Peguei
O que o espelho mostra
É uma imagem que construo
Dessa carcaça que peguei emprestada
Vou devolver com a etiqueta de frágil rasgada
E cheia de marcas
Não vieram instruções na embalagem
Investigo e uso à vontade
Antes que seja tarde
O que o espelho não mostra
As vezes vejo
As vezes não
As vezes veem
As vezes criam
As vezes some
O que o espelho não mostra
Eu sinto
Está aí dentro dessa carcaça
Assim como em qualquer desgraça
E numa garça
Distante
Que faz como tudo que é real
- Passa
Solo Regado.
Eu como escritor...
Um dia...
De malas nas mãos...
Acenei pros que ficaram...
Peguei meu caminho e meu carrinho...
E saí pela vida....
Distribuindo coração e canção...
Nessa louca estrada...
Onde o inabitável se faz presente em minhas inspirações....
É poema em cima de Poema...
E é tudo em forma do Sol...
Onde o girassol reluz...
Mais jamais...
Irá traduzir...
O quê há de fato na parte Central do meu olhar...
Pois.....
Um dia...
Lá do outro lado das flores...
E bem longe do meu olhar....
Tive eu....
Um solo regado...
E adubado....
E lá....
É um lugar...
Onde nunca choveu....
Mas o verde é reluzente....
E as flores...
São de todas as cores...
Pois na âmago de minha alma...
Não tem apenas isso....
E difícil tudo isso explicar....
Perdido...
Domindo e voando...
Nuvens e raios me energizaram em meu vôo....
E no decorrer de minha ilustrada fonte de energias....
Decorei passos...
Decorei amores...
Decorei olhares...
Decorei cores...
Decorei sorrisos...
E decorei lágrimas.....
Após abastecido de tudo isso...
Olhei-me no espelho minha pessoa...
E vi que eu poderia....
Me dividir em frases e melodias....
E sentando debaixo de uma árvore do passado...
Um homem bom...
Aproximo--se de mim e disse....
--Oh seu Moço...!
O senhor sábia que tu podes fazer qualquer coisa...?
E confuso com aquela pergunta...
Perguntei eu aquele homem...
É..?
Porque você diz isso...?
Ofegante...
Ele me respondeu....
--Tu...
És um ser humano...
És lavrador...
És boiadeiro...
Ja fez tantas outras coisas...
E és bacharel no Amor...
Pois eu...
A tempos eu te observo...
E nunca lhe vi com raiva...
E quem tem esse dom...
Pode ser qualquer coisa na vida...
E ouvindo aquele homem falar tudo isso...
Agradecido me despedi e acenei...
E segui meu caminho...
Mais voltei lá atraz no jardim do passado...
E colhi...
A melhor das flores que deixei...
E após sugar o néctar de sua essência...
Que parei e refleti....
Pois é...
Aquele homem estava certo...
O meu querido Pai...
E foi assim...
Que tudo aconteceu...
E me tranformei...
Em um escritor....
E também...
Num Poeta Voador....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Prateleira da vida.
Diante dos meus olhos...
Uma prateleira....
Peguei alguns cadernos...
E coloquei em cima de minha mesa....
Cadernos pequenos...
Cadernetas de muitas anotações...
E relendo...
Tive algumas surpresas...
Chegou ali algumas visitas...
E me perguntaram...
Por qual motivo eu guardava tudo aquilo de cadernos e cadernetas...
De modo educado repondi eu:
Isso tudo...
Foram os dias meus..
Escrevi minha história...
Dias de Glórias...
Escrevi dores...
Escrevi amores...
Aqui tem de tudo....
Cada linha dessas folhas...
Existem traços dem mim....
Todas as vezes...
Escrevia calado...
Escrevia chorando...
Escrevia sorrindo....
Até sonhando eu escrevia...
De tudo isso...
São valiosas lembranças minhas...
Na vida...
Não estudei...
Tive oportunidades sim..
E não nego...
Mas estudei pouco...
A necessidade falou alto...
E fui em busca do pão...
Mais dias após dias...
Eu decorava...
Chegava em casa...
E nessas linhas eu deixava grafado...
Muitas vezes escrevendo...
Até dormia em fazer meus diários...
Trabalho árduo....
Quase nem dormir direito eu conseguia...
Ah...
Tenho essas canetas nessa gaveta também.
Pois é...
São elas que ganhou pernas nessas folhas...
Umas ja nem funcionam mais...
A tinta ressecou....
Riscos e rabiscos...
Borrões e mais borrões.....
Sempre soube que guardando...
Poderia eu um dia...
Reviver essas estradas po onde essas canetas andou...
Gemidos...
Nossa...
Não foram poucos...
Até hoje...
Eles eoam dentro de mim...
E colocarei tudo isso em breve...
Em um mural por aí...
Se hoje eu escrevo ainda...
É porque ainda não me descolei dessas canetas....
E essas folhas que ainda me restam...
Elas podem definir meu destino...
Quem sabe posso ser um Poeta de verdade...
Caso alguém me consagre como escritor...
Terei um diploma...
E guardarei com carinho....
Será um quadro nas paredes do meu olhar...
E cada vez que eu olhar pra esse quadro..
Lembrarei...
Que foi sempre escrevendo minha história....
Que tornei...
Um Poeta Voador...
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Inspirado.
Na canção.
O carro e a faculdade.
Hoje a angustia foi saciada da maneira mais rápida e soberba possível me peguei em uma situação já esperada então não sofri foi como um ferida que instantaneamente cicatrizou, depois dessa batalha me encontro com novas marcas para a próxima, morri no entanto ao menos lutei fico feliz de ter travado essa batalha finalmente criei a coragem que faltava, a aquele quem me matou apenas agradeço me ensinou algo novo e concedeu uma nova perspectiva agora vivo novamente lutando apenas com a força vil que me move me torno lucido ao mundo transformo toda a esperança depositada para seguir em frente
A grande viagem
Sozinho em casa
E sem nada a fazer
Peguei num livro
E comecei a ler
Gostei tanto
Que entrei lá dentro
Viajei no mundo inteiro
Sem sair do lugar
Vivi momentos de alegria
Mas também de tristeza
Aprendi coisas sobre a vida
E sobre a natureza
O livro terminou
Mas a viagem não
Buscarei um outro
Não me importo que seja de comédia
Ou de romance
De contos de fada
Ou de ação
O que eu quero
É continuar a viajar
E sair da solidão
Me aproximei lentamente,
Louco de desejo,
Mas coberto de amor...
Retirei-lhe a toalha
Peguei seu pijama
a vesti e deixei confortável
para que enfim pudesse dormir.
Quantas vezes eu me peguei cuidando da criança que existia ontem, apenas para perceber que ela acordou como alguém completamente novo hoje?
Me peguei pensando em você,
Em como o tempo passou.
Em como eu mudei e imagino que você também.
Em como tenho coisas para te contar.
Me peguei pensando no seu olhar,
No que fazer quando te encontrar,
Em como quero te abraçar
E, se assim fizer, o que vai dizer?
Será que poderá entender, que meu amor sempre será seu e de mais ninguém?
eu me peguei pensando: como pode o amor acabar? como algo tão nobre pode simplesmente chegar ao fim ou deixar de existir?
quando eu era mais novo acreditava naquela coisa de felizes para sempre, mas agora depois que cresci um pouco eu vejo o quão patéticos somos de acreditar que o amor iria durar para sempre, se nem nós mesmos duramos para sempre.
e isso, em sua grande maioria, deve-se principalmente as expectativas que a gente põe tanto no próprio sentimento quanto na pessoa de quem a gente espera recebê-lo.
a gente acredita que a reciprocidade é algo válido e que sim, independente da intensidade, ele perdurará. mal sabemos que se não for na mesma medida em ambas as partes aquela reza toda feita pela humanidade, aquele conto de fadas ao qual somos induzidos a acreditar, não passará apenas disso: um conto. uma ilusão. e, acabamos por não mais sonhar, não mais acreditar, não mais criar expectativas. a gente apenas deixa seguir e fica apenas com aquele sentimento de que está faltando algo; algo que nos tirava desse mero ritual de apenas existir. no fim, algo que era para nos dar vida, acaba nos matando, mesmo que aos poucos.
Fui e até tinha muitos planos pra começar, mas me peguei vagando por aí como se já não existisse mais em mim.
DOBRE
Peguei no meu coração
E pu-lo na minha mão
Olhei-o como quem olha
Grãos de areia ou uma folha.
Olhei-o pávido e absorto
Como quem sabe estar morto;
Com a alma só comovida
Do sonho e pouco da vida.
Fernando Pessoa, 1913
Peguei um caderno e comecei a escrever. Nem título botei. Não tive tempo! Minha mão não parava e o pensamento que em mim surgia não me esperava logo pensar num título apropriado.
No momento que dei a mão, te peguei pelo pé, você me amarrou pelo corpo e te segurei pela alma.
~*Rebeca*~
-
Hoje eu me peguei pensando
Nas sensações por nós sentidas
Quando por palavras somos surpreendidas
E que acabam mexendo conosco
Uma vez alguém me disse
Que simples palavras fazem grandes diferenças
Enquanto palavras complexas podem soar duras e frias
Criando uma repulsa e até descontentamento
Palavras fáceis
Porém de grande valor sentimental
Dão-nos uma sensação de carinho
E nos fazem cairmos em sonhos e pensamentos
Que tornam o mundo mais bonito
E nos fazem sentirmos bem
Palavras pequenas ou grandes
Simples ou difíceis
A diferença não está em sua estrutura
Mas sim nos sentimentos que nelas colocamos
Hoje me peguei pensando em ti. Como todos os dias... sim.
E sinto meu coração partir em mil pedaços e minha alma se esvair.
Lembro-me dos poucos momentos que passamos juntos, de como me sentia realizada com um simples beijo seu... Beijo esse que não mais pertence a mim, beijo esse que faz outro alguém feliz.
Você me ensinou a ser feliz, me mostrou que a vida vale a pena e o amor existe sim, me ensinou a sorrir de verdade, me mostrou o seu mundo e me deixou fazer parte dele e, depois apontou a saída. Mas você não me ensinou a te esquecer...
E esse vazio da tua ausência me esmorece a cada segundo.
Já não sei mais o que fazer com os dias que tornaram-se tão longos e as horas tão extensas.
Um relacionamento deveria acabar e, junto com ele, todos os sentimentos de amor e afeto que nos vinculam ao ser amado, esvaziando o coração. Assim, sofríamos menos a perda de alguém. Não existiria 'falta', apenas um momento para renovação.
Saudade é ausência em forma de lembrança.
Um fato que em mim ecoa...
Desconcentrante.
Minha alma chora, sente falta do sorriso, do enlace, da compaixão, da esperança.
Encontro conforto no meu silêncio, onde o "eu" busca paz em devaneios. Uma intimidade miúda de nós dois, talvez um consolo em forma de abraço.
A dor de uma saudade dói mais que a dor da perda.
Aceito o fim, aceito mudanças, mas não consigo aceitar a vontade de ter de volta. Mesmo porque não sei se te quero de volta.
Quero apenas esquecer que te amo, que um dia te amei de verdade, que entreguei uma mão, mas quando vi, estava inteira mergulhada... e sozinha.
Tanto tempo faz e hoje me peguei pensando em você
lembranças tuas algo que um dia eu tentei entender.
Retratos e memórias jogas ao chão
os sonhos se tornando ilusão,
não vou negar que sentir cada erro teu
do início de tuas lágrimas aos dos meus,
nunca quis ir embora dos teus braços
sempre tive medo de aceitar e desistir.
Mais a verdade é que descobrir verdades que escondias de min
e hoje me peguei a pensar e refleti...
que a verdadeira verdade é que sempre vivi sem ti.
...Bom,não sei se estou perto ou longe de mais, se peguei o rumo certo ou errado.
Sei que sigo em frente, vivendo dias iguais de formas diferentes.
Sei que as pessoas que vivem próximas de mim são meus amores, que são eles que independente do dia e da hora vão estar sempre do meu lado e me acolher.
O tempo vai passando e vou aprendendo a dar valor nas coisas e nas pessoas ; também passo a pensar mais no que estou fazendo e à quem posso estar machucando.
Certa frase diz: “A felicidade é conseqüência de sinceridade e honestidade”.
Então,mantendo esses dois princípios e vivendo com o sentimento de amor e paz no coração,sei que posso ter todas as chances de ser muito feliz na vida.
Percebi que já não caminho mais sozinha, levo comigo as recordações, as vivências, as lições.
E, mesmo que tudo não saia da forma que eu gostaria, só de saber que já não sou a mesma pessoa de ontem percebo que isso já está valendo a pena...
;)
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