Passagem do Tempo
Um alento
O tempo passa rápido demais
E a alma insiste reviver momentos sublimes.
As lembranças nos mantém firme nesta vida,
Quando saudosos são os momentos que se viveu.
Ao escrever as minhas poesias,
Eternizo cada lance imprevisto!
Garantia de um passado em mim ainda vivo,
Mesmo quando traído pela memória.
O caderno em branco fica quieto no seu canto.
É um fiel amigo que espera registrar.
Todas as aventuras que na vida praticamos
E promete a ninguém elas revelar...
O amarelar sublime de suas folhas,
Mostram a distância entre os dois tempos.
Emoções que o branco papel um dia registrou,
Hoje é motivo de lágrimas saudosas, um alento.
O tempo passa para todo mundo, mas o que percebo são os jovens agindo como tolos ao não se prepararem para velhice que bate as portas rapidamente. E mesmo sabendo que a questão estética, onde os exercícios físicos e as danças colaboram para atrasar em pelo menos uma década o início dessa fase da vida, devemos estar atento a ela para não nos surpreendermos diante das dificuldades que virão juntas, e assim, aproveitarmos o melhor que ela pode nos oferecer. O respeito também é fundamental para com os velhos atuais, e assim, sermos, de alguma forma, recompensados por Deus no futuro com o carinho dos jovens na nossa velhice. Os estudos se mostram de suma importância para garantir uma velhice mais confortável em todos os parâmetros, pois ser um idoso totalmente dependente por não ter se preparado para velhice é muito ruim. O Salmo 92 afirma: “Na velhice ainda darão frutos, serão viçosos e florescentes…”, portanto, ao observamos um velho, devemos vê-lo como uma enciclopédia ambulante e que em muito pode nos ajudar com conselhos e apoio, pois eles querem ser uteis o tempo todo, mesmo que as vezes são rebeldes também. Quando olho para minha mãe com aqueles passos lentos viajo ao passado no tempo em que ela era uma fortaleza, uma robustez física de invejar, mas o tempo tratou de dissipar toda energia. Nisto vejo a sabedoria divina interagindo com a sua criação, o que me leva a entender a busca incessante dos idosos pelas coisas do alto. É o ciclo natural da vida que todos iremos passar, se dermos a sorte de chegar lá. Veja os pássaros que viajam a lugares distantes levando as sementes, eles vão jogando-as em terras estranhas, ao qual não estão acostumados a viverem, para florir o mundo com a beleza das flores. Na fecundação de uma semente a mãe terra abre os braços para recebê-la, é a vida renascendo. Esse momento de surgimento traz alegria no nascedouro e não é diferente conosco. Quando uma criança nasce o seu sorriso é um encanto, a sua respiração é a certeza da renovação. Uma nova luz que acende para esta vida. É quando o seu tempo começa a ser contado, os seus pequenos passos denunciam mais uma jornada que se inicia. Enquanto criança os pais garantem um rumo seguro, dando aos filhos seus braços como garantia de segurança neste curto espaço de tempo, onde o sono é primordial e as brincadeiras fundamentais. Então, quando sinto a brisa pela manhã ou no momento vespertino, tanto no brilho do sol com a sua luminosidade ou mesmo a lua oferecendo seus encantos junto às estrelas só para abrilhantar esse inicio de vida, vejo concretizada as maravilhas de Deus. Mas o tempo sempre passa e tudo muda, chega à hora de perpetuar a espécie, tempo de amar e produzir. Geração de nova gente, jornada longa e saudável, grandes batalhas e grandes vitórias também. Até que chega a famigerada idade, instante onde a sabedoria aflora, época de profundos agradecimentos por tudo o que Deus um dia lhe deu, é a vida se findando para um novo ciclo recomeçar. Mas também é a grande oportunidade dos filhos cuidarem dos seus antigos responsáveis, pois quem um dia lhe deu total apoio hoje precisa desta retribuição com urgência. Em cada passo lento dado, as crises das doenças que finalizam a vida e a falta da força física que corroboram para o sofrimento dos velhos são mostra de momentos constrangedores, porém, vejo tudo isso como grande oportunidade para os filhos serem pais dos seus próprios pais. E que Deus abençoe todos os nossos velhinhos!
PENÚLTIMA ESTROFE (soneto)
O tempo no tempo passa e apavora
Afobado por mim, vai e, vai acelerado
Acotovela os sonhos, despreza a hora
Caduca a poesia, por aqui no cerrado
Corre tirânico a disputar lugar na aurora
Adormece e acorda sem ser incomodado
No meu contendo, nem por nada demora
Sacode o vento, incauto, segue denodado
Agora, ao redigir está penúltima estância
Percebo o quão eu me faço na arrogância
De achar que a pressa do tempo é desleal
Afinal, o caminho tem estória e fragrância
O tempo vivido, não se mede pela distância
E sim, no amor ortografado, na estrofe final...
Luciano Spagnol
Novembro de 2016
Cerrado goiano
O tempo passa e a gente perde tanto tempo amando a pessoa errada.
Você foi o meu sonho, meu amor e minha vida. Mas confesso que perdi esse encanto por você.
As lágrimas ainda rolam quando pego meu violão e canto a nossa música, mas hoje sou passado pra você. Mas Vai passar oh se vai...
Hoje respiro aliviada por não ter que dar explicações a você hoje tenho a minha liberdade e confesso que isso está me fazendo um bem danado.
Uma hora ou outra, Eu e Você encontrará a última parte do nosso quebra-cabeça e ainda vamos rir das peças erradas que entraram em nossas vidas.
O tempo passa, a vida segue e com certeza a fé que existe em nós, não nos deixa sem forças para as batalhas do dia-a-dia. Esquecendo o que ficou pra trás, sem lamentações vamos seguindo em busca do que nos faz bem. Deus sabe de todos as nossas necessidades. E é com Ele que devemos conversar em silêncio, e aguardar...
O tempo passa , envelhecemos na idade e também nosso corpo, mas aprendemos com tempo acalmar nossos anseios e andar firme sem pensar nos tropeços, confiando mais em Deus que nos prepara sempre um amanhã com mais sabedoria.
conforme o tempo passa, podemos perceber se olhar-mos ao nosso redor, que a tristeza não é uma opção.
O CHEFE E O SÚDITO
O tempo passa, a raiva não,
Pergunto Deus, Qual solução?
Pra fugir desse inferno, onde um homem de terno,
Aprisiona minhas forças e coração.
Aproveita do meu suor pra construir seu império,
Que é repleto de ouro, mas com a pobreza de um cemitério,
Onde sua família não vive, mas sobrevive,
As custas da ira, de um demônio interno...
Trabalhar é uma coisa, ser escravo é diferente,
Se queres construir algo, faça agora no presente,
Para que no futuro, seu filho possa viver,
E não sobreviver do que tu não pode comprar...
O amor, esse sim se conquista,
Não ha dinheiro que pague essa sensação benquista,
Que alegra a todos, e irradia felicidade,
Por onde passar, e em qualquer outra cidade...
Desse mundo não se leva títulos, dinheiro e ambições,
Por isso sempre viva, pensando nos corações,
Dos que vivem a sua volta, pra que a revolta nunca exista,
E tu insista sempre em busca de soluções...
Soluções essas que não mudam todo o mundo,
Mas pode mudar o mundo dos que vivem ao seu redor,
Filhos, primos, pais, tios, irmãos e avós,
Que se orgulharão em ter você como parente,
Que sempre presente, transborda paz e calor,
Que o dinheiro nunca compra, aliás, compra uma paz ilusória,
Que mesmo contraditória, causa perda de valor...
O súdito finalmente se libertou,
As amarras de si arrancou,
E as jogou para o alto de uma montanha,
Que o levará ao topo, fazendo o que se ama...
O chefe? Esse sim pirou, tentou incriminar o súdito
Com uma armadilha que criou,
Sua tentativa foi falha, ele não passa de um canalha,
Que desprezou seu valor...
Sinto saudades da minha juventude, o tempo passa muito
rápido como se fosse um foguete e não percebemos que
temos mais passado que futuro.
Está chegando meu aniversário e eu ainda estou aqui,
longe dos abraços e felicitações.
Cada vela que coloco no meu bolo de aniversário todos
os anos, fico mais exigente, pois cada vela representa mais um ano que eu ganhei de vida...
Os anos voam e me fazem lembrar quem eu sou e quem
eu fui quando jovem. Sinto falta... Muita falta de ter minhas
frases completas antes mesmo de eu saber o que ia dizer. Ah!
Como a juventude é gostosa! Sinto falta das conversas repetidas,
das mesmas histórias, dos medos de sempre. Falta das
amigas que nunca mais eu vi. Falta do futuro, pois o passado
é bem mais longo que o futuro.
Sinto falta de casa, do cheiro de café, do colo, do riso,
sinto muita falta do eco que as alegrias daquela época faziam,
alegrias antigas. Sinto falta da porta da rua, por onde eu, ainda
jovem, saltava sem medo para o futuro! Sinto falta da jovem
que eu sabia ser. Sinto falta da conversa no portão, das
brincadeiras no quintal de casa. De não ter medo e desejar
fazer de tudo!
Sinto falta das vozes de crianças correndo na rua. Da
minha criança que correu e ficou jovem. Sinto falta do cheiro
de menina, falta do grande aconchego com os pais.
Falta de saber os percursos da cidade em mim, que eu
conhecia como a palma da minha mão, como se a qualquer
momento fôssemos voltar naquele tempo e voar por onde outrora
andei na juventude. Como se a qualquer momento fosse
colocar o meu mundo no lugar. Sinto muita falta da minha
juventude! É... Está chegando meu aniversário e eu estou aqui
longe de mim, longe da minha juventude!
"É verdade,
o tempo passa rápido demais,
e os momentos que juramos não ter fim,
com o tempo se vai."
Razões da vida
O tempo passa, a vida passa, e eu continuo na mesma
Sem entender minha própria vida
Vejo os dias passar no piscar dos olhos e ainda assim continuo sem saber.
Será que alguém gosta de min?
Essa pergunta rola na minha mente enigmática.
Enigmas as vezes indecifráveis
Dentro da solidão de minha alma solitária e sombria
Diz Renato russo
É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã
É preciso mesmo?
Não existe uma resposta concreta nos labirintos da minha mente
Ou como diz o Guilherme Sá do Rosas de Saron
Hoje muitos choram mais não desistem de viver
Assim vou levando minha vida solitária e fria.
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