
é o que se faz
dentro do peito
há quem grita
mas eu sussurro
meu valor
é eterno
e seguimos
desconectadas
conectadas
encontrando-nos
Às vezes
a solidão é um copo vazio
e transborda excessos
Às vezes
a solidão é um copo vazio
que transborda restos meus
Às vezes
o copo cheio de costume
é sinal do meu vazio
Às vezes
é copo cheio
que não aponta o que dói
A Solidão do Pensador
Às vezes, a mente é uma companhia solitária. Ela questiona, duvida e busca respostas incansavelmente. Mas é nessa solidão que surgem as ideias mais profundas e as reflexões mais significativas.
Existe uma grande diferença entre solidão e solidez. Eu não gosto da
solidão. Mas eu amo minha solitude.
"Trecho do livro "O livro das virtudes para geração Z e Alpha"
