Poema dentro e Fora
O amor sempre fora o assunto que ela mais evitava. E, ainda sim, ansiava por isso de uma maneira sutilmente indireta, e isso a assustava de uma maneira arrebatadora. "O amor é uma ilusão. Não nos apaixonamos pelas pessoas, mas por ilusões."
Coisas melosas, românticas e chamadas de "coisas de garota" sempre foram drasticamente rejeitadas por ela. E, ainda sim, faziam parte dela, de alguma forma. E isso a assustava arrebatadoramente.
Olhando para si, não conseguia desvender esse mistério. Como poderia ser possível? Como justo ela estava começando a gostar dessas coisas de um tal 'amor'?
Acho que todos nós precisamos de alguém, no final.
Ímpeto
Vejo pessoas que não estão aqui
sinto coisas que não se pode sentir,
tenho sonhos fora do normal
sinto o bem em conflito com o meu mal.
Vejo o passado aqui no meu presente,
também o futuro que aparece assim tão derrepente.
Conto os segundos, minutos e horas
para ter do meu ímpeto
como consequência a vitória.
Recicle sua vida...
Faça uma limpeza na sua casa,
renove o ar.
Jogue fora papéis velhos,
passe adiante roupas que não servem mais pra você...
alguém pode aproveitar.
Faça uma limpeza no seu carro
(aposto que você nem imaginou que eu ia falar de seu carro, claro),
recupere o que for possível,
o que não for... melhor no lixo jogar.
Reaproveite o (re)aproveitável,
rejeite o rejeitável.
Esvazie seu coração das mágoas dos dias passados,
deixe no passado o passado,
viva o presente,
viva contente com o novo,
e...depois...
faça tudo de novo.
A noite está boa
Eu estou à toa, então,
Vai lá fora e não
Deixa a lua ir embora,
Prega ela na madrugada,
Prende no tempo,
Segura um momento,
Pois não quero mais
A dor da saudade,
Encontrei a felicidade,
Nas cordas de um violão,
Na música descompassadas da vida,
No ritmo contínuo das batidas
Do coração
Nós escutamos as palavras,
mas há muito mais além delas...
Aquilo que fica fora de alcance,
que é sutil, invisível... os olhos não podem ver...
permanece.
Não.
Fora de hora. Inconveniente. Não legal. Tudo que se quebra em minha frente se atraiu pela minha energia quebradiça. Talvez, eu só esteja exagerando. Tenho tendência em ser confusa e exagerada mais nunca, nunca mentirosa. Ou sou, talvez. Apenas, exagerada. Lamento por ela. Ela lamenta por mim. A tua insegurança era por mim, igual aquela música. Não sei qual é. Mereço o atraso teu. Mudo de assunto constantemente. Perco a hora, ganho a hora mas nunca esqueço. Quando morria de medo de ver-te eu te via. Agora que quero quase nunca te vejo. Nunca mais vi teu rosto pálido e gélido.
Não, de novo. Não para aquele que é certo, e sim para aquele que é errado.
Sua letra torta não me orgulha. Não me envie cartas em garrafas, pois nunca terei medo de recebe-las para recebe-las ao acaso. Tendo medo eu me maltrato; me mato. Me quebro. Quando a minha própria palavra já não me agrada, é hora de parar de escrever de novo. Isso tudo me deixa com o tempo. Ou, eu os deixo, o tempo não existe. Minto. Não tenho muito o que dizer então crio teorias obvias. Já não tenho mais a inspiração de antes. Tudo muito corrido. Talvez eu deixe pra mais tarde...Ou pra nunca. Já não te amo mais. Como era antes? Não me lembro. É como aquele cara dizia: “Quando acaba a gente pensa que ele nunca existiu...” Agora tudo faz sentido – Penso.
Dor
Quando dizia que te amava
não era brincadeira
nem da boca pra fora
te amei de verdade isso eu sei
em voce me apeguei
pra vc me entreguei
mas você não queria nada comigo
só curtição brincou comigo
e com meu coração
Não sabia oque fazer
Pois sem você não saberia viver
Não tinha vontade de fazer nada
Não tinha vontade de comer
Fiquei muito tempo trancada no quarto
esperando a morte vim me pegar
só que por um instante
parei para pensar
e abri o olho
ainda me doi muito
mais estou feliz sozinha
sem voce na minha história
sem você na minha vida.
“O frio lá fora… ‘E cá estamos, juntos no começo do inverno. A neve cai e os pássaros estão dormindo. A ventania está atrapalhando a miragem da lua, ou melhor, apagando-a brevemente; E então aquela cama que no verão chorava de solidão hoje sorri enquanto nos chama.
-Vamos, venha! Deite-se comigo!
E então você caminha levemente e se deita, te puxo e te aconchego. Em conchinha então, ficamos…
- Seu cheiro me lembra o frio. É suave e ao mesmo tempo gelado, me fazendo sentir o coração gelar de panico: -O que eu faço? - Grita meu pobre coração…!
Enquanto miro a janela, minhas narinas se abrem e me drogo com seu cheiro, ou melhor, me vicio cada vez mais. - E agora? E se você partir? É doloroso sabia, sentir seu cheiro a cada pano e lembrar que você não pode estar comigo… não mais…
- Dito e feito, você se tornou má! Você me deixou aqui no frio sob as lagrimas de minha cama novamente; e partira assim, sem mais e nem menos. Volte para o alcance de meus braços.
- Oh! Sinto sua falta, minha amada… Deixe-me sentir seu cheiro mais uma vez, nessa noite escura e gelada. Oh! Minha amada, volte…!’”
"Frio"
Frio lá fora !
O cobertor meu abrigo.
minha alma congela
minha voz nao sai.
Meu corpo não se move,
meus sonhos se perderam...
Não sinto nada.
Quero sair desta prisão que criei
mas não consigo.
Vou dormir,
não me acordem.
Acho que cansei de mim...
"jogando fora"
Joguei fora
Roupas
Cartas
Retratos
Mas minha alma
ainda estava lá !
Mudei o rumo
Virei o rosto
Dormi em outros braços...
Mas ela continuava ali.
Virei outra
Troquei de estilo e religião,
Cortei o cabelo,
Ouvi outras cancões,
em outros lugares;
Mas a alma,
Nao saiu do lugar....
Só eu que me perdi !
Ela tinha esquecido. Do cheiro reconhecido sempre no mesmo pescoço. Daquele olhar cúmplice fora de hora. De como era bom ter seu lado da cama. Tinha esquecido da delícia de ser bem cuidada - ela e aquela velha mania de querer só cuidar. Ela tinha esquecido. De como podia sorrir por dentro só de ouvir uma voz. De como era bom escutar uma música sendo cantada ao pé do ouvido. Ela tinha esquecido de como é gostoso sentir saudade antes mesmo de se despedir. Tinha esquecido, aliás, de como é difícil sair de um abraço de despedida. Tinha esquecido de como é a boa aquela cosquinha que não tem nome, aquele frio na barriga quando o telefone toca. Ela tinha esquecido de como é sonhar com alguém e acordar com ele na cama. Ela tinha esquecido da delícia de se beijar sempre a mesma boca, cada dia de um jeito diferente. Ela tinha esquecido de como é bom ouvir aquilo que se está pensando em dizer. Ela tinha esquecido tudo isso.
Aí ele apareceu. E ela lembrou.
Pode ser que você que esta ai fora, não perceba o quanto eu ja vivi. Para você que esbarra comigo por essas esquinas e me acha estranho demais para pertecer a esse planeta, não sabe o quanto eu sei de você, e você nada sabe sobre mim.
E para todos que me veêm frequentando os mesmo lugares tão só, não tem ideia do que me levou a isso.
Saiba que não fiz nada de errado, afinal, não fiz nada mais do que dar o melhor de mim para ela.
É, ela tinha lindos olhos castanhos que tiravam um sorriso meu toda manha. Eles me passavam tanta felicidade, segurança e amor, que me levou a pensar que não ficaria livres deles nunca.
Sem falar da suavidade que aquela pele tinha. Não tinha como ficar perto sem ao menos deslizar meus dedos em sua face.
Costumavamos sair por ai sem destino, sem saber onde iriamos parar, e nada mais me importava, porque ela estava comigo em tudo, pra tudo. Muito tempo eu acreditei nisso.
Ela foi o tipo de menina-mulher que eu tinha escolhido para ser o meu " pra sempre". E toda aquela bagagem que ela trazia me fazia querer sempre mais. E de tanto querer fiquei assim.
Ela se foi, e depois de tanto calado sentido todo aquele amor ainda aqui dentro de mim, continuo na esperança de encontrar aquele sorriso outra vez.
"Acordei...
Lá fora, a chuva cantava as suas lágrimas
Lembrei da saudade que você deixou
Fui cantar com ela...".
Estava chovendo lá fora; alguns estavam abrigados por seus tetos; e quanto aos outros? Alguns estavam quentes por baixo de seus cobertores, e outros simplesmente mal tinha uma vestimenta.
Ninguém sai do seu conforto, para trazer outro alguém lá de fora para dentro de sua casa. Todos andavam assustados, e dominados pelo medo que esse mundo é assombrado. Todos contestavam, mas ninguém poderia fazer nada para mudar; pois ninguém queria fazer, apenas queriam que alguém fizesse por eles.
Estão cheios de limites, limites para o cuidado, para a ajuda, para o companheirismo, para fidelidade, para a verdade, até mesmo a bondade esta sendo censurada. Todos cheios de realidades, mas nenhum condiz com nada do que um quis um dia...
Um mundo tão desigual, pessoas tão desumanas, que ás vezes me pergunto se o verdadeiro sentido do "ser humano" não já foi extinto a muito tento... Talvez estão dizendo muito por aí quando o mundo ira "acabar"; mas diante do meu olhar ele esta inteiramente acabado.
Num plano distante vejo o mundo la fora e tudo pelo que me mantenho em luta,
em guarda.
Vejo os relacionamentos com o mundo exterior.
Todo bem e todo mal na busca da realização.
Neste plano o relógio se movimenta tão rápido que sempre faltam algumas voltas para completar o meu dia.
O mundo la fora e cruel,
me atropelaria facilmente,
trituraria meu coração por nada.
E neste cenário,
eu sou reprodução do ambiente.
Correndo,
correndo...
Num plano intermediario,
observo as minhas ligacoes afetivas,
tão vulneráveis quanto uma bolha de sabão.
Na maioria das vezes vejo claramente que só restarão os elos escritos pelo código genético.
Só a convivência obrigatória,
esfacelada pelo tempo,
pela vontade de fugir.
Mas não há possibilidade de fuga,
estou tão presa aqui quanto no primeiro plano,
e tudo necessário,
seguir adiante e necessário,
esquecer de si mesmo e necessário,
aprender a ultrapassar o próprio sentimento primordial.
Num plano mais próximo,
aqui onde estou de pé,
presa atrás de um a vidraça ,
assisto de dentro de mim,
o que me tornei,
seguindo os moldes da necessidade,
tudo la fora e furacão,
intensidade,
velocidade.
Mas vejo tudo em camera lenta,
não sei o que busco em meio aos destroços la fora.
Talves só olhar pra você e sentir que vale a pena só por um instante.
E quando estes três planos da minha realidade forem sobrepostos ,
um filme de poucos segundos vai mostrar você passando por mim sem me notar,
sem me enxergar, sem me tocar,
e deixar um imenso vazio onde você nunca esteve!
Algumas ideias são tão persistentes
que dormem ao seu lado e quase te empurram pra fora da cama.
Se você tenta correr ela te ultrapassam pra esperar na proxima esquina
e nem adianta se atirar na agua porque vai acabar decobrindo que ela sabe nadar.
É bem provavél que ela leve embora seu apetite e sua concentração
e se torne a sua sombra.
Então pra que se esforçar?
Pra que fugir?
Deixa pensar,
deixa chorar,
deixa esta ideia gastar aqui dentro e aqui fora.
Quem sabe uma hora destas tudo se esvazie,
tudo se acalme ou em uma destas reviravoltas que o mudo dá tudo se encaixe.
Fora de sí
A minha mente confusa
em plena realidade
diante da força intrusa
que alivia a ansiedade
por mais que eu evite
a busca não tem limite
que encontre a liberdade.
Tantas coisas a serem ditas. Mais sei lá ando meio com preguiça de cuspir pra fora. Minhas costas doem, não tenho dormido tão bem como eu deveria, logo eu que se pudesse dormir, dormiria por dois dias seguidos e ainda teria sono pra noite seguinte.
Também ando cansada, tão enfatigada e sem tempo. Sem tempo pra chorar umas dores que estão presas na garganta, sentir falta, analisar de perto as causas dessa solidão que devora. Tenho um pré-projeto pra finalizar, umas laudas do TCC pra escrever. Sem contar o português, a geografia, a legislação pra estudar, tudo ao mesmo tempo.
Tenho atropelado a mim mesma, fingindo que está tudo bem, quando na verdade estou a ponto de ter um colapso nervoso, é tanta cobrança, tantas responsabilidades, contas pra pagar, tarefas a serem cumpridas dentro de um prazo que não respeita as minhas limitações.
Stop! Onde eu aperto pra dá pause e respirar um pouco? Não estou sendo fraca, não me interprete errado, estou dizendo que cansei de ser o tempo todo forte, às vezes queria ter, só de vez enquanto um colo, pra deitar e esquecer tudo. Mais quando se é adulto os colos parece que somem. Como que ser adulto nos desse o poder de resolver os problemas por nós mesmo, que ridículo e sem perna cabeça isso!
O que fazer, quando você me esnoba, me joga fora e zomba de mim.
O que fazer, ao olhar no teu rosto, ver o teu corpo, mas não sentir você.
Essas indecisões, que machucam o meu ser, só me ferem por dentro, me faz sofrer.
Por que nós devemos jogar mentiras e falsas ilusões fora.
Devemos viver o hoje e ter certeza do que queremos
do nosso amanhã.
Chega de sermos auto-destrutivos e sofrer por desilusões,
criadas em lugar algum fora da nossa própria mente!
