Poema de Mãos
Não é que minhas mãos escrevam menos
Nos dias de primavera
Que nas madrugadas de inverno
É que o restante do corpo
Também tem a sua hora de fazer poesia...
CRIANCICE
Dê-me as suas mãos
Vamos brincar de namorados
Vamos rolar no gramado
E bagunçar o jardim
Vamos correr entre as plantas
E algo bom descobrir.
Ajamos como crianças
Sem pensar no amanhã
Sem ver dores e tristezas
Sem ver as obrigações
Vamos molhar nossos lábios
Encher nossos corações.
Vamos esquecer os barulhos
Adentrar no paraíso
Vamos perder a cabeça
Fazer o que for preciso
Vamos dar brilho as estrelas
Tornar mais alvo o sorriso.
Vamos parar um instante
E uma canção apreciar
Sons de orquestras tocantes
O nosso som dedilhar
Criar uma linda história
Com muita glória a arquivar.
Vamos enfim neste verde
Da grama nos respeitar
Reconhecer que o cansaço
Nos veio incomodar
Descansaremos o resto
e que amanhã venha o sol
com um sorriso nos chamar.
Um dia ainda você vai encontrar alguém, para se apaixonar,que vai esfrega as suas mãos e coloca entre as dele quando você estiver com frio;
Que vai te ligar para dizer boa noite, mesmo quando ele está jogando bola com os amigos do trabalho;
Que vai acompanhá-la nos intermináveis almoços de domingo da sua família;
Deixar você esquentar o seu pé gelado na canela dele – e ficar com a maior parte do edredon para você!
Dizer que você fica linda quando acorda;
Alugar uma pilha de DVDs românticos para assistir com você na sua casa, porque você está com febre e dor de garganta e não pode sair;
Falar para mãe dele que você é a mulher mais incrível que ele já conheceu;
Acompanhá-la ao shoppping, na sua busca por um scarpin, e entrar em todas as lojas com você sem ficar de mal humor;
Deixar você roubar as camisas dele para usar no trabalho;
Fazer cafuné até você cair no sono…
Não se queixe das dores nas mãos, muitos nem as tem,
Não se queixe das dores nas pernas, muitos nem as tem,
Não se queixe do trabalho, muitos gostariam de estar no seu lugar.
Na sombra de nós dois vejo...
Mãos dadas, mas ocultas por corações partidos,
Encontro de vidas na experiência de sonhos realizados,
Abraços de corpo inteiro, mesmo que o medo ainda nos deixe pela metade
E sorrisos largos e verdadeiros pela grande possibilidade que há em “com viver” com alguém especial.
Nessa sombra vejo luz.
Mãos
Quem tiver perdido um filho
levante a mão
levante o coração
e lute
até a morte.....
quem souber o que é a dor da perda
levante a bandeira de Deus
pois só um ser infinito
no coraçao
para aliviar um pouco
a dor de não ter morrido antes ..........
para não ver
não ver nada............´
Nosso Segredo...
Ê alma...
Você me deixa ansioso e perco a calma...
Minhas mãos suam e meu coração acelera, mas...
O que fazer diante do desejo que punha essa vida de alma no despejo?
E sem morada procuro realizar essa ação...
Morando em segredo no seu coração.
A força da alegria esta em nossas mãos
Na simplicidade de um sorriso, de um olhar
Ou apenas num simples gesto
Que traduz nossos mais sinceros sentimentos
Quantas vezes no apegamos ao passado
Não deixando que o presente nos toque
Mas tentando o impossível
E se machucando cada vez mais
Todavia, quando nos entregamos ao hoje
Vemos o que tínhamos era apenas uma ilusão
E que a felicidade sempre esteve a nossa frente
E que todo aquele sofrimento foi em vão
A alegria esta a todos os dia te chamando
Batendo na sua porta, pedindo para entrar
E no momento em que abrir seu coração
Para uma nova aventura, tudo mudará
Não se apegue ao seu passado doloroso
Não sofra mais por quem não merece
Entregue se a quem realmente te valoriza
E todos seus sonhos se tornarão realidade
Percebi que o intelecto e alma andam de mãos dadas, jun-
tas, então não dá para separar o que Deus uniu. Mas os se--
parei por egoismo, tentando me proteger do sofrimento, como
se fosse possível, apenas adiei.
Toma tua vida em mãos,
agarra-te a ela com todas as tuas forças,
guia-a pelo melhor caminho e enfim morres!
Passou um filme dentro daquele elevador
Um frio entre as flores e as minhas mãos
Um reflexo do que aconteceu no espelho
Uma falta de ar até a porta abrir
Levantei meu rosto, ouvi uma musica abafada
Levantei minha alma, ouvi sua voz dizendo meu nome
Entreguei as flores, me entregou seu abraço
Entreguei meus fracassos, me entregou seu coração
Sempre foi seu – disse baixinho, quase dormindo
E eu…
eu amanheci te olhando.
(Jô - Novembro 2009)
Vem, seduza-me...
Decifre meu corpo ao toque de suas mãos,
Leia em braille cada centímetro dessa linha infinita...
Faz de mim teu instrumento musical,
Extraia a cada toque no meu corpo a
Mais bela melodia, na mais ardente
Harmonia do mais belo som do mais
Puro êxtase.
Degusta-me... Faz-me delirar com teu deleite,
Sentindo o teu gosto, desejando o teu
Corpo e me embriagando com teu cheiro.
Amarei-te em todos os sentidos e sem temores.
Quis te explicar tantas vezes, mas você não quis ouvir
Te pedi de mãos unidas: me escuta por favor
Você não me deu ouvidos e confesso que sofri
Pois a tua resistência acabou com nosso amor
(...)
A mosca e a mortalha
Em puro mármore deitou-se suavemente
colocando suas mãos pálidas por entre a mortalha
se fez um radioso brilho exuberante em volta da rosa
luminosa e delicada, que escondida, brilhava mais
que a luz debaixo das rendas bordadas
o silêncio veio ao encontro da mosca
que o tempo todo a rodeava e naquela intensa e clara luz
flutuava, porem lentamente se apagava
ao apagar-se inteiramente, o radioso brilho ali presente
despediu-se, e a mosca com a visão ofuscada, adentrou
por debaixo das rendas bordadas, pousando na rosa desabrochada
desesperada, tentava encontrar aquela luz, que subitamente se dispersara
convencida de assim tê-la perdido, se pôs a chorar
deixando cair uma lágrima quadriculada
e na sinfonia póstuma que ali se anunciava, a pequena mosca então sorriu, ao ver as chamas das velas enfileiradas
e assim, deitada ao perfume da bela rosa
ambas adormeceram iluminadas.
Eu me sinto mais livre,
existem muitas mãos que compartilham
as rédias da vida de um homem,
meu destino é cada vez mais meu, peço
a Deus que não me falte sabedoria e justiça,
pra construir meu legado imortal.
HOMEM
Quem dera fosse amigo de si mesmo...
Quem dera...
O próprio apertar de mãos teria calor...
O Olhar teria um brilho que não fosse embaçado...
Em seus ouvidos não chegariam palavras ruins.
Seu respirar teria o perfume suave da vida.
E suas palavras seriam pétalas ao ar...
E se, por um momento, todos nós dessemos as mãos?
E se, de alguma forma, nos olhassemos como irmãos?
E se, neste exato momento, aprendessemos a amar e a sentir saudade?
Seriamos, então, seres humanos de verdade?
Perdi a culpa.
Caiu, largou-se de minhas mãos.
Mas quando olhei, percebi que ela estava intacta.
Porém não mais em minhas mãos.
Pensei em pegá-la de volta.
Hesitei.
Me afastei um pouco dela, uns 3 ou 4 passos.
Continuo a vê-la no chão, intacta.
E a cada dia tomo a decisão de dar mais um passo para longe, longe o suficiente para que meus olhos não mais a veja, e eu…
Bom, e eu vou encontrando outros sentimentos pelo caminho, que antes, com as mãos cheias de culpa, não conseguia pegá-los.
A inveja me consome.... me angustia.
Tenho inveja das mãos dela que te tocam, da boca que te beija, do corpo que se enrosca no teu.
Tenho inveja da intimidade dela que tu tomas com toda a força de tua necessidade, de teu desejo.
Ahhh.... se esse desejo fosse meu.
Toma minhas mãos entre as tuas
e, como quem cuida do céu,
deita meu corpo cansado.
Repousa minha cabeça em teu colo.
Fale baixinho de todas
as saudades que sentes.
