Pedra nos Rins
Tempo Duro e Pedra Mole
De uma religião universal que só os homens não têm, fui feliz porque não pedi coisa nenhuma, não procurei achar nada, nem achei que houvesse mais explicação.
Meu DNA é biológico e não virtual, portanto faço questão de ativar a minha massa cefálica toda vez que vou usar o meu teclado, principalmente numa rede social.
Talvez a palavra explicação não ter sentido nenhum, porque a não compreensão de um olhar, tampouco compreenderá uma longa explicação.
Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, ele lacram as suas belezas se forem belos, mas eles não podem serem belos e ficar por imprimir, porque as raízes podem estar por baixo da terra, mas as suas flores e folhas florescem ao ar livre e à vista, tem que ser assim por força e nada pode impedir. Os fenômenos humanos são biológicos em suas raízes, sociais em seus fins e mentais em seus meios. O que é o tempo? Quando quero explicá-lo não acho explicação. Se o passado é o que eu, do presente, lembro, e o futuro é o que eu, do presente, antecipo, não seria mais certo dizer que o tempo é só o presente? Mas quanto dura o presente?
Meu relógio biológico não tem ponteiros, por isso não tenho pressa para envelhecer.
Vila Rica de Ouro Preto
Terror
De
Singularidades
Blocos
De pedra
Em êxtase
Magia
Encantamento
Em Cantaria
Ainda que fôssemos surdos e mudos como uma pedra, a nossa própria passividade seria uma forma de ação, vendo as pedras que sonham sozinhas no mesmo lugar, é muito fácil ser pedra, o difícil é ser vidraça.
Materialista
Ali
Sentado
Bem
Na pedra
De assuntá
Na trilha
Em que
Trilhanda
E é
Preciso
Trilhandá
No momento
Ali
Pensano
Até onde
Isso
Vai dá
A Roseira Hereditária
Assentado
Assuntano
Na pedra
De assuntá
No
Vai-da-valsa
Desse mundão
Sem portera
Matutano
Sobre tudo
Quanto há
Tenta
Tomá tento
Natureza fala
Dá recado
Não
Se sabe
Se de Deus
Ou
Do Diabo
No patamar
O
Capital
Não aceita desaforo
Estúpida e inválida
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada
Imaginando
Na pedra
De
Assuntá
Dominio
Pastoril
De Pan
De Vênus
Deusa
Da Beleza
Da graça
Universo
De alegorias
Dionísíaco
Exuberante
Em
Leveza
Suavidade
Do
Simples
BABEL!
Na trilha
Em que
Trilha
Na pedra
De
Assuntá
Contemplando
O que há
Pra contemplá
Há
O que
Orna
O que
Não
Quem vivê
Vai vê
No quê
Vai dá
Remediação
Assentado
Na pedra
De assuntá
Observando
O que há
Pra observá
Com prazo
De validade
Vencido
Ainda
Na prateleira
Por descuido
Quem está Remediado
Remediado está
O Aproximar do Amanhecer
Olhou
Por cima
Do degrau
Da cancela
O terreiro
Com pedras
Onde
A sombra
Marca
Hora
O quintal
Com plantas
E árvores
Não
Se vê
Os fundos
Que
Imagina
Não tem
Limites
A vida será mais bem vivida
Quanto menos sentido tiver
Visto que
Criar a própria vida
É viver duas vezes
O menino que Vendia Palavras
Na esquina,
Nesta pedra de Assuntá,
Rabiscava o chão
Escrevia em muros
Vendia versos
Por trocados de lua
Palavras miúdas
Que o vento dispersava
Quem compra um sonho?
Gritava à tarde
Enquanto a cidade
Passava sem ver
Nas mãos,
Só lhe restavam sílabas gastas
E o eco das frases
Que ninguém levou.
Mas ele, teimoso,
Escreveu letras no chão
E assim,
Entre riscos e poeira
O menino poeta
Se fez eterno
A fotografia, onde o tempo em pedra reside
A memória, qual névoa sutil que persiste
No cérebro reside, jardim onde a vida
Cultiva lembranças, em sombra e em luz se veste
O jardineiro interno, com arte e cuidado
Poda o que não nutre, o que é vão e passado
Deixando florescer o essencial
Livre o espaço da alma de um fardo pesado
Assim, a mente dança, leve e serena
No ritmo do tempo, que cura e acena
Guardando em seu âmago a beleza plena
E o esquecimento, em paz, a erva daninha acena
Uma pedra
A janela do tempo chamou
a atenção da vida...
que aos poucos estava indo.
À beira do riacho, pensativa,
queria dizer qualquer coisa,
contar
que a menina que havia,
e que corria depois pelos caminhos,
sorrindo, quando as flores azuis
pequeninas colhia...
e as amava,
elas lhe causava estranha alegria,
porém a menina, não estava mais.
A descoberta aconteceu
no descer as escadas da casa,
no topo da serra, por onde
destemida atravessava o riacho,
envolvia-se com o barulho
das fontes, incessante feito
os pensamentos que ferviam.
De fundo, o verde.
Inconfundível, chamando,
cantava o sabiá-laranjeira...
ela escutava,
entre outros cantos.
De volta à realidade,
sentia a brisa
refrescante, sob o sol brando.
Pés de caminho livre, pedras variadas
de cores, algumas delas
escorregadias por força do limo.
Um sonho fugindo,
sequer aparecia.
O encanto era só da natureza,
e não da sua alma,
por dentro morriam as fantasias.
Precisava voltar para um lugar
que já não era refúgio,
enfrentaria o evidente agora!
Sem lágrimas ou desgostos,
sem desejos de nada mais percorrer...
De nada mais precisava e,
sem pedras nas mãos, delas
apenas uma, e precisava,
para pôr no lugar do coração,
aos poucos estava à morrer.
Eu não estava lá
Quando Brasília foi projetada
Para centralizar todo o poder
Quando uma pedra foi lançada
E os incrédulos passaram a crer
Eu não estava lá...
Na hora errada, hora de falar
As palavras certas, poucas
Únicas, mas fora de lugar
Quando a Revolução foi inaugurada
Ameaçando o poder dos nobres
Quando uma bala foi projetada
Direto no coração dos pobres
Eu não estava lá...
Para conhecer o outro lado
Saber o que teria acontecido
Se fosse real e não inventado
A noite toda, o tempo todo...
É impossível para mim negar
O dia inteiro, desde acordar...
Nunca. Eu não estava lá.
Fragmentos e memórias
Numa rua qualquer de uma pequena cidade, existia uma pedra, ela amava a sensação de ser rolada pra lá e pra cá pelos pneus dos carros, se sentia viva e radiante. Mas numa dessas aventuras, ela foi jogada em um rio, um rio tranquilo, onde ela passou anos e anos vendo o movimento dos peixes, sentindo a luz do sol e a corrente da água sobre si. Séculos depois, uma mão desconhecida aparece, pega a pedra e a joga em direção a uma árvore, era um garoto com raiva de seu pai pois ele não tirou o castigo que lhe havia posto, mas aquela sensação era quase nova para a pedra, havia anos que ela não sentia o vento, o calor do sol e a sensação de liberdade. Mas numa dessas jogadas ela cai novamente, agora em outra parte do rio, a pedra estava muito feliz por ter sentido tudo outra vez, mas, pelo fato de ter sofrido erosão da água e os impacto com a árvore ela começa a se quebrar já dentro do rio, porém a pedra perece com alegria, ela sabia que toda aquela sensação teria um preço, então apenas aceita seu fim doloroso, no entanto satisfatório.
A confiança, pedra fundamental sobre a qual construímos nossas vidas. É como as montanhas firmes e inabaláveis que nos cercam, um alicerce seguro em meio às tempestades. É confiando, ancorando nossos passos na certeza do divino, que encontramos a coragem para seguir adiante. Pois aqueles que confiam no Senhor são como o monte Sião, que não se abala, mas permanece para sempre.
A esperança, como uma fonte inesgotável de vida em um deserto árido. É ela que nos mantém resilientes diante das adversidades, nos impulsionando a seguir adiante mesmo quando tudo parece se desfazer. É através dela que vislumbramos horizontes de paz, renovando nossas forças para enfrentar os dias difíceis. Benditos são aqueles que nele confiam e cuja esperança está no Senhor.
E a vitória, conquista alcançada por meio da fé inabalável. É aquela que transcende as circunstâncias, que nos torna mais do que vencedores, mesmo diante dos maiores desafios. Pois todo aquele que nasceu de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.
Estes três pilares – confiança, esperança e vitória – entrelaçam-se em um ciclo de fortalecimento mútuo. Quando confiamos, renovamos a esperança; e quando esperamos, alcançamos a vitória. É nesta tríade divina que encontramos a força para transpor as barreiras e prosseguir em direção à conquista que a fé nos reserva.
Que possamos, assim, depositar nossa confiança no Senhor, nutrir nossa esperança Nele e desfrutar da vitória que Ele nos concede. Pois é através dessa confiança inabalável, da esperança que nos renova e da vitória que nos é dada, que experimentamos a plenitude de uma vida que transcende as vicissitudes deste mundo passageiro.
Às vezes, olhamos para algo e não vemos seu valor, achando ser apenas uma pedra qualquer. Muitos passam por ela, pisam, ignoram… não percebem que, mesmo sozinha, ela guarda um brilho único, esperando apenas o olhar certo para revelar seu verdadeiro esplendor.
Assim também somos nós. Podemos ser subestimados, desacreditados, esquecidos. Mas dentro de cada um existe um diamante pronto para reluzir. Só precisamos nos valorizar, nos lapidar, e acreditar que merecemos brilhar.
Lembre-se: para alguns, você pode parecer nada; mas para quem enxerga de verdade, você será inestimável. Nunca duvide do seu potencial.
Acredite em você, aprimore-se, e voe cada vez mais alto. Você nasceu para iluminar o mundo com sua luz única.
Nunca esqueça: você tem valor!
A Pedra Bruta
Vindo das trevas mortais
Despojando seus metais,
Em que todo profano nasce e precisa ser saciado,
Esta pedra e disforme e aparentemente inerte,
Buscando sempre a Luz
Onde ela se converte ;
Por três golpes se fez a luz, como deste modo lhe foi dada;
Modificando o áspero mineral
como prelúdio de uma obra adiantada .
Aprendendo os ensinamentos da Iniciação,
Absorvendo conhecimentos de todos os irmãos,
É depois de purificada,
Ganha e esplendor de uma
de uma pedra negra que hora foi calcinada;
Um fulgor de alvura e pureza,
Jamais visto na natureza,
Pronto para conhecer simbolos devagar com tolerância e calma,
Renascendo a partir de agora um irmão com nova alma.
Missias.’.
