O teu Rosto poema
UTOPIA:
Aqui sozinho no silencio do quarto
A luz do espelho reflete o tempo em meu rosto desnudo
Sem brilho...
A felicidade reflete no brilho da ribalta
Será?
Que o brilho da mascara me faz feliz
Será?
Ou seria minha utopia na grande arena da vida
Como paglia a queimar
Onde todos riem do brilho no rosto
Do tramp a chorar.
ONTEM
Eu não tinha o palor no sorriso.
Esse rosto tísico e olhar opaco.
Às oiças tímidas.
Nem o amargor dos lábios.
Felicidade é um desconhecimento.
Ela desconhece rosto, gosto, e entendimento.
Entorpece o lamento do homem, rejeita a incoerência e a compreensão alheia.
Felicidade é incoerente. É ser e fazer o que ninguém espera, o que não imaginam, fazer por si e nada mais.
Felicidade pode ser cruel. Pode indiretamente ferir de forma mortal, e fatalmente ceifar a razão.
Razão essa que pra ser feliz não tem espaço. Ser feliz é irracional. É a crença real de que o invisível e o impossível terminarão.
É a visão de que pra alcançar esse ideal, é preciso rejeitar as marés que virão.
A mesma melodia que um dia soou como promessa,
depois reaparece em outro palco, com outro rosto,
como se sentimento fosse só refrão que encaixa em qualquer boca.
ENGRENAGEM DA SOCIEDADE
Todos no batente dia após dia no rosto o suor, no semblante o cansaço, no bolso o furo, na carteira o registro o orgulho para afirmar a quem for,
Eu sou trabalhador, morando na zona sul na zona norte, bairro nobre, bairro pobre, eu sou trabalhador,
Doutor de caneta, doutor colher pedreiro, professora ou doméstica, doutor de bisturi, doutor de pincel pintor, senhor, senhora no dia na noite trabalhador todos com capacidade engrenagem do campo e da cidade.
O VELHO
Parado no leito do rio me curvo para matar a sede veja o meu rosto enrugando no espelho d'água
Lembro que estou abandonado por meus filhos esquecido por aqueles que noites em claro passei
aqueles por quem dias ensolarados enfrentei
hoje sou apenas um velho abandonado de um lado para o outro pensando perguntando a Deus o que será do meu futuro
Chorando pensando no passado comparando ao presente sou um velho abandonado surdo quase cego só no mundo.
Hoje, vejo-me cercada por uma felicidade que transparece em meu rosto e contagia meu ser. Cada sorriso, cada abraço, cada palavra de gratidão que recebo é um presente que o universo me oferece como reconhecimento por nunca ter desistido...
- Edna Andrade
Já me quebrei em silêncio,
onde ninguém pôde ver.
Carreguei sorrisos no rosto
enquanto a alma só queria chover.
Fui leve — quando o mundo pesava.
Fui calma — quando dentro tudo gritava.
Fui pluma no vento da vida,
mas cada sopro me ensinou a não me perder.
Me disseram pra ser forte,
mas descobri que força é sentir.
É cair e, mesmo em pedaços,
ainda assim, decidir prosseguir.
Não sou feito de aço,
mas de carne que já cicatrizou.
De lágrimas que ninguém viu,
e orações que só Deus escutou.
Carrego dores caladas,
mas também milagres que ninguém notou.
Porque onde o mundo via fraqueza,
Deus via o ouro que o fogo forjou.
Sou feito de fé que não grita,
mas resiste.
De esperança que não se explica,
mas insiste.
Sou suave como a pluma que dança no céu,
mas quando a vida exige…
eu sou trovão.
E faço tremer tudo aquilo que quis me calar
— sem perder o coração.
Sombra do Guardião
Na calada da noite, sem rosto ou sinal,
Surge a figura em silêncio total.
No asfalto frio, seu vulto se impõe,
Com o peso do mundo que a sombra compõe.
Não há cor, nem rosto, nem voz — só missão,
O fardo invisível do guardião.
Arma no ombro, olhar que não cessa,
Vigília na sombra, na paz e na pressa.
Entre luz e trevas, caminha sozinho,
Traçando no chão seu próprio caminho.
Não busca aplausos, não pede perdão,
Apenas defende — dever, coração.
E quando amanhece, some sem alarde,
A sombra se apaga, mas nunca se tarde.
Pois onde há silêncio, temor e tensão,
Há sempre, invisível, um guardião.
Tempo passa devagar
A lua ainda está aqui
Pra alumiar o rosto
Na escuridão da noite
E acalentar o coração
Na neblina que vem
Do céu estrelado
Tempo passa devagar
Pra deixar o corpo
Pedir abraço
No frio da noite
Tempo, tempo
Passa devagar
Enlouqueço
De amor
Por você
Na noite que
Clareia a minha alma
E o meu ser
Tempo passa devagar
Quero ti ter
Bem perto
Do meu abraço quente
E fazer você mergulhar
Nos meus beijos
Na noite de lua cheia
Tempo, tempo
Passa devagar
O friozinho
Só quero passar com você
Peguei o balanço
Sentei e comecei
A se balançar
Senti o vento do rosto
E o friozinho gostoso no corpo
E com a velocidade do balançar
Pensei que ia começar a pensar
Mas percebi que
O balanço deixava minha
Alma calma e vazia
Como ela precisava
E assim continuei a balançar
Pra lá e pra cá
E alma foi se esvaziando
Dos estresses da vida
Enfim a paz que meu ser necessitava
O que é beleza pra você?
Ter um rosto limpo.
Ter um corpo magro e sem cicatrizes.
Ou é ter um olhar límpido
que até a alma é visível.
A beleza verdadeira não está na estética do corpo , mas sim o quê esse corpo produz ao olhos de quem as enxergam.
Enfim a beleza verdadeira é a essência interna de dentro do corpo físico!
"Caminhar, receber o vento puro no rosto,
ameniza o sofrimento,
acalma os pensamentos
e o coração".
Espero que os dias passem rápido
E eu te tenhas do meu lado
Com teu rosto bem grudadinho
E o teu corpo envolvido no meu
Te sinto ao tocar do vento
Fecho os meus olhos
E consigo vê seu rosto junto ao meu no pensamento
Você é o que eternizou no meu coração
Porquê se teve amor
Teu querer deu-me asas, enquanto eu era apenas metamorfose.
Fez-me desejar teu rosto, antes de sentir o reflexo dos teus olhos nos meus.
E desejar teus lábios, antes de sentir teu sabor
Fez-me querer tuas mãos a buscar meu corpo, desvendando-lhe os mistérios
e desejar teu descompasso, antes mesmo de provocá-lo
Mais um dia começa
Mais uma tarde se vai
E a noite vem
Sinto o vento bater
No meu rosto ao
Abrir a janela
E ouço os cantos dos
passarinhos se recolhendo
Como seria bom
Ter uma nova realidade
Pq de todas que tenho
Ainda falta você
Amo minha solitude
E sei que me amo e
Sou feliz, não sou
Carente
Mas sei que falta
Um pedaço e ele
Pode ser você
Sou a lagrima incontida
Molhando teu rosto cansado
Sou o silencio que grita.
Alma e coração.
Sou o por do sol no entardecer
A brisa,o vento,o tempo...
A palavra de amor
Um sim ,um não,um talvez
O amor em sentimento
Embalando os versos
Os versos do nosso amor.
A PRAÇA
Fábio P. Oliveira
As mãos estendidas tapando o sol...
As lágrimas escorrem pelo rosto triste daquele garoto sozinho
Música triste tocando por todo lado!
As nuvens negras escondem o sol e o vento carregado de fúria sopra...
As folhas secas dançam acompanhadas pelos vários papeis amassados escrito “aquele nome”
No banco da praça o garoto escreve...
Sua camisa xadrez marrom e camiseta branca
Sua calça jeans
Tênis velho e muita tristeza...
Seu olhar é distante...
Ele fala de Izadora e não para de escrever sobre “ELA”
Sua tristeza é sua alegria...
Izadora...
Logo estaremos só outra vez no vazio das almas!
Ele escreve na certeza de poder encontra-la
Ele escreve...
A noite se aproxima com várias vozes
Ele se levanta
Aponta no céu a mais bela das estrelas dizendo seu nome em voz baixa
Sussurra sua dor aos ventos que o cerca
Suas lágrimas descem
Seu coração sofre
No banco deita imaginando o silêncio e sua forma
Sabe que izadora o persegue sua dor é sua alegria...
Izadora fala,
Você...
Doce poeta que me dá forma e amor
Sinto seus pensamentos e suas tristezas
Sou seu silêncio
Passo por você em varias formas...
No toque do vento
Na dor da palavra
Na solidão
Nas conversas eu sou o nome que sai da sua boca
Sou a espada cravada no seu coração
Amor, dor, tristeza, ódio e paixão.
