Os Seres Vivos
Encheram a terra de fronteiras, carregaram o céu de bandeiras, mas só há duas nações, a dos vivos e a dos mortos. Um rio chamado tempo, uma casa chamada Terra). Eu ousaria acrescentar que a guerra provoca deslocamentos entre os dois mundos.
Tenho nos lábios vivos o gosto do último copo de sorriso. Embriagado pela poesia, apaixonado pelo cinema, empolgado por uma discussão que esses Bestas Heróis de Trapo achariam enfadonha demais.
A melhor sensação do mundo é levantar todo dia e saber que estamos vivos, fortes e com energia suficiente para buscar e lutar pelos nossos objetivos de forma livre.
Só a força e a coragem não nos mantém vivos, temos que agir também com sabedoria para as coisas acontecerem.
Estranho ou, no mínimo, muito curioso, o fato de um simples sonho possuir detalhes tão vivos que trazem a sensação fascinante de realidade numa versão alternativa de paraíso, criada claramente de acordo com a própria vontade, muitas vezes sem nenhum tipo de empecilho e com uma intensa e valorosa felicidade.
Sonhando, participo de momentos raros que dispõem de bastante realismo juntamente com a minha amada, nossos olhares correspondidos, repletos de profundidade, emitindo um brilho amável graças a reciprocidade de nossos sentimentos e desejos que dá sentido e deste jeito, passa muita verdade.
Um mundo singular de muitas possibilidades, que para ser acessado, basta sonhar e aproveitar ao máximo de cada instante com uma certa veemência, uma vividade constante pois num tempo determinado, virá o despertar, o que pode fazer acordar parecer um fardo, mas se fosse diferente, não seria nada salutar.
Teu coração é um campo florido
que merece ser regado
com vivos sentimentos
por possuir uma rosa
cheia de beleza
e de um cheiro adorável
num lindo Jardim
que muito precisa
de um jardineiro dedicado.
Mais do que palavras soltas sãos os versos vivos de um poema feito com amor e as frases sentidas de uma linda música cantada com a alma como o que é falado nas páginas de um bom livro, um "Eu te amo" que não é dito apenas da boca para fora sem nenhum tipo de compromisso.
Assim, a poesia e o canto são duas formas de arte que se correspondem facilmente, ambas demonstram uma melodia que passa fortes emoções, verdades do íntimo, as intensidades de corações, a rara profundidade de uma sensibilidade incrível baseada em memoráveis ocasiões.
Das mais simples até as mais grandiosas, sejam pessoais ou alheias, um sincero desabafo, um sábio conselho, momentos vividos ou muito desejados, fruto de alguns receios, de algo que é melhor ser evitado, uma similaridade notória de muita expressividade, lindo resultado.
Notas e trechos reunidos por uma bela dança, uma voz que ecoa, que recita, quando podem dançar livremente no ritmo emocionado da vida, dos sentimentos recíprocos, uma relação genuína, inconfundível, felizarda à semelhança dos atos de afetos correspondidos, mais do que palavras.
Quer dar flores, ser atencioso, mostrar seu amor? Então, faça isso enquanto eles estão vivos! Pois, depois que partirem certamente não fará mais sentido!
Os mortos já vivem...(B.A.S)
Os vivos já não vivem...
Os mortos já vivem...
Atrás das cortinas...
Os santos já não rezam mais...
São gritos calados...
A fome quer matar...
O pecado quer aterrorizar...
A nossa vida...
São portas proibidas...
Mistérios e nada mais...
QUANDO OS MORTOS FALAM AOS VIVOS.
“E vêm os mortos que estão sempre vivos, falar aos vivos que estão não invariavelmente sempre mortos.”
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
A sentença, paradoxal e provocadora, nos conduz à reflexão sobre o verdadeiro sentido da vida e da morte. O Espiritismo nos mostra que a morte não é o aniquilamento, mas apenas a transição de uma forma de existência para outra. O corpo se desfaz, mas o ser essencial, o Espírito, permanece, consciente de si mesmo, apto a prosseguir em sua jornada.
É por isso que, desde tempos imemoriais, os chamados “mortos” retornam, não para semear assombro, mas para recordar aos que permanecem na carne que a vida não cessa. Kardec registrou, em O Livro dos Espíritos (questão 149), a pergunta direta: “Que acontece à alma no instante da morte?” – à qual os Espíritos responderam com simplicidade desarmante: “Volta a ser Espírito, isto é, retorna ao mundo dos Espíritos, que deixou momentaneamente.”
Os ditos mortos, portanto, não são mortos: são vivos, mais lúcidos, mais despojados dos véus da ilusão material. Quando se comunicam, vêm advertir-nos de que a existência terrena é apenas um capítulo breve da longa obra da eternidade.
Já os vivos, muitas vezes, parecem mortos: mortos em esperança, mortos em ternura, mortos em fé. Respiram, mas não vivem plenamente; caminham, mas não sabem para onde; acumulam, mas não se enriquecem. É nesse sentido que se tornam “mortos” espirituais, não invariavelmente, mas sempre que se esquecem de sua natureza imortal.
Léon Denis, em Depois da Morte, expressou esse contraste com clareza: “A morte não é a noite, mas a aurora. Para os que sabem ver, é libertação, é ascensão, é vida mais intensa.” Ele nos convida a despertar para a vida real, que não está no corpo que envelhece, mas na alma que progride.
Mensagem consoladora.
Diante disso, o consolo se impõe: não há separação definitiva, não há perda eterna, não há silêncio inquebrantável. Os que amamos, se partem do mundo físico, continuam ao nosso lado, atentos e afetuosos, provando que não morreram. A verdadeira morte seria apenas a da alma que se recusa a amar, que se fecha ao bem, que se deixa endurecer pelo egoísmo.
Assim, quando ouvimos a voz dos que chamamos mortos, ecoando na consciência ou pela via mediúnica, eles nos recordam: vivam, porque nós estamos vivos. A existência prossegue, a esperança permanece, e o reencontro é destino certo.
A morte não rouba ninguém; apenas devolve o ser humano à vida real do Espírito. E se os mortos falam, é para despertar os vivos que ainda dormem na ilusão da matéria.
A existência corpórea é apenas um estágio, jamais o fim. Os que chamamos de mortos seguem vivos, e sua presença nos envolve como brisa suave que não vemos, mas sentimos. A certeza espírita nos mostra: a vida não cessa, e o amor é mais forte do que a separação.
O túmulo não encerra vidas; apenas abre horizontes mais vastos para reencontros felizes.
Em meio a retomadas bruscas,
Robustas rinhas quase irreais,
Reinventamo-nos vivos.
Fulanos severamente atraídos,
Diluindo pertinentes,
Os quase indestrutíveis laços individuais.
Phannie,
Primeiramente saiba,
O que vem a seguir é irrelevante.
Deixe as quedas serem catastróficas,
E as pérolas revelarem-se fulgurantes.
Phannie,
Primeiramente saiba,
Meu último recurso, é dedicado a ti.
Lamentamos a morte de alguém, principalmente quando bate o remorso, mas não valorizamos os vivos. Um adeus fúnebre, faz doer a alma, porque lembramos que o nosso orgulho de nada serve.
Criamos inimigos só por estar vivos.
A nossa existência desperta irá daqueles que se julgam diferentes.
Ao nos tornarmos Templos vivos do Espírito Santo, começamos a experimentar uma transformação interna que reverbera em todos os aspectos de nossa vida. A presença do Espírito nos guia, oferecendo Sabedoria e conforto em momentos de dificuldade, e nos impulsiona a buscar uma vida de maior significado e propósito. Essa experiência não apenas molda nosso caráter, mas também nos capacita a viver de maneira que honre a Deus e promova o bem-estar dos que nos rodeiam.
Os mortos em Cristo se levantarão,
corpos glorificados, sem dor ou corrupção.
Os vivos serão arrebatados no ar,
num abrir e fechar de olhos, para o lar celestial!
