Palavrões
"Também é só no Brasil que 'linguagem vulgar' significa 'palavrões'. Se a vulgaridade de um texto se medisse pelo número de palavrões que contém, os escritores mais vulgares do mundo seriam Rabelais, Jean Genet, Louis-Ferdinand Céline e Henry Miller, todos merecidamente reconhecidos como clássicos."
Já percebi a um tempo que, não adianta quantas garrafas beba, quantos palavrões e socos na parede dê, não importam quantos sonos você perca e quantas insônias sofra. Não importa quantas lágrimas você derrame por enfermidade do coração, da alma, do corpo. Não importa quantas vezes você se odeie, se isole, se encha de ocupações e se culpe, nada, absolutamente nada parece diminuir o fato de nada disso fazer sentido, de se sentir a deriva sempre de si mesmo, sem porquês, para quê ou para quem. Percebo enfim que a muito tempo já sinto o peso da idade, e percebo que só tenho vinte e poucos anos...eu acho. Saudades de mim!
Prefiro mil vezes quem fala verdades duras com palavrões, do que os hipócritas que falam bonito, manso e dão tapinhas, seguidas de punhaladas, nas costas.
Os palavrões são a raiva contida da poesia não escrita. Camões jamais teria escrito "vá se ferrar", mas deixaria claro suas intenções com as mais belas palavras.
Palavrões existem em todas as culturas, em todos os tempos, por serem as palavras que melhor conseguem exprimir emoções de raiva, ofensa ou humor.
Por trás de palavrões, murmurações e pensamentos pessimistas existe muita energia negativa que impede a alma de ser feliz e bem-sucedida.
Enquanto muitos palavrões são despejados por algumas bocas sem nenhum pudor, inúmeros eu te amo são guardados por mera vergonha. O amor fora criado para estar presente em vida e não para ser pronunciado apenas quando alguém se depara com a morte.
Hoje só quero driblar a rotina, trocar as palavras, por doces palavrões, um toque de malícia, desabotoar alguns sentimentos, expor e viver algumas sensações. Quero algo mais, além da mesmice da normalidade, do tradicional. O prazer, pelo prazer. Cansei de pessoas, do entrelaçar entre corpos. Quero amor, fazer amor, sentir o amor ir fundo, ao fundo da alma. Um toque de delicadeza, com uma dose de indecência. Quero doces e travessuras, a calmaria de um sussurro e a loucura dos instintos mais deliciosamente primitivos. Sem embriaguez, nem ressacas. Nem mais, nem menos, na dose certa. Quero êxtase sem encenações, a dualidade no ápice, não o fim precoce. Quero amor e não satisfação. Amor! Entendeu meu bem?
Amigo ao discutir com uma mulher não use palavrões, apenas diga isso assim que ela termina de falar: Gorda!
"Odeio quando a Correção Ortográfica quer corrigir meus palavrões. O que seria da arte sem um certo realismo prosaico?".
Vejam só: a galerinha limpinha da grande mídia está aprendendo a falar palavrões por causa do Olavo. Mais um pouco, quem sabe, essa gente chique e diplomada aprende a ser sincera e a falar com o coração na mão com o professor Olavo.
"Falar, escrever, ler e ouvir palavrões com legítima causa, sem intenção depravada e perigo de consentimento, e excluído o escândalo, não é pecado" (Benedictus Henricus MERKELBACH, Summa Theologiae Moralis, Tomus secundus, n. 1028, 3).
Tem palavrões que não podemos dizer
Pois causa horror e espanto
Aos hipócritas
Então vai no gesto mesmo
Porue a indignação não me permite ir além
Corro o risco de ser presa
em meus próprios pensamentos
Não por falta de argumentos
Mas pelo o que não posso dizer
E vai ficando entalado na garganta
E quando dou por mim, adoeço
Por falta de estrutura espiritual
Isso tudo por medo
do que os outros vão pensar
Então foda-se, pronto acabei de dizer
De horrorizar a plateia
Mas há casos, que não me deixa outro recurso
Nao há tempo pra brincar
De mímica ou de adivinha
Então solto o verbo em alto e bom tom
Que é pra não perder o costume
De se libertar de pessoas
Que se aproximam para irritar
Sugar a quase inexistente paciência
Aborrecer ou nos denegrir
Humilhar ou nos magoar
Tirar nossa paz e saude
Criticar e ferir
Enfim, tchau... já foi tarde
Aliás não era nem pra ter aparecido
Porque depois quem sai de ruim na história
É a desbocada, depravada e mal educada aqui
Mas bom mesmo é o sorriso que depois se dá
A missão foi cumprida com êxito
E que foda-se tudo e todos
Que não tem vergonha na cara
De sair de onde está pra importunar
E quem tiver que vir, que venha por bem
Eu não mordo, só rosno de vez em quando
Pra determinadas pessoas e situações
Apesar de tudo, sou pessoa de bem
Tenho um bom coração
Por detrás dos meus gestos
E da cara amarrada!!!
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