Poema Maos de Semeadora Cora Coralina
LEMBRANÇAS PASSADAS
Na palma das mãos, o passado, o presente e um futuro incerto.
Símbolos de sonhos, de lutas, de esperas. Nos olhos, a esperança.
Nos lábios, um sorriso esperançoso. Uma vida vivida.
Uma espera. Um lugar desconhecido, sonhos e mágicos momentos.
Um amontoado de ferro nas mãos. Entre os dedos trêmulos, uma espera
Uma luta vencida. Um recomeço. Uma vida nova. Um despertar.
No esquecimento, apenas o passado vivido.
Nos meus pensamentos, você. Momentos desconhecidos.
Minhas mãos frias de um inverno rigoroso
Ainda conseguem segurar o passado.
Olho pausadamente e nada restou para lembrar.
Apenas a máscara pendurada no chaveiro.
O livro é onde a letra vem atrevida,
ela surge dançando de mãos dadas,
cria seu próprio sentido pra vida,
e se imagina em belas palavras.
O Senhor Segurou-me nas Mãos!
LevantouMorada no meu coração!
Acendeu nele a Sua Divina Luz!
Amor, paz e felicidade, terão sempre, aqueles que tem a Deus como Luz de sua Vida!
Desperto agradecendo a Deus por mais uma oportunidade. Entrego esta terça-feira em suas mãos e confio na bênção que será cada hora do meu dia. Recebo e agradeço cada milagre que anseia meu coração. Entrego também a Ele minhas fragilidades e incertezas e peço sabedoria para a realização das tarefas que preciso. Que essa esperança que trago no peito ao levantar me dê a confiança necessária para lidar com qualquer situação. Que Deus seja a luz que me cerca e que se estenda a todas as pessoas as quais eu conviva no dia de hoje. Que todas as bênçãos e milagres do meu dia se estendam aos meus. Que seja um dia de paz e de felicidade. Que tudo dê certo. E que Deus nos livre de absolutamente todos os males.
Obrigada, Senhor, por mais este dia concedido. Que seja conforme sua perfeita vontade. Amém. Assim seja.
Josy Maria
Frases, textos e citações by Josy Maria
Semana nova começando. Nas mãos de Deus, meus sonhos, projetos e aflições. Em meu peito, uma fé gigante e uma vontade linda de vencer. Em meus olhos, a gratidão por tudo. E em meu ser, o sentimento combativo de nunca desistir e a garra de lutar pelo que anseio e acredito.
É assim que começo esta semana.
Josy Maria
Frases, textos e citações by Josy Maria
Oração da semana…
Senhor Deus, em suas mãos entrego mais esta semana que começa. Peço, Senhor, afasta de mim as discórdias, as calúnias e as dissensões. Envia, Pai, seus anjos de luz para soprarem doces e boas inspirações aos seus filhos da Terra que vivem na lama das injúrias. Afasta de mim minhas más tendências que me afastam de ti e que abrem a brecha na minha muralha de fé e que aproximam de mim, por minha própria culpa, os seres malignos inferiores e invisíveis aos olhos humanos. Peço também, Senhor, afasta os maus olhos de mim e dos meus e livra-nos de todos os males. Que desvie de nós tudo que não vem de ti, Pai amado.
Esteja à frente, Senhor, de meus projetos, de meus sonhos e de minhas obrigações. Dai-me a força necessária para o que for de sua vontade que eu enfrente e ajuda-me a ser merecedora de suas bênçãos.
Assim seja!
Josy Maria
Rum caseiro!
Entrego-te nas mãos o meu jejum, enquanto despojo o teu.
E sem pudor algum, unos, viramos lobo e fingido cordeiro!
Bebo um vaso por inteiro e de seguida mais um!
O terceiro como o primeiro, soube a secura e bom rum!
Por entre runs arfados, acendo mais um cigarro
P’ra dar folga ao que não sei
Ser banal ou bizarro!
Trocamos de nomes, uns nobres, outros reles;
Fundem-se prosas, taras e peles;
Oh minha Deusa, dói-me tudo de te beber;
Tenho a boca seca de te saber de cor;
Os braços gritam queixosos, de te abrir o ventre a rombos de machado!
Bendito o néctar que dá calor e nevoeiro!
Beija bem, é doce mel beijoqueiro!
Não tenho em mim, poro que não chore, nem cigarro que chegue ao fim!
Acendes-me uma fogueira que me quer cortejar,
Aquecer ou talvez amar...
Mas a chama vai fraca, assim como a força do nosso enredo
Que joguei ao lume…
Fico tonto, de tanto olhar o céu, revoado de anjos e demónios!
Uns, querem-me enviuvar, outros casar!
Pergunto aos primeiros:
De que vale amar
Se quase ninguém o sabe fazer?
Talvez a minha sina não seja essa,
Talvez seja só procurar!
Era o que havia:
Amor bastardo, um cinzeiro, lume e rum caseiro!
Bebemos tudo...
O que havia p’ra amar!
Será que você lembra ?
Será que você lembra quem segurou suas mãos para ajudar nos primeiros passos?
Será que lembra quando caiu quem estava lá para lhe levantar?
Será que você lembra quem lhe ensinou a dar laços no sapato quando era ainda criança ?
Será que você lembra quem se preocupava quando você tinha febre e passava a noite velando seu sono?
Será que você lembra quando chorava de madrugada, quem entrava no quarto, lhe olhava com amor e lhe colocava no abraço?
Será que você lembra quem lhe ensinou as palavras ditas e quem segurou as suas mãos para lhe ensinar o beabá?
Será que você lembra quem estava com você, quando você não era assim tão autossuficiente?
Será que você consegue lembrar tudo de sua mãe?
Será que você consegue lembrar?
Nildinha Freitas
Ato IV: A Queda do Justo
O ferro frio das grades ao redor,
Mas são minhas mãos que forjaram essas correntes.
Fui eu, juiz de sombras,
Aquele que se tornou prisioneiro de si.
Caminhei com a certeza do justo,
Mas meu coração carregava a dúvida.
E agora, o eco da culpa me consome,
Uma maré de lembranças, um rio de vergonha.
Ó céus, onde está a redenção,
Quando as mãos que julgam são impuras?
A inocência que condenei vive em mim,
E a morte dela é o fim do meu espírito."*
Nós somos as vozes do tempo,
Eternamente a espreitar no vento.
Julgas que o esquecimento virá,
Mas a alma carrega o peso das eras.
Vem, Johann, ouves o sussurro do vento?
Vem, caminhas na trilha dos condenados.
O destino nos une outra vez,
Mas desta vez, é a tua alma que será julgada.
Anneliese... teu nome ecoa em meu coração,
Tua sombra me segue, tua voz me chama,
Mas que redenção há para um homem perdido,
Quando a própria noite o abraça em silêncio?
Caminho pelo vale da morte,
E tu és a luz que não posso alcançar.
A justiça, um sonho destruído,
E agora, sou apenas um fragmento de escuridão.
"Fui o escultor de minha própria ruína, crente na justiça que agora me condena, e na escuridão que me abraça, percebo que a maior sentença é viver sem redenção."
'ESPERA'
Mãos cruzadas e o olhar breve não vira a noite passageira,
desnorteada.
Ainda respiro a escrivaninha que não perdura.
Olhos intrigam as paixões que rodeiam.
Sou grito,
aflição.
Melodia sem compasso,
noites sem luar...
Mergulho expectativas sombrias,
avulsas.
Permuto passos que conspiram a ação do tempo.
Abraço palavras duradouras,
persistentes.
Tenho excelência pelo azul da aurora.
Relógios que não andam,
aguardos...
Tudo passa tão velozmente.
O coração imóvel ainda pulsa tua espera,
solidão.
Sou criança nas circunstâncias do tempo.
Respiro sequelas.
Murmuro abraços.
Dilacero interrupções,
proteção...
por Risomar Silva.
'VASO'
Ruidoso, feito com as mãos,
Industrializado.
Sou natureza.
Ferro.
Do homem estraçalhado.
Cheiro/argila, cerâmica, madeira, polietileno, resina, palha, sintético.
Castiço...
Quando bem trabalhado, sou admirado, beleza, suspiros.
Decoro, adorno, alinho, ornamento, aformoseio.
Enfeito o imperfeito.
Sitio povoados, vidros temperados...
Sou dos cantos.
Dos lados.
Artificial.
Nas paredes pendurados...
Sou do arcaico, do homem abstrato, sarcástico, quadrado, redondo.
Aromo onde passo.
Encanto com minhas formas diferenciadas.
Tenho sabor tateado.
Expressão do humano: transparente, engraçado, pintado em infinitas cores.
Cristalizado ou inexpressivo.
Sem desígnios ou escritos, serei intuito,
Vaso qUeBrAdO...
O amor vai andando de mãos dadas no tempo.
Até que a morte nos separe tênue.
Nascemos com o choro e morremos agonizando.
Precisamos aprender a viver e aprender a morrer pacificamente...
Tramas.
Tenho meus pés pesados
Olhos cansados
Trago em mim mãos calejadas
Sei a letra de alguns poemas
Fora isso não tenho nada
Já tive no passado
O meu gancho de rede
Onde eu matava
A saudade e a sede
Tempos idos
Era mais fácil desvelar
A trama
do tecido daquela rede
Era mais provável
Ter vencido
Ao tempo que me venceu
Que compreender
O mistério das tramas da vida
Que me faz sentir vencido
Fora isso
Não sinto nada.
Edson Ricardo Paiva.
Um anjo montava guarda
vestido de branco
Tinha em suas mãos
o fogo da espada
Guardando os portões
dos túneis da História
e tudo que se passou
de alguma forma
lá ainda está
Os últimos que embarcaram
naquele trem sem volta
Os primeiros a ser encontrados
Milhares de anos depois
E aqueles que desapareceram
pra nunca mais voltar
Os segredos que foram queimados
E os portais que se abriam
pra dois lados
É como se fosse uma fotografia
de um rio que correu em outros dias
Passou e permaneceu
E continua a correr
Em outros casos
Nem nasceu ainda
Aquilo que começa
e tudo aquilo que finda
de alguma forma
hoje, agora; Está tudo lá
Toda vergonha e toda a Glória
Atrás daqueles portões ainda estão
levados pelo rio
revelados na fotografia
escondido há milhares de anos
Aquilo que estava e não estava nos planos
Tudo isso aconteceu
e ainda vai acontecer
Hoje, antes que termine o dia
Cada amor que nasceu
tendo ele acontecido ou não
Tendo que passar obrigatoriamente
Por todos aqueles rincões
e aqui
De tantas ruas quanto atravessei
Quantas mãos eu segurei
Creio sejam tantas quantas me largaram
Quantas delas, ao longo do caminho
A gente pode confiar, não sei
Creio sejam tantas quantas
Hoje eu vejo aqui por perto
Estando assim, sozinho
Quantas pressas eu vivi
Nenhuma dessas eu guardei
Ficaram todas tão perdidas e esquecidas
Quanto os pés que alcançam
O outro lado
Das ruas que a vida atravessa
Cada esquina fria
Cada olhar atrás se esconde
Onde estão tantas cortinas
Vãos, desvãos, janelas e retinas
Todo olhar que nos espia e vê
Cada rotina
Nossas mãos perdidas
Esquecidas e vazias
Quase tão vazias quanto as nossas vidas.
Edson Ricardo Paiva.
Foi vivendo bem rapidamente
O dedo em riste e as mãos em prece
Tem coisa que existe e que nunca acontece
E quando acontece, é prá lá de distante
É chuva que chove muito além desses quintais
Nos jardins as folhas crescem, caem, se vão
Se vão pelos desvãos das mãos em prece
Nos olhos vendados, nos rincões do tempo
Parece até que no final deu tudo certo
O dedo em riste, o medo escondido
O coração deserto, perdido e ainda em segredo
Tão secreto quanto um sonho
Que, quando acontece, é pra lá de distante
Tão longe quanto o minuto passado
Vivido tão rapidamente
Quase tão desconhecido
Quanto uma vontade que passou.
Edson Ricardo Paiva.
Não trago nada nas mãos
Nem tenho dinheiros nos bolsos
O que resulta daquilo que faço
divido e guardo no coração
onde há muito mais espaço
e a ferrugem não corrói
isso deu-me um bom lugar
em muitos corações
nos quais não envelheci
Também não me dói
estar morto
em alguns corações enferrujados
pois mesmo estando vivo ainda
Já me encontro no Céu da ferrugem
e no Céu o amor não finda
Estando lá
Eu escrevo poemas
resolvo problemas
lubrifico engrenagens
e limpo os caminhos
pois um dia há de chegar
para mim e para eles
a hora de fazer
de bolsos vazios
a derradeira passagem.
"É impossível andar de mãos DADAS em direção CONTRÁRIA!'
As pessoas com quem você faz aliança revela para onde você está indo.
Cuidado com seus relacionamentos!
....💭
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