Poema de Pássaro
Algemas
Triste ecoa o pássaro veloz
enjaulado asas condenadas
no cárcere seu canto lamenta
coração silente regido por algoz
sonha com suas presas afiadas
rasgando nuvens sem tormenta.
Anúncio da presença de Deus
cativo a liberdade pressente
passivo espreita a hora do adeus.
A espera do impiedoso ausente
a voz do silêncio será ouvida
grita o pranto que nele habita.
Silêncio! Um pássaro cantará
se liberto num dia de felicidade
asas tem para seu vôo alçar
a voz de Deus o algoz tocará
num momento de sobriedade
liberto ecoa o mais belo cantar.
(Bia Pardini)
Tudo é assim....
O sol nasce
A planta cresce
O rio corre
A lesma escore
O pássaro canta
O amor aparece
E tudo floresce
Não Há Lei Maior que Esta, Amor
Desenhei um pássaro com nanquim
Peguei o papel
Fiz um aviãozinho
E o joguei na direção do paraíso na Terra
Eu estava em algum lugar no submundo
Separado de minha amada
Que dentro do paraíso estava
Lá não tinha o pecado
E o prazer carnal era considerado um
E delirante de Amor
Vi o aviãozinho fazer um vôo perfeito
Fez um vôo tão perfeito
Que se transformou em uma ave
Eu estava no comando
O pássaro foi até a casa dela
Ao pousar no chão diante dela,
A ave se materializou em mim
E fizemos amor como a primeira vez
Mas logo que o ato foi consumado,
Eu fui capturado
Como pássaro, fui colocado em uma gaiola de madeira
Os arquitetos do lugar
Decepcionados disseram:
“Agora a gente vai ter de dar um jeito
Disso não acontecer de novo”
Assim disseram os maçons do lugar
EM: 11/09/2021 | P. DO SUL – RJ
SOBRE PÁSSAROS E POETAS
O pássaro canta suas tristezas
Celebra sua liberdade
Só sabe voar e cantar
Canta porque é pássaro
O poeta chora em poemas
Faz da pena sua liberdade
Só sabe escrever e voar
Voa porque é poeta
Ou é poeta por que voa?
Já nem sei.
Descubro
No teu corpo cálido
A textura do pássaro —
O teu corpo ave
Qualquer coisa de voo
Muita coisa do leve
Prestes a voar
O teu corpo breve —
" Pássaro Caído "
Estava no céu
e cai
estava no oceano
e fugi em um ano
as pessoas machucam
e diziam
nada disso é seu
nada daquilo é meu
mas eu sou eu.
Eu me vi no escuro
me vi contra o muro
corri,
acabei fazendo um furo
no meio do meu peito
no meio do meu coração
um susto, sem finalização.
Sumi da água
sumi do ar
sumi de tudo
mas eu ainda escuto
e doi muito,
desculpa mas
eu não sou surdo.
Atentando ao limite
Um pássaro limita se à altura do seu voo, um carro ao limite da velocidade, o mar ao limite de sua profundidade, ambição ao limite da arrogância, um jogo ao apito final, o defeito ao limite da tolerância, a luxúria ao limite do dinheiro, o pranto ao limite da tristeza, embora muitas coisas e situações parecem intensas, mas transbordante, incalculável e infinito é somente meu Deus, e para que as fronteiras dos limites sejam quebradas precisa estar com ele, está nele, oh altíssimo, pelo que se apresenta loucura ao olhar humano, faz em mim, faz em nós, uma fé viva, radiante, incessante e transbordante, realmente eu fico suplicando pela tua misericórdia, pois sei de minha insignificância, és dono do tudo, eu almejo como aquele cachorrinho, uma porção da tua migalha, porque sei que é inundante, é um oceano para nós, do teu Espírito, sabedoria, paz, visão, luz, vida, prosperidade, abundância, peço meio que de forma sem limite, porque sei que és tu, repito sem limite, és infinito.
Giovane Silva Santos
Asas longas..
No Reino de um condor...
Pássaro de longas asas...
Voa alto com temor....
Infinita é a melodia que ainda não acabou...
Logo de início...
Teu encanto embriaga até os beija flores...
O mundo quer nosso sangue...
O Deus quer nossa alma...
O Poeta quer...
Voar sem voltar....
Perdidos pensamentos....
Além...
Muito além do nosso olhar...
A luz se formou...
Ainda existe aqui...
Mas....
Que Luz é essa...?
Uma luz que ninguém é capaz de enxergar...
Ah nobre POETA...
Tuas fendas são de tamanha rasgadura...
No Vale dos desejos...
No Vale dos ossos....
No Vale da vida...
Onde se transformou em um só Vale...
Colinas e arvoredos estão a sua espera...
No labirinto formado...
Mendigos estão aflitos e desesperados...
Queria eu...
Ah como eu queria condensar esse poema...
Mas quando elevo meus olhos as montanhas....
Algo me diz como prova....
Um fogo..?
Não...!
Uma simples luz...?
Não...!
Um Sol....?
Não....!
Não dá para detalhar....
Luar prateado...
Queima juntando pratas....
Ser poeta não é apenas ter asas....
Precisa ser antes de tudo...
Uma semente jogada...
Que o vento sopra...
Que a chuva lava...
Ter um teor....
Com temor e amor....
Astros e matrizes....
Seres vivos de uma existência...
Com dignidade e clemência...
De um Reino...
Dado pelo Salvador.....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Dei asas para o Meu amor
Mas ele não é avião
Nem pássaro nem gavião
Te dei meu coração e toquei
Os dedos nesse seu corpo violão
Ele não canta nenhuma canção
Mas quando toca é em meu coração
Um pássaro preso em uma gaiola não é seu.
Apenas será seu quando estiver livre e mesmo assim escolher ficar.
Por alguns terríveis instantes
me coloquei no lugar de um pássaro cativo,
foi quando me vi chorando numa limitada gaiola, cumprindo sentença por um crime que não cometi.
Viemos para ser livres.
Manter alguém oprimido embaixo de nossas asas é proibir um pássaro em seu voo.
A vida se torna mais prazerosa quando temos a liberdade de ir e vir!
O pássaro voou e viu lindas paisagens, sentiu a brisa, os abraços das nuvens, a aurora raiar, o beijo das estrelas, as plumas flutuar e ai vê quais as razões de voar, cantar e ser livre.... E um dia tudo que conhecia fora desfeito, suas asas não alçavam o vôo e seu canto se faz em lamentar...
Esse pássaro não vive em gaiola e sua prisão está em não saber o que de mais lindo tinha, seu voar...
Lindo pássaro, o amor não deve ferir, a vida não deve punir, a fé não deve faltar e o vôo deve seguir.
Seguir nem sempre é ir, e sim tão apenas voar, o vôo é ir onde? ...para onde tens que chegar, chegar não é terminar a jornada e sim completasse do que veio buscar, a busca pode ser traiçoeira mais a jornada jamais será...
O ninho é lugar onde se fica e volta a voar!
Peguei minhas asas bati sem parar, voando sem medo de me machucar.
Sou pássaro livre e multicolorido.Sou por essência o amor vivido.
Nildinha Freitas
Queria voar em um céu azul
Como um pássaro branco
Eu não tenho motivos para tentar
Mas ninguém tenta se importar
Então por favor
Solte minhas asas
E me deixe voar
Vento leva minha jangada,
vou voar como pássaro,
mergulhar como golfinho,
trazer o sol mais perto,
a lua mais distante,
como um astronauta sem rumo,
perdido no espaço a busca do inicio.
Pássaro chamado amor
Pássaro encantado
Por que andas tão atormentado?
Você voa pela Terra
E espalha sementes na atmosfera
Vive cantando encantado
Enquanto o mundo dorme lubridiado
Pássaro que possue penas coloridas
Essas cores tocam almas com feridas
Essas feridas abertas por falta de amor
Esperam alguém que não cause tanta dor
Pássaro encantado que se chama amor
Por que nossos irmãos do Planeta Terra colhem tanta dor?
Continue a voar pássaro chamado amor
E de semente em semente a esperança, amor e solidariedade vão transformando os corações que sobreviveram a tanto horror!
O alpiste com que alimentamos o pássaro preso na gaiola é como que fosse o pagamento pela renúncia da sua liberdade submetido à humilhação do cativeiro, mas que nada o compensa, pois ele já tem o campo como morada e o céu sem limite de espaço para voar.
Há um modo profundo de se ser que fica vivo por baixo de todos os vernizes que nos aplicaram e que nos impede de avançar pelo caminho mais curto já desbravado, balizado e pavimentado?
Há coisas que nos trazem boas e ruins recordações pelos insondáveis caminhos que provocam uma forte inquietação nos alicerces dos nossos sentimentos, estimulando-nos o plasma do delírio, no sentido de tudo querer dizer, ficando tais sensações desses tempos vividos e sentidos em nossas vidas.
Podem me chamar de ingênuo, mas é assim que imagino o meu jardim cultivado de flores raras: quanto mais colorido e perfumado, mais belo será o mundo em que vivemos. E é através da simplicidade que conseguimos o belo que nos enche os olhos e nos leva ao enlevo da vida.
Às vezes, decidimos embalados pelo aplauso alheio e não convictos de que conhecemos o templo da nossa alma, o museu de nossos sentimentos, agindo por emoções de nossas verdades que se escondem por detrás da porta cerrada, muitas vezes sobre os sacrifícios dos mais fracos, vantagem que não nos vale a pena usufruí-la quando obtemos.
Imagine um pássaro experimentando a liberdade de um vôo, pela primeira vez, apósfugir de uma cômoda gaiola. Imaginou? Pois é esta a sensação de final de curso. Asensação de liberdade (pelo que passou) versus o medo (do que há de vir). Foi durante operíodo de vigência deste curso que sai do ninho e dei o meu primeiro vôo. Cai, algumas vezes, cortaram as minhas tenras asinhas, mas, aquele a quem me chamo de Pai(Deus) sustentou-me, tal como o lírio dos vales, e disse-me: “Ide!”. Fui. Mesmo com asensação do medo que eu sentia do ‘bicho-homem” eu voei e experimentei: lágrimas,tormentos, pavor, alegrias, amores, vida, sonhos, e, finalmente, a morte. Mas, tal comoo lendário Fênix, que renasce das cinzas, continuei e continuo a voar.
Autoria: Cláudia Valéria/ Kakal (@claudia.valeria.kakal)
"A vida as vezes coloca um ponto final em um vôo de um pássaro, certas poesias continua liberar as asas".
Giovane Silva Santos
