Poema da Fome
de volta para o mapa da fome
Quem tem fome
tem nome e sobrenome
sonhos e anseios
e se eu vejo
você também pode ver
só sobreviver
sem viver
veja bem
o tempo de todo ser
corre sem olhar para trás
Quem tem sede de justiça, tem fome de vingança.
Mas e quando a alma carrega no peito um amor que não sabe a quem não amar?
E quando nosso coração desafia loucamente a nossa capacidade de pensar, de enxergar o que nos cerca e de se preservar?
O Amor é cego, a justiça é cega, e a alma vive um desespero na busca pelo seu lugar de paz.
- Por quê eu não me basto? Por que preciso buscar em outro o que falta em mim?
Quantas das minhas aspirações eu não criei com as minhas próprias mãos? Quanto eu construí, e derrubei para construir novamente sozinha? Sem nenhum vislumbre de companhia? Pq não posso preencher meu próprio vazio? Por que me importa tanto ser amada? Por que fui eu amaldiçoada com tanto sentir sem poder gozar da paz de pertencer a algum lugar?
O véu que se rasga para a maioria na fase adulta se rasgou pra mim cedo demais. Me roubaram alguns anos e alguns entendimentos, em troca me deram uma mente dividida entre ascender e se esconder.
Talvez eu já saiba a resposta da questão que nem foi levantada.
Talvez o risco não possa ser do outro se o vôo for seu.
Talvez eu precise aprender a voar com o peso da solidão se eu não quiser arriscar o que eu amo.
Onde esta DEUS?
Na fome , das pessoas vítimas do mal que governa os corações.
Na sede de tantos que não tem poder pra criar chuva .
Na dor é morte daqueles que sao pisoteado por terroristas gananciosos que financiam a matança de inocentes.
Onde está DEUS?
Guando ainda há pessoas se curvando é suplicando por misericórdia.
Onde está DEUS?!!
Enquanto comemos
Alguns passam fome
Enquanto temos água em abundância alguns não tem se quer uma gota pra saciar a sede
Enquanto vivemos bem alguns sobrevivem nas piores situações
Enquanto exigimos nossos direitos de cidadãos
Alguns vivem se direito a vida esquecidos
Somos protegidos pelas mesmas leis
Estas que são Indiferentes com quem foi esquecido pelo resto do mundo
Indiferença
Quantos choram num quarto solitário
E quantos sofrem num leito de dor
Quantos têm fome neste momento
E quantos se arrependem de terem nascido em tanta miséria
Quantos foram esquecidos, vagando como sombras
E quantos desistiram de existir diante de tantas derrotas
Quantos se desiludiram hoje e enfrentam o medo da morte
Quantos imploram por perdão como se fosse possível voltar atrás
Quantos estão sendo abandonados neste momento
Quantos que, depois de tanto amar, enfrentam a traição e a separação
Quantos carregam feridas profundas que nunca cicatrizam
Quantos se perderam e buscam dia e noite sem cessar
Quantos acreditam que acabou e desistiram de lutar
Quantos nem querem mais viver
Quantos estão tão iludidos que já vivem fora da realidade
Quantos desejam a morte
E quantos que, em meio à depressão, encontraram forças para cometer suicídio
Quantos só precisavam ser ouvidos
Quantos só precisavam de um abraço
Quantos só precisavam de amor.
O mesmo Cristo que disse:
"Isto é meu corpo"
também falou:
"Estive com fome e me destes de comer".
Não existe comunhão plena
enquanto houver injustiça social!
Sofro de falta d'amor
Fome me escapa da pele
Pele sofre de fome
Fome mata a dor
Dor alimenta a fome
A fome me desespera
Também desespero a fome
Sou filha da sua quimera
Não raro ela me esconde
No fundo do seu penhor
Na casa da sua janela
O poço que me cavou
Sem por onde ela some
No barco da sua procela
A fome só me consome
Refúgio que me faz dela
A fome não me mata e nem a solidão,
não posso ser elementar neste entendimento,
embora seja fato no meu pequeno mundo...
ninguém precisa repartir comigo as minhas dificuldades.
Elas são fruto dos meus equívocos de escolha,
de rumos seguidos sem a maldade existente em grande parte dos indivíduos,
mas,
também,
são equívocos meus!
Tenho sede e fome da verdade.
Conviver, apenas, com a minha verdade é saciar-me com água turva e ingerir alimento vencido.
Vivamos a história e não sejamos a estória.
A ordem é pão, a desordem é fome...
E a fome faz sair os lobos do mato...
Ela não tem lei...
É má conselheira...
Inimiga da virtude...
Faz doce as favas...
A gente pensa que se benze e parte nosso nariz...
E aprendemos quando já é tarde demais...
Afinal a ignorância do bem é a causa do mal...
A perder se ganha, ao ganhar se perde...
Já que a perseverança sempre alcança...
O cocho é o mesmo...
Mas lembre-se que são os porcos que mudam...
Paschoal Nogueira
#ECO
Meu coração arde em coisa fria...
Nem a luz...
Nem o fogo...
Nem a fome entardecida...
Ou a febre da sede dos lábios...
Ai, ai de mim...
Enquanto caminho...
É pelo corpo que nós nos perdemos...
Pertenço a quem amo...
Num profundo arremesso...
Tenho pressa de viver...
Só quero o que me é devido...
Coração diga o que sofri...
Nesses dias que embranquecem os cabelos…
Amores vividos...
Só as fagulhas voam ao vento...
É preciso partir...
Antes que tudo cubra-se de cinzas...
É preciso ficar...
Onde se é benquisto...
Cerca-me a solidão...
Tal como uma pedra escura...
É tão fria e morta...
Eu sem ti...
À sua procura...
Ninguém sabe dizer porque o eco embrulha a voz...
Mas eu sei dizer...
Que sem você...
Não vivo mais...
Sandro Paschoal Nogueira
A fome vai além da produção e do desperdício de alimentos. É uma questão de consciência ambiental, da desigualdade social, improbidades administrativas e de educação financeira.
151122
A boa comida une as pessoas
A comida vai muito além de matar a fome. Ela aproxima famílias, cria memórias e faz parte de momentos especiais da nossa vida. Seja um hambúrguer, uma salada fresca ou uma refeição caseira, sempre existe uma receita que nos lembra alguém ou algum momento importante.
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Qual é o seu prato favorito e por quê?
Na certa
A fome de amor te fará delirar
E entregar-se como nunca
Apertando nos braços
Como quem quisesse ficar
A roçar a pele, acabar
Sentindo-se única, desejada
Pedirá mais, mais.
Até entregar-se à posse
Seu vulcão cheio de lava a derramar
Numa deliciosa explosão dos desejos
Línguas e beijos
Se entrelaçar
Momentos nunca vividos
Nem alcançados
A entrega total
Onde o corpo e alma
Alcançarão o céu
Momentos de êxtase e prazer
Um abraço apaixonado
E a vontade de dizer
Eu amo você
Fica comigo
Fica comigo até o dia amanhecer
Esquece o sono
A fome
A dor no corpo
E fica
Não pensa em nada
Mergulha em mim
Eu estou pronta para ser
A sua última alvorada
O seu irrevogável anoitecer
A sua derradeira viagem
E o seu primeiro
Grande
Verdadeiro
Único
Amor.
Meire Moreira
Não tenho fome
Nem sede
O frio também foi embora
Assim como todas as sensações
Que será que morreu em mim?
Sou a indignação de quem tem fome em um país contaminado com ratos em peles de cordeiros.
Sou a surpresa e um espanto de um líder corrupto que tem a ganância de se manter no poder.
Sou o descaso de autoridades incompetentes e sem respeito que causa medo e inimizade.
Sou o grito dos desesperados e o silêncio dos inocentes que gera violência a descontentes e dinheiro a quem gerencia a guerra.
A bala de uma arma que percorre o espaço entre o disparo e o corpo de um inocente se faz impunidade e covardia no descaso dos acontecimentos com autoridades despreparadas e confusas com a paz.
(Trecho do livro "O silêncio dos inocentes" de Julio Aukay)
