A TEMPESTADE QUE EU CRIO A água, quando... Eraldo Cunha
A TEMPESTADE QUE EU CRIO
A água, quando encontra um obstáculo,
não perde tempo discutindo quem pode mais, quem é mais resistente, quem vence a batalha.
Ela para um pouco,
analisa o cenário
e toma uma decisão:
busca um atalho e segue sua vida, sem gastar energia com o que pode ser resolvido usando a sabedoria.
Na trajetória da vida,
quando tudo está muito calmo,
a alma tranquila, o céu mais iluminado, o aroma da natureza contagiando o ambiente, os negócios, o trabalho, a família... tudo em perfeita sintonia, um verdadeiro concerto,
abruptamente emergem situações querendo roubar a nossa paz, tirar-nos do chão, nos arrastar para o abismo, penhasco.
Se nessa hora me desorganizo, danifico meus alicerces, minhas estruturas
querendo resolver ao meu modo e às pressas, posso me afogar na tempestade que eu mesmo estou criando.
Como a água, preciso parar.
Respirar.
Contornar.
E seguir em paz
Porque uma coisa é certa: nem a alegria é constante, nem o caos é para toda vida.
