Poema água
"Cobram de nós a água da rocha, esquecendo-se de que a nós cabe o esforço, e a Deus, o milagre."
#bomdia
O ferro se deteriora pelo desuso, a água perde sua qualidade quando deixa de circular e a mente se enfraquece quando renuncia ao exercício da reflexão. O mesmo princípio alcança o Direito: aquilo que permanece absolutamente imóvel diante de uma realidade em transformação tende, com o tempo, à obsolescência.
Normas, instituições e interpretações não preservam sua legitimidade apenas pela permanência, mas pela capacidade de responder às novas configurações sociais sem romper com os princípios que lhes conferem fundamento. A estabilidade jurídica, portanto, não se confunde com imobilidade. Uma ordem jurídica verdadeiramente sólida é aquela capaz de evoluir sem perder sua identidade, adaptar-se sem abandonar seus valores e transformar-se sem comprometer a segurança que deve oferecer.
No Direito, conservar não significa impedir a mudança; significa saber quais princípios devem permanecer enquanto a realidade ao redor deles se transforma.
Regularmente
(Mauro 1Evaristo)
Regularmente beba água,
Ofereça a quem você ama,
Na existência de mágoas
Se dá bem quem não reclama.
Se houver razão para lamentar
O melhor a fazer é declamar
Um poema, um mantra, uma oração
Dê a mente outro foco outra atenção.
Lembre dos bons que fazem o bem
Há mais que o fazem também
E nem tudo é para prejudicar você
As vezes algo triste que não convém
É apenas o que lhe permite entender
Tudo dá certo a quem sabe agradecer.
feradapoesia.blogspot.com
O povo do rio da água
que corre no plano está
mais vivo do que nunca,
A ancestralidade tapajó
profunda, plena e tremenda,
continua a sua intensa
caminhada de reafirmação
de inabalável pertença,
que querem dissolver
por leviana sentença.
Eles fazem parte
da primícia da Nação,
Aqui eles estão,
senhores são —
e sempre serão da foz
e da confluência do Rio,
em união com os povos
que dividem o destino.
Os rios Juruena, Teles Pires,
Curucu, Cabitutu, das Tropas,
Crepori, Jamanxim, Parauari,
e o Arapiuns —
Confirmam no curso
que a história é plena;
E está para nascer
quem queira se atrever
de dizer que só era lenda.
No Rio São Francisco
pode ser encontrada
a Cachorrinha d'água,
que tem o pelo branco
e uma estrela dourada
na testa destacada,
Muita gente de vez
em quando nada no rio,
sem querer esbarra,
Não te preocupe,
ela não faz mal, não morde,
é apenas bem levada.
Florescem em julho,
altivas, as paineiras.
Ali estão as corredeiras,
as quedas-d'água,
e o destino sorrindo
através do seu sorriso.
Com o meu coração
nas tuas mãos macias,
tal qual um peixe
quando encontra
o lugar certo e para:
algo forte prepara,
percebe o rastro
e o coração dispara.
Nos lábios, a canção
antiga que foi cantada
por vários artistas.
Tenho dado as pistas
para mostrar que
a bola está com você,
e certa estou, sentindo
que o coração todos
os dias está se abrindo.
Para que as tuas ações
encontrem e inaugurem
a direção das emoções,
para o amor não se perder,
não vamos jamais arrefecer,
faremos o dobro por merecer.
Masers de água interestelar
para lavar e nos purificar
sob medida para pôr o que
é de amor no seu lugar.
[Nada irá nos parar.]
Um Provérbio para você reflexionar.
"Quem bebe água das mãos dos outros viverá sempre com sede."
—By Coelhinha
Não há conforto no vazio.
Nada se pode esperar do nada.
Um poço sem fundo não dá água;
um buraco raso não mata a sede.
Jiaolong e a Virtude da Água
A água no lago:
— Em mim, não é fraqueza; é autocontenção.
A água no rio:
— Em mim, é a paciência de quem, ao buscar a si mesmo, alcança.
A água no mar:
— Em mim, é saber que posso, e escolher quando.
A água no oceano:
— Em mim, força sem consciência torna-se ruína; consciente da minha força, transformo-me.
É isso.
Planta sem água morre.
Fruta sem cuidado apodrece antes de amadurecer.
Sentimento sem atenção esfria.
Não existe amor que sobreviva no automático, amizade que se sustente sem conversa, nem família que fique de pé sem presença.
Tudo que é vivo precisa ser regado. Todo dia um pouco.
Um bom dia, um "como você tá?", um tempo junto sem celular. É a água.
O que você não rega, você perde.
João 4:14
Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna.
“Quando a presença de Jesus enche o coração, alma deixa de sobreviver de gotas e começa a transbordar rios da graça.”
Queria voar. Voar pra longe. Mas é estranho, porque na gaiola que estou tem comida, água e ninho. Tudo o que faria de um passarinho feliz.
mas tem um tipo de solidão
que não nasce do longe,
mas do perto que esquece.
ela mora no ninho,
entre penas, palha e promessa,
e se alimenta do silêncio
quando o cuidado falha em pousar.
eu pio,
pio,
pio
com o bico cansado de chamar
um calor que já foi casa,
mas agora é só teto.
a mãe passarinha ainda vem.
traz no bico a minhoca,
traz no gesto o roteiro,
mas não vê o frio
que me enruga a asa por dentro.
e é estranho,
porque estou aqui,
em meio ao que devia ser abrigo,
mas tudo parece escorrer
pelas frestas do gesto,
pelas palavras ditas sem ver,
pelas ausências disfarçadas de rotina.
sou ave pequena,
com as penas molhadas de espera,
e o peito batendo contra o invisível
de um amor que não me vê chorar.
não há por quem pedir socorro
quando o outro se faz presente
só por fora.
por dentro,
fica o eco,
e ele me responde sempre com o vazio.
e eu sigo,
piando,
piando,
piando
na esperança de que um dia
alguém volte a escutar
essa dor que canta
dentro do ninho.
dentro de mim.
A vida é como se estivéssemos numa tempestade, sopra o vento, corre a água e leva todos os acúmulos por ela nos dado!
A diferença é só uma.
Se passar por todas essas intempéries e não absorvermos nada…
Viver terá sido apenas choro, reclamação ,arrependimento e lamentação.
Um dia você aprende que o vinho mais caro do mundo não vale nada quando a sua sede é de água.
E entende que a vida não é sobre ter o que impressiona os outros, mas sobre reconhecer aquilo que realmente faz bem à sua alma.
Porque, no fim, luxo não mata qualquer sede, riqueza não compra qualquer paz e aparência não substitui aquilo que é essencial.
Aprenda a dar valor ao que você precisa, não apenas ao que os outros admiram.
As Margens do Silêncio
Sento às margens do rio para refletir. A água tranquila funciona como um espelho e devolve a minha própria imagem – nítida, brilhante, revelando instintos expostos, emoções desordenadas. Sei que o tempo guarda todas as respostas, mas, mesmo entendendo o cenário ao meu redor, não consigo ouvi-las. O que escuto é apenas o silêncio, um silêncio que se acomoda ao meu lado como uma companhia serena, quase amigável.
É então que, como um filme silencioso, vejo teu semblante surgir na memória. Há tristeza, amargura, cansaço. Há um peso que não consigo explicar. Um nó, sobe pela minha garganta, apertando como se mãos invisíveis tentassem impedir que qualquer palavra escapasse. As lágrimas contidas, pedem libertação. E como finalmente permito que venham, elas deslizam pelo meu rosto e molham minha pele, levando consigo um pouco do que me sufoca. O sorriso que sempre esteve estampado em mim, desaparece – some sem aviso, como truque de ilusionista.
Sinto o frescor da manhã tocando meu rosto, como se fossem mãos suaves acariciando minha pele. A natureza ao redor transforma o espaço em um refúgio, um pequeno abrigo onde posso descansar meu corpo e aliviar a mente. Meus pés tocam de leve a água e, ao mínimo movimento, círculos se formam, desenhando imagens que lembram mandalas – figuras quase sagradas, que parecem guardar em si algo de cura.
Encontro ali um momento raro de paz, entre o vento que passa devagar e a correnteza da água. Não consigo explicar o que sinto, pois, naquele momento não preciso mostrar minha fortaleza. Continuo a observar a água, ouvindo o silêncio e pouco a pouco o mundo dentro de mim se reorganiza.
D'água
Na praia eu observo a dança e a gentileza do oceano,que sempiterno traz suas ondas para a areia a fim de exibir seu manto de espuma.
...E sempre retorna para encontrá-la
em uma coreografia nas areias."
Jorge B Silva
"...não porque eu tenha água, mas porque, também eu, sei o que
é sede; e também eu, não me perdi, experimentei a perdição."
Clarice Lispector
Trecho da Crônica "Mineirinho"
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