Poema Nao Chora mais ele vai Voltar
MENSAGEM NA GARRAFA
De terras distantes
De um lugar desconhecido
De um tempo incerto
Quem poderá ter sido?
Uma garrafa a beira-mar
O que será que ela tem?
Quem é digno de abri-la?
Será que foi destinada a alguém?
Sob o sol, a garrafa cintila.
Uma flor ressecada
Um poema escrito
Uma tinta quase apagada
Que simplesmente dizia:
Levando antigas lembranças,
Para depositar minhas esperanças,
Coloco esta garrafa no mar.
Encontrar-me seguro em algum lugar.
Fim.
Ivan F. Calori
O QUE É SER PAI?
O coração de uma mulher
É um oceano de segredos,
Tão misterioso quanto
O próprio universo.
Quem pode entender
O coração de mãe?
Afinal, viu nascer,
Vindo do seu próprio ser,
Um presente do céu.
Mas o pai, o pai,
Também não fica para trás,
Mesmo que seja diferente
Sua relação com os filhos.
É essencial para
O seu desenvolvimento.
O pai cuida, orienta, sustenta,
Defende sua cria como um leão,
Às vezes, sem ter razão.
Um guia para os seus passos.
Um modelo para formar o caráter.
Um abrigo, uma fortaleza.
Um porto seguro num mar revolto.
Alguém em quem
Se pode confiar sem medo.
O que é ser pai, senão, amar,
Amar profundamente
Aprender a ser pai com o próprio filho,
Ensinar seus filhos a ser gente
E a si mesmo, crescer como pessoa.
O que é ser pai?
Fim.
Ivan F. Calori
A NATUREZA DA VIDA
A vida é uma poesia,
Alimento para a imaginação,
Com toda sua cinesia
Causando grande admiração.
A natureza coloca o homem no seu lugar,
Ao mais poderoso faz dobrar o joelho,
Mostra, assim, para que veio.
Suas forças o homem não pode domar.
Provoca os mais profundos sentimentos,
Desata os nós do entendimento,
Vai além da razão e do conhecimento.
Minha reverência ao seu Autor
Que tudo belo fez surgir,
Do lugar mais profundo fez emergir,
A dádiva divina do amor.
Fim.
Ivan F. Calori
Guindaste das emoções
(Victor Bhering Drummond)
Meu ninho repousa em
Direção ao Infinito
Apoia-se no vazio mais
Preenchido pelo nosso
Amor
Precisa de quase nada
Para elevar-se aos Céus
Ao mesmo tempo que
Inspira-se no guindaste
De nossas emoções que
Nos põe com os pés na
Terra e corações nas
Nuvens
Hoje venho nesta data
falar sobre um ser que Deus criou
Feito pra ser carinhoso
e partilhar de seu amor
Ela é considerada pelos filhos
muito querida
Pois não só os da amor
como os prepara para a vida
Tudo que uma mãe fala
já está decidido
E se desobedecer
podes sofrer um castigo
Mas é tudo para o nosso bem
podes acreditar
Se o mundo se virar contra você
do seu lado ela vai estar
O amor de uma mãe ninguém consegue explicar
INTERROGAÇÃO (soneto)
Indago se a loucura é traça
Aqui pergunto sem saber
Se sou são ou uma farsa
Quem pode me responder?
Que tenho alguma graça
Lá isto é do meu querer
Finjo fingindo chalaça
No fingimento sem ter
Aqui pergunto aos senhores
Quais são os tais louvores
Do poeta mineiro do cerrado?
Sou Luciano Spagnol, alguém
Trago no olhar: - paz e bem...
Porém, quer só ser amado!
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, maio
Cerrado goiano
Parodiando Ana Cristina Cesar
Em uma pequena rua, eu paraliso
Olhando para uma criança
Me lembro, do seu lindo sorriso
E vejo, o quanto eu a amo
Não importa, oque eu faça agora
Nunca irei me esquecer
Dakela exata hora
Que me apaixonei
Pelo seu jeito sedutora
É penssando em ti
Que eu aprendi
Que, o sorriso mais belo
É akele por quem eu zelo
......M
SORRIA!
Sorrir, mesmo estando triste
Sorrir quando sente dor
Porque no sorriso existe
O despertar do amor!
SONETO DE IMPROVISO
Vem desse ar seco do cerrado
Um soneto tangido pelo vento
Que retumba do ipê frondado
Brisando odor no pensamento
Uma canção mágica de alento
Tal qual um afago resbuscado
Desfolhado em encantamento
Inebriando o estro engasgado
Um sopro de tão suavemente
Sentido, tão leve se presente
Que a alma sente sem perceber
É visão poética e contundente
Que traz fascinação para gente
Bela, que no encanto a de haver
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, maio
Cerrado goiano
JUNHO
Mês do arraial
Frio e quentão
Mês tradicional
Festa e emoção
Casal em ritual
O amor aportou
Se avexe, não:
- Junho já chegou!
... não sei o que vem pela frente,
com fé, Deus, cuida da gente!
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, junho
Cerrado goiano
SONETO REFLEXIVO
Pare. Ouça o seu compasso
Seja você no seu único ser
Apressada é a vida no viver
Lentamente dê cada passo
Volte. Resgate cada perder
Fracione a soma em pedaço
Desate os nós, dê mais laço
Não te apavores num só ter
Espere. Descanse o cansaço
Escute. Pra que então correr?
Nesta vida só vale se for valer
Siga. Se breve, bom é sobreviver
Só quem se atreve ganha espaço
Pois, simetria abranda o sofrer...
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, junho
Cerrado goiano
Razões para te ter
As razões as vezes são contra as emoções, mas
toda discussão leva em conta a forma de criação que
por sua vez leva em consideração as consequências que causarão.
A razão por ter você é o louco querer de ter por perto,
mesmo que se tome decisões controversas que mas se
pareça com um verso do que exista em todo o meu universo.
A razão e o porque amo você não sei descrever,
nem quero saber pois só quero te ter e viver com você
nessa situação a razão a emoção leva a criação de uma motivação
para te amar de coração.
SONETO DUM AMOR IGNOTO
Obscuro este amor que me assume
E que delira no meu peito ativado
Me faz devanear, ser apaixonado
Do qual a razão não está incólume
Não o conheço, mas sinto, calado
Ruaceiro no juízo, em alto volume
Me extasiando com seu perfume
O coração totalmente encantado
Dele até me contamino com ciúme
Sem mesmo nunca o ter encontrado
E assim, no desejar, é só queixume
Este amor ignoto, e já tão amado
Neste oceano de vario cardume
O tal, reservado, virá a meu fado...
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, junho
Cerrado goiano
SONETO AO ACASO
Estou atrasado para nova direção
Dar ao destino uma nova fantasia
E ao espírito possa ter novo guia
Além dos afligir que fere o coração
Agora é tarde, entardeceu o dia
A alma está enrugada de emoção
Sonho entrajou-se de recordação
E o querer já não mais me alumia
Tenho ido empós do bom ideal
Nem sei qual será este tal final
Deste declínio que me barbaria
Afinal, pouca sorte foi meu ritual
Já o amor, o preservei bem jovial
Pra na lápide tê-lo como honraria...
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, junho
Cerrado goiano
Que bela manhã ensolarada!
Exuberante azul do céu;
Tão bela quanto sua face.
Beijarei teus lábios com sabor de mel.
Que noite linda, que honra é estar sendo iluminado por esse luar, que sençação única e gratificante me invade o peito
A lua está na zênite, nuvens dispersas pelo céu, cheiro de flores no ar, e eu, deitado na rede sob o telhado da varanda de casa, embalado ao som de Moonlight Sonata, depois de um dia extenso de trabalho
Esqueço totalmente de tudo e de todos, olho para o céu profundo e sinto uma profunda gratidão, pela grandeza do universo; por suas leis; por meus irmãos, os astros e estrelas; por fazer parte desse magnífico sistema; por estar vivo, mais vivo e consciente do que nunca
Não preciso de mais absolutamente nada, me sinto assustadoramente pleno, repleto da genuína paz do criador
Aqui e agora tenho a sensação de não estar mais sob a influência do tempo e do espaço, me sinto parte do todo e em um abraço acalentador com o divino. Me sinto grato.
Hoje dia de Santo Antonio e Fernando Pessoa.
Um nasceu no dia em que o outro faleceu.
Se Santo Antonio foi Fernando de Bulhões, Frei António e depois Santo,
Fernando Pessoa foi Ricardo Reis, Álvaro de Campos e Alberto Caeiro.
Um fazia milagres o outro criava poetas inteiros.
Seu sucesso
Seguido de sua queda
Vieram ambos repentinos
E lhe deixaram a mercê
De seus demônios
Com seus vícios famintos
A lhe corroer as entranhas
Lembro quando vi,
Suas maos suavam de sentimentos
Que ali continha,
Os sentimentos que via em teu olhar sincero
Olhar que brilha a cada troca
de sussurros pela noite
Noite fria, como dizias
Que era.
A cada momento ao teu lado,
percebia que,
O frio dessa noite passava
E o sentimento aquecia a
Alma.
Alma linda
Pois se bem me lembro,
A reparava sempre,
Atravez desses teus lindos olhos
Castanhos..
Quem dera eu buscar em Marte
a solidão negada aqui
uma paz, um Sossêgo
um refúgio, um desterro
um abrigo, apreço
Qual não tenho eu cá.
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