Poema Nao Chora mais ele vai Voltar
Vamos marcar de sair
Quem sabe passear de mãos dadas
Em qualquer rua dessa cidade,
Nossos olhares podem dançar
E o tempo pode parar.
Vamos marcar de se encontrar
Quem sabe domingo a tarde
Quem sabe eu te fale
Coisas que eu não falo
Que eu não falo a mais ninguém.
E quem sabe possamos nos olhar,
E ver o fim da tarde
Ai quem sabe possamos notar
Que ainda não é tão tarde
Ainda não é tarde para amar.
Sempre
"Pra sempre" pode ser muito tempo...
Muito tempo pode ser pra sempre...
Pode o tempo ser pra sempre?
Sempre pode não ser o sempre,
Mas sempre tem a profundidade do tempo
E a força da eternidade.
Sempre é meu objetivo
Sempre sentir o sempre
Vem ser o meu sempre
Então me deixa te perseguir pra sempre...
O Teu Corpo
Eles vão me chamar de louco
Quando eu começar a gostar do calor lá de baixo
É que tua pele tem o perfume do pecado
Mesmo sabendo que é proibido,
É proibido imaginar que eu possa gostar
Do calor do castigo por te amar.
Eu prefiro o meu calor no teu frio
Mesmo sabendo que no teu corpo
Tem o pecado e a dor
Nesse macio frio quero todo dia estar
Quero tocar as sete arpas da lira
E como um lírio perfumado te beijar
Tenho que me conter
Que desejo teu corpo
Que desejo teu abraço ardente
E que não me conteria em apenas pegar
Em tua mão delicada sem te abraçar
Eu não quero mais te assustar
Talvez seja melhor viver sem te ver
Não dar mais para te ver e não ser ninguém.
Não ter um significado para alguém
É como morrer e não ter velório.
Morro quando tu viras as costas e vai embora
É porque sinto que se vai um pedaço de mim
Um pedaço de mal caminho
Um mal caminho mau andado
Que desejo com o desejo sem fim
É porque enfim te quero
E com toda ternura te venero
Mas te respeito confessando que nunca trilharei
Esse teu caminho ao meu
É que quero teu corpo ao meu.
@Cicerolaurindotextos
HÓSTIA RADIOATIVA
A Liturgia do átomo será o ritual da nova mística
Que impedirá a deflagração da bomba.
Deus deslocou-se do Macro para o Micro.
Seu trono não está mais no Céu,
Mas no atrito das fissões nucleares.
É preciso ensinar o catecismo atômico e fazer o homem engolir
a Hóstia Radioativa!
Só assim aplacaremos o novo Deus-Átomo.
Já não suporta as blasfêmias da ignorância humana,
Que teima procurá-lo, onde já esteve.
ENTRE COSTURAS
Tenho vontade de tramar ternura
Em colares de amores ressentidos,
Adornar vestidos com babados de doçura,
Descoser as linhas que sustem a angústia
E entre costuras de sonhos bons,
Desatar laços de esperança e otimismo.
Em camisas abertas ao desespero,
Pregar botões de alegria e dinamismo.
Coser com ponto miúdo os bons amigos
E alinhavar os fúteis cós dos desmazelos.
E entre costuras de sonhos bons,
Cortar tecidos macios e coloridos.
Apenas um deles
Se me tomarem por sombra
De uma porta entreaberta...
Meus olhos espreitam as velas
Do morto sendo velado.
De todos, menos culpado,
Pois já não creio na espera
Além do corpo enterrado.
Se me tomarem por sábio
Que do saber observa...
Do pasto, a mesma erva
Que alimenta o gado;
O verme no chão molhado
Que se oculta na terra,
Na cova do sepultado.
Se me tomarem por cama
De um bêbado adormecido...
Na esperança do esquecido
De jamais ser encontrado.
Como um braço amputado,
Sou o membro invisível
Que deseja ser lembrado.
Se me tomarem por único,
Serei apenas um deles.
FINGE
Fascínio libertino
De querenças e prazeres
Amasso e lambança
Tons desatinados de amores
Que amor que loucura
Que desejo que frescura
Finge,
Toques profundos e ardentes
Em mantos e prantos de prazeres.
BANCOS e JARDINS
(D'sorroco)
Verdes de Vida
Cruas
Bisbilhotando jovenildade
Aspirando ares da urbe
Passam por min
Amors de toda a parte
Encantam-me e me enamoram
Nestes bancos solitarios sem fim
Amor, o todo do tudo.
(Victor Bhering Drummond)
Isso é o que o amor faz;
Te faz conhecer o claro e o escuro,
A luz e a sombra;
O dia é a noite.
O amor é barroco.
Pequenos fragmentos de luz;
As flores de abril, o florescer da primavera.
O desejo que ninguém viu.
Estrada de prazer,
A folha que cai, a chuva que vem.
O beijo de paz, a fragrância de um dia que já clareou.
Consegue transformar o ribeirão na imensidão do mar
É um lindo lar sempre a acordar.
É divino. Ele é o todo.
E te faz conhecer o tudo
Porque ele é a mais pura liberdade.
(Victor Bhering Drummond)
DONOS DA VERDADE
Procuro onde mora a normalidade
Quem dita as regras do feio ou esquisito
A quem foi dado o compasso, prumo, régua
Não acho
Se souber, me procure
Quem sabe assim eu me cure
Estarei por aí
Aqui, ali
Nesse mundo confuso
Quem sabe a louca sou eu
Ou você que me lê
Inspiro, respiro, piro
GAIOLAS
Abandonei as gaiolas
Para ganhar os ares
Enxergar novas paisagens
Sentir o vento
Larguei as gaiolas
E para surpresa minha
Escolhi o ninho.
Que dizer de alguns poemas ?
são efêmeros como bolhas de sabão,
brilham, encantam, emocionam,
depois de algum tempo
se desfazem, estouram, são frágeis,
restam apenas vestígios
pelo chão ...
Meus versos são seus
Guarda-os em teu peito frio
Pra quando seu coração estiver vazio
Se lembrar que nosso amor existiu
A história da América
Venho contar uma história
Que aconteceu na América Latina
De povos tradicionais
Sem medo do perigo.
Veja só que coisa linda
Que era no Passado
Em toda nossa América
Tinha pirâmides por todos os lados.
Trinta espécies de milho existiam
Com os MAYAS na produção
A batata doce era os INCAS,
Que cultivava de montão.
Os povos ASTECAS
Que são muito ousados
Tinha logo era dois Deuses
Lua e sol assim chamados.
Os povos TOTOTECAS
Povos bem pequeninhos
Com suas pirâmides enormes
Suas histórias deixaram pelo caminho.
Os GUARANIS que aqui existiam
Hoje não existe mais
E se existe são chamados de Índios
Pelos seus generais.
Vimos até aqui o lado bom da coisa
A guerra dos colonizadores
Mudaram nossa história.
O continente era gigante
Dez milhões aqui existia
Os povos originários
Seus modos de produção definiam.
Na batalha
Quatro milhões foram os que restaram
Alguns se jogavam do abismo
Outros se migravam.
Morre ASTECAS morre GUARANIS
Morre INCAS, MAYAS e TOTOTECAS
E para apagar nossa história
Queimaram toda aquela biblioteca.
►Meus Problemas Mentais, Ideais
Quero uma saída para o caos que vivo
Ou quem sabe, necessito apenas de um novo objetivo
Preciso de um apoio talvez, um incentivo
Me encontro tão inativo, cativo
Talvez quem sabe um simples motivo
Pode-se pensar também que esse sentimento seja relativo
Quem sabe?
Me sinto feliz em ver outros felizes
Afinal, é melhor vê-los assim do que infelizes
Mas para alcançar essa felicidade, cometi alguns deslizes
Fui ignorado algumas vezes
Mas a felicidade que passo à eles, o tornam capazes
De transmitir a outros esse mesmo sentimento
Deveras, isso me ocorre em um pensamento
Talvez seja esse o meu tratamento
Vou tentar, seja esse um experimento
Quem sabe?
Ser recluso possui grandes desvantagens
Ajoelhado no canto do quarto, em meus olhos passam imagens
Me levanto, abro a janela e vejo as nuvens
Com lágrimas, enxergo mensagens
Dizem que chorar não é para os homens
Não irei acatar essas ordens , lamento
Sou um jovem rapaz, esse é meu depoimento
Prestem atenção ao que escrevo neste momento
O que estão a ler, é apenas um fragmento
Um simples pensamento, talvez
Quem sabe?
Sim, me apego em coisas materiais
Reativam o inativo, apesar de ser relativo
Materialismo, é essa a palavra certa?
Não sei bem, sou uma pessoa de “Mão aberta”
Admito me sentir feliz utilizando equipamentos
Mas, antes que fuja do contexto, fiquem atentos
Sou um filho único de meus pais
Porém não sou o primogênito de tais
Nunca iram saber o que sinto, jamais
Pois é, esse é um de meus ideais
Acredite, tenho de mais, que chegam a ser anormais
Talvez eu seja um jovem com problemas mentais
Quem sabe?
Deixe que se vá
Algumas vezes
Precisamos deixar ir
Mesmo doendo
É melhor assim.
Deixe que o vento traga coisas boas
Coisas novas
Que nos façam sorrir
E nos permitam sentir
novamente.
É hora de recomeçar
Remover a poeira
Abrir as cortinas
E suspirar bem fundo
Como se tudo no mundo
Se iluminasse num segundo
Quando se percebe
Que todos os caminhos são possíveis
Basta só ter coragem de tentar
Já é hora de se reencontrar.
Poema publicado na Antologia de Poetas Brasileiros - vol. 170
LEMBRA
Lembra de mim
Quando o vento soprar
E a árvore florescer
E sentir o cheiro da chuva
Mesmo antes do céu escurecer.
Lembra de mim
Quando a música tocar
E quando o sol nascer
E o horizonte estiver colorido
Fazendo tudo mais emudecer.
Lembra de mim
Quando o frio ceder
Deixando o calor voltar
E for possível correr pro mar
Marcando pegadas na areia
Numa mistura de som, cheiro
e pés molhados.
Lembra de mim
Quando ouvir algo
Que eu não podia dizer
Quando a vida estiver difícil
E der vontade de partir
E a vontade de chorar for vencida
Por encontrar um motivo pra sorrir
Lembra de mim
Quando o incômodo valer a pena
E as pedras e conchas não forem perfeitas
E o livro usado retomar seu lugar
Lembra, quando suspirar ao lembrar.
Publicado em " Grandes Nomes da Poesia Brasileira" - Ed 2018
Urca, um bairro pitoresco e tranquilo
Tudo aquilo que você imagina
Você encontra em apenas uma esquina
A mureta da Urca tem mais história que o próprio Pão de Açúcar .
Entre as suas ruas e avenidas
Apenas um portal de entrada e uma saída
Urca, embrião da cidade maravilhosa
Com sua maré brilhosa
Palco de inspiração para várias prosas.
A origem de seu nome é de uma embarcação antiga
Mas tem gente que ainda não acredita.
Poucos suspeitam mas muitos sabem
Na Urca tinha um Cassino
E quando tocava o sino
Começavam a ouvir um hino.
Para escutar Carmen Miranda
Tinha gente entrando e saindo
Após fechar suas portas
O Cassino se reabriu
E então a TV Tupi surgiu
Sendo assim a primeira emissora de televisão brasileira
Tão famosa e sem fronteira.
Urca, um bairro bonito, tranquilo e cheio de brilho.
ela é cruel
sabe do potencial que tem
de encantar a qualquer homem
faz isso propositalmente
quase sempre sem a intenção de ficar
lança seu charme, seu encanto
como uma metralhadora a dizimar o que há pela frente
o fato de alguém rastejar aos seus pés morrendo de amor
parece uma das maiores realizações de sua vida
mas nunca dá o braço a torcer
pobre mulher
refém do seu próprio orgulho
de sua própria infantilidade
ela é má
e sabe disso
só não sabe do estrago que faz
o rastro de destruição que deixa por onde passa
talvez eu esteja começando a entender
porque alguns furacões têm nomes femininos
EMBARQUE EM MIM
Três destinos cruzados
Mal posso conta-los
Tristes e sozinhos
Destinos inamaveis
Tanto quis que fossem anéis
Tristes histórias de amor
Embarque em mim
E desta vez, com amor
Raça Negra
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