Poema da Fome
Bem que poderia ser fome,
Este aperto enorme
em meu estômago a sentir.
Contudo, sei que é ansiedade,
esta maldade que pratico
todos os dias contra mim.
FOME DE TI...
Fome de ti...
Tenho fome…
fome dessa tua ânsia por me encontrar…
desse teu estar sem ficar…
desse teu enlouquecer… até quando não estou pra chegar…
Tenho fome…
fome das tuas mãos sempre que me procuram…
ternas… doces… ansiosas… poderosas…
fome desse teu corpo quente… incontrolável…
que me desperta durante a noite… insaciável…
Tenho fome…
fome do jeito que me deixas e me deixo levar…
trôpega… sem saber o que dizer…
fico louca… até o meu corpo se deixa render…
tão louca, que até a minha mente se deixa levar…
nesse teu jeito de me provocar…
Tenho fome…
fome de ti…
fome desse teu jeito de me sentir…
desse teu jeito de me possuir…
desse teu jeito de estar…
fome desse teu jeito de me amar…
Sinto falta de algo
Mas não sei o que é
Não é fome pois já comi
Não é sede pois já bebi
Não é frio, agasalhada estou...
Do que será?
Lembrei
E de você
Que longe está.
Caráter é aquilo que descobrimos realmente quando se tem fome da solução.
Se sua barriga ronca de fome e você se deixa morrer, tens ausência de caráter, mas se lutas com o resto de energia que tem, terás mesa farta!
Tenho sede de lágrimas de felicidades,
fome de viver intensamente,
frio pelos poucos abraços sinceros,
náuseas de convívios fúteis e superficiais.
A Terceira Lamina
É aquela que fere
Que virá mais tranqüila
Com a fome do povo
Com pedaços da vida
Como a dura semente
Que se prende no fogo
De toda multidão
Acho bem mais
Do que pedras na mão...
Dos que vivem calados
Pendurados no tempo
Esquecendo os momentos
Na fundura do poço
Na garganta do fosso
Na voz de um cantador...
E virá como guerra
A terceira mensagem
Na cabeça do homem
Aflição e coragem
Afastado da terra
Ele pensa na fera
Que o começa a devorar...
Acho que os anos
Irão se passar
Com aquela certeza
Que teremos no olho
Novamente a idéia
De sairmos do poço
Da garganta do fosso
Na voz de um cantador...
E virá como guerra
A terceira mensagem
Na cabeça do homem
Aflição e coragem
Afastado da terra
Ele pensa na fera
Que o começa a devorar...
Acho que os anos
Irão se passar
Com aquela certeza
Que teremos no olho
Novamente a idéia
De sairmos do poço
Da garganta do fosso
Na voz de um cantador...
Heiá! Oh! Oh!
Heiá! Oooooooh!
Oh! Oh! Oh! Oh!
Versos de quem sente fome!
Hoje eu quero conversar com o seu coração
E dizer-lhe que eu me envergonho de ser um pedinte
Porém mesmo assim eu estendo a minha mão!
Os cheiros das frutas me lembram um sabor
que hoje eu não posso provar
Nas docerias os doces coloridos
só podem ser pinturas na minha visão
Das portas dos restaurantes
saem um aroma que me fazem flutuar
Meus pés estão descalços,
a minha roupa rasgada e o meu estomago vazio!
Nos mercados eu não posso entrar,
eu sou visado como um ladrão
O meu sonho de consumo de longe eu espio!
Alguns alimentos às vezes
você se enjoa de comer e joga fora
Em vez de embrulhar e levar para alguém que sente fome
Pense naquele que há dias não come
e sobrevive de esmolas!
Este alguém sou eu meu irmão
A minha imagem nunca agrada
Como eu vou chegar ao fundo de um coração?
Estou caminhando de joelhos
Acredite, eu nunca imaginei que um dia iria estar assim!
O que mais me entristece não é a fome, é o seu desprezo!
À noite é a hora em que os sonhos vão além da imaginação
Enquanto eu sonho com um prato de comida
Você sonha com um carro de ultima geração
No inverno eu me cubro de coragem,
eu não tenho cobertor
A minha cama é um pedaço de papelão
Eu me apodero dos seus lixos,
sobras que para você não tem mais valor
Não se culpe, cada um deve levar a sua vida!
A minha fome eu engano
com um pedaço de pão adormecido
Você não é obrigado a me dar guarida!
Porém não me rotule, me tratando como um delinquente
Isto sim é cruel!
Dói muito mais do que ser chamado de indigente!
Me devora sempre a fome do saber...
Esse saber que me leva para longe,
me faz sonhar com terras distantes
e me devolve a alegria de viver.
Migalhas de pão
Pra saciar tua fome
Vida na contramão
A saudade responde
Mas teu olhar esconde
Esconde o Medo
Esconde a verdade
Esconde o desejo
E a felicidade
Esconde a beleza
Esconde a vontade
Esconde a riqueza
Da realidade
Descobrir um novo mundo
Com a escassez
Sinto fome, me envergonho com a nudez.
Estive por aqui por todo esse tempo
nunca percebi seu alento.
vivi só pra mim pensei só em mim
esqueci do mandamento
A ilusão da ilusão
O sonho do sonho
A fome da fome
A vida da vida
A morte da morte
O abismo do abismo.
O sabor da vida.
Estou com fome, fome de vida. Eu não entendo por que às vezes o tempo parece estacionar, fica parado, e eu tenho presa pra viver. Quero sentir o real aroma da vida, degustar sua mais profunda essência. Tocar cada nota da sua canção, desenhar em cada linha do teu tempo, e que seja quase infinito este meu desenho. Desejo abraçar meus conhecidos como se fossem meus irmãos. Sentir o calor do sol sobre minha pele, tocar a chuva devagar. Quero escrever a poesia que os amantes ainda não escreveram e jogá-las do alto de uma colina, observando para onde o vento as levou. Depois, quero deitar na grama verde e olhar o céu com seu azul estonteante. Porque sentir as coisas simples, é sentir a vida como ela é de verdade, com suas linhas bem traçadas, ou simplesmente com suas curvas sinuosas, que devemos observar com cuidado para não deslizar. Mas, a vida tem uma magia insigne, nada se compara a ela, é por isso que esta fome não passa, porque ela tem tantos sabores a se provar, e às vezes quero tudo de uma vez, o que não é certo, pois precisamos conhecer suas fragrâncias aos poucos. É como chegar num pomar, você terá que conhecê-lo minusiosamente, ou do contrario não conhecerá sua real beleza. Agora a fome até passou um pouco, mas ainda estou com vontade de sair gritando por aí, desbravando as esquinas da vida que segue seu rumo devagar e nós às vezes queremos atropela-la com nossos anseios. Mas, agora vou descansar para que a vida repouse, e possa seguir sua trilha sossegada.
Onde está aquele que me toca com a fome de um selvagem, que me beija como se desejasse me devorar?
Quero parar de pensar, de te querer, mas eu não consigo, a ansiedade me consome, por aquilo que ainda não vivi, uma cena constante em minha mente. Uma ansiedade em encontrar seus olhos, aqueles olhos que prometem um universo de segredos e desejos. Aquela voz rouca que é como uma melodia que quero compor por palavras enquanto você canta.
Quando nossos olhares finalmente se cruzarem, será como uma explosão de estrelas, uma explosão de paixão que iluminará nosso caminho. Aí, e somente aí, encontraremos uma resposta para essa ansiedade, quando nossos corpos se unirem, saciando essa fome que arde em nossas almas famintas. Será a fusão de dois mundos, uma sinfonia de desejos incontroláveis, e finalmente, encontraremos a saciedade para nossos corações famintos, selando nosso destino em um abraço ardente e eterno
Droga;esse monstro que consome,
Nunca vi tamanha fome,
devorando um simples ser.
Uma ave carniceira,
também louca rapineira,
que não espera morrer.
Semiótica
Enquanto uns moram com a fome diariamente e não têm condições para expulsá-la de casa, outros pagam pra morar com ela para garantir a satisfação da ditadura da beleza.
Um morre de fome e é esquecido, o outro aclamado por sua beleza, causa de sua morte.
8122021
‘ÁLCOOL’
Às cegas, a cozinha definha.
Sozinho, a madrugada consome.
O gosto de vodca tem fome.
Paredes anunciam rotinas.
No estômago, a água declina.
Desequilíbrio a cabeça tortura.
Na vida, tudo amargura.
Vulneráveis pernas toxinas.
Metafísica a cadeira suporta.
Reflexos viajam no fardo.
Não atendera vozes de portas,
Ou sentimentos desesperados.
O vazio fingiu-se, desbota.
O álcool ficara calado!
