Palavra Triste
Um domingo triste!
A tristeza dá-se pela a ausências do abraço, do cumprimento ao próximo, do bate papo com os amigos, do confinamento em nossas próprias casas. A dor que sinto é oriunda da incerteza e da sensação de impotência que emana do ser humano diante de um ser tão minúsculo , invisível, poderia dizer insignificante diante das extraordinários avanços que o homem já conquistou, mas somos frágeis e isso serve para que possamos retirar dessa experiência que não somos deuses, que a arrogância nada significa na presença da insignificância de um ser diminuto, que o dinheiro pode lhe proporcionar melhores tratamentos e profissionais de saúde, mas não evita-o de se curvar diante dele. Esse momento é importante para refletirmos que a ideia do capital é erronea, que o homem perfeito é um erro, que a mulher impecável é uma fantasia, que o dinheiro não compra tudo. A evolução do ser quanto humano é oriunda da aprendizagem que ele faz de suas experiencias vividas, mas que tipo humano somos nós que não conseguimos abstrair desses momentos atuais, tão difíceis para todos, ensinamentos que nos transforme???
Tenham um bom domingo e não esqueçam que uma de nossas caracteristica é adaptar-se às mais diversas formas de vida e o amanhã é a soluçao de todos os problemas, mas é importante sabermos aprender com o dia que passou.
A CRUCIFICAÇÃO.
No cimo triste da montanha erguida, morre o Senhor da eterna compaixão. Leva nos olhos toda a luz da vida, trazendo o amor por única razão. A brisa chora entre as oliveiras, O céu se veste em pálida tristeza. Calam-se os montes, calam-se as ribeiras, Ante o mistério da divina vez. A cruz se eleva sobre o mundo inteiro, como um altar de excelsa redenção. Parece rude o lenho carpinteiro, mas dele nasce a flor da salvação. Maria, em pranto manso e silencioso, contempla o Filho, sem nunca esmorecer. Seu coração, tão puro e luminoso, aprende a dor sem sem dela maldizer. João permanece ao lado da Senhora, guardando a fé no escuro entardecer. Enquanto o céu parece ausentar-se, seu amor insiste em florescer. Os cravos ferem mãos que distribuíram o pão da bênção, da paz e do bem. Ferem os pés das longas andadoras que nunca recusaram ir além. A fronte santa, coroada de sangue, possui mais brilho que o próprio sol. Cada ferida, embora sangrenta, abre no mundo um límpido sol. Nenhuma queixa rompe o santo peito, nenhuma sombra vence o coração. Perdão apenas brota, satisfeito, qual doce fonte sobre a ingratidão. O bom ladrão, olhando o Crucificado, descobre o clarão da imortalidade. Um só olhar, humilde e resignado, transforma a cruz em santa ascensão. As pedras tremem. Racha-se o horizonte. O templo antigo perde o velho véu. Toda esperança nasce, viva, à fonte que une a Terra para sempre ao Céu. As mães apertam seus filhinhos ao peito, sem compreender tamanho padecer. Mas cada lágrima caída daquele madeiro ensina o mundo inteiro a renascer. As aves calam seu canto festivo, os lírios curvam sua beleza. Até o vento veste negro manto diante do Amor que vence todo o mal. Cristo não morre. Apenas se levanta além da noite, além da dor. A cruz, que ao homem parecia tanta, converte-se em estandarte do Amor. Ó peregrino que outrora choraste, fitando o monte em silenciosa fé, sabe que o Cristo ainda vive agora, amparando o cansado em sua fé. Quem leva a cruz sem cultivar vingança, encontra a paz nas sombras do caminho. Quem faz do amor constante a esperança, jamais caminhará de todo sozinho. Assim termina o drama do Calvário, mas principia a eterna redenção, porque o madeiro, humilde e solitário, transformou-se em trono da perfeição.
Eu estava tão perdida, tão triste e decadente, então tomei a primeira dose de amor próprio, decidi ir embora.
MINHA HORA TRISTE CREPUSCULAR.
Amo a hora morta em que o sino distante
Soluça pelas névoas do ermo escurecido.
Quando o céu, moribundo e vacilante,
Derrama sobre o vale um clarão amortecido.
Amo o cipreste imóvel junto às campas frias,
Os lagos sepulcrais dormindo sem rumor,
As folhas a cair nas longas ventanias,
Como páginas findas de um extinto amor.
Minha alma é semelhante às ruínas esquecidas
Que a hera funerária abraça em solidão.
Carrego nos meus olhos madrugadas perdidas
E um inverno perpétuo sepultado no coração.
Escuto pelas noites a voz dos cemitérios,
O murmurar dos mortos sob a terra sem luz.
Vejo espectros vagando entre os salmos sidérios
E luas consumidas sobre lúgubre cruz.
Oh. quantas ilusões desceram ao abismo.
Quantas flores morreram antes da estação.
Tudo no mundo exala um secreto cataclismo,
Tudo arrasta consigo um fragmento de extinção.
A brisa dos jardins parece um desalento.
O sol do ocaso lembra um sangue sobre o mar.
E até o riso humano possui no pensamento
A sombra melancólica de quem vai naufragar.
Quero dormir um dia entre mármores antigos,
Sob a relva ondulante dos claustros sepulcrais.
Dormir ouvindo ao longe os cânticos mendigos
Do vento soluçando entre torres medievais.
Porque minh’alma é triste como as torres vazias,
Como os sinos que choram na tarde outonal.
Porque trago no peito as pálidas agonias
Dos poetas malditos de um mundo espectral.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro.
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A vida é curta, a vida é triste, a vida é cheia de dor… Mas talvez seja exatamente nessa imperfeição que resida a sua beleza. É a consciência da finitude que nos convida à profundidade, é a experiência da dor que desperta a compaixão, é o peso da tristeza que dá sentido à alegria. Esta é a chance de compreender que, mesmo em meio ao efêmero, podemos tocar o eterno.
A triste dor é ainda pior quando o agressor não tem consciência do que sofremos, nas mãos de um sem noção, aí nem acredito que sou morto por esse tipo de pessoa.
#Pensamentos!
É triste, mas para mim, a sociedade caduca quando retira as asas a juventude. Podem até coexistir por um tempo, mas com o tempo vai se revelar a selva que se tornou.
Tome nota !
Se fosse para relatar algo devo dizer que é triste ver gerações se apróximarem da morte a medida que procuram a vida. Até parece que não têm direitos😐
É triste a ausência de um sorriso, mas lá fora o mundo não é tão vazio, as vezes precisamos distanciar de algumas pessoas para viver coisas novas.
"Estou triste
Sua ausência me causa dor, mas suas duras e sinceras palavras não me iludiram..
O que posso fazer se não me queres, o posso fazer quando me desejas?
Sinto-me usada, uma escora pronta para desabar quando não mais quiseres que te sustente..
Quem sou eu?
Quem me permiti ser?
Quem és tu? Porquê fazes isso? Como consegue ser tão frio e vazio?
Onde estou, onde me perdi?
Mergulhada em um sentimento que é só de um e talvez alimente dois...
Estou triste, sou triste, me faço triste, apenas por não aceitar a dor de estar, ser e permanecer sozinha, por ter dependência na sua carência e ausência..
Deixo te ir, só não volte para me deixar ainda mais triste e iludida...
Só se vá, sem se arrepender do que um dia poderia viver, quando só então a tristeza em ti caber, quem sabe um dia eu volte a te receber...
Vá e não faça com que eu me arrependa, que eu não use a minha abstinência e nem a carência, vá e me deixe viver a tristeza que se fez quando estava com você..
Estou triste mais ainda sim, jamais deixarei de viver emocionada como fui por você..."
Convença quem está triste a sorrir, e para quem parou ainda dar para prosseguir, e aquele que errou ainda dá tempo de corrigir.
O mais triste não é encontrar frieza no mundo; é encontrar frieza em quem diz servir Àquele que ensinou a amar até os inimigos.
Não sou triste; sou um deserto onde a felicidade se perdeu como miragem. Caminho por suas areias quentes, carregando sede de algo que jamais tocarei. Cada passo levanta nuvens de lembranças secas, e o vento que passa parece sussurrar risos que não me pertencem. Aqui não há flores, apenas o eco vazio de promessas que evaporaram antes de nascer.
Há uma beleza triste em quem aprende a aceitar limites. Não é rendição, é sabedoria que se disfarça de resignação. Quem aceita limites encontra mais espaço interior. Porque o que cedia a excesso, agora descansa em medida. E essa medida devolve a paz roubada pela ilusão do tudo.
A saudade de quem partiu deve ser vivida como uma Sonata ao Luar: calma, profunda, levemente triste, mas infinitamente bela e reconfortante para a alma. O luto não é o fim do relacionamento, é a transformação dele em uma presença invisível que nos acompanha em cada gesto de bondade. Honre os que se foram vivendo a vida que eles gostariam que você vivesse: com coragem, com brilho e com amor. Eles vivem em cada nota que você toca com intenção e com a memória do que foi vivido.
- Tiago Scheimann
Existe uma beleza profundamente triste em quem continua sendo sensível depois de ter conhecido a brutalidade humana de perto.
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