Poema com Soneto sobre o meio Ambiente
Amor
Assim se passaram anos
E ainda me encontro completamente apaixonada por você
No meio de um campo de dentes de Leão
Desejando ter você ao meu lado
Assim como todos os dias nunca parei de pensar/desejar
O quanto você me faz feliz
Pq em meio a tantas coisas ruins
Você foi a melhor coisa que já aconteceu pra mim
Desejo que isso dure até o fim
Te Amarei de sol a sol
O quanto o teu sorriso ganha meu dia
O quanto o teu bom dia me faz sorrir
O quanto diversas vezes você me tirou do caos
Você é realmente meu maior amor
Sempre irei lhe acompanhar
Sempre vou lhe admirar
Lhe darei forças sempre pensar jogar tudo fora
Destino ( Aurio Rodrigues )
Fui gerado por uma guerreira
Em meio a batalha de quem é o mais forte
Minha força de vontade desconhece a fronteira.
Que não cruza o destino, mas cruza a sorte.
Vim da poeira, do incômodo e da fome.
Como se estivesse predestinado a fracassar
Podia ouvir chamar-me, mas um pobre não tem nome.
Até que venha a um dia o conquistar.
As noites serão escuras, o calor dos acostumados
Deves ser grato ao ser aquecido por um lar.
Porque nem todos têm a fartura.
De serem constantemente agasalhados
Por isso desejam humildemente a quentura
Vinda de onde estás a morar.
Seja grato pelo pouco, mas não contente.
A vida colocou meia dúzia de conquistas.
O destino é o mesmo, o percurso é diferente
E a única estrada a segui-la está escrito “ Não desistas”.
Lute enquanto há forças!
Se estiverdes fraco, lembre que não estás sozinho.
Levanta-te e corra, toma desta coragem beba as nossas.
E percorra connosco esta estrada sozinho.
E verás lá no fundo ao que chamamos de vitória.
Uma árvore com frutos farta de frutificar.
Esta árvore representa a tua humilde glória
Por nunca desistir de acreditar.
Verdade ao meio
Ele me disse que o cérebro tem que ser um rapaz esperto,
assim como um gato doméstico, que cala pra sobreviver, sem o vício de romper os hábitos da casa!
Mas eu sou o ouvido esquerdo e o direito , e tenho direito a duas opiniões, que por razões próprias, tem propriedade viciada em duas meias verdades : uma delas é a certa, e a outra só imagino!
Vera Mascarenhas
ESCRITA ABSOLUTA
Em meio a Tempestade,
Lanço palavras de calmaria,
Escrevo com esperança,
Com intrepidez, sem covardia,
Escrevo a dor e a tristeza,
Escrevo alívio e alegria,
Transformo tragédia em comédia,
Sorrindo não importa se doía,
Não tenho dom nenhum,
Mas habilito-me aqui,
Se escrevo na solidão,
Livros extensos já conclui,
Falei de tudo e nada,
O dia nublado eu colori,
Enquanto eu me curava,
Cada detalhe escrevi,
Minha imperfeição registrada,
Na escrita absoluta,
Livre de qualquer obstáculo,
Enfeitada de forma culta,
Tolices e genialidades,
Dessa menina astuta,
Moldadas a versos e rimas,
Onde grito e ninguém escuta
Sim, estou chegando a meio século.
Uma vida inteira tentando ser a minha melhor versão, mas nem sempre eu consigo esse mérito.
Tenho crédito de pelo menos tentar! Acertar nem sempre é sorte, mas persistência e vou insistir em mim, até o final.
Nildinha Freitas
Se te falta o riso...
Ensaia um sorriso para alegrar o teu coração
Se falta flores no meio dos espinhos...
Planta ás boas sementes e faz a tua alma florir como um jardim
Contudo...
Segue sempre adiante e deixa de olhar o que ficou para trás
E assim o teu amanhã será caminhar entre as flores que tu mesmo plantastes.
Ivânia D.Farias
Eu tenho um desejo
É um pouco estranho
e me faz parecer diferente
ou meio que “pra frente”
Como se eu fosse exigente
ou enganasse minha própria mente.
Meu desejo!
Ah, esse é meu desejo!
Que faz minha mente duvidar,
faz meu coração esperar
e o meu Eu se fantasiar.
Mas juro que solenemente
serei mais paciente
e deixarei de ser tão exigente,
o esperando ansiosamente
Oh! Meu querido
e tão esperado amor.
"A boa redação jurídica é o meio para que se alcance maior eficácia nos atos, nomeadamente quando não seja uma questão de mera retórica - convencer o outro -, mas de construção normativa."
(Gladston Mamede e Eduarda Cotta Mamede. "Manual de Redação de Contratos Sociais, Estatutos e Acordos de Sócios". Editora Atlas)
A saudade que sentimos no luto trás a tona várias outras ausências, que estavam disfarçadas em meio a dias aparentemente normais.
Edelzia Oliveira
Eu me jogaria em cada onda de sua maré alta, porque eu amo a sua profundidade.
Dançaria em meio a sua tempestade, porque amo sua intensidade.
Percorreria cada imperfeição sua, porque para mim elas são perfeitas.
E eu faria tudo, sem sequer esperar algo em troca.
Pensamentos escritos em uma das melhores fases da minha vida. O ano era 28/05/1995
Meu amor é meio incerto
Por onde passa o grande deserto
Procurando enfim a paz
É como o pântano, a rosa maldita
Que sobre a pétala que palpita
Queima uma grande paixão
Quando penso demais em você
Sinto uma pontada de felicidade
É um problema que não aguento
Não conseguindo me controlar
Toda vez meu problema aumenta
A cada hora que não consigo dizer...
Querendo morrer, sentindo você
Em meus braços e chorar em delírios de amor...
Renê Augusto
28/05/1995
Anistia
Jogados pela lembrança do terror
Cheirando à diesel em meio a noite escura
No frio neblina fumaça branca em veraneio
Não sou a sua morte, nem serei sua vida
Somos o que repetidamente fazemos
Se dez batalhões viessem à minha rua
E vinte mil soldados batessem à minha porta à sua procura
Eu não diria nada
Eu sou o não atrás do poste
Aquele que vê e se faz fazendo
Suspiro coração ardente
Saliva preparada em ponto de guerra
Teu corpo branco já pegando pelo
Me lembro o tempo em que você era pequeno
Não pretendo me aproveitar
E de qualquer forma quem volta sozinho pra casa sou eu
Eu sou a Pátria que lhe esqueceu
O carrasco que lhe torturou
General que lhe arrancou os olhos
O sangue inocente de todos os desaparecidos
O choque elétrico e os gritos
O terror continua aberto
Apenas mudou de cheiro e de uniforme
Está estacionado por cima da calçada
Comem lixo e deixam latrinas deitadas
Bocas de lobo abertas e quentes
Calor de um motor frio
Ausente de si mas em qualquer esquina
Preso em vergalhões gravetos
Surrado em meio ao muito cheio
Pela janela olhares assustados
Calor do rosto entre a fresta
Tropeçar de botas cano longo
Batidas de botas e cacetete
Eu sou a sua morte
O sangue inocente de todos os inocentes
Qual o seu propósito?
Faz de propósito agredir sua saúde mental?
Faz de propósito poluir o meio ambiente?
Morrerás de propósito? Por algum propósito?
Vives por qual propósito?
ANIVERSÁRIO
É mais um ano de vida, ou é menos um ano de vida?
O copo de água está meio vazio ou meio cheio?
Com a vida, eu ignoro a questão e vivo o hoje...
Com o copo, eu bebo a água...
Melhor assim, nada de questionar o inquestionável
TARDES
Bem no meio do cotidiano
Quase sucumbido por números
E temores
A tarde sorriu pra mim
O horizonte estava lá
Uma tarde de sol despedindo-se
Ainda olhou uma vez
Sorriu outra
Um alaranjado tão forte
Que confundiu a vermelhidão
Das tardes cotidianas
...e agora... busco
o sorriso das tardes.
Reza
Eu acordei de um sonho
Meio doido, meio louco
Eu era pai do meu pai
Filho de várias mães
Eu li num livro
Que não ia chover
Mas choveu
Que ia queimar
Mas não queimou
Então rezei, eu rezei
O pulo do gato
Era ter sete vidas
Já gastei seis
Então rezei, eu rezei
Quando acordei
Eu não vi mais nada
Estava cego como Édipo
Então pelo mundo vaguei
Pelo mundo vaguei...
Medo do fim
Um caminho.
Um caminhante.
Uma via reta.
Uma estrada deserta.
Um começo... um meio... um fim.
O que tem a vida reservado pra mim?
Nascer e morrer... um ponto.
No meio... milhões de encontros.
Curvas sinuosas... labirínticas... tortuosas...
Precipícios sem fim...
Um medo que se aloja em mim.
Quem sou, quem fui, quem serei
Fui primeiro, fui últi mo, fui produto do meio.
Continuo na fila, não sei que posição larguei.
Escroto, medonho, covarde.
O sonho, o anseio, vibra, dói, arde.
Hoje é cedo, ontem escreveu, amanhã pode ser ou não ser tarde.
Fui preconceito, também tratado desse jeito.
Menosprezei, desfiz, fui menosprezado, quebrado nariz.
Malandro, relapso, vagabundo.
Também um sentimento de pai, profundo.
Insensato, inseguro, agredi meu caráter.
Paguei caro, um jogo milionário.
Achei que poderia fazer, organizar, da familia fazer diferença.
Não sabia, da estripulia, a história, geração e memória, um preço pagaria.
Fui crime, fui fraqueza, fui a natureza ordinária.
Talvez não conhecia desse tribunal, impiedosa avareza, que se vale da fraqueza, profundamente, esmaga a gente na medida binária.
Fui torto, fui direito.
Olhei pra trás, pra frente, mundo Brasil perfeito.
Eu cordeiro manco, manchado, jamais aceitado, por este mundo de efeito.
Enfim, assim, se a colheita está plantada em mim.
Amigo, este mundo perfeito, sacie e boa sorte, vida sim.
Hoje, do começo, meio e fim.
43 anos morrendo.
A esperança nascendo.
Tanta ambição.
Frustração.
Não vou ser ingrato.
Um dia, também e exaltação.
Amanhã não sei.
Ontem um livro que não desvendei.
Hoje o contentamento, uma no grau, uma bolacha água e sal, nada mais sei.
Giovane Silva Santos
#MALANDRAMENTE
Não vacila...
Nem tenta a sorte...
Quem é do meio sabe como é...
Coração de malandro...
Bate na sola do pé...
Toda minha caminhada...
Nesse imenso mundo cão...
Com malandragem de sobra...
E liberdade para conquistar...
Caio fácil não...
E quando caio...
Logo me ponho a levantar...
Malandro que é malandro...
Sabe bem como viver...
Vou continuar assim em meu caminho...
Pelas noites de luar...
Malandro sabe onde ir...
Quando deve sair e a hora de entrar...
Sabe quando deve ficar mudo...
Sabe quando deve falar...
Já dizia o poeta...
"O mundo é dos espertos"
Malandro bom envelhece...
Pedindo força ao universo...
Não vê a morte tão cedo chegar...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
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