Ossos do Ofício
A PEDAGOGIA DA TRISTEZA
Quando a dor penetra a nossa alma e atravessa nossos ossos, tudo parece uma eternidade.
A brisa, que antes transportava suavidade, transforma-se num toque gélido e pesado.
O tempo nos arrasta feitos seres acorrentados em fatos e histórias tristes. São dias longos que exige de nós uma pausa. Perdemos a noção de tempo e espaço e não temos mais controle sobre coisa alguma, restando apenas tristeza em um olhar cansado e o desânimo nos braços de quem acreditava que a esperança e a fé triunfariam no final.
São dias difíceis em que o sol sufoca e a melancolia do frio se avizinha.
Contar os dias se torna uma tarefa muito mais difícil nos fazendo perceber que o tempo é relativo.
Aquele tão esperado sorriso, que agora teima em retornar, aos poucos se transforma em aprendizagem pedagógica, nos fazendo mais maduros, sensíveis e humanos.
Não é a esperança a última a morrer; e sim, a paciência.
O campo
A mente tranquila
O café
O frio que se choca
Nos meus ossos
O campo
O homem necessita da natureza
A beleza tá no interior
Tá no campo
Mais café
Johnny Cash tá tocando
Somos jovens
Mas jovens com alma de velhos
Velhos que outrora conservaram o que é bom
A modernidade que se dane
Mais café
O homem se encontra na natureza
Deus vive no seu coração
A verdade é divina
O campo
A solidão também faz bem ao homem
Esqueçam um pouco da cidade
A paz e a beleza tá no interior
O campo é sábio, o campo é a sabedoria
Mais café
Johnny Cash tá tocando
Sempre aprenda poemas de cor. Eles têm que se tornar a medula em seus ossos. Como o flúor na água, eles tornarão sua alma imune à decadência suave do mundo.
Nenhum corpo, mas o nosso
Somos membros de Seu corpo, de Sua carne e de Seus ossos. - Efésios 5:30
Escritura de hoje : 1 Coríntios 12: 12-27
Em Atos 10:38, Pedro descreveu nosso Senhor como “Jesus de Nazaré,. . . que fizeram o bem. ”Esses atos de serviço e bondade foram expressos através de Seu corpo terreno. Desde que ascendeu ao céu, Cristo não tem mais um corpo na terra, exceto o nosso. Em outras palavras, Ele não tem mãos, pernas ou pés na terra, exceto pelos membros de Seu corpo, a igreja. Portanto, nunca devemos subestimar a importância de ser o corpo de Cristo na Terra, não apenas espiritualmente, mas também fisicamente.
Há uma história de uma criança pequena que foi colocada na cama em um quarto escuro. Ela tinha medo de ser deixada sozinha, então sua mãe trouxe uma boneca para ela. Isso não a satisfez e ela implorou à mãe que ficasse. A mãe lembrou que ela tinha a boneca e Deus, e não precisava ter medo. Logo a criança começou a chorar. Quando a mãe voltou para o lado dela, soluçou: "Mamãe, eu quero alguém com a pele!"
Às vezes somos todos iguais a essa criança. Em nossa solidão e sofrimento, Cristo não nos condena por querer que “alguém com pele” fique conosco e cuide de nós.
Portanto, Ele nos envia para sermos Seu corpo um para o outro e para o mundo, e continuar fazendo o bem. Lembre-se disso: No momento, Jesus não tem corpo na terra, a não ser o nosso!
Refletir e orar
O amor de Cristo nos libertou,
nos levantou da vergonha;
Agora nós devemos seguir o seu caminho,
e estender a mão em seu nome. —DCE
Deus trabalha através de nós para atender às necessidades daqueles que nos rodeiam. Joanie Yoder
A vida possui uma lógica temporal, há tempo para roer ossos e há tempo para comer filés. Quando não compreendemos essa lógica, comemos os filés com os fortes dentes da juventude e roemos os ossos com a escassa dentição da velhice.
Amar alguém que odeia
a si mesmo
é um tipo especial de violência.
Uma luta dentro dos ossos.
Uma guerra no sangue.
TRAGO POESIA...
Trago poesia nos ossos,
trago poesia na carne,
trago poesia na alma,
em tudo que penso, que faço.
Meus sonhos são feitos de poesia,
meus desejos são versos escritos,
meu tesouro não cabe nos bancos...
Trago guardado no peito
Como se fosse um segredo
revelado ao pé do ouvido.
Canto meu canto profundo
poesia pra mim e pro mundo.
Meu canto de pássaro pequeno
canto bem cedo, ao sereno,
qual rouxinol, patativa,
cantando, a seu modo, a canção
que deixa minha vida mais viva,
minh'alma amorosa, cativa,
e mais humano este meu coração.
Que importa ninguém me escute,
Ninguém me der atenção?
Eu continuarei a cantar
como uma cigarra do campo
que canta, intensa, seu canto
até sua vida acabar.
"Que Tempo é este que me arrepia até aos ossos ─ que Tempo é este? Vejo-o disparar contra tudo e contra todos, sem bater à porta e tremendamente desligado de princípios. Caiu ele da prateleira do <Mestre> lá de cima ? ─ Por que me busca o sono na noite fria?... "
- Rosália Lopes
Dêem aos vermes famintos as frias carnes do meu cadáver
Que em meu caixão meus ossos sejam corroídos lentamente,
Enquanto se despede minha alma e em vida fiquem minhas memórias e meus desejos não alcançado!
Que enche o sono de pavores,
Faz febre, esfarela os ossos,
Dói nos peitos sufocados,
E atira aos desesperados
A corda com que se enforcam
(...)
Coisas que terei pudor
De contar seja a quem for
Somente podemos ser pessoas completas quando enterrarmos os ossos que nos obrigam a carregar durante toda uma vida. Ninguém, seja profissional ou não, pode se equiparar à dor pungente de um passado. Não se vive de passado, dizem, mas das dores emocionais profundas decorrentes dele. Tudo o mais que acontecer de bom não vai mudar ninguém, quando muito mascarar a dor com um sorriso forçado e seguir a vida como ela se nos apresenta. Seremos reféns eternos do que disseram e fizeram com nós num tempo onde não tínhamos como nos defender com palavras e sim somatizar uma emoção negativa atrás da outra. Isso serve para todos? Não. E parabéns para quem conseguiu se livrar dos grilhões. O resto, bem, é o mesmo resto onde sempre nos colocaram.
É A MORTE
É a morte que traz da terra
Todos os ossos lavrados
Negando o descanso do corpo
Na agonia deste instante
Onde reza com fé sem defesa
Que a dor passe em noites cãs
Nas pútridas manhãs da sua morte
Palavras forjadas em azedume
Vidas que se vão à sua sorte
Carne putrefacta agonizante
Purificada glória em poesia
Num amanhecer feito de paz
Numa vida perdida num raro dia ♥
Anatomia do Amor
"Se eu pudesse, te guardava dentro de mim.
Entre os meu ossos, pra você estar sempre protegida.
Perto do meu coração, pra você estar sempre aquecida.
Perto dos meus pulmões, pra que nunca te faltasse o ar.
Se eu pudesse, te guardava dentro de mim.
Te colocava dentro do meu cérebro, pra que eu nunca esquecesse de você.
Te colocava, perto do meu estomago, para que você nunca sentisse fome.
Te colocava, dentro do meu peito, pra você saber que nunca estaria só.
Se eu pudesse, te guardava dentro de mim.
E eu estaria dentro de você..noite e dia.
Te colocava na minha garganta, onde cada palavra fosse pra te alegrar.
Te guardava dentro dos meus olhos...onde cada imagem fosse de você sorrindo ao amanhecer.
Te colocava na palma de minhas mãos, onde carinho fosse teu.
Te colocava na minha boca, onde cada beijo e sussurro fosse teu.
Se eu pudesse, te guardava dentro de mim pra sempre.
Para que nunca houvesse a ausência de nos dois.”
Paulo Lima.
Como podemos aceitar a morte.
Morte é a perda de tudo.
Nada se pode fazer.
Secos os ossos se tornaram.
Morte porque você existe.
Dar lugar a outra vida.
Tirar o que conquistamos.
Porque morte?
Morrer, acabar, findar-se.
Porque nascemos?
Por quê?
Até quando morreremos.
O Senhor te guiará continuamente, te fartará até em lugares áridos e fortificará os teus ossos. Serás como um jardim regado e como um manancial, cujas águas nunca faltarão.
O Senhor quer nos guiar em tudo, e nos levar a lugares altos.
Decida ser guiado por Deus, e toda a sua historia de vida será transformada pelo grande Criador. IS 58:11
[...] Seja arrancado tudo o que causa peso; sejam os órgãos, os ossos, os músculos... Seja o sangue. Não quero estar vazio, mas leve. Seja retirado tudo, para doravante eu enfim flutuar. Quero estar leve e não vazio inversamente digo. Quero gritar mais alto no tempo certo do grito. Quero mover com mais leveza, sem nada que possibilite peso. Quero mover no ar se possível for. A remoção do que me causa peso se dá com esmero. Flutuo sobre os horizontes, vejo os lagos, beijo o vento. Sonho os sonhos de um pássaro. Sonho a liberdade de sonhar livre, sem obstáculos, sem peso algum, sem nada que me empeça de ir mais alto e alto sem voltar atrás - Não morrerei enquanto não experienciar o flutuar. Não partirei enquanto não me torna um ser flutuoso.
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