Poema Menino
PASSAGEM DE CICLO
Sou um menino muito forte
Nasci pra ser campeão
Luto em todas as batalhas
Erro e cometo falhas
Mais tenho amor no coração
Sofro, choro sou triste
Mais acho tempo para sorrir
Por mais que eu caia
Por mais que eu apanhe
Ser campeão é nunca desistir
Lutas passarão e lutas virão
Lute e seja forte
firme seus pés no chão
Para cada desafio um obstáculo
Para cada obstáculo uma história
Supere seu medo e vença as barreiras
Seja um homem de Vitórias
Mais um ciclo se passando
Mais uma geração está vindo
Mais um ano de vida estou comemorado
Mais uma missão estou cumprindo
Obrigado ao meu senhor por ser quem sou
Por conhecer quem conheci
Por ter vivido oque vivi
Por ter amado quem me amou...
Gratidão.
É alegria contagiante
O bom menino sonhador
O curumim de pé no chão
Com um futuro promissor
É felicidade esbravejante
De uma infância verdadeira
É um sonho de toda criança
Brincar nas brincadeiras
áh um reflexo no sorriso
Puro e encantador
Um brilho forte no olhar
A felicidade contagia
Espalhando essa magia
Que infância boa de lembrar
Sou curumim anticorpus
Sem limites parar sorrir
As curvas da alegria em meu rosto
Brincar na terra, era de divertir
O sonho de cada criança
Um dia crescer vira gente e progredir
Realizar o realizado
Ter um futuro bom e abençoado
E um caminho para seguir
O sonho de toda gente
Um dia voltar a ser criança
Ser feliz é ficar contente
De ter uma grande infância
Mínimo inocente
Eu já fui um curumim.
Menino Damado
Menino corre, menino brinca, moleque pula e salta...dando gargalhadas ao vento.
Menino que rasca short, com seu carrinho de rolimã, ladeira abaixo vai...
Menino, rir desesperado, com suas travessuras, sobe e desce, feliz pela rua.
Menino danado, todos dizem; menino danado!
Menino, tão pequeno, destaca-se perante outros meninos, por suas risadas escandalosas.
Menino danado, todos olham, abismados e deliciados, com tantas malandragens.
Menino cresce, torna-se homem vaidoso, agora, com responsabilidade, já não escorrega ladeira abaixo!
Homem respeitado, todos dizem e admiram!
Ontem,criança peralta, hoje homem honrado.
Trabalha de dia e de noite, sem reclamar.
Homem atencioso, homem honesto,marido carinhoso, pai dedicado, amigo corajoso, obra de Deus.
Traga de volta para todos nós, suas gargalhadas!!!
PRAGAS E MAUS OLHADOS
Rude destino
Este que só me deixou
Desde menino
Ser o que sou
Sem ser o que queria:
Ator de ganha pão,
Cantor,
Escritor,
Poeta maldito,
Sonhador proscrito,
Padre,
Frade,
Na madre
Mãe do meu grito.
Maldito destino,
Espírito atroz,
Sem letra nem hino,
Demoníaco,
Algoz,
Cardíaco!
Maldita praga
Aziaga,
Me rogaram!
Aterrador olhar me deitaram
Logo à nascença,
Ou talvez até quando espreitaram
A barriga de minha mãe,
Quando como uma prensa
Começou a inchar
A crescer,
A medrar...
(Carlos De Castro, in Poesia num País Sem Censura, em 28-07-2022)
MÃE CANTA PARA MIM
Canta:
As tuas ladainhas de embalar,
Nas noites de menino a arfar
À procura de um sono imenso
Com cheiro a fumo de incenso
Para quebrar o quebranto
No desencanto
Do mau-olhado
Rezado e talhado
Na cruz de Cristo
Ensebada
Por mãos de outros usada
Na renegação do malquisto
Que vem pela calada
Na inocência
Até à velhice da demência
Sem nunca parar o maldito
Do proscrito.
Mãe:
Vem.
Canta para mim.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 04-10-2022)
O MENINO E A BOLA
Ele ia atrás da bola.
Que belo, ele a correr
O menino de sua mãe,
Que Deus a conserve e tem
No enlace com seu pai,
Em risonho amor de viver.
Chuta, vá meu pequenino,
Afaga os teus pezitos na bola,
Com o esquerdo ou o direito
O teu chutar é perfeito,
Rumo ao verdadeiro destino
Traçado na camisola.
E no passar do sol pela lua,
Pelo fogo, pelo ar, pela água
Sem mágoa
E pela terra,
Um dia, nunca te esqueças
Peço-te, não esmoreças,
Pois a vida será sempre tua
Nua e crua,
Pela verdade que encerra.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 01-04-2023)
Um menino no mundo
O menino que viu o mundo passar tão rápido na velocidade da luz, ganhou experiência e força para lutar as batalhas ferozes da vida; esse menino é o mesmo que cresceu sendo surrado pelas suas decisões erradas, pelos seus atos movidos por uma cegueira profunda;
O menino que na infância viveu dias de glória, filho responsável, estudioso, religioso de família; respirou ares de vitória na sua adolescência, curtiu, sobe aproveitar o bom da vida nesses tempos de felicidade;
O menino se perdeu na fase adulta, buscou direções e pessoas erradas para o seu convívio, largou os estudos, a religião, a família e seguiu em frente; ele caiu, se levantou, voltou a cair de novo e depois de tanta confusão e trágicos acontecimentos na sua vida em várias esferas, sua mente evoluiu, suas atitudes mudaram para melhor, os seus passos voltaram a andar no caminho certo, todas as suas tomadas de decisões e suas ações tinham endereço e futuro promissor;
O menino tem guardado nas suas memorias o que viu, ouviu, sentiu e aprendeu com o seu passado, hoje ele é um homem com bagagem, com visão de mundo diferenciada e com historias para contar sobre o ontem, o hoje e o amanhã.
Um menino que não lia mas sabia imaginar
Não escrevia suas histórias mas sabia recitar
Criando seu próprio caminho pela arte do sonhar
Um pequeno garotinho sem medo de errar.
Sem muito conhecer fazia algo parecer que existia naquele instante mesmo sendo irrelevante para quem o via fazer.
E assim é a vida de quem ama viver.
E com um toque do destino um pequeno garotinho começa a aprender que mesmo sem recurso a vida segue o curso e vai nos formando alguém muito além de nossas histórias.
Um certo dia, em um conto de fadas, um personagem disse a um menino:
quando de repente você procurar por mim, ou tentar saber de mim,
e não tiver nenhuma noticia, e você esgotar todas as possibilidades,
Cartas, Telex, Pombo correio, mensagem em garrafas ao mar, sinais de
fumaças indígenas. Não se desespere! me procure entre dois túmulos,
eu posso estar descansando na eternidade...(Patife Mario Valen)
Tudo eu posso amanha.
Tudo eu quero e posso amanha.
Amanha posso ser o menino que sou,
Tudo eu posso amanha.
Vou ser o amante que te apaixona.
Vou ser o ciume que te machuca.
Tudo eu posso amanha,
vou ser o beijo de língua que te sufoca,
Tudo eu posso. Mas só posso amanha...(Patife)
Nos preparar para a chegada do Menino Deus
vai além da data que se aproxima logo, logo:
é tornar a paz, a solidariedade e a fé possíveis
sempre na vida de todos, celebrar o Natal
é abraçar o irmão com o coração!
Trigueiro dos pés
a cabeça,
Tempero argênteo
inevitável,
Não desfez em ti
o menino cândido,
Inteiro te percebi.
Perfeitos em cena
nos prevejo,
Porque tens tudo
o quê fascina,
A mulher que em
mim se reserva,
Inteira para você,
e permanece poema.
Faceiro te segredo
em versos,
Desenhando rotas
alcançáveis,
Porque prevejo
o desidério escrito:
Amoroso desterro,
mesmo sem saber
Quem alcançará
primeiro o outro.
Afeitos da mesma
visão de mundo,
Captando como
satélites,
Orbitando sutis
fantasias,
Porque cientes
daquilo que vale
é a poesia muito
mais do que ouro.
Porque quando você chegar,
Você sabe que te quero,
Nu, indecoroso e descalço.
Haicai recém-nascido,
feliz como um menino
igual ao teu sorriso.
Haicai entardecido
aguardando a Lua
leve como uma pluma.
Eternamente Humano e Menino
As ovelhas não trazem aos seus pastores sua forragem para exibir o quanto comeram, antes, a digerem interiormente e exteriormente produzem lã e leite. A quão baixo um tema poderia chegar à filosófico. Um doutor, talvez em Fiódor Dostoiévski, quando passo, sempre errante, em cada passo que se somam em passos e se forjam em um caminho, este, eu sem graça, impalpável, quando todos têm um "eu" para chamar de seu, me sinto deserdado. Não há quem possa apontar o dedo para mim, e me mostrar a posição onde me encontro, e me limpo o nariz com o braço esquerdo. O mesmo, que me ensina a olhar para as coisas e me mostra como as pedras são engraçadas, quando a gente as tem na mão e olha devagar para elas. Damo-nos tão bem com o outro, na companhia de tudo e de todos, como a mão direita e esquerda.
O menino que Vendia Palavras
Na esquina,
Nesta pedra de Assuntá,
Rabiscava o chão
Escrevia em muros
Vendia versos
Por trocados de lua
Palavras miúdas
Que o vento dispersava
Quem compra um sonho?
Gritava à tarde
Enquanto a cidade
Passava sem ver
Nas mãos,
Só lhe restavam sílabas gastas
E o eco das frases
Que ninguém levou.
Mas ele, teimoso,
Escreveu letras no chão
E assim,
Entre riscos e poeira
O menino poeta
Se fez eterno
Como os Reis Magos
visitaram o Senhor Menino
na abençoada Belém,
Que minha letras visitem
os corações de todos vocês.
Peço e insisto pela liberdade
da tropa e do General
que por todos eles persisto,
e como poeta jamais
desisto da História recordar.
O ouro do encontro,
do diálogo e da reconciliação,
é o quê desejo que haja
com os presos de consciência
de todo o meu coração.
O incenso da pacificação
seja renovado e perene
como oferta ao Pai
com os presos de consciência
em verdade e liberdade.
A mirra venha perfumar
as vossas mãos ao decidirem
libertar os presos de consciência
e a voltar a pensar no melhor
destino para si e para toda a Nação.
O menino virou
a serpente do Tanque,
Da memória deste
susto nunca mais
saiu da cabeça
nem por um instante,
Só sei que desta lenda
o quê ficou virou poema.
AO SAUDOSO MESTRE:
Nascido em João Pessoa
Capital da Paraíba
O menino de voz rouca
Corpo esguio ou delgado
Aos seis anos de idade
Mudou-se com a família
Para a pequena Taperoá
A quem chamava o guri
Minha linda princesinha
Aonde se projetaram
Seus primeiros madrigais
Logo imortalizados
Na memoria dos mortais
Com a mãe compadecida
Das mentiras infernais
Do chicó, e seu escudeiro
Floreando os recitais
Mais tarde, já homem feito
Fazendo o erudito
Se misturar aos cordéis
Introduzindo as artes
Ao nascente ARMORIAL
Movimento que queria
Popularizar a cultura
Do nordeste e do Brasil
Associando a ela
A linguagem do sertão
Em seu cavalo de fogo
E traseiro alardeado
Se não fosse um alazão
Carregava em seu gibão
A pedra do rei congado
Como o maior legado
Do povo de seu sertão
Sem alarde,
E bem pouca cerimônia
Apenas um violino.
Tocando em reverência
A vossa triste partida
Partiste a se encontrar
No reinado da “SARON”
Com nossa compadecida
Vou encerrar com pesar
Nesse meu coração físico
A saudade desse mestre
Nas rimas que vão ficar
Eternamente inseridas
No coração ARIANO
Do nordestino aguerrido.
Série: Minicontos
FILHO DA OUTRA
O menino trocou a aridez nordestina pela selva de pedras. Logo o mundo lhe acolhe. As mãos que lhe afagam o apedrejam, Mas a história se encarrega de cicatrizar o golpe. E a primavera promete florir...
