Poema água
A Arte de Contornar
A pedra conhece apenas o lugar onde está.
A água conhece todos os caminhos por onde pode passar.
A pedra conhece a firmeza.
A água conhece o destino.
Uma guarda o mesmo chão.
A outra aprende todos os contornos.
A pedra acredita que deter é vencer.
A água sorri.
Ela sabe que nenhum obstáculo resiste a quem nunca deixou de seguir.
Eu fecho os olhos e estou andando, sabe? É um lugar escuro, frio, e no chão há muita água.
E sabe que eu, quando suspiro, escuto o eco do meu vazio, e é DE UMA IMENSIDÃO TÃO EXTENSA que chega a ser reconfortante estar em um lugar onde o vazio parece ser menor que o meu. Fecho os olhos e percebo que os meus pensamentos me consomem, que sentimentos me levam a caminhar cada vez mais por um caminho escuro, ao invés de procurar um apagador e acender a luz.
Estou sentada à mesa, cercada por um mar de papéis — folhas pálidas que se acumulam diante de mim como fragmentos de pensamentos mortos. Afundo-me entre papéis espalhados, como se cada folha guardasse um pedaço esquecido de mim. A madeira permanece em silêncio, testemunhando o caos que lentamente me engole. Me sinto completamente soterrada por papéis que parecem lápides de pensamentos que nunca encontraram descanso.
AVISO⚠️
não tire nada do lugar
estamos falando da minha mente, ok?
sei onde cada coisa está.
O ciclo
A água que escorre pela ladeira não retorna à mesma rua.
Ela cumpre seu curso.
E apenas em outro ciclo, se ousar, volta a cair no mesmo lugar.
Fazer tempestade
em um copo d’água?!
Não é para mim.
Quando é hora de ser furacão,
eu me torno um Tsunami
servido numa simples xícara de café...
Tempestade em copo d’água?
Dispenso essas fraquezas domésticas.
Quando o mundo exige minha fúria,
não borbulho, transbordo.
Viro um Tsunami aceso,
espremido numa xícara de café
que mal contém o terremoto
que me atravessa...
Tempestade em copo d’água
nunca coube em mim.
Quando o destino pede vento forte,
me ergo inteira,
e o que deveria ser só furacão...
vira Tsunami silencioso,
agitanto a superfície mansa
de uma xícara de café
que me acolhe e detêm
como pode...
Não sei fazer tempestade,
com chuvas, raios,
relâmpagos, trovões,
trovoadas, ventos e etc...
uma única Onda
é o que sou capaz de fazer.
Afinal,
aprendi a ser Tsunami
com as tempestades.
✍©️@MiriamDaCosta
Assim como a aquarela confia na força transformadora da água,
eu confio na natureza fluida do tempo
e aceito trabalhar minha evolução com ele,
e não contra ele.
✍©️@MiriamDaCosta
Como uma filha d’água,
entro na floresta da alma
noturna e mágica,
e desapareço de mim mesma.
Mergulho no rio das veias,
misterioso e sanguíneo,
e me inundo por dentro.
Entre a lua escura do mundo
e o meu olhar iluminado de versos,
nasce, serena e abundante,
a cheia do ventre poético
que eu procurava.
✍©️@MiriamDaCosta
22/03 — dia da Água
Dentro do símbolo H₂O
existe a vida
e em seu silêncio transparente
habita o princípio de tudo.
Água que corre
que molda
que insiste
que, mesmo sem forma,
desenha o mundo.
Na fórmula H₂O
existe a vida
latejando invisível
em cada célula
correndo nas veias da terra
e nas nossas,
sem pedir licença.
Água,
o milagre que não grita
mas sustenta tudo.
✍©️ @MiriamDaCosta
Assim como a aquarela
confia à água
o destino das cores,
eu confio ao tempo
o desdobrar do que sou.
Porque há uma sabedoria silenciosa
no que escorre,
no que amadurece sem pressa,
no que se transforma
sem anunciar o instante
exato da mudança.
E assim caminho,
não em disputa com os dias,
mas em suave
convivência com eles.
Trabalhando minha evolução
como quem pinta devagar
sobre o papel da existência,
deixando que o tempo,
com sua natureza fluida,
também participe da obra
que sou...
✍@MiriamDaCosta
Do que somos feitos?
Somos feitos de instantes que se dissolvem,
no ar... na água... na terra.
Chegadas: presenças que já começam a partir,
no instante exato que chegam nasce o momento de embora ir...
Vamos deixando pegadas frágeis no pó do agora...
Vem o vento e suavemente as apaga, e sem pedir licença...
Mas todos sabemos: ficar nunca foi promessa...
A promessa? Todo o que chega tem marcada a hora de ir embora.
A TEMPESTADE QUE EU CRIO
A água, quando encontra um obstáculo,
não perde tempo discutindo quem pode mais, quem é mais resistente, quem vence a batalha.
Ela para um pouco,
analisa o cenário
e toma uma decisão:
busca um atalho e segue sua vida, sem gastar energia com o que pode ser resolvido usando a sabedoria.
Na trajetória da vida,
quando tudo está muito calmo,
a alma tranquila, o céu mais iluminado, o aroma da natureza contagiando o ambiente, os negócios, o trabalho, a família... tudo em perfeita sintonia, um verdadeiro concerto,
abruptamente emergem situações querendo roubar a nossa paz, tirar-nos do chão, nos arrastar para o abismo, penhasco.
Se nessa hora me desorganizo, danifico meus alicerces, minhas estruturas
querendo resolver ao meu modo e às pressas, posso me afogar na tempestade que eu mesmo estou criando.
Como a água, preciso parar.
Respirar.
Contornar.
E seguir em paz
Porque uma coisa é certa: nem a alegria é constante, nem o caos é para toda vida.
A Fonte e a Origem
No banho, a água murmura
um segredo que a terra guardou.
É a chuva de tempos antigos
na pele que o céu desenhou.
Os cabelos descem sem pressa,
como rios de pouca vazão,
guardando o mistério da origem,
da força da primeira criação.
Ela sabe o caminho das flores,
o momento em que a noite se faz;
traz nos fios a sombra da mata
e no peito um bocado de paz.
Não é de brilho que se mostra,
é encanto que não se mede:
a mulher que conversa com o tempo
e que a água respeita quando pede.
G A N G O R R A
Quando tudo na sua vida estiver muito calmo, água tranquila, barulho apenas do cantar dos pássaros ou do vento a tocar nas folhas das árvores, não se acomode. A "paz" aqui não é duradoura.
De uma hora para outra tudo muda. Um turbilhão de situações desagradáveis nos cerca, leva-nos para regiões abissais.
É nessa hora, embora com dificuldade, que precisamos compreender o verdadeiro balanço da vida, a gangorra na qual vivemos.
Uma hora no alto, com o vento a favor.
Outra hora embaixo, aprendendo a respirar fundo e a encontrar força onde parecia não haver.
Nem a calmaria é eterna, nem o caos é o fim.
Tudo é movimento. E é esse movimento que nos mantém vivos.
uma garrafinha de água
o fogo na floresta apaga
e salva o bicho preguiça
da morte pela queimada
que a ponta de uma brasa
de cigarro que foi jogada
pela janela do seu carro
naquela beira de estrada
não coloque fogo na mata
existe vida nas matas
evite causar queimadas
não lance fora a brasa
e o equilíbrio de tudo
na sua vida sagrada
simplesmente depende
que a vida seja preservada
então ao invés de fogo
leve sempre um pouco de água
e quando fizer parada
dêixe lá para a bicharada
Insaciável,
olha a fera!
O teu cupido
lhe fertou;
Foi preciso
um copo d'água doce,
deve ser nostalgia
ou ouro de tolo,
a minha vez
com menos por quês
mantendo-se sóbrio
mas se teu coração dilata
tenho gigantesca certeza:
Tô morto
de novo!
SOBRE: JOANA D'ÁGUA ARC - DE HEREGE À SANTA.
#HojeNaHistória Em um dia como hoje, em 1920, a Igreja Católica canonizava Joana d'Arc, transformando-a oficialmente em santa e padroeira da França. A cerimônia, conduzida pelo Papa Bento XV, aconteceu quase 500 anos após sua morte trágica na fogueira, em 1431, acusada de heresia e bruxaria. A jovem camponesa, que dizia ouvir vozes divinas, liderou tropas francesas durante a Guerra dos Cem Anos contra a Inglaterra, tornando-se um símbolo de coragem, fé e resistência nacional.
Joana nasceu em 1412, no vilarejo de Domrémy, e começou a se destacar aos 17 anos, quando convenceu o delfim Carlos VII a deixá-la comandar o exército francês. Sua liderança foi decisiva na vitória da França em diversas batalhas, incluindo o cerco de Orléans. Mesmo capturada, julgada injustamente e executada aos 19 anos, seu legado resistiu aos séculos. Em 1456, a Igreja reverteu sua condenação e, séculos depois, reconheceu sua santidade. Hoje, Joana d'Arc é símbolo de fé inabalável e heroísmo.
#JoanaDArc #HistóriaDaFrança #santoscatólicos
Cristãos e cultura são como água e óleo, mas, infelizmente a terra é só uma, então; respeitem cada um seus codons e morais.
Tome nota !
O Fluxo do Destino
Sou água de rio em direção ao mar, não faço retorno,
não sei recuar.
O leito que sigo é o que o tempo desenha,
não há correnteza que me detenha.
Eu sigo em frente, constante e valente, trilhando o destino que me faz semente.
Não carrego a mágoa,
nem peso, nem dor, de quem escolheu me negar seu amor.
Se o livre arbítrio do outro partiu, a água aceitou o que o vento pediu,
assim eu abençôo a partida, desato esse nó, pois rio que para vira lagoa e só.
Mas trago comigo, na linha do peito, o livre arbítrio que herdei por direito, e levo à risca a lição que aprendi.
Não caibo em migalhas, nunca me perdi, não me diminuo, não dobro o meu ser, no mundo de quem não me soube acolher.
Deságuo na vida,
inteira e sem fim,
o mar é o limite que pulsa em mim!
Soberania das Águas
Sou água de rio em direção ao mar, não conheço o retorno, recuso o parar.
Abro o meu leito na rocha e na mente, não faço curva que me jogue para trás,
eu sigo em frente, trilho o meu destino com força imperiosa.
Minha jornada é livre, exata e grandiosa, não carrego a mágoa, esse peso infundado, de quem usou o livre arbítrio e me deixou no passado.
Quem não me quis,
exerceu sua escolha e partiu, mas a minha correnteza não recuou, apenas fluiu.
Não há espaço para o rancor onde transborda o poder,
eu abençoo o adeus de quem não soube me reter,
mas levo à risca, como lei absoluta e sagrada,O
o meu livre arbítrio na terra moldada.
Não me diminuo, não me curvo, não dobro o meu ser, para caber no mundo de quem tem medo de crescer.
Se o espaço é pequeno,
eu sigo o meu curso profundo, não nasci para ser moldura do mundo de ninguém.
Deságuo imenso, dono do meu próprio fim,
pois o mar é o único limite que habita em mim!
Ele é o Pão da Vida – satisfaz a fome que ninguém vê. (João 6:35)
Ele é a Água Viva – sacia a sede mais profunda do coração. (João 4:14)
Ele é o Bom Pastor – guia, guarda e não abandona.
(João 10:11)
Ele é a Porta – abre caminhos onde o homem diz que não há saída. (João 10:9)
Ele é a Luz – ilumina até o vale mais escuro. (João 8:12)
JESUS é suficiente!
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