Pavio curto
Então sigo no desvio
Queimaram todo o pavio
E quanto mais eu lembro do calor que foi
Mais eu sinto frio
Sempre costurando o peito
Moço sem respeito
Procurando paz
"Amor...chama sem pavio...
Chama eterna a bailar nos salões das plurais dimensões da vida...
Amor...chama e luz de vida em nossas vidas...sem pavio..."
Afonso Pucci
Viva do Fogo, não dás cinzas.
Você é como o pavio que carregou em sua matéria uma chama de paixão. E essa chama um dia se apagou, desapareceu.
Com as marcas que lhe restaram é de onde encontra seu sustento.
As cinzas lhe trazem à memória, lembranças de que um dia você já ardera de Paixão.
PAVIO
Rio-me desse rio
E dessa flora rio
Sei que no final
De cada um
Tem um pavio
Rio-me deles
De mim
Sem rio
E o pavio
Queima
O rio esquenta
A flora aguenta
Eu rio
Quem viu
O pavio
Sou pavio curto. por isso, pense duas vezes antes de fazer qualquer tipo de brincadeira. minha paciencia vai até metade da página 1!
Paciência é o pavio da tolerância. Nunca deixe ela queimar até o fim porque a característica da sua explosão é que sempre deixa uma ou várias amizades feridas.
Guardar raiva, rancor e outros sentimentos negativos é como acender o pavio de uma bomba. Em algum momento a bomba explode e pode machucar todos em volta.
A expectativa é que nem uma bomba de pavio curto, perto de uma fogueira. E a fogueira, por sua vez, é a "chama", a qual mantém o amor aceso. Uma vez a bomba explodida, apaga a fogueira, deixando rastros de cinzas nas quais vão ficar marcadas. Resumindo: Nem sempre é o que pensamos, acreditar não é garantia, as pessoas iludem e mentem a todo momento.
“XONADO”
Agitado, tal uma chama dum pavio
Ardume que arde n’alma do prazer
No enrabichado és um grato atavio
Que alinda a sensação e a faz valer
E, do trato aquele sedutor arrepio
Fulgor que causa impar alvorecer
Um fastígio, e um agrado gentio
De ternura, loucura e acaso viver
E, da sua falta a inquieta tortura
Suspiro que aperta o peito vazio
Quando, só se quer um bocado!
E, pra se ter o amor com doçura
Paixão, o apreço deve ser luzidio
Pois, só assim se achará “xonado”.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
11/08/2021, 15’10” – Araguari, MG
Perdeu o fio da meada
Perdeu o tempo da jogada
Perdeu a flertada
Nada adiantou o curto pavio
Ficou a ver navio
Ancorada parada estatelada
Na beira da estrada
Sem querer quase nada
A passo trôpego
Há que recuperar o fôlego
Retomar o prumo
Seguir novo rumo
EsmaeSendo
EvoluIndo
Vôo lindo ...
Quadro de Poeta
Horas, insanas horas.
A fio ,a pavio, não me enxergo, mas eu olho...
Sentimentos que tomam contas,
Me sinto em um quadro quadrado ou redondo...
Pregado na parede, olhando do lado do cômodo, e um relógio que devagar vai girando...
Logo ao amanhecer, nas primeiras horas, vejo a janela clarear...
O reflexo do sol, emite uma luz que não dá para meus olhos enxergar..
Mas sei,
Sei que ela está la fora, e não sei quando vou nela contemplar...
As primaveras passam, os outonos passam, o inverno, se faz presente.
E um verão que está para chegar...
Com o meu eu e o meu coração fixados,
Outra vez,
E outras vezes, contínuo sendo esse, uma mera foto, uma arte, uma ilusão fotográfica...
Minha alma, o meu eu, uma redação em verbos,
Só ainda não sei, se é colorida ou um retrato falado...
Dois inexistentes na parede, a sonhar.....
Autor: Ricardo Melo
O Poeta que Voa
Ah o sorriso
Em tempos de mundo sombrio
Onde gatilha o curto pavio
E estarta um humano arredio
Ele destrava barreiras e conecta um fio
Fio da empatia inclinado a pio
Possibilita conexão e estabelece empatia
Que à luz do dia permeia a vida e abre caminhos
Com a calmaria e leveza do ser
Instrui o saber e conduz o parecer
Transforma, modifica e faz acontecer
Do brilho do amanhecer
À leveza do entardecer
Emana a energia até o anoitecer
Faz de ventos moinhos
Mas nunca sozinho destaca o prazer
Fortalece o todo e imputa a turba
Inspira com finura e enaltece a lisura
Da calmaria do mar ao acorde das músicas
Ah o riso, o riso é uma cura
