Ofício
Detetives Particulares... Ainda que não sejamos vistos, mas estamos a existir, de ofício e de direito...
Passageiros,Ofensas de Ofício
Se alguém me ofender, procurarei elevar tão alto a minha alma, de forma que a ofensa não consiga me alcançar!
Se não fosse assim, seria de outra forma. Se não fosse agora, seria bem depois ou amanha. Se não fosse esse ano, seria em algum ano qualquer.
As três coisas mais difíceis do mundo são: guardar um segredo, perdoar uma ofensa e aproveitar o tempo.Responder à ofensa com ofensa, é lavar a lama com a lama.O escândalo do mundo é o que faz a ofensa,epecar em silêncio não é pecar totalmente. Ser ofendido, não tem importância nenhuma, a não ser que nos continuemos a lembrar disso.Fazer grande estardalhaço a propósito de uma ofensa de que fomos vítimas, não atenua o desgosto, mas aumenta a vergonha.
Meu ofício ocupa boa parte do meu coração. Pode ser difícil abrir espaço nele.
É preciso persistir
no ofício de peregrinar
a palavra é metáfora
fonte das almas
pastos de sombras
Livros & pensamentos
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Envia-nos,
como viajantes
na haste do espírito humano
distintos em consciência
habitando nos quintais
desse mundo
-
Dedicava-se plenamente ao seu ofício como sapateiro. Certa vez, levou trabalho para casa. Um pequeno pote com graxa e um par de sapatos velhos, que desesperadamente imploravam por um brilho, e se possível, solas novas. "Só o seu café quentinho pra anular esse cheiro de graxa", disse ele, usando uma indireta, jogando um verde.
Ela veio da cozinha, seus passos lentos, pés cansados que se arrastavam, relatos auditivos que evidenciavam a passagem do tempo. No topo de sua cabeça, uma coroa de cabelos brancos.
Décadas de uma mistura nada convencional, que envolvia graxa, café, antigos sapatos e sorrisos que sempre foram exemplos do amor e companheirismo.
O meu maior ofício na vida é descobrir quem eu sou. Fico tentando me equilibrar entre o que eu penso, e o que eu aprendo. Se sigo o meu coração, sou enganada por ele, se sigo o que aprendi, percebo que não é suficiente. Então medito a Palavra de Deus, e Deus vai me desvendando à mim, assim me conecto com a minha essência, não comigo, que não sou mais genuína. E nessa busca pela integridade própria, busco a santidade, e percebo que somente esse caminho me fará encontrar o maravilhoso propósito de Deus para mim.
“Toda atividade executada que recebe o devido pagamento é considerado um ofício profissional... até a mentira! Que neguem este fato os políticos e alguns deturpadores da notícia pública.”
ESCREVER, OFÍCIO SAGRADO QUE REQUER RESPONSABILIDADE
Escrever é um ofício de artesão, a prática é que aperfeiçoa o texto e a obra final, portanto, por fazer deste ato um exercício diário, não raro cometemos equívocos; às vezes por falta de experiência no manuseio da palavra, em outras por descuido ou falta de compromisso ou concentração.
“Deve-se escrever da mesma maneira com que as lavadeiras lá de Alagoas fazem em seu ofício. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar. Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer.”
Graciliano Ramos sobre o ato de escrever
Linhas Tortas (1962)
Desta forma penso que ao escrever, todos nós abraçamos uma grande responsabilidade, seja no ato de comunicar, instruir ou entreter. Devemos buscar a cada dia resolver questões complexas relacionadas com a nossa língua, procurar desvendar alguns mistérios que são desconhecidos do senso comum e de pessoas que não têm como hábito o sagrado ofício da escritura.
Portanto, se houver dúvidas quanto a uma sentença, sobre um verbo e sua temporalidade, ou ainda sobre a bendita crase: por exemplo: se em " ofereço a Deus" usamos crase. Se há dúvida é porque não dominamos o assunto perfeitamente, busque as respostas antes de publicar.
Isto que escrevo não é um desincentivo ao ato de escrever, é, ao contrário, um incentivo para que mais pessoas atinjam a excelência em se comunicar através da palavra escrita.
Jornalismo é um ofício que diverte o espírito e aguça o discernimento intelectual... Escrever não é necessariamente um trabalho, se temos gosto em fazê-lo vira uma distração prazerosa.
Na vida, tudo demais quer existir,
mas é preciso saber reverter,
transformar, como arte de ofício,
e buscar o que liberta, que alivia.
Pessoas de vida, pessoas de morte,
uns merecem pérolas, outros não,
como diz o provérbio:
não jogue pérolas aos porcos.
Mas há quem, em sua total apatia,
não mereça poemas, nem flores,
tão imunes ao amor, tão cegos nos desamores,
que não aplaudem, não batem palmas.
Essas pessoas não devem ser tratadas bem,
mas ainda assim, tratamo-las com gentileza,
porque nossa conduta não é deste mundo,
falamos do belo, mostramos o que é puro,
mesmo que o mundo fique mudo.
A minha maldição é ensinar poesia aos brutos,
filosofia aos estúpidos, amor aos indultos.
Amor em forma de indulto, talvez,
não sei, só sei que o gesto de amar
se faz com quem sabe receber.
E quem não sabe, recebe o silêncio.
O Artista e o Abismo
Se afasto a mão do ofício,
treme a lâmina do tempo.
As cores desbotam nos olhos,
as notas desafinam no vento.
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É no vício do traço e da pena
que a ruína ainda se sustenta.
Se largo o verbo, me perco,
se calo o canto, me ausento.
E o mundo? Ah, o mundo...
segue órfão de beleza,
tropeçando no silêncio
sob a sombra da tristeza.
Quem se aparta do fogo,
gela na sombra do nada.
Quem solta o pincel ou a lira,
caminha sem luz, sem estrada.
Não me peçam que pare,
não me exijam o exílio.
Minha arte é meu fôlego,
meu abismo e meu alívio.
Às vezes é bom cancelar algum compromisso.
Relaxar a gravata, dar folga ao ofício.
Ser um homem comum,
que não raro se passa por outro,
neste teatro do absurdo,
como personagem de um drama fictício.
Às vezes é bom calar a voz,
segurar a pressa, suspender o vício.
Ficar sozinho, sem ser solitário,
num pacto mudo como um sacrifício.
A prioridade do verdadeiro artista é o seu ofício, frisando que o bom profissional não deve permitir que coisa alguma atrapalhe o exercício da sua arte.
Independente de 'dar ou não certo no ofício' você acaba tendo que trabalhar, pois contas não dependem de exito para serem pagas.
Quando eu digo....
Já viu beija-flor abandonar o ofício?
E as flores seguem a estapear-se...
O que será que se passa na mente do beija-flor?
O que deseja? Onde se esconde? O que faz?
Às vezes penso que o vejo, que o escuto...
Mas logo penso que nada vi ou ouvi.
Às vezes penso que o que penso não passa de pensamento.
Sina de flor...
(Fabi Braga, 28 abr 2011)
