Poema água

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O dinheiro ama água.
Se quiser ter, tem que fazer fluir.
Resolver, adaptar-se, arriscar e evoluir.

Eu já vi rio secar da noite pro dia
Já vi corrente mudar de direção
Aprendi cedo com a água barrenta
Que quem endurece perde o chão

Eu não brigo com o vento que passa
Nem bato de frente com temporal
Tem hora que o silêncio é o caminho
E esperar também é sinal

Eu vou seguindo conforme a maré
Sem me perder do que sou por inteiro
Porque nesse mundo de pedra e vaidade
Quem força demais chega por derradeiro

Crocodilo que não abana o rabo
Morre afogado no fundo do rio
Eu aprendi a seguir com a água
Sem me perder do caminho

Eu fico quieto, mas vejo de longe
Eu sou do brejo, do tempo e da espera
Meu rumo é o rio quem vem ensinar
Sabedoria é saber esperar...

Crocodilo que não abana o rabo
Morre afogado no fundo do rio
Eu aprendi a seguir com a água
Sem me perder do meu caminho

Crocodilo que não abana o rabo
Morre afogado, pode acreditar
Quem quer viver muito tempo nessa vida
Tem que aprender a esperar...

Sandro Paschoal Nogueira

Tem pessoas que funciona como terra seca, suga toda a água, guarda para si e não deixa nada transbordar. Vivem acreditando que o mundo precisa caber em uma caixa pequena, onde só o nome delas tem permissão para brilhar.
É gente que planta cercas antes de plantar sementes, com medo de que alguém encoste no jardim. Mas quem vive assim, commesse egoísmo de tudo, esquece que até a flor mais bonita morre se o ar não circular.
O egoísmo é uma raiz que cresce para dentro e acaba sufocando o próprio peito. É a tentativa solitária de ser floresta em um palmo de chão. Só que nada que cresce desse jeito, apertado e egoísta, traz paz de verdade para o coração. Eu me sinto diferente. Meu jeito é semente que não tem medo de rachar a terra para se misturar com o que é de fora. Porque quem se isola é terra doente, vivo mesmo é quem se permite brotar no outro.


DeBrunoParaCarla

água que transborda,fogo que nunca apaga e ar que falta quando você vem.
Mas o pior não é nenhum desses…
é o que vive entre eles, escondido, observando, esperando.Um inimigo que não tem nome, porque sempre foi parte de mim.


DeBrunoParaCarla

Seu carro aqueceu quando faltou água…
e eu aqueço do mesmo jeito toda vez que penso em você.


DeBrunoParaCarla

Macarronada


É domingo, na panela água quente
cheiro de molho, fervente
Joga a massa, deixa cozinhar
Ao dente!
Tem afeto familiar. Tente!
Vai gostar.
Sente o paladar criando memória...
A vida contando história
E a macarronada a poetizar
A toda gente, bom paladar!


© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Domingo, julho/2026.

Enchente do Quintal


Em março chega a água, vem calma, na manha.
Em abril molha do tornozelo ao joelho, banhado de lama.
Em maio sobe ligeiro, cobre da cocha até o seio, quente desanda.
Em junho mergulha inteiro, submerso até o fio do cabelo, remadas e passeios.
Em julho corre depressa, peixes, pulos e banzeiros.
Em agosto some da noite pro dia, enchente seca sem despedida.
Rio vira grama, alma reclama, seis meses inteiros a esperar quem me banha.

" Já andei descalço em dunas ferventes,
senti o calor subir pelo corpo e precisei de água
já estendi as mãos a ingratos que não souberam dizer valeu
vi o mundo mudar, crianças crescerem
vi amores confundidos com amizades
e amizades maiores que amores
vi filhos deixarem suas casas
e suas mães chorando
já vi filhos chorando
a ausência de suas mães
e ai o mundo foi escola, lar
tribunal e verdade
já vi arrependimentos verterem em olhos cansados, vermelhos
e a dor acompanhar até o fim
vi mãos que nunca deram nem pediram perdão
já andei de sandálias novas e isso foi muito bom
conheci realidades, duras e belas sociedades
conheci o amor e a beleza da vida
conheci colo de mãe
e lá foi o melhor lugar do mundo...

"Toda água que o homem oferece é efêmera: sacia por instantes, mas devolve a sede. Todo pão que o homem reparte é finito: nutre o corpo, mas deixa a alma faminta.

Há, porém, uma condição existencial que transcende o contingente. Existe um Ser que não apenas dá água, mas é a própria Fonte. Não apenas reparte pão, mas é o próprio Pão.

João 6:35 revela: 'Eu sou o pão da vida. Aquele que vem a mim nunca terá fome; e quem crê em mim nunca terá sede.'

Esse Ser é Jesus. Nele coincidem o Caminho, a Verdade e a Vida. Não como conceitos abstratos, mas como realidade que preenche o vazio fundamental da existência humana."

Ficarei boquiaberta se me disseres que me amas com tanta facilidade, assim como bebes água;
Veja o meu olhar pasmo para com as suas palavras que faz pouco caso aos sentimentos...
Se encontre ou se busque para entender o significado do amar sincero!

"Viver é esculpir em rocha firme com trovão e água corrente."


projeto Trilho365

(autor: Vnove)


E certo estava o poeta:
Castelo de areia.
Um litro de água, um punhado de poeira.
Desenfreio insensato, cadência do ato.
Pó de Hypnos é paz, é fato.

Reflexão do lago,
O fim do cigarro, o último trago.
Momento qualquer, riso de criança,
Calor tropical, todo o afã.
A incessante insônia,
O advento da manhã.

A dor da chaga aperta o peito,
O corpo são, a veste pálida.
O estrondo do trovão, a persona gélida,
A solidão brindando à sua volta —
Das fotos, o responsável pela recolta.
O marasmo.

O silêncio que brota em meio à conversa,
O amarelo que envelhece a camisa, tinge o sorriso
E lhe ocupa as folhas do livro,
É o mesmo que te acorda por entre a cortina,
Que te chama do sonho de volta à rotina.

Se cessa e se inicia a noite, menina.
A leitura de Pessoa te pôs fios brancos no cabelo,
Raciocínio não é bom na juventude, espia.
Faz parte dela, sim, a sua estúpida alegria.

A dura vida doura as molduras dos olhos,
A longa melodia da surpresa no fim,
A duradoura ginga de você fugindo de mim.

A água é transparente,
mas faz sombra.
A verdade transparece
e ao pérfido assombra!

Verso inquieto, pensamento que voa,
Sou fogo que queima e água que entoa.
Não me prende a superfície,
não me doma a razão,
Geminiana, sou caos e canção.

Respostas

Sim
Sim
Sim
Carimbado.

Marca d’água
tingida de vermelho,
ratificando o advérbio de afirmação.

Contudo,
com a mudança de direção,
com ou sem verruga,
a resposta navega por outros mares.

Não,
jamais,
nunca.

Eita!!!!!
Chegam as piruetas.
Quem sabe?
Talvez!

Agora é Lei!
Placas se divertem
em frente ao cruzamento …

Valnia Véras

Ah o amor
As petalas em flor
A agua do mar
O brilho do luar
Ah o amor
O pomar dos jardins
O pulsar do coração
O sublime perdão
Ah o amor
O cantar dos passaros
O barulho da chuva
O por do sol
Ah o amor
O abraço apertado
O andar de mãos dadas
O andar entre as flores
Ah o amor
O beijo com sabor
O amar sem medo
Amor em segredo

A Água Morta


O barco rompe a corda desgastada,
Deixando o cais de espelho raso e frio,
Onde a maré mascara o seu vazio,
E a superfície brilha, imaculada.


Que importa a onda plácida e dourada,
Se não há poço, abismo ou desafio?
O mastro forte exige o mar bravio,
E foge à poça rasa e disfarçada.


É triste, sim, romper a corda gasta,
E ver o cais sumir no nevoeiro,
Sentindo o golpe seco que recorta;


Mas muito mais cruel, e que devasta,
É definhar no fútil estaleiro,
Ancoradouro raso de água morta.

MORRER É NORMAL
Uns morrem por armas, em chacinas;
outros em acidentes. uns morrem na água; outros, no fogo. Há quem morra por assumir um determinado cargo, e há quem morra por amor. Há quem poderá morrer por ter muita saúde e outros pela paz. Mas morrer é normal.

Chora o sertão


No sertão, a chuva forte despenca,
Cortinas de água dançam, se entrelaçam em pencas...
O céu azul, em contraste, se estende,
Nuvens pesadas silenciosas, como segredos que sussurram entre si e se entendem.
A terra sedenta, em êxtase, agradece,
cochichando promessas de vida e renovo...
As folhas vibram com cada gota que desce,
Um milagre sutil, um amor renasce completamente novo.
Os pássaros cantam, festejando a clemência...
Nos riachos fios de água dançantes refletem o brotar de nova alegria...
O chão, antes árido, agora em essência,
recebe a bênção que transforma a secura em terra fértil em florescência.
Da dor à esperança, o ciclo se completa...
Coração do sertão, pulsando em harmonia,
Na dança da chuva, a vida se propaga,
E em cada gota, a natureza se transformando na mais pura poesia.

A Água que Escolhi Dividir

Um dia me empurraram para o fundo de um poço.
Escuro. Frio. Silencioso.
Ali eu conheci a dor pelo nome,
a solidão pelo abraço,
e as lágrimas pelo sabor.

Quem me feriu foi embora,
acreditando que ali seria o meu fim.

Mas Deus desceu onde ninguém desceria.
Sentou-se ao meu lado no silêncio,
secou minhas lágrimas,
fortaleceu meus braços
e me ensinou a subir.

Cada pedra virou um degrau.
Cada cicatriz virou força.
Até que um dia eu alcancei a luz.

Lá de cima descobri algo precioso:
quem já conheceu a sede
aprende a encontrar água.

Passei a tirar água do poço
para matar a sede de quem chegava cansado,
ferido, sem esperança.

Então a vida me surpreendeu.

No caminho encontrei justamente quem havia me lançado naquele abismo.

Desta vez, porém, era ela quem estava fraca.
Era ela quem tinha sede.
Era ela quem estendia as mãos.

Eu poderia ter lembrado de tudo.
Poderia ter dito:
“Agora é a sua vez.”

Muitos esperavam isso de mim.

Mas havia algo maior dentro do meu coração.

Porque Deus nunca me deu água
para que eu escolhesse quem merece beber.

Ele me deu água
para que eu nunca esquecesse de onde Ele me tirou.

Então estendi minhas mãos.

Dividi a água que eu tinha.

Ajudei quem um dia me abandonou.

Não porque a dor não existiu.
Não porque esqueci as feridas.
Mas porque o amor de Deus foi maior do que elas.

O perdão não muda o passado.
Mas muda completamente quem escolhe perdoar.

No fim, compreendi que o maior milagre não foi sair do poço.

Foi não deixar que o poço permanecesse dentro de mim.