Poema de Mãos

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O que não posso viver
por Sariel Oliveira

Amar você
foi como segurar o mar nas mãos.

Por mais que eu tentasse,
por mais que eu quisesse…
nunca foi algo que eu pudesse manter.

Você nunca foi minha,
mas, ainda assim,
morou em mim
como se tivesse escolhido ficar.

E talvez esse seja o pior tipo de amor:
aquele que nasce inteiro,
mas não encontra espaço no mundo
pra existir.

Eu te vivi em pensamentos,
em silêncios,
em conversas que nunca aconteceram.

Te senti perto
mesmo quando tudo gritava distância.

E o mais cruel de tudo…
é que não faltou amor.

Faltou tempo.
Faltou caminho.
Faltou “nós”.

Hoje eu entendo:
nem todo sentimento vem pra ser vivido.

Alguns vêm
só pra atravessar a gente
e deixar marcas
que ninguém vê —
mas que mudam tudo por dentro.

E você foi isso…

um amor que eu senti inteiro,
mas que a vida
não deixou acontecer.

Até o Lodo Foi Cristalino

No escuro do meu quarto,
levanto as minhas mãos.

Sinto medo.

A escuridão está tão densa que quase posso tocá-la.

E é nesses momentos que choro e clamo ao Criador pela luz divina, muito antes que o torpor me alcance.

Continuo questionando o que vejo, mas ainda acredito no ser humano.

Porque até o lodo, um dia, foi cristalino.

Eu não posso prever o futuro. Não tenho bola de cristal, nem sei ler mãos. Mas existe uma certeza que carrego comigo todos os dias: sempre vou estar aqui, te amando, te cuidando e te querendo na minha vida… hoje, amanhã e para sempre.”


Ian N.T

"Por isso não confio em mulheres. Elas são, com seus cabelos bonitos, mãos quentes e abraços gentis, a lembrança viva de que a única mulher que eu queria que me amasse me deixou.


Ela assinou os papéis da minha guarda com uma caneta Bic azul, fez todos os trâmites de desembaraço aduaneiro e me despachou como um pacote para além do oceano.


Eu não sou ruim a ponto de minha própria mãe não me querer. Eu sou ruim porque a minha mãe não me quis."

De mãos dadas caminham,
a virtude e o conluio,
irmãos de sombra e claridade,
esperando o próximo passo.

A virtude sorri,
fala de justiça,
de horizontes limpos.

O conluio cochicha,
traz segredos,
promessas escondidas no bolso.

E juntos, lado a lado,
seguem como quem não escolhe,
como quem sabe que o humano
é sempre mistura,
é sempre ambiguidade.

O próximo passo decidirá:
Quem é a próxima vítima.

⁠Receio ou medo?
Ao toque das mãos, se comprime, se esconde.
No olhar a aprovação do nada que fez.
Às vezes se pega desprotegida e fica natural, fica cândida, simplesmente uma menina.
Sem perceber, busca nos alheios um abraço, um carinho, talvez .Mais; busca, ainda, um colo, quem sabe perdido na infância.
Se soltasse as amarras, se o sorriso florescesse naturalmente, mais bela ficaria, se possível fosse ficar. Ivo Terra Mattos

A vida nos ensina a segurar as mãos, mas o luto nos ensina a segurar o coração de quem já não pode mais ser tocado.
Não perdemos as pessoas que amamos; nós as devolvemos ao mistério da vida, mas guardamos o perfume de sua passagem conosco.


SerLucia Reflexoes

Tem gente que tem tudo nas mãos e nada no coração. E tem gente que não tem nada no bolso, mas carrega o mundo inteiro no caráter.


SerLucia Reflexoes

É um nó no peito ver mãos vazias cheias de esforço, e mãos cheias vazias de caráter.




SerLucia Reflexoes

Reflexão de vida: Discernimento




O evangelho não é cardápio nas mãos de garçons de púlpito.


@Suednaa_Santos

"Fé"
"O evangelho não é cardápio de púlpito nas mãos de garçons."
@Suédnaa-Santos

Dia 27 - Que criação merece nascer das minhas mãos hoje?


- Criar revela minha identidade.
- A criação transforma ideias em presença.
- Cada obra nasce do encontro entre sonho e ação.
- O trabalho diário amadurece talentos.
- A disciplina sustenta a criatividade.
- A criação dialoga com o mundo.
- O gesto criador deixa marcas no tempo.

E se um dia teus espinhos tocarem minhas mãos,
não recuarei, não me esconderei.
Porque amar não é buscar caminhos fáceis,
é escolher ficar mesmo quando a alma treme,
é entender que até as flores mais lindas
guardam suas pequenas dores.


- Patrick Wallace

Nada pode impedir o brilho do nosso amor-amizade,
quando temos as mãos de Deus acendendo a luz
da nossa vida.

Eu não sinto mais as pontas dos meus dedos
Nem das mãos e nem dos pés
A minha base está curvada e enfraquecida
Sinto queimar da planta dos meus pés ao topo da cabeça
As dores que me assolam são tantas, que eu nem consigo mais listá-las.
Meu prazer, é o meu vício, e a repetição
Estou fadada a sofrer em vários aspectos de uma vez
Sinto que vivo por que preciso viver, não por que quero viver.
A música me acalma, mas eu não posso me acalmar.
O vinho me liberta da preocupação, e me joga no desespero de ter perdido mais uma noite.
Sinto que escrever é meu único refúgio, uma forma de tirar de mim todos esses pensamentos de dor, sem precisar me desfazer deles, por que eles se tornaram necessários demais para a minha sobriedade.

Tem dia que a gente acorda com a alma amarrada.
A cabeça quer voar, as mãos querem fazer, os pés querem andar... e nada sai do lugar.
Não é preguiça.
Não é falta de vontade.
É excesso de vida acontecendo tudo junto.
É boleto, é filho, é medo, é cansaço, é sonho grande demais pra caber num corpo que só tem 24 horas no dia.
Se você tá assim hoje, senta aqui do meu lado.
Respira. Você não tá sozinha.
Às vezes o primeiro passo não é correr.
É desamarrar um nó de cada vez.
_Van Escher_ 🪐

Soneto do Desejo Urgente


Quero a doçura de tuas mãos de espanto
E o hálito de flor que a boca exala
Quero o silêncio que em teu corpo fala
E o teu mistério a me cobrir de encanto.


Não quero o céu, nem a virtude ou tanto…
Quero a vertigem que o prazer instala
Nessa doce agonia que a razão se cala
E o peito aberto em riso e em pranto.


Que venha o amor com sua fúria santa
Rasgar a paz que o coração inventa
E nos perder na noite que se agiganta…


Pois só a paixão, que a vida realimenta
É que nos salva e a própria morte espanta
Nesta entrega sagrada e violenta.


Antenor Quintino da silva

“Hoje eu segurei nas mãos um sonho que começou em silêncio. ‘Gotinhas de Amor’ nasceu para acolher emoções, fortalecer vínculos e transformar rodas de conversa em espaços de escuta. Que essa obra seja instrumento de cuidado.”
Projeto Gotinhas de Amor
Rosana Figueira

Ela e o Jardim
Ela tinha mãos de cuidado
e um sorriso que abraçava sem dizer palavra.
Amava o jardim
como quem conversa com a vida,
entre ervas, frutos e silêncio.
Faltava uma rosa vermelha…
e mesmo com o corpo cansado,
foi com coragem que ela plantou esperança na terra.
O tempo levou sua presença,
mas não levou seu amor.
Porque um ano depois,
a rosa floresceu —
como ela sempre foi:
forte, bonita
e impossível de esquecer.
O nome dela era Irma.

ALTANEIROS

Mãos que abanam
Que afinam
Que afanam
E abstrai
São Mãos que exaltam, proclamam, reclamam
E sempre querem mais.
As Mãos que enxugam
As lágrimas que percorrem
O relevo irregular de uma face singela,
São as mesmas Mãos que
Socam, trituram e torturam
Nas misturas do fino trato
Que num disparo viajante, sufocante e delirante;
A agonia traz.
Os ilustres, altaneiros, Aristocratas, facínoras e gentios.
Carregam desde o ventre a máscara da ilusão.
Assim enganam
Não só as carnes ambulantes!
Com aquele sorriso persuasivo tentam ludibriar até mesmo DEUS!

060925