Poema na minha Rua Mario Quintana
Perdi a placa dianteira do carro ao passar por uma rua alagada pelas chuvas de março.
Foi na rua Virginópolis, esquina com Abel Cabral em Nova Parnamirim próximo a BR101 sul na Grande Natal-RN. O alagamento era Dantesco, mas resolvi arriscar. Era cedo da manhã do dia 29 de março 2018, chovia muito e depois que se entra em alagamento não é possível retroceder, manter a aceleração e torcer para tudo dar certo. E deu, mas a placa ficou e nem vi. O motivo principal para a placa cair é o fato de que a água exerce uma forte pressão na parte mais baixa do carro fazendo com que se quebre ou solte o parafuso da placa dianteira onde acontece todo o repuxo. O alagamento tomava conta de mais de 50 metros da rua que fica numa baixada exatamente onde está o Condomínio Renassence, 58,com vários majestosos blocos de apartamentos. No dia 31 voltei àquela rua na esperança de encontrar a placa. Não tinha mais água e nem parecia que houve alagamento. Resolvi parar diante do Condomínio Renassence e perguntei pelo interfone se por acaso não haviam visto a placa do meu carro na rua após a água ter escoado. Para minha surpresa a moça que atendeu disse que um servidor do Condomínio havia coletado cerca de 30 placas de carros que foram arrancadas pela força da água em frente ao Condomínio. E lá estava a minha placa, digo a placa do meu carro, PXV5925, inteirinha. No momento havia exatas 21 placas de automóveis que se arriscaram em passar no alagamento. Achei fantástico. Alguém se preocupou em recolher todas as placas que estavam no leito da rua e guarda-las cuidadosamente a espera que o dono acredite nesse milagre urbano e venha busca-la. Foi na páscoa. O ressuscitar da fé.
O mundo entre o mundo
Andando pela rua, olhando as pessoas de um lado para o outro, correndo, devagar e ate mesmo parada, em que mundo eles estão? Até nos mesmos aonde que chegamos? Viajando pelos pensamentos, pelos planos a qual tentamos encarar no dia-a-dia, seguindo para o trabalho ou ate mesmo fazendo uma pequena caminhada.
Desconhecidos pelo caminho e estamos no mesmo mundo, saber que cada pessoa vivi da forma a qual nem imaginamos chegar, uns chorando por dentro, outros com explosões de felicidade, pensar que o nosso mundo é o mais problemático em tudo, que ninguém entende o que passamos o que sofremos ou ate aonde iremos, mas o mundo do próximo também como esta?
O mundo próprio, o menos explorado pelo outro, a qual ninguém sabe o que esta acontecendo, o que vivi nesse mundo tão confuso, explorando a cada dia, a cada momento e sempre novas descobertas para nós mesmo.
” Nesse mundo de ilusões onde passamos nossos dias
Não posso ser quem eu sou!
Minha vida se confunde meio a cenas vazias
De ódio e de amor
Onde se convence o povo a comprar o que não precisa
Meu Deus, onde é que eu estou?”
Saudades só faz doer nesse mundo de saudades onde nós
Só nós sabemos, só nós conhecemos!!!
Jonatas Ladislau
Lua cheia
Amarelada
Luar cor de mel.
Lua cheia
Rua Molhada
Ilumine os sonhos meus.
Brilha lua
Doce lua
Transborde em pontes de mel.
Derrame na rua
Gotas de lua
Doce luar do céu.
Um mar de epiléticos
Você bem que podia morar do outro lado
Da calçada, da rua ou do bairro,
Para que sempre que eu quisesse te ver
Pudesse piscar os olhos e olho no olho estaria eu diante do teu ser.
Poderia até dançar esse jazz, quem sabe da noite fazer cartaz para avisar a saudade que ela não mais vai vencer... Mesmo diante disso eu confesso que a vontade é mar de epiléticos nadando com força nesse viver, sentir tua saudade, até que é boa, por isso te faço essa garoa de palavras que samba entre eu e você.
QUASE QUASE
Tão perto do morro
tão perto da lua
o urro do lobo
os passos na rua.
A cara pintada
o passo a mímica
fictício a risada
truque d'essa vida.
A bola no campo
a água a cacimba
o pote o quebranto
o peso da moringa.
O vulto da noite
enchendo de pinta
o amor e o açoite
a moeda tilinta.
Antonio Montes
Meus olhos são loucos
Descarados
Jogam charmes
No ar
Em qualquer rua
Se entregam
Metem medo,
São doidos
Pirados !
10/04/2017
Não interessa quem passa na rua
Dance!
Se alegria ou tristeza
Só dance!
Para quem perdeu o compasso
Relance!
Para todos os desafinados, meu Deus
Nuance!
Solidão?
Romance
Como uma noite fria, vazia e boêmia;
Passando Rua em Rua sem nomes
Sem endereço de destino
Remoendo meus algozes
Discrente da vida, do mundo
Solitário em meio à imensidão.
À mera o nada
Tudo me faz de desdém.
Solidão pérfida
Inimiga
Árdua, êrmo!
Tem longevidade
E só resta ser ufano.
Estava andando na rua. Havia me atrasado para a aula, novamente. Os problemas me consumiam por dentro: contas para pagar, problemas de família, crises existenciais...
Até que tropecei na calçada. Balancei, mas não caí. Resmunguei e olhei para o céu. Parei.
Fiquei ali olhando como tudo era belo. O céu azul anil, as nuvens brancas que, se prestasse muita atenção, formavam o desenho de um cachorrinho. E naquele instante eu pedi perdão e agradeci, pois, mesmo com os problemas, eu sabia, eu sentia, que não estava sozinha.
UNIVERSO CEGO
Existe um universo perdido
no entroncamento d'aquela rua...
na faixa... Estrelas cintilantes
piscando cores, minhas e suas.
Vermelho, pare... Atenção!
Amarelo, consciência...
Verde, pulsar de coração
passos para vida intensa.
Existe um universo perdido...
Alem d'aquela esquina
janelas, portas abertas bandidos
na placa, uma frase que rima.
Aglomeração do outro lado
copiando impedimento
o mundo esta fadado
com esquema fraudulento.
Existe um universo perdido
no mundo em que vivemos
viríamos se estivéssemos vivos
observando a verdade e vendo.
Antonio Montes
Poesiaria
Tristes são as poesias de rua.
Falta-lhes a básico:
Rimas
Versos
Palavras.
Me comovo...
Todas elas deveriam morar
Num livro lindo,
Confortável
De capa bem elaborada,
Aconchegante.
Contudo poucas condições literárias disponho.
Louvo cada poeta e seu esforço para adotá-las.
Tenho um sonho utópico, louco, desastrado
De construir uma poesiaria
E hospedá-las confortavelmente.
Pois a poesia sonhada
Estará sempre bem instalada.
Criança
Criança que brinca na varanda, na casa ou na rua,
Sua imaginação voa do chão ao espaço,
Imagina carro, avião e dinossauro,
Tudo que imaginar parece real,
Sem se preocupar com nada,
Corre, pula, deita e rola até tardezinha,
Quem é? Mamãe chamando para entrar,
Amanhã é dia de brincar.
ALPENDRE
Do alpendre...
Uma lua, uma rua
a brisa da noite se estende
... E as recordações se entendem
com todas saudades sua.
A quanto tempo ficou!
A corda que voce pulava...
Os sorrisos e o anel da noite
que pelas mãos, inocentes passava...
Aquele primeiro beijo...
Dado com tanto tremor!
Depois do temporal da chuva
o arco-íres e suas cores
em meio a ciranda da roda...
Trazia, jardins e amores.
O sonhar com tanto amar
propagava-se cantando versos
o tempo era de cirandá
os versos, eram de confesso.
Hoje, d'aquele alpendre
a lua te faz recordar
d'aquela infância encantada
que encantou-se no tempo
levando-te, sem avisar.
Antonio Montes
Chovendo na rua estava
Sem querer sair, fiquei parada
As lágrimas da vida, já se encontram acabadas
E em outras faces começava
Com o corpo molhado e frio
Procurei abrigo
Na esquina da estrada sem nada
Uma sombra se tinha
E um bar sem vida se erguia
Pedindo uma dose
Meu sofrimento se esvazia
Encontrando um par de olhos
Sem saber oque diziam
Percebi um amigo antigo que me via
Num simples gesto sorri
Decidindo tomar mais uma dose
Aquela dose, aquela dose de amor
Que nem um velho Whisky
Resolveria.
ELA É ASSASSINA DO AMOR VII
No meio da rua existe uma pedra.
Tentei retirar mas não consegui
Se pudesse te encontrar novamente
Tentaria dizer o quanto é importante
Mesmo distante como num sonho bom
Se encontrasse você gostaria que soubesse
O quanto sofri;
Mas você é assassina do amor
Tentei não adiantou
Agora sonho acordado
Se um dia verei você acordado
Pois nos meus sonhos você está sempre
Ao meu lado
Minha anima
Sustento uma lágrima contida
Provoca minha ira
Dias de trovão eu passei
Mas não passaram mais…
…em meus pensamentos.
Antes de dizer que te amo
Me deixe correr descalça pela chuva
Me deixe sair de madrugada pelas ruas da cidade como andarilho que anda sem rumo, desnorteado sem destino, como quem não espera nada, nem mesmo a tragédia,
nem mesmo a sorte grande.
Antes de dizer que te amo
Me permita aproveitar um pouco mais dessa minha solidão, só pra ver se ela já é solitude, pra ver se ela já é canção.
Antes de dizer "eu te amo"
Preciso me sentir completa,
Ou mesmo vazia (como sempre fui)
Mas antes de dizer "eu te amo" eu quero provar mais uma dose de loucura, de quem nunca atreveu-se a ser lúcido, a ser são
Porque antes de dizer que te amo
Quero ter certeza de que é isso mesmo...
De que eu nunca quis tanto outra coisa assim,
De que agora é pra valer
E que finalmente nossas mãos vão se entrelaçar
E que pela primeira vez saberei que encontrei um encaixe perfeito
E que é você quem eu quero até meu último suspiro.
A Noite!
Já é noite, ainda estou pela rua
Na calçada, sentado admiro a lua.
Pois quando a vejo,
Logo me vem aquele desejo.
Que faço, componho, mas não entendo!
O porque dessa paixão,
De poesia fazer, de poesia entoar!.
Meu caderno me chama,
A escrever e pensar,
Pois hoje vai nascer,
Mais uma para recitar!
Hoje a noite é clara, lua cheia.
Hoje nasce sátira.
Prosa e poema.
Hoje nasce mistérios, e grandes histórias.
Hoje tem romance.
Literatura e loucuras.
A noite, tem versos em compasso.
Cheio de hipérboles e Descompassos.
Formo contos e desvendo casos.
Hoje tem saudade, de tempos passados,
Tempos de criança, recordados.
Tempos em que lembro dos meu primeiros passos.
A noite, não é escura e tenebrosa.
A noite, é a melhor hora para poesia e prosa.
A noite, não é fria e sozinha.
A noite, é reflexão e sonhos para melhorar o outro dia.
Uso a noite para escrever, compor e criar.
De dia vêm as ideias.
E de noite, escrevo linhas tortas, linhas retas.
A noite, é meu estilo.
Pois nela produzo com meu dom e minha arte.
Porque a noite, é liberdade não exilio!
😁...Eu queria soltar pipa, correr na rua, jogar bola feito criança.
Então faça!
Eles vão falar!
Sim, e o'que irão fazer?
Acho que não podem fazer nada.
E por qual rasão?
A criança que havia neles morreu?!...😞
ESTOU NA RUA OS RELOGIOS QUEBRADOS UMA LONGA CAMINHADA
EU VI A VERDADE HOJE NUM GOLE DE CAFÉ FOI UMA ESTRELA QUE ME DISSE
ELA ME MATA ELA SORRI EU SEMPRE VOU PODER LEMBRAR ATÉ O DIA QUE EU MORRER
EU ME LEMBRO EU VI TUDO DE NOVO ESTAVAMOS JUNTOS ELA ME AMA E MENTE
HÁ ALGUMA COISA SOBRE AMOR E SOBRE MORRER E DIZER ADEUS
ELA ME AMA ME ESCUTA E DIZ ADEUS
OS RELOGIOS ENQUANTO ELA ME AMA É TARDE PARA COMEÇAR DE NOVO
JUNTOS ESTAMOS JUNTOS AGORA ELA ME AMA MUITO E ANDA AO REDOR E ESCUTA
ELA ESTA PERTO, MAS PARECE QUE VOU MORRER NÃO ACREDITO DIZER ADEUS
ELA ME FAZ SER MUITO
ELA ME FAZ AMOR
ELA ME FAZ
