Pessoas que Jamais Serao Esquecidas
As vergonhas podem ser esquecidas com uma espontânea risada. A solidão pode ser espantada com um forte abraço. Mas angustia alguma sobrevive a um belo e caloroso dia de sol. Pra aquecer a alma e o coração. Escancare a janela e deixe-o entrar.
Cabe ao bom marchand resgatar boas obras perdidas e esquecidas no passado, e trazer para mercado de arte, re significando com dignidade e construindo novos paralelos com a cultura e seu tempo. Distante disto, só ávidos vendedores de panos pintados como poderiam também vender laranjas.
se o seu amigo te trair esqueça ele como são esquecidas as coisas
perdidas é descarte-o como uma fruta podre
Algumas coisas, precisam ser vividas e esquecidas, porque, até o rio contorna as pedras que encontra no seu caminho sem arrasta-las.
Tem palavras que são ditas e esquecidas
Tem palavras que são ouvidas e incompreendidas
Tem palavras que são ditas pelo pensamento a qualquer momento
Tem palavras que são ditas pelo olhar para julgar
Tem palavras que são ditas pelo tempo a cada ausento
Mas quem sou eu para julgar ?
Se me sinto mal levanto e dou tchau
Notas de um Brinde.
No vidro rubro, o tempo sussurra segredos,
memórias esquecidas, sabores que cantam.
Não é só essência, é alquimia,
transforma o comum em extraordinário.
A cada gole, o mundo se dissolve,
é poesia líquida, dança de sabores.
O vinho é mais que licor, é arte,
é a chama discreta que aquece por dentro.
E ao fim, resta o eco do sabor, que se eterniza na alma.
Depois do Jô, quando as paixões diárias já foram esquecidas, e as batalhas do cotidiano já foram decididas, sei que já não sou mais o mesmo; sou menos tolerante, menos arrogante, menos aquele ser de antes, menos eu mesmo; morri mais um dia... vejo-me tentando entender esta criança sob um temporal de chuva raios e trovões, que não consegue abrir a porta da casa, este é um retrato de uma adolescencia cheia de temores e impossibilidades; hoje abalos císmicos me sacodem e a terra se abre sob os meus pés, uma figura negra armada de tridente nem chega a ser uma ameaça; os meus cabelos de prata, faz de mim um ser surreal imune a fobias, e, nem sei se isso é bom, ou talvez seja bom, mas não emocionante; jamais me sentirei novamente um sobrevivente... corro sob uma chuva de meteoros ou desabo sob avalanche mas estou sempre de pé de espada empunho, sempre atento para um inimigo inatingível e invencível, o tempo...
Algumas bagagens são esquecidas pelo caminho, mesmo assim a vida nos compensa alegrias pela necessidade do serviço, com responsabilidade devolvendo os encontros ao verdadeiro dono, integrando o referido trono.
Faz tempo
Sei, já faz tanto tempo...
tantos anos, já se foram
lembranças esquecidas
palavras, jamais ditas.
Faz mesmo muito tempo
foram muitos desencontros
palavras ríspidas, infelizes
dores deixadas na alma.
Sei, faz muito tempo...
tantas lágrimas derramadas
suspiros, olhares gélidos
dias sofríveis, eu sei...senti.
Faz mesmo muito tempo
que este amor resiste
ele ainda clama pela vida
vive ele em minha vida.
Sei, já faz tanto tempo
que eu o amo assim
faz mesmo muito tempo
que te tenho em mim.
E todas as histórias antigas de amor realmente deveriam ser esquecidas assim que um novo relacionamento se iniciasse! De que adianta mantê-las na memória se, na maioria das vezes, cometemos os mesmos erros nos relacionamentos futuros???? Então diga-me: qual á a serventia de ex????
Todas as coisas possuem um fim graças ao princípio de que podem ser esquecidas. Nada sobrevive ao esquecimento.
CRUZ DE ESPINHOS
Certo das incertezas desta vida, onde todas as certezas são esquecidas, vivemos numa peleja que não finda.
Acho que buscamos acácias ao invés de macambira, somos quem somos e nada vai mudar essa vida.
Quanto mais sonhamos em oásis, esquecemos da Caatinga, temos que aprender a carregar a cruz de espinhos imposta nesta vida.
Já nascemos com essa sina, que nos ensina o poeta em Morte e Vida Severina.
Não vamos passar pra nossos filhos, um estigma de sofrimento desde nascença. Fomos plantados aqui pelas mãos divinas.
Viveremos serenos e felizes sem mágoas ou lamentos, somos parte desta terra, como qualquer outro ser vivente, aqui o criador nos designou pra nascer e morrer.
Essa é nossa identidade e DNA, não precisamos aprender a viver, pois a vivência já está no sangue em que o espinho da cruz vem nos penetrar.
Somos fortes e valentes como qualquer um de outro lugar, cada um com sua cruz pra carregar, a nossa foi de Mandacaru e seus espinhos nosso Deus nos ensina a suportar.
Entre a queda e o voo, habito o intervalo das coisas esquecidas, sou pássaro de asas frágeis, que escuta o chamado do céu, mas repousa entre galhos secos, esperando que o vento, um dia, lhe ensine a direção.
