Podem Torturar meu Corpo
1.O que pode parecer para nós
Seguindo o fluido da imaginação,
Sermos arrebatados em pensamento
Por não ter força e vontade
De manifestar força contrária ;
2.Não manifestamos
Porque nos cativa, nos alimenta,
É sensação que corre nas veias
Dilata nossa pupila
Desintegra nosso sono na madrugada ;
3.Saturação normal não existe
Quando o corpo responde
Em energia potente, radiante e insubmissa
À atração por quem subtrai a paz
A nossa paz valiosa
Mais que vale menos ,
Muito menos que dias de guerra
Ao lado de quem confiamos nossas armas;
4.Encontrar a alma que nos desarma
Que ludibria nosso egoísmo
Que explode nosso individualismo
É a estrela- guia
Convocada em nossos dias ímpares
Quando estamos com nós mesmos
Jantando, a sós.
Quero encontra um lugar
onde o plano seja só ficar
Permanecer livre de tudo
me aproximar ao redor, se aproximar de mim
Quero ver o corpo d'água
que lava minha alma só de olhar
respirar ar puro que envenene meu sofrimento
"mate a minha tristeza ar"
Olhar a bonita paisagem, bela... natureza incrível!
Viajar com alguns passos
passar férias onde morando estiver meu corpo
Que a amplitude do céu não deixe espaço
meus pensamentos...
que estes já não estejam mais em mim
que em mim não more mais nada
que o nada cesse de existir e residir permanente,
porque busco o conforto, a segurança de não se importar
que o se importar o que for de mim agora.
Que esse tempo demore, mas demore não somente uma eternidade,
porque o eterno pode falhar de novo
Que essa vida seja a luz, para que não precise ser iluminada
Quero que essas escolhas sejam as certas, as excitantes a cada momento
do que for o tempo pós-eterno.
Que nada importe a cima ou abaixo do céu, no fundo ou em cima das águas.
Que estar na terra seja como se enterrar na areia
e descobrir que sou areia...
O agora é o que importa
A gente finge acreditar, fala que não vai se apaixonar
Viu, ninguém segura o que o coração já sentiu
O nosso toque se rendeu, meu corpo se encaixou no seu
O doce sabor da sua boca, a química bateu com força
A solidão de um ser, o faz refletir o suficiente, para ver os erros que talvez nunca veria e chegar a conclusões que talvez nunca chegaria. A Socialização faz bem para o corpo e a mente, já a solidão faz bem para a alma...
A criptografia do corpo
Será, seria capaz, como sopro no ar.
A matéria, 7 bilhões de DNA.
A volúpia da sinapse.
A ciclagem química.
O tráfego sanguíneo.
Fisiologia alterada.
Mistério da biologia, teria alcançada.
Conseguiu a ciência chegar ao ápice, ao topo.
Junto com a tecnologia, as infras, ultras câmeras invisíveis, atravessa osso.
A nudez do esqueleto vivo, tecidos, artérias, fibras e órgãos.
Qual o poder dos sentidos.
O grafeno quântico, quântico molecular, um super computador, as ondas, energia, sabedoria milenar.
Vejamos o olho do martelo, quem ao céu faz o elo, o céu criptografa o que o homem não pode imaginar.
Giovane Silva Santos
Desejo
Sua essência, sua companhia
Desejo sua palavra seu tom e andejo
Seu corpo sua vibração te desejo
Mas não inteiro,
Não quero seus demônios, nem seu desleixo,
nem seu balão,não quero sua repressão
Nem seu tungstênio, sua fixidez, não almejo.
O corpo e a mente somente cooperam quando estamos investidos de maturidade sem o fogo ardente da paixão, de contrário, somos apenas seres fadados de ternura.
Mulher, com sua beleza e seu corpo,você ganha qualquer homem mas com sua inteligência você ganhará o mundo...
Todo esse fluxo de vidas sofridas entra na sua mente e no seu corpo. Até os bons sentimentos. (...) Você tem que deixá-los também. (...) Eles não podem te controlar, se você quiser se libertar.
O hábito de alimentar-se mal arruína a saudabilidade e bem estar de todos os organismos vivos, ao passo que a sistematização da oferta variada e equilibrada de nutrientes em uma dieta os mantém ou os aprimora.
Só nosso prazer, tua pessoa, teu corpo e tuas madeixas (balançantes sobre minha cara) eu quis , fazendo-me cócegas no nariz, mais as vitórias que Poseidon (das profundezas) me impediu alcançasse, reprimiu-me pois não gosta de mim.
O coração dá testemunho de tudo aquilo que é sublime para o próximo, enquanto o corpo lhe retribui com atos de amor, renúncia, ousadia e trabalho.
Receba
Teu rosto revela raro ser
Resistente, reluzente, radiante
Como o baixo ruído de um rádio distante
Sem regra ou receio, deixei-me render.
Teu riso me rouba toda atenção
Rápido, remédio, irracional
Como sons ritmados de forma irreal
Sem relutar, deleito-me em seu refrão.
Teu corpo tem jeito de abrigo
Reflexivo, refúgio, resiliente
Como plantar e regar a semente
Sem rodeio ou recado, floresça comigo.
Faz de-ti teu corpo em poesia; Então o lerei perante as madrugadas.
Transformai em cada verso a tua magia assim revoarei em cada tragada.
Perante vós não espero prazeres, mas só em tua presença já me traz deleites.
Perante nós não espero elementos complexos, só a liberdade de sentimentos sinceros!
As palavras
só existem
por um momento
e logo caem
no esquecimento.
Talvez seja eterno
o sentimento,
que nasce no coração e,
além de aquecer
o corpo e alma,
pode se perpetuar
ao longo do tempo.
Ensaio sobre o tempo e o corpo: entre ocupar e preencher
O tema era as doenças da alma. O psicanalista declara: a alma se coloca no espaço do sintoma, que longe de ser um substantivo, é uma ação. É o corpo gritando o que nos planos mais sutis já é claro: onde está meu conteúdo interior?
A alma preenche o corpo daquele que lhe confere tempo.
Mas...quem tem tempo hoje?
Einstein compreendeu que medimos o tempo em função do espaço. Vivemos nosso tempo para conquistar espaços externos: trabalho, casa e carro. E, de fato, conquistamos todos eles. Percorremos distâncias cada vez maiores e, cada vez mais, dizemos: eu não tenho tempo. Paradoxalmente, quando os espaços e o tempo estão completamente ocupados, estamos vazios.
Utilizamos a lógica do ocupar em lugar de preencher. Ocupamos um corpo, mas não o preenchemos. Nossos corpos são tratados como carcaças. Os alimentamos e exercitamos como forma de obrigações para que continuem nos levando até onde precisamos. Em linguagem bruta, tratamos como um carro que abastecemos para que leve para o shopping. O objetivo é manter funcionando. Quando não quer pegar, nos irritamos. Nossos corpos são utilizados como meio, sem perceber que ele é o próprio fim. Pense bem, você só é considerado existente nesse mundo porque está em um corpo, seja lá qual for a condição dele.
A relação que mantemos com nossos corpos reflete a relação que temos com o nossos tempo. Apenas ocupamos, mas não preenchemos.
Mas o que é preencher?
Enquanto a ocupação dialoga com espaços externos, o preenchimento é amigo íntimo. Ou seja, é do espaço interno. Aqui, o tempo se torna eterno. Já ouviu a expressão “parecia uma eternidade”? Ou “eu nem percebi o tempo passar”? Como se vê, a eternidade do tempo existe tanto para experiências ruins quanto boas. Em todas, você esteva imerso em algo muito bom ou muito ruim. Percebemos, então, que o tempo existe enquanto percepção.
Fazemos exercícios porque disseram que teríamos que fazer, mas não procuramos uma atividade que nos traga prazer. A academia se torna, claro, uma tortura. Buscamos trabalhos para pagar nossas contas sem nos perguntar quais são, de fato, nossas habilidades que transcendem a percepção do tempo. Passamos de atividade em atividade dando “check” em obrigações e implorando para que o tempo, por favor, passe. E rápido!
Inconscientemente, pedimos: vida, por favor, passe. E rápido!
Nossos corpos são veículos que nos permitem preencher nosso tempo. Quando começamos a olhar para ele, começamos a dialogar com nossas almas.
Hoje eu acordei e, antes de comer, sentei para escrever. O tempo passou, eu sequer percebi. Um amigo esses dias contou que estava fazendo o bolo de aniversário da sobrinha e, quando viu, já era madrugada. São apenas dois exemplos em que corpo e mente estão no mesmo lugar e o tempo foi esquecido.
Tempo preenchido é tempo esquecido.
O preenchimento está onde você, de fato, está. Quando você está em um lugar, pensando em outro, realmente, falta algo. E pior, você está querendo fugir de onde o seu corpo está. Comece a perceber as contradições entre seu corpo (onde estou?) e sua mente (onde eu gostaria de estar?).
No tempo, você percebe que o preenchimento é mais da ordem do estar. Estar em nós. Enfrentar o tédio e descobrir qual melodia somos capazes de criar quando estamos a sós. Normalmente, fugimos de nós. Buscamos o outro. Ou buscamos lugares. Tudo é desculpa para ocupar e não preencher.
Estar em nós é saber exatamente o que nos faz esquecer o tempo quanto estamos sozinhos. Para esquecer, é necessário perceber que ele, de fato, existe. Precisamos sentir a sua finitude para o corpo e sua eternidade para a alma, comunicá-los, para, então, transformar o tempo em preciosidade.
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