Palavra Triste
Hoje estou triste.
Triste pelo que fizeram,
pelo que não fizeram,
pelo que eu fiz comigo mesma
tentando acreditar que algumas pessoas
seriam aquilo que eu precisava que fossem.
Talvez amanhã eu volte a acreditar.
Talvez eu volte a oferecer carinho,
a confiar,
a enxergar beleza nas pessoas.
Mas hoje...
hoje eu só quero recolher meus pedaços
e ficar um pouco em silêncio.
E talvez eu não esteja decepcionada com o amor,
nem com a amizade,
nem com o mundo.
Talvez eu esteja apenas cansada
de amar com tanta verdade
em um lugar onde nem todo mundo
sabe o que fazer com ela.
Talvez eu esteja decepcionada comigo por sentir tanto tudo isso ...
E só por hoje me permito ficar triste.
Não fique triste com os seus erros, fica triste por não aprender com eles. Erros são humanos e supera-los é uma honra. O fraco já foi forte e o forte já foi fraco a situação do momento os definem, não precisamos ser fortes ou fraco o tempo todo. Acaba-se tanto um como o outro, o detalhe está em ajudar um ao outro.
Todos os anos, em um dia específico, volto a recordar aquele triste semblante. É uma sensação horrível, difícil de explicar — como se, por alguns instantes, algo dentro de mim fosse levado de volta a um lugar que nem sei exatamente onde fica.
Minhas ações são, na maioria das vezes, totalmente pragmáticas. Não vivo em função de alguém, não caminho esperando que outra pessoa dê sentido aos meus passos. Continuo a minha vida, sigo os meus objetivos e procuro avançar.
Mas então chega esse dia.
E, sem aviso, surge novamente a mesma pergunta: “O que aconteceu?”
Aconteceu alguma coisa? Qual evento? Quando foi? Por quê?
Eu não me lembro.
Apenas sinto.
Sinto que falta alguma coisa. Um espaço vazio, uma ausência sem nome, uma lembrança que parece estar escondida em algum lugar da minha própria memória. Não consigo apontar exatamente o que perdi, nem explicar por que aquele semblante continua voltando todos os anos.
Talvez algumas coisas não desapareçam completamente. Talvez apenas aprendamos a viver sem entendê-las.
E assim continuo. Sem respostas, sem certezas, carregando uma sensação que não sei nomear e uma pergunta que insiste em voltar:
O que aconteceu?
É triste ver que, em vez de aplaudir a ousadia, o nosso país ainda abriga tantas pessoas amarguradas e sem coração que preferem a destruição alheia, combatendo ferozmente qualquer um que ouse propor uma ideia mirabolante.
A vida dolorosa,
No poema triste.
E sigo minha intuição,
Entrando por portas
Onde não sou bem-vindo.
Dizem que, aqui,
O amor deixou de existir
Tudo é abstrato,
Pura ilusão.
Eu estou andando triste pela madrugada Perdido estou sem saber o que fazer
Eu estou aqui sem voce
Buscando uma razão pra te esquecer
Vejo a lua sempre iluminada
Ae me lembro das nossas noites de prazer
Eu estou aqui sem voce
Será que a gente pode , será que e gente pode
Se rever?
Andorinha... e a vida minha
“Andorinha, andorinha, minha cantiga é mais triste!
Passei a vida à toa, à toa…”
Ah! Vida sem propósitos...
Sem intento, sem intenção...
Acorda de manhã e segue qualquer sentido, qualquer direção.
O Sol sabe seu rumo... seu objetivo diário...
O que vem clarear... a vida que vem a todos proporcionar.
E isso a cada dia que pelo céu está a passar...
Ah! Vida que segue qualquer sentido...
Sem sentido certo...
Que dia comprido...
Com passos (in)certos
Rodeada de vida vive o mais estéril deserto.
O vento sopra de cá pra lá
De lá pra cá... o tempo todo a trabalhar...
Invisível ao mundo, poeira a espalhar...
Poeira a limpar!
Ah! Vida desassossegada...
dia a dia incomodada... acomodada?
Inquietada...
Impressionada...
Que não serve pra nada.
Desmediocrizada?
E ninguém me disse nada na porta de entrada.
Rosangela Calza
Não tome decisões quando você estiver com muita raiva ou triste.
Não faça promessas quando estiver muito feliz. Se precipitar é arranjar sarna pra se coçar.
[19/3 13:11] Alinny de Mello: Eu fico triste por ele
[19/3 13:11] Alinny de Mello: Ele precisa se encontrar dentro de si mesmo
[19/3 13:11] Alinny de Mello: Espero que algum dia, ele reflita e seja novamente aquele menino que um dia eu conheci aqui
[19/3 13:12] Alinny de Mello: Não culpo ele, a infância molda todos de uma forma diferente.
[19/3 13:12] Alinny de Mello: Os traumas, a violência, os genes dos genitores...
[19/3 13:13] Alinny de Mello: Tudo isso faz um trabalho louco em quem está crescendo
[19/3 13:13] Alinny de Mello: Nós surgimos de conflitos muito dolorosos
[19/3 13:13] Alinny de Mello: Os meus ovários policisticos, o médico disse que tenho devido a minha infância difícil
[19/3 13:13] Alinny de Mello: Disse que toda mulher que passou por grandes traumas na infância
[19/3 13:13] Alinny de Mello: E adolescência
[19/3 13:14] Alinny de Mello: Tem ovário policistico
É triste perceber que a espécie capaz de compor sinfonias, construir hospitais, escrever poesias e explorar as estrelas também é a mesma que fabrica armas, alimenta ódios e encontra maneiras cada vez mais sofisticadas de machucar seus semelhantes.
SOBRE ESTA ANSIEDADE
Houve um tempo que eu era triste só e infeliz,
Houve um tempo
Que eu era solitário demais pra ser infeliz
Houve um tempo
Que eu era triste demais pra ser solitário.
Houve um tempo
Que eu não tinha mais tempo pra ser só
Hoje não tenho mais tempo pra ser eu...
estou triste, amo alguem, eu tento demonstrar, mas ela nao percebe, quero pedir desculpas, e um pedido de casamento
Minha menina, não chore , não fique triste, apenas se apoie no meu peito e descansse seus pensamentos.
náufrago
Era meia-noite... O vento frio passava triste, como palavras cortantes, acompanhadas com uma enorme sensação de que carrego um mar dentro de mim. Mas não um mar plácido, de ondas preguiçosas e céu límpido. É um mar revolto onde há trevas, frio e escuridão, dessas que afastam os pescadores mais corajosos sobre enormes barcos em uma noite negra e vazia como as noites sem luar. Um mar que não acolhe, expulsa; que não acalma, derruba.
Sinto que tudo que se aproxima acaba sendo devastado pela tempestade. No mar intenso, pessoas, gestos, tentativas de cuidado... tudo naufraga. E eu o assisto, de modo impotente das profundezas da alma, com um verbo de desgraça, com um grito questionador e agonizante. E em resposta, o vento que passa por meus cabelos fugazes responde-me: "pobre órfão! Vagando no espaço em meio a escuridão, mandas um grito!"
Agora. o silêncio preenche o vácuo das palavras não ditas. Um silêncio que não é apenas a ausência de som, mas uma presença pesada que ocupa todos os cantos e ecoa nos meus ouvidos como se zombasse de mim.
Parece estranho, embora este oceano sem fim pareça calmo; engana quem o vê de longe. O abismo azul ataca amargamente e devasta tudo à minha volta. Não é por mal, mas não sei ser porto seguro quando sou eu quem está naufragando e, silenciosamente, eu só queria ter um refúgio em meio às tempestades. Clamo por alguém que me consiga atravessar esse mar, porém minha tempestade turbulenta sacode violentamente os barcos.
Talvez esse mar sempre faça parte de mim e não se trate apenas de atravessar a tempestade, mas de admitir como parte da minha jornada. Com o tempo, quem sabe, eu reconheça que mesmo sendo arrastada para o fundo e sufocada pelo silêncio, isto revele minha resistência e minha capacidade de me manter firme aos meus propósitos.
Afinal, viver quem, sabe, seja isso. Nesse turbilhão, ressoa-me os versos do poeta Castro Alves: "Por que foges assim, barco ligeiro? Por que foges do pávido poeta? Oh! Quem me dera acompanhar-te a esteira que semelha no mar — doudo cometa!" Assim como o Poeta dos Escravos, percebo que viver é, muitas vezes, aceitar o mistério da travessia e permitir que as correntes nos guie, sem abrir mão dos nossos propósitos.
Amanheceu. Vejo a calmaria do mar, cujas águas, mesmo balançando, sabem ser abrigo. Posso vê-las deixar os barcos passarem devagar, junto com o vento suave e o marulhar das ondas. É como se o mar, em sua imensidão, oferecesse passagem segura a quem tem coragem de navegar, mesmo sem saber exatamente o destino. Agora, vejo um farol que me guia a um porto seguro. Estou em terra firme.
Quando estou meio perdido
E triste, sem alegria
Eu me encontro e me alegro
Nos braços da Poesia.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
10/04/2024
Consciência triste é aquela que faz o bem para receber o bem.
Consciência evoluída é aquela que faz o bem porque é boa. Independentemente de pra quem.
Triste, mas verdadeiro! Esses "Deus, Pátria e Família" vendem Deus, espalham o ódio, rejeitam a verdade e adoram a mentira!
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