Poema da Fome
Cabra, só Deus sabe da minha má fase
Tinha fome e devorava o som
Guardo cada face, cada frase
Como base pra não ser em vão
Cada porta que abre é um milagre
Só me cabe ser muito mais que bom
Vou chegar ao céu mantendo os pés no chão
Quando componho tenho o mundo em minhas mãos
- RAPadura Xique-Chico
Tem crente que quer ver anjo dentro da igreja e não vê o irmão passando fome.
Tua Bíblia tá errada .
Da tempo ainda de se converter.
Eu tenho fome de ti.
Eu amo o jeito que me decifra, mesmo quando me escondo.
Eu amo que ame meu jeito mofado e velho.
Eu amo que ame me ver reclamando de tudo.
Eu amo como me acalma quando estou indo para meu mundo louco e triste.
Eu amo quando diz que tenho olhos de jaboticabas. Faróis baixos.
Eu amo te olhar olhando para o nada. Amo porque sei que habito esses pensamentos perdidos. Em algum lugar, eu hábito em ti.
Amo que me deixa ser eu mesma, mesmo eu sendo uma bagunça.
Amo quando olha nos meu olhos e pede para me entregar, e me entrego.
Perdi o medo de te amar, você me mostrou que amar é simples e leve. Ri do meu medo, me faz ter coragem.
Corro até você, você sorri e me abraça. Fico segura e sei que meu lugar é dentro desse abraço.
• Ass: Noju.
estremecimentos distais
as unhas se mantêm
é uma fome tolerante à sua vez
cachos de miçangas fazendo o caminho da Guia
o pescoço é guidão em direção
ao triunfo
ao novo
ERVA DA FOME -
Sou Erva da Fome
que nasce da terra
da solidão que nos come
à morte que enterra!
Sou Erva da Fome
não sou Erva ruim
na esperança que dorme
tão perto de mim!
Sou Erva da Fome
que nasce e persiste
na dor que consome
faz de mim um ser triste!
Sou Erva da Fome
correndo vales e montes
e afogo o meu Nome
no silêncio das Fontes!
De que me vale ter todas as coisas?
A fome em minha alma não se mede.
Virás pra saciar a minha sede?
Tesouros vãos se vão
são ventos, brisas,
Quero buscar primeiro a Ti e ao Reino;
No qual quero chegar feito menino
Guerra, o sangue derrama,a fome espanta e lágrimas escorrem.
Guerra como ainda pode existir guerra?uma coisa que só trais dor,destruição e lágrimas.
Eu sempre falo porque chora se você pode sorri,mas como sorri numa guerra?como tira felicidade de uma coisa tão triste?Eu não sei.
Fome e sede
... e disseram: — foi bem feito!
Quem mandou roubar sua horta?!
Nunca mais esse sujeito
bate aqui na sua porta.
Uma dor me ardeu no peito:
— E do homem, que foi feito?
— Eu não sei, mas... Quem se importa?!
FOME DE AMAR
Eu te amo,
E te amo tanto e de tantas formas,
Que em mim já não mais cabe
O tanto que te amo.
Amo-te com fome,
Com um desejo além de mim mesmo.
Amo-te com tamanha intensidade
Que já não me sou.
E te amo por seres quem és,
Sem retoques, sem máscaras.
E te quero porque te quero,
Sem razão, senão a razão de te amar.
És bela, és doce, és mulher.
Amo-te por tudo isso.
Amo-te porque em ti sou feliz:
Em ti me encontro em quem sou.
Amo-te ainda mais,
Porque se sei que te amo,
É porque em ti e em teu corpo
Aprendi o sentido da palavra amor.
Tenho fome de vida.
Tenho alegria em viver.
Se a passagem é curta.
Porque? me preocupo em sofrer.
Tenho sede de amor.
Amores eu quero ter.
Se me entrego sem medo.
É por que eu amo viver.
Tenho equilíbrio, no que devo ser.
Se partir amanhã,
Vivi, amei e entendi o que vim fazer.
e quando me deparei
tinha perdido a fome,
"mas eu nunca perco a fome"
dizia eu mesma aqui dentro de mim,
as coisas mudaram,
mesmo eu não querendo,
e eu mudei,
mesmo eu evitando ao máximo que isso acontecesse,
mas ainda sou feliz fora daqui,
"talvez a vida seja mais sobre os outros do que sobre a gente mesmo",
pensava sempre nisso,
e continuo pensando ,
mesmo tendo mudado tanto,
e ao mesmo tempo,
tão pouco
Fome e sede/Degustação
Mesmo sem bagagens,
Vou vivendo degustando sabores...
Na composição,
Edito sorrindo ou chorando.
Tenho facilidade de sorrir
Tenho facilidade de chorar.
Afinal de contas!
Alguém nunca chorou?
Me chamo/ canção.
Pseudônimo /refrão.
Sobre nome /inspiração.
Na frase\...Onde estão os achados perdidos?
Estou em todas as linhas que ela se expõem..
Pequenos pecadinhos de estimação vou me livrando.
Do sereno orvalho que caí na madrugada,
Bebo dele até do mel que sobra da neve que caí na invernada....
Degustar a vida como ela é,
A nobre atitude pega rumos que ao chegar da noite...
Até o travesseiro companheiro é agradecido pelo dia bem aproveitado..
Se é para ostentar;
Ostento sorrindo mesmo até quando eu me, cansar....
O chocolate para mim é apenas um condimento qualquer...
O sal,
É o sabor dado pelo Criador...
Minha fome e sede tem nome..
Ela está acima do absoluto ou bem além do pintar as nuvens
E as poesias que ainda farei na vida,
Não caberá as palavras desse,
Nome.....
Autor:Ricardo Melo
O Poeta que Voa
Nasci da força da rebeldia,
do caldo da paciência, da luta e da labuta,
da fome um pouco por dia...
Cresci junto à raiz da mandioca,
no floreio do feijão,
na colheita da macaxeira
no fermento de cada pão.
Resisto no chão ressecado,
no alento,
perdido na rua...
Mas não deixo de acreditar
que a vida é flor de cacto
trazendo beleza ao sertão,
contrariando a seca,
transmutando-se em esperança
e enfeitando o coração.
Valnia Véras
Doces Momentos
Os dias passam…
Me arrasto desta fome
Em busca do desejo
Desta partilha
Os dias passam…
Mas a saudade aumenta
Neste coração
Que só deseja amar
Os dias passam…
E vamos à beira
Do encontro caloroso
De amor e desejo
Os dias passam…
E nós nesta busca
Nos entrelaçamos
Para o rito final do desejo de amor!
Assim -
Tenho sede de amor
tenho fome de ti
em meu corpo de dor
os teus olhos vesti.
E vesti amargura
plantei-a em mim
esperar-te é loucura
nesta fome sem fim.
E vesti o vazio
como a noite que chega
vou morrendo de frio
esteja eu onde esteja.
No meu corpo de dor
na verdade senti
tanta sede de amor
tanta fome de ti.
Eco de Mim -
Tenho fome de palavras e olhares
nestas horas de tanta ansiedade
em que se escutam horizontes e pesares
gritando no silencio da saudade!
Tenho fome de sentir o teu amor
como as fontes pelos campos a jorrar
e já não sei como arrancar de mim a dor
que nasce por quem só te quer amar!
A fome quando vem
Não costuma vir sozinha
Quanto mais fome se tem
Menos se quer companhia.
Trecho do poema Comilão, de Juliano Girotto.
