Poema Nao Chora mais ele vai Voltar

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“Poema. Sei que vivo”
Sei que vivo porque não te esqueço...
O carinho que me dás eu sei que mereço.
Mereço porque sempre foste para mim...
O primeiro, o maior, amor sem fim…
No coração guardo a mais bonita das canções...
Não pela harmonia ou a beleza da escrita...
Mas porque, de todas, foi a mais ouvida, a mais sentida.
Sempre o hoje me dás tanta ternura...
Fizeste-me a mais feliz das mulheres.
Conheci a beleza do amor...
A beleza do amor eterno.
Do sempre, do tudo, tão difícil de entender...
O importante é amar você.
Tão simples para nós que nos queremos tanto...
Que sentimos o gosto do primeiro beijo...
O encanto o desejo...
Pensar só em ti o que é para mim...
Sentir teus braços em meus abraços...
No afago eloquente da paixão.
Falar contigo, recordar, viver tudo novamente...
Saboreando o amor que nunca foi ausente.
Oferecendo-te, de mim, o que há de mais belo...
Meu coração cheio de paixão e amor eterno.
Amor, como é doce os beijos seus...
Acordar e sentir teu corpo junto ao meu.
Amor, o sonho perfeito já aconteceu...
Amor nasceu entre você e eu.
Estar contigo é pura alegria...
Não tem tristezas nem fantasia...
Primavera gentil do meu amor sem fim.
Chova no teu peito a florescer um amor assim...
Esplende, Primavera, os teus fulgores...
No azul do céu o seu riso aparece, sorveste é como o fel das minhas dores.
Que me trás o néctar dos teus sonhos...
Virá, porém, o triste outono...
Os dias voltarão a ser tristonhos.
E tu hás de dormir o eterno sono...
Num sepulcro de rosas e de flores...
Sagrada Arca de sonhos...
Seu rosto aparece em meus sonhos...
Como a primavera gentil do amor que tenho por ti...
Meu amor eterno.

Inserida por Marylucy

"Ah...Quem dera a vida fosse um poema. Palavras, rimas e versos bonitos.
Quem dera não existisse a realidade.
Triste fim dos encantamentos."

Inserida por thiago_rosa_cezar

POEMA DO ARREPENDIMENTO

As vezes não compreendo
Por que o homem age assim
Maltrata o próprio pai
E só se arrepende no fim
Aí depois que ele morre
— Papai, volta pra mim.

Não é por falta de aviso
A história está aí
Depois que ele se for
— Queria você aqui!
Aí não tem mais o velho
Pra em seus braços cair
Choro, tristeza e lamento
Não há para onde fugir.

É como diz o poeta
O tempo é sempre senhor
Depois de perder o papai
Aí se vai o rancor
— Queria te dar mais um pouco,
de amizade e amor!

E pra terminar o poema
Fica a reflexão
Tratar a todos os pais
Com carinho e afeição
E pedir com humildade
— Papai, te peço perdão.
Porque quando menos se espera
— Adeus, meu velho amigão.

Inserida por thiago_rosa_cezar

⁠Ser poeta, mas não o poema

Ser poeta é tecer versos com a alma,
É dar vida às palavras, à dor e à calma.
É pintar com tinta de sentimento,
E entregar ao mundo o fruto do pensamento.

Mas ser poeta é também caminhar na solidão,
Ouvir o eco dos versos sem encontrar a canção.
É ver as palavras voarem sem destino,
E sentir o silêncio onde deveria haver carinho.

Ser poeta é viver entre a luz e a sombra,
É desenhar sonhos em cada linha que assombra.
É ser o criador de mundos que ninguém vê,
E encontrar beleza onde ninguém quer crer.

Assim, ser poeta é ser o guardião da emoção,
Mesmo que os poemas se percam na escuridão.
É continuar a escrever, mesmo sem plateia,
Pois ser poeta é viver a arte, mesmo sem plateia.

Inserida por stevam97

Poema de devaneios

Eu reluto em aceitar
Eu não quero sequer acreditar...
Mas é na sua preguiça que eu quero descansar
É na sua calma que eu preciso me acalmar
É no seu sossego que eu quero sossegar
É no seu jeito sério que eu preciso me equilibrar
É nas nossas diferenças que eu tento me encaixar
É no nosso oposto que você vem para me completar
Por mais que eu tente resistir...
Reconheço em ti a paz que eu preciso para existir...
Meu conflito constante entre a emoção e a razão
Esses devaneios que a minha mente vem a perturbar...afff

Inserida por palmis_costa

⁠POEMA LAMENTO

Um mau poema
Sem tema
Alcance ou lema,
É tudo o que te posso dar.

Não sei mais.

Ela não quer nada comigo
E como castigo...

Também não quero ir mais longe
Não quero levar vida de monge
Porque monge
Sem capuz,
Já o sou nesta minha cruz.

Não pretendo nome
Ou cognome,
Estejam descansados
Para vosso bem.

Se o quisesse, alcançaria
Mesmo da noite para o dia!

Um bom poema
Para minha pena
Mas sem vontade de chorar,
É coisa que não te posso dar.

Lamento!

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 22-04-2023)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

Sincronia

O eu
Lírico
O eu
Do poema

O eu
Que
Não sou
Eu

Intrigante
Instigante

O eu
Do tempo

Singular

Lírico
Eu

O eu
Do poema

Que
Não sou
Eu

Eu
Que não sei
O que sou

Inserida por samuelfortes

⁠Poema: Quando Minha Irmã Morreu

Quando minha irmã morreu,
o tempo não avisou que seguiria em frente.
A vida lá fora pulsava,
mas aqui dentro, o relógio parou.

Quando minha irmã morreu,
aprendi a andar de novo,
mas tropecei tantas vezes na ausência
que ainda sinto as cicatrizes.

Guardei a dor no bolso,
engoli o choro em meio aos abraços,
porque o mundo não espera
e a vida cobra sorrisos.

Quando minha irmã morreu,
o silêncio dela gritou no meu peito,
suas coisas fofas pesaram nos meus braços,
e o vazio ocupou cada canto da casa.

O tempo diz que já passou,
mas ele não sabe de nada.
Aqui dentro,
ela ainda mora no quarto ao lado.

Inserida por Brunawotkosky

VERSAR
(Bartolomeu Assis Souza)

O verso!
Livre versar
Não é só versar
É tornar-se poema.

Inserida por bmdfbas

VERSOS DE OBITUÁRIO

Nos versos de um poema
Que não nasceu
Um obituário se faz
Pra morrer outras vezes

Se viver a morte
Num verso controverso
Num pensar disperso
Nos versos feito a corte

Já morri muitas vezes
Parece até controverso
Que não sei dizer
Foi a morte o derradeiro verso
Foi a morte o primeiro verso...

Inserida por bmdfbas

⁠Misturo letra com letra
pensando ser um poema
até com alguma estética
para não criar problema
Sou ou não poetisa?
já nem sei a verdade
a minha vida desliza
já passei bem da metade
Gosto muito da escrita
clássica e da popular
as vezes a alma grita
e ninguém vem escutar
Deixo para lá o problema
saio devagar e sempre
nunca entro em dilema
e gosto de toda gente
Se eu virei trovadora
só o tempo dirá
e embora ele corra
tempo sempre dará
Se você a trova leu
muito eu agradeço
é como um carinho seu
mas nem sei mereço

Inserida por neusamarilda

Trovando

Meu poema não soa triste,
não sou poeta triste, não !
apenas retrato o que existe
pelas plagas deste mundão

Inserida por neusamarilda

⁠Não quero saber de "autoajuda",
De receitas prontas, nem fórmulas!
Sou poema descontínuo,
fragmentado e feito de instantes.
Lido com ausências;
e minha ótica do presente é sempre a priori,
Sou porção de equívocos,tentando acertar!
Conselhos? Não tenho conselhos...
Guarde seus discursos estatísticos;
olhe para suas ações, tudo é gradativo!
Não existe glamour, a vida é desafio, reconstrução!
-
[Dissertação contra as estatísticas].

Inserida por AllamTorvic

POEMA TRISTE:

Quando me procurar
E não me encontrar
Deveras se fará tarde
Não chores!
Nem muito alarde...
Deixeis que o tempo enterre
As mágoas, as intempéries,
Aos sonhos que não se mede
Risos que antecedem
Soluços que há de vir.
Ah!...
Quando me procurar
E não me encontrar
Verás que a tudo inexiste
E assim eu te escrevi
Esse poema triste.

Inserida por NICOLAVITAL

COMO NASCE UM POEMA?

De tantas maneiras, que não podemos mensurar com precisão.

Cada poeta pode definir isto, mas ao seu próprio modo de escrever poesia, contudo, deve existir uma semelhança assustadora para todos eles, no que tange às formas em que a poesia os obriga a escrever poemas.

Então devo falar sobre minha própria maneira e experiência. Entre tantos poemas já escritos, milhares deles, devo confessar que alguns ganharam corpo e espírito com total independência, fugiram, assim, à minha vontade, desejo e modo de os trazer ao mundo.

Alguns dos poemas que escrevi foram verdadeiras alucinações passageiras, outros foram surtos psicóticos, aliás, até livros, no meu caso, nasceram desta forma.

Já outros poemas são simples em sua maneira, não raro nascem de provocações externas.

Provocado, o poeta se põe a escrever, às vezes por uma palavra ouvida, um elogio apropriado, uma injustiça verbal sofrida, por um encantamento desmedido, provocado pela beleza estética de alguém, ou mesmo, e neste caso também creio que seja especial para cada um, provocado pela inteligência emocional de outro ser humano ou mesmo pela crueldade da musa.

Muitos poetas caem nesta armadilha tola, a de criar uma musa sem rosto, e um amor desesperadamente platônico, com o fim único e objetivo de produzir e externar seu lirismo.

De qualquer forma, a meu ver, não temos consciência plena nem domínio sobre isso, a poesia é autônoma, é ela quem nos conduz, quem nos escolhe. Ninguém aprende a fazer poesia na escola... ´É uma benção ou maldição pessoal...Ser poeta é não ter sossego.

Evan do Carmo 02,07,2018

Inserida por EvandoCarmo

⁠No Meio do Não

É um poema que não,
um poema que falta,
que no meio se quebra,
e no meio, é.

É verso que não se encontra,
sombra que dança sem corpo,
e mesmo assim és lábio
que nunca toco.

Poema que nega e me afirma,
é o avesso que se revela,
nome que se cala e, no entanto,
arde no meio do peito.

Um poema que se escreve ao não,
que vive do entre, do meio,
onde és e não estás,
onde me consomes, ausência-presente.

Oh, não, de fogo e silêncio,
um eco sem som,
és o que me falta e me sobra,
és o meio de tudo que não.

Mas no meio, no meio, que não.

Inserida por EvandoCarmo

⁠HELENO

(poema para meu pai)

Não sei se o tempo te levou
ou apenas te escondeu —
num canto do corpo,
num gesto meu.

Tinhas mãos de lavra e mundo,
silêncio denso, olhar profundo,
e uma coragem que não gritava,
mas era chão.
Era chão.

Morreste cedo demais pra mim,
mas deixaste cedo o bastante
pra nunca morrer de todo.
Ficou teu modo de erguer o rosto,
de não baixar os olhos ao medo,
de fazer do pouco
um gesto inteiro.

Tu não sabias de poesia —
mas tinhas verso nos ombros,
rima nos passos,
e um segredo de eternidade
no modo exato de calar.

E eu, que fiquei menino,
fiz da tua ausência
meu templo.

Aprendi a te lembrar
sem fotografia,
a te honrar sem retrato,
a te ouvir
sem som.

Heleno:
nome de força quieta,
de alma que não se despede.
Tu foste antes que eu soubesse
quem eu era —
mas hoje,
tudo em mim te repete

Inserida por EvandoCarmo

⁠Poema QUINTANARES
Há tanta moça bonita
Nas ruas que não andei,
Que há até uma encantada,
Que nem em sonhos, sonhei.
Mas se a mim me permitir,
A vida em redemoinho,
Quero me ir levemente sorrindo,
Como se vão aquelas folhas outonais,
Que varrem as ruas centrais da cidade que habito.
E se não for por ventura,
Que o coração se reparta,
Quero que arda em fogo árduo,
A pungente alegria, daqueles que se embriagam,
Simplesmente enamorados na claraboia da lua.
Há tanta coisa escondida, nestas ruas que andarei,
Até mesmo a própria vida, feita uma canção atrevida,
Que quiçá, talvez um dia,
Com as próprias mãos tocarei.
Carlos Daniel Dojja
Em Homenagem a Mário Quintana

Inserida por carlosdanieldojja

Tentei poetar o poeta
Me embargaram os versos
Pois não se poetisa o poema
Em sua sublime essência
Simplesmente flui
Como um transe perfeito
A sintonia da alma
Com o deslisar dos
Dedos em entrelinhas
Maravilho folhetim de sonhos
Ao tocar suavemente
Apenas os corações
Daqueles que tem o
Ícone perfeito da poesia
A SENSIBILIDADE DO SER

Inserida por HannaLessa


Poema sobre Panelas.


Panelas, cidade querida,
No coração de Pernambuco,
Teus encantos não se escondem,
Para quem te conhece, tu és um luco.

Tuas ruas calmas e serenas,
Respiram a tranquilidade,
Teu povo trabalhador e forte,
Vive com honestidade.

No centro da cidade,
A praça é um encanto,
Onde todos se reúnem,
E alegria é o canto.

Panelas, teus rios e pontes,
Mostram tua beleza natural,
Tua história e tua cultura,
São tesouros imortais.

Suas ruas de paralelepípedo,
Guardam a história do tempo,
Seus casarões, seus prédios antigos,
São um convite ao pensamento.

Assim é Panelas, minha cidade amada,
Que enche meu peito de emoção,
De orgulho e de saudade,
De ser parte dessa linda nação.

Inserida por jottaandrade11